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A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO
1 – Qual é a importância da vacinação?
José Augusto Alves de Britto: A vacinação sensibiliza o sistema imunológico do organismo, fazendo com que ele crie defesas, anticorpos especiais contra uma série de doenças que, quando ocorrem, podem acarretar a morte ou deixar graves sequelas na pessoa acometida.
A importância da vacinação não está somente na proteção individual, mas porque ela evita a propagação em massa de doenças que podem levar à morte ou a sequelas graves, comprometendo a qualidade de vida e saúde das pessoas vitimizadas.
2 – Quais os avanços no Brasil, com relação à vacinação?
Pesquisador: Em 1973, foi criado no Brasil o Programa Nacional de Imunização (PNI), com o objetivo de normatizar a imunização em nível nacional e, assim, contribuir para a erradicação ou controle de doenças transmissíveis. Ele faz parte das iniciativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e recebe apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
No mundo de hoje, globalizado, onde circulam milhões de pessoas entre diversos países, há que se ter uma atenção especial com a saúde global e essa associação do PNI com órgãos da responsabilidade, como a OMS, demonstra o compromisso do Brasil com a saúde da população nacional e global, por conseguinte.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em seu calendário 19 tipos de vacina, que atendem a crianças, adolescentes, gestantes, trabalhadores, pessoas com mais de 60 anos, população indígena etc. É importante destacar que o PNI trabalha com metas importantes, como a de vacinar 90/95% da população.
O nosso país é reconhecido internacionalmente, porque, ao longo dos 35 anos do PNI, conseguiu erradicar doenças como a poliomielite, a rubéola congênita e, em 2016, recebeu da Organização Pan Americana da Saúde (Opas) o certificado de erradicação do sarampo.
3 – Algumas doenças já erradicadas no Brasil estão voltando. A que se deve isto?
Pesquisador: A partir de 1982, surgiu na Europa e nos Estados Unidos um movimento antivacina, a partir da divulgação de artigos muito polêmicos que relacionavam a vacinação com doenças cerebrais – que adiante se revelaram equívocos científicos e interesses escusos contra a indústria farmacêutica, levando, inclusive, à cassação do registro profissional dos pesquisadores envolvidos.
Adiante, surgiram movimentos, ora de cunho religioso, ora filosófico, que advogam a favor de não se sobrecarregar o sistema imunológico das crianças e considerando que a imunidade natural poderia dar conta da proteção.
No Brasil, este movimento já começa a ser observado, porém, devidamente acompanhado pela Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e do Ministério da Saúde (MS). Isso tem repercutido na queda da cobertura vacinal esperada e em uma certa resistência de aderência às campanhas nacionais, como recentemente contra o sarampo.
Acredita-se que, pelo fato de a vacinação ser um sucesso, causa a falsa sensação de que as doenças não existem mais e, portanto, que não há mais a necessidade de se tomar as vacinas. Desta maneira, doenças antes controladas voltam a ocorrer na população, inclusive com riscos de epidemia, tendo-se como exemplo o caso recente de epidemias por sarampo em cidades na região Norte do Brasil.
Naquelas cidades, as taxas de cobertura da vacinação estavam abaixo do esperado.
4 – Como contornar o problema da queda na vacinação?
Pesquisador: Uma das boas estratégias para se trabalhar a recuperação das taxas de cobertura é, primeira e fundamentalmente, garantir a oferta de vacinas para a população em tempo contínuo, não somente em períodos de campanha.
Também cabe aos profissionais de saúde manterem os pais, os adultos e os idosos estimulados a essa prática de saúde, mostrando claramente os benefícios para cada um e o efeito de proteção para todos a partir dela.
É necessário, ainda, que se busque combater rápida e fortemente a divulgação pelas mídias sociais de notícias falsas (fake news) a respeito das vacinas.
5 - O Brasil vive um momento de congelamento dos gastos públicos com saúde. Como isto afeta a imunização?
Pesquisador: O congelamento dos gastos públicos com saúde podem sim impactar de um modo bastante negativo o sucesso dos programas de vacinação. Quando o cidadão busca uma unidade de saúde e não lhe é disponibilizada a vacina, isso leva a um descrédito no sistema, a um desânimo de buscar, repetidamente e sem sucesso, a vacina, gerando então ainterrupção ou o abandono de esquemas de vacinas que vinham sendo corretamente seguidos. Isto propicia o retorno das doenças até então controladas.
Além disso, o congelamento de gastos pode comprometer os investimentos em pesquisas de vacinas contra a dengue e contra o vírus da zika, por exemplo. É preciso investir.
( Disponível em: https://www.incqs.fiocruz.br/index.php? option=com_content&view=article&id=1721:a-importancia-da-vacinacao-nao-estasomente- na-protecao-individual-mas-porque-ela-evita-a-propagacao-em-massade- doencas-que-podem-levar-a-morte-ou-a-sequelas-graves&catid=114& Itemid=166)
O gênero discursivo lido é estruturado a partir do seguinte procedimento:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
De acordo com o parágrafo 1º do Artigo 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, Lei nº 9394/96 (2017), com relação ao Ensino Fundamental, é facultado aos sistemas de ensino:
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Disciplina: Legislação Municipal
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
Danusa é servidora concursada do município VB e está preocupada com o marco do seu desligamento do serviço público e os efeitos no cargo que ocupa. Nos termos do Estatuto do Servidor Público do município de São Gonçalo, a vacância ocorrerá na data imediata em que o servidor completar:
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Os impérios da África
O desconhecimento sobre o continente africano é brutal. Em um nível ampliado, ajuda a fomentar o racismo e a violência contra populações estigmatizadas por anos a fio, caracterizadas como pouco criativas e sem importância histórica na formação moderna do homem.
Um dos exemplos mais famosos está em uma obra clássica nos estudos da arqueologia, de 1949, escrita por um jornalista alemão, com o pseudônimo de Kurt W. Marek. Deuses, túmulos e sábios foi traduzida para mais de 28 idiomas e, ao longo das últimas sete décadas, tem perpetuado um conhecimento vago sobre a África, diminuindo a história da região às pirâmides do Egito Antigo. Isso, no entanto, está mudando.
Como forma de contrapor o discurso empregado por Kurt, mas também para ampliar o conhecimento sobre arqueologia, o antropólogo britânico Brian Fagan lançou a Breve História da Arqueologia, uma atualização do trabalho produzido por Kurt, destacando os principais acontecimentos da paleontologia e arqueologia universais. Ao longo de 40 capítulos, a obra mostra como arqueólogos e pesquisadores encontraram túmulos egípcios da antiguidade, ruínas maias, os primeiros assentamentos coloniais em Jamestown, o misterioso Stonehenge, a incrivelmente preservada Pompeia e muitos outros acontecimentos históricos.
O livro narra o desenvolvimento da arqueologia desde as origens no século XVIII até os avanços tecnológicos do século XXI, incluindo recursos de sensoriamento remoto e técnicas de imagens de satélite que revolucionaram o campo. Iluminando os eventos mais intrigantes da história, a obra ajuda a dirimir controvérsias, especialmente as ligadas à África.
Com especial atenção dada ao Egito Antigo, Deuses, túmulos e sábios ignora outras civilizações africanas tão impressionantes quanto o reino de Cleópatra. Já a obra de Fagan, permeada por anedotas, não faz questão de ser definitiva em nenhum dos temas apresentados. Ao viajar pelos continentes, o escritor britânico traz fatos desconhecidos pela maioria. Entre as savanas do Zimbábue, na África, uma colina de grandes pedras escondia um palácio descoberto no final do século XIX, com peças da Índia, porcelana chinesa, ouro, cobre e objetos em marfim. Há indícios de que a construção do palácio tenha ocorrido entre os anos 950 e 1450.
A descrição relatada no livro contraria as teorias de superioridade dos colonizadores brancos. Ao notarem a impetuosidade da edificação, membros da colônia britânica decidiram que a grande cidade não havia sido erguida pelo grupo Bantus, originário da África Central, mas por europeus altamente desenvolvidos que abandonaram a obra. O equívoco, conta o antropólogo Fagan, só seria resolvido em 1950, quando novas escavações confirmaram o óbvio: as construções eram “totalmente africanas”. Para além do Zimbábue, outras edificações no continente chamam a atenção pela imponência e, ao mesmo tempo, pelo esquecimento ao qual foram relegadas na história.
Um exemplo é o Império Mali, com domínio absoluto no comércio de ouro na região entre os séculos XI e XV, com doze reinos adjacentes e longínquo território. Às margens do rio Níger, seus nobres seguiam a fé islâmica e faziam peregrinações à Meca. Não muito distante dali, estava o império Songhai que, entre os séculos XIV e XVI, foi considerado um dos maiores impérios do mundo, com um exército de mais de 200 mil pessoas e um papel extremamente importante no comércio mundial da época.
Entre caminhos não percorridos pela humanidade, o autor espera que seus livros possam servir de ponte para lugares desconhecidos, para que possamos conhecer não só a fisionomia desses lugares, mas também as pessoas que os habitavam. “Se há uma lição sobre arqueologia, é que esquecemos que estamos estudando pessoas, não apenas locais e objetos. E as pessoas, com toda a sua diversidade e peculiaridade, impulsionaram a história e as sociedades humanas”, conclui.
Guilherme Henrique. In: Isto é. Edição nº 2616,
04/03/2020, páginas 46-47. Disponível em: https://istoe.com.br/os-imperios-da-africa/. Acesso março 2020. [Adaptado]
Em “diminuindo a história da região às pirâmides do Egito”, o sinal grave, indicativo de crase é corretamente empregado. Também é obrigatório usar esse sinal sobre o a destacado na frase:
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Os impérios da África
O desconhecimento sobre o continente africano é brutal. Em um nível ampliado, ajuda a fomentar o racismo e a violência contra populações estigmatizadas por anos a fio, caracterizadas como pouco criativas e sem importância histórica na formação moderna do homem.
Um dos exemplos mais famosos está em uma obra clássica nos estudos da arqueologia, de 1949, escrita por um jornalista alemão, com o pseudônimo de Kurt W. Marek. Deuses, túmulos e sábios foi traduzida para mais de 28 idiomas e, ao longo das últimas sete décadas, tem perpetuado um conhecimento vago sobre a África, diminuindo a história da região às pirâmides do Egito Antigo. Isso, no entanto, está mudando.
Como forma de contrapor o discurso empregado por Kurt, mas também para ampliar o conhecimento sobre arqueologia, o antropólogo britânico Brian Fagan lançou a Breve História da Arqueologia, uma atualização do trabalho produzido por Kurt, destacando os principais acontecimentos da paleontologia e arqueologia universais. Ao longo de 40 capítulos, a obra mostra como arqueólogos e pesquisadores encontraram túmulos egípcios da antiguidade, ruínas maias, os primeiros assentamentos coloniais em Jamestown, o misterioso Stonehenge, a incrivelmente preservada Pompeia e muitos outros acontecimentos históricos.
O livro narra o desenvolvimento da arqueologia desde as origens no século XVIII até os avanços tecnológicos do século XXI, incluindo recursos de sensoriamento remoto e técnicas de imagens de satélite que revolucionaram o campo. Iluminando os eventos mais intrigantes da história, a obra ajuda a dirimir controvérsias, especialmente as ligadas à África.
Com especial atenção dada ao Egito Antigo, Deuses, túmulos e sábios ignora outras civilizações africanas tão impressionantes quanto o reino de Cleópatra. Já a obra de Fagan, permeada por anedotas, não faz questão de ser definitiva em nenhum dos temas apresentados. Ao viajar pelos continentes, o escritor britânico traz fatos desconhecidos pela maioria. Entre as savanas do Zimbábue, na África, uma colina de grandes pedras escondia um palácio descoberto no final do século XIX, com peças da Índia, porcelana chinesa, ouro, cobre e objetos em marfim. Há indícios de que a construção do palácio tenha ocorrido entre os anos 950 e 1450.
A descrição relatada no livro contraria as teorias de superioridade dos colonizadores brancos. Ao notarem a impetuosidade da edificação, membros da colônia britânica decidiram que a grande cidade não havia sido erguida pelo grupo Bantus, originário da África Central, mas por europeus altamente desenvolvidos que abandonaram a obra. O equívoco, conta o antropólogo Fagan, só seria resolvido em 1950, quando novas escavações confirmaram o óbvio: as construções eram “totalmente africanas”. Para além do Zimbábue, outras edificações no continente chamam a atenção pela imponência e, ao mesmo tempo, pelo esquecimento ao qual foram relegadas na história.
Um exemplo é o Império Mali, com domínio absoluto no comércio de ouro na região entre os séculos XI e XV, com doze reinos adjacentes e longínquo território. Às margens do rio Níger, seus nobres seguiam a fé islâmica e faziam peregrinações à Meca. Não muito distante dali, estava o império Songhai que, entre os séculos XIV e XVI, foi considerado um dos maiores impérios do mundo, com um exército de mais de 200 mil pessoas e um papel extremamente importante no comércio mundial da época.
Entre caminhos não percorridos pela humanidade, o autor espera que seus livros possam servir de ponte para lugares desconhecidos, para que possamos conhecer não só a fisionomia desses lugares, mas também as pessoas que os habitavam. “Se há uma lição sobre arqueologia, é que esquecemos que estamos estudando pessoas, não apenas locais e objetos. E as pessoas, com toda a sua diversidade e peculiaridade, impulsionaram a história e as sociedades humanas”, conclui.
Guilherme Henrique. In: Isto é. Edição nº 2616,
04/03/2020, páginas 46-47. Disponível em: https://istoe.com.br/os-imperios-da-africa/. Acesso março 2020. [Adaptado]
“...chamam atenção pela imponência e, ao mesmo tempo, pelo esquecimento ao qual foram relegadas”. O pronome relativo em destaque, antecedido pela mesma preposição, está corretamente utilizado em:
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“Programas especiais de acessibilidade são os componentes lógicos das tecnologias de informação e comunicação (TIC)” (MEC, 2006). Software sintetizador de voz com vistas à comunicação relaciona-se à tecnologia:
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Sobre a oferta de atendimento educacional especializado, é correto afirmar que ocorra:
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Clarice é inspetora de disciplina na Escola B e entre suas atribuições tem uma a qual ela se dedica em todos os dias letivos, já que é sua a responsabilidade de acompanhar:
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Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
A Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, no Art. 7º determina que a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. Para que esse direito se concretize, é necessário que o Estado garanta a crianças e adolescentes condições de existência:
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“Se um índio Xokleng¹
subjaz no teu crime branco
limpo depois de lavar as mãos
[...]
Se um índio Xokleng
dorme sob a terra
que arrancaste debaixo de seus pés,
sob a mira de tua espingarda
dentro de teus belos olhos azuis
Se um índio Xokleng
emudeceu entre castanhas, bagas e conchas
de seus colares de festa
graças a tua força, armadilha, raça
[...]
Veste a carapuça
e ensina teu filho
mais que a verdade camuflada
nos livros de história”
¹Povo indígena localizado no estado de Santa Catarina
Fonte: Poema para um
índio Xokleng. BELL, Lindolf. O código das águas. 5. ed. São Paulo: Global, 2001
Em uma aula sobre a presença dos povos indígenas no Brasil e os conflitos com os imigrantes ao redor do país, a professora levou o poema acima com a intenção de ressaltar:
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