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Leia o texto abaixo para responder à questão.
A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.
Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.
Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.
Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).
A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.
(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).
De acordo com o texto, é correto afirmar que o autor apresenta uma ideia de política
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
A visão dominante na economia propõe otimizar o uso de recursos escassos para que combine o maior crescimento com a maior equidade. O primado do mercado e a ação racional dos agentes seriam as ferramentas que propiciariam tal combinação, e existiria uma função matemática para o problema.
Porém, como necessidades e interesses dos indivíduos e grupos sociais são conflitantes, é necessário introduzir na equação a política, que são as relações de colaboração e enfrentamento que eles travam na busca por poder (ou exatamente por mais recursos e melhores condições de vida). Isso implica incertezas permanentes.
Como se vê, são bichos parecidos, mas muito diferentes. Se fossem gatos, por exemplo, a economia convencional seria o de Voltaire; e a política, o de Schrödinger. Ao primeiro é atribuída a definição de metafísica citada por Guimarães Rosa no prefácio de Tutameia: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá”. A comparação entre as aspirações e ferramentas da economia e as da metafísica é apropriada. É impossível encontrar, fora de modelos mentais e teóricos, o equilíbrio geral da visão econômica dominante.
Já no segundo, devemos o exemplo da incerteza na física quântica. Ele propõe o exercício imaginário de se colocar um gato numa caixa junto com um pote de gás mortífero, um emissor de radiação e um martelo que, acionado pela radiação, quebra o pote e, assim, mata o gato. Ocorre que há 50% de chance de a radiação ser emitida. Daí que, enquanto a caixa ficar fechada, haverá igual probabilidade de o gato estar vivo ou morto. Esta é a incerteza (mas, ao contrário do gato econômico ou metafísico, ele estará lá).
A situação se aproxima da política, que, no entanto, é ainda mais complexa. A todo momento é preciso negociar e combinar múltiplos interesses ambíguos ou ambivalentes, só que sem nunca haver a realidade e a visão da realidade “corretas” – que a metafísica e a economia definiriam como ontológicas. A política (e a economia não convencional, que a incorpora à equação), portanto e não a economia dominante, é a melhor maneira de se enfrentar a questão da produção e da distribuição de riqueza – sem, contudo, jamais conseguir solucioná-la, porque não é possível conhecer a situação real, que tem múltiplos estados simultâneos. Será preciso continuamente formular e embaralhar infinitas funções. Isto sim é incerteza.
(PIVA, Luiz Guilherme. Economia, política e gatos. Folha de São Paulo, 20.02.2022).
De acordo com o texto, é correto afirmar que a visão econômica dominante
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Analise a frase abaixo para responder à questão 8.
A medida foi tomada por tempo indeterminado em todo o país e inclui manifestações pacíficas ao longo das rodovias em diferentes cruzamentos rodoviários armazéns e portos de granel.
(www.gazetadopovo.com.br. Adaptado).
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta.
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De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à acentuação, assinale a alternativa correta.
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Após o veredito, o deputado buscou a do poder judiciário para a do resultado.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à ortografia, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
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Posteriormente, de deixar todas as partes par do acordado, foi agendada uma reunião vésperas da renovação do contrato.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à ortografia e ao uso da crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
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Leia a tirinha abaixo para responder à questão 4.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto às suas regras gerais, assinale a alternativa que apresenta uma correção necessária à tirinha acima.
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- OrtografiaProblemas da Norma Culta
- SintaxeColocação Pronominal
- Interpretação de TextosNíveis de LinguagemLinguagem Informal ou Popular
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 3.
Se “antigamente” a mudança acontecia por uma questão de geração, hoje a vivemos por razões mais profundas, complexas e assustadoramente inusitadas. Não só pais de adolescentes – mas, principalmente nós – fomos surpreendidos: em meio ao desafiador processo natural de transformação adolescente, temos ainda que assegurar resultados neste desconhecido contexto de transformação no mundo.
Em marcha lenta, tentava dar conta do que sempre foi desafiador, mas que hoje ficara ainda mais complexo: educar um filho adolescente ... na era digital. Por isso, me desculpem meus antecessores, tidos como donos de uma verdade particularmente duvidosa, de um tempo “pretensamente” perfeito, por sua previsibilidade. Mas hoje vivemos uma era substancialmente diferente em todos os campos.
Estamos experimentando uma transformação muito além da esperada entre gerações – como nunca vivida há gerações – e, ainda assim, me criticam por tatear em terreno irreconhecível e inóspito.
Ajudariam mais se contribuíssem com apoio e busca de novos meios de conviver com o filho adolescente hoje, em vez de criticar a conduta dos pais esperando a imposição de uma prática ineficiente aos tempos “de hoje”.
Mais ainda: se se dispusessem a uma atualização cooperativa pela qual juntos tentássemos montar este quebra-cabeça imposto a toda humanidade – não só a pais de adolescentes – inserido em um cenário tremendamente ágil, dinâmico, incomum e, ao mesmo tempo, cheio de inúmeras possibilidades.
(https://www.semprefamilia.com.br/. Adaptado).
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto ao uso de pronomes, assinale a alternativa que apresenta uma oração em que um pronome pessoal é usado de forma coloquial e que NÃO está de acordo com a norma-padrão.
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Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 3.
Se “antigamente” a mudança acontecia por uma questão de geração, hoje a vivemos por razões mais profundas, complexas e assustadoramente inusitadas. Não só pais de adolescentes – mas, principalmente nós – fomos surpreendidos: em meio ao desafiador processo natural de transformação adolescente, temos ainda que assegurar resultados neste desconhecido contexto de transformação no mundo.
Em marcha lenta, tentava dar conta do que sempre foi desafiador, mas que hoje ficara ainda mais complexo: educar um filho adolescente ... na era digital. Por isso, me desculpem meus antecessores, tidos como donos de uma verdade particularmente duvidosa, de um tempo “pretensamente” perfeito, por sua previsibilidade. Mas hoje vivemos uma era substancialmente diferente em todos os campos.
Estamos experimentando uma transformação muito além da esperada entre gerações – como nunca vivida há gerações – e, ainda assim, me criticam por tatear em terreno irreconhecível e inóspito.
Ajudariam mais se contribuíssem com apoio e busca de novos meios de conviver com o filho adolescente hoje, em vez de criticar a conduta dos pais esperando a imposição de uma prática ineficiente aos tempos “de hoje”.
Mais ainda: se se dispusessem a uma atualização cooperativa pela qual juntos tentássemos montar este quebra-cabeça imposto a toda humanidade – não só a pais de adolescentes – inserido em um cenário tremendamente ágil, dinâmico, incomum e, ao mesmo tempo, cheio de inúmeras possibilidades.
(https://www.semprefamilia.com.br/. Adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra “pretensamente” destacada no texto.
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Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 3.
Se “antigamente” a mudança acontecia por uma questão de geração, hoje a vivemos por razões mais profundas, complexas e assustadoramente inusitadas. Não só pais de adolescentes – mas, principalmente nós – fomos surpreendidos: em meio ao desafiador processo natural de transformação adolescente, temos ainda que assegurar resultados neste desconhecido contexto de transformação no mundo.
Em marcha lenta, tentava dar conta do que sempre foi desafiador, mas que hoje ficara ainda mais complexo: educar um filho adolescente ... na era digital. Por isso, me desculpem meus antecessores, tidos como donos de uma verdade particularmente duvidosa, de um tempo “pretensamente” perfeito, por sua previsibilidade. Mas hoje vivemos uma era substancialmente diferente em todos os campos.
Estamos experimentando uma transformação muito além da esperada entre gerações – como nunca vivida há gerações – e, ainda assim, me criticam por tatear em terreno irreconhecível e inóspito.
Ajudariam mais se contribuíssem com apoio e busca de novos meios de conviver com o filho adolescente hoje, em vez de criticar a conduta dos pais esperando a imposição de uma prática ineficiente aos tempos “de hoje”.
Mais ainda: se se dispusessem a uma atualização cooperativa pela qual juntos tentássemos montar este quebra-cabeça imposto a toda humanidade – não só a pais de adolescentes – inserido em um cenário tremendamente ágil, dinâmico, incomum e, ao mesmo tempo, cheio de inúmeras possibilidades.
(https://www.semprefamilia.com.br/. Adaptado).
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a autora critica o(a)
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