Foram encontradas 40 questões.
2708292
Ano: 2023
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Considerando o disposto na Lei Complementar
n.º 34/2011, assinale a alternativa INCORRETA.
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2708291
Ano: 2023
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Provas:
O servidor cuja jornada de trabalho é de oito horas diárias
e quarenta horas semanais, que acompanhar filho(a), pai,
mãe ou avô(ó) em consulta ou tratamento médico, poderá,
desde que apresente o competente atestado, justificar por
escrito até
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2708290
Ano: 2023
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Provas:
Acerca da vacância do cargo público, assinale a alternativa
correta.
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2708289
Ano: 2023
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Provas:
A exoneração e a demissão são atribuições do(a) ou da autoridade competente, quando
se tratar de entidade da Administração do município.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
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2708288
Ano: 2023
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
Provas:
Sobre as formas de provimento de cargo público, prevista
na Lei Complementar n.º 34/2011, é correto afirmar que
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Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
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Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
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Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
Provas
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Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais
pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os
óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir
dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas
uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica.
O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a
cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias
várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para
cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A
inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes
da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias
adiassem a maternidade para não interromper a fase mais
produtiva da vida.
Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo
fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana
Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo
de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito
maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige
dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
A tendência, como já se verifica nas gerações mais
recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está
decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à
empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas.
Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis.
Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos,
mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas
duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo
isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma
condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos
começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue
barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o
que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz
Petta.
O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias
e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular
o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está
incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com
punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A
questão social em função da idade, a baixa autoestima por não
ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a
oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter
uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo
especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do
tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas
a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da
técnica, ao menos nos moldes atuais.
Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente,
junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há
clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens
e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou,
congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como
lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”.
“É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas.
Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada
classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas
e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos,
publicitária que não pretende congelar.
“Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que
essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe
naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é
impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que
engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.
(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
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