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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: IVIN
Orgão: Pref. São João Piauí-PI
Em sintonia com o que normatizam as Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Fundamental de Nove Anos (art. 9º, da Resolução nº 7/2010), entende-se que o currículo desta etapa de ensino seja constituída “pelas experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, buscando articular vivências e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades dos estudantes”. Tais experiências escolares abrangem todos os aspectos do ambiente escolar, a saber:
1. Rotinas e rituais.
2. Recreio e festividades.
3. Conhecimentos e recursos didáticos.
4. Distribuição do tempo e organização do espaço educativo.
Está correto o que se especifica em:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: IVIN
Orgão: Pref. São João Piauí-PI
Considerando que o Plano Nacional de Educação – PNE constitui um documento de periodicidade decenal que determina as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional da nação brasileira, é correto afirmar que, segundo o consignado na Constituição Federal (1988, art. 214), não figuram dentre as diretrizes deste plano:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: IVIN
Orgão: Pref. São João Piauí-PI
Em harmonia com o art. 15, das Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Fundamental de Nove Anos (Resolução nº 7/2010), os conteúdos disciplinares desta etapa de ensino se encontram organizados em cinco áreas do conhecimento: (I) linguagens, (II) matemática, (III) ciências da natureza, (IV) ciências humanas e (V) ensino religioso. Tomando como base a classificação em apreço, assinale dentre as alternativas abaixo a única na qual não figuram componentes curriculares da área de Linguagens:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: IVIN
Orgão: Pref. São João Piauí-PI
A Constituição Federal (1988, art. 208, inc. I) dispõe que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante diversas garantias. Uma delas diz respeito à “educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria”. Isto significa que a educação básica obrigatória e gratuita abrange efetivamente:
I. A creche.
II. A pré-escola.
III. O ensino fundamental.
IV. O ensino médio.
V. A educação de jovens e adultos.
Estão excluídos apenas os itens:
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Os 120 anos de 'Os Sertões', apontado como primeiro livro-reportagem brasileiro
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte." Talvez esta seja a frase mais lembrada quando se trata do livro "Os Sertões", obra-prima escrita por Euclides da Cunha e lançada há exatos 120 anos.
O livro, muitas vezes visto como uma epopeia da vida do sertanejo, numa luta diuturna contra as dificuldades impostas pela natureza e enfrentando ainda incompreensão daqueles que formam a elite nacional, é considerado o primeiro livro-reportagem brasileiro, posto que foi escrito como romance de não ficção.
Euclides da Cunha, um jornalista de formação militar, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 1897 para cobrir a Guerra de Canudos, conflito armado ocorrido em 1896 e 1897 para encerrar a suposta contestação popular ao regime republicano que surgiu no interior da Bahia.
O convite para ser o correspondente de guerra do matutino paulistano foi feito pelo jornalista Júlio de Mesquita, proprietário do jornal. Antes, Euclides da Cunha havia publicado um artigo no periódico, chamado "A Nossa Vendeia", no qual traçava um paralelo entre o movimento chefiado pelo líder messiânico Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, no povoado de Belo Monte, terras onde antes havia um arraial chamado Canudos, com o movimento monarquista francês que pretendia derrubar a república, no fim do século 18.
Um texto redigido pela equipe do acervo do jornal O Estado de S. Paulo enfatiza o nascedouro da obra durante os meses em que Cunha atuou na cobertura especial do conflito. "É em Canudos que começa a escrever as primeiras notas de sua obra-prima 'Os Sertões', cujas primeiras amostras públicas aparecem no Estado, ainda em 1898, sob o título 'Excerto de Um Livro Inédito'", afirma o texto publicado pelo acervo do jornal.
Segundo conta o biógrafo de Cunha, o diplomata, cientista político e historiador Luís Cláudio Villafañe Santos, o jornalista "já saiu de São Paulo [rumo à Bahia] com a intenção de escrever um livro". "O jornal havia prometido a ele que publicaria um livro, em forma de folhetim. Isso acabou não ocorrendo", comenta Santos, que no ano passado publicou a obra "Euclides da Cunha - Uma Biografia".
"Os Sertões" seria escrito ao longo de cinco anos, de 1897 a 1902. "E, sim, se pode dizer que foi um pioneiro livro-reportagem porque tem muito de um livro que procura ser mais do que literatura, procura ser um livro de não ficção. Uma não ficção literária, um livro de jornalismo literário, para usar a expressão mais correta", afirma Santos.
Nesse sentido, Cunha vestiu a carapuça do jornalista que era. "No livro, está a ideia de que ele estava relatando fatos, ainda que o fizesse de forma literária", comenta o biógrafo.
Contudo, o interessante é notar que, ao longo do processo de depuração e escrita do livro, a própria visão de Euclides da Cunha sobre a ocorrência histórica parece ter mudado substancialmente. Se durante o conflito, quando ele reportava ao jornal O Estado de S. Paulo, sua visão era "oficialesca", na obra literária ele se põe numa postura de denúncia da violência impetrada contra os sertanejos.
Para isso é preciso entender o contexto. Para atuar na cobertura, o jornalista resgatou sua patente militar — era primeiro-tenente, mas havia deixado de exercer— e assim foi que ele atuou e teve os acessos necessários ao trabalho. "O jornal o mandou como jornalista, mas ele também foi a Belo Monte como militar. Levou uniforme, teve ajudante de ordens e uma inserção dentro do comando militar", aponta Santos.
"Depois, a narrativa do livro acabou sendo imensamente diferente da narrativa de suas reportagens publicados ao longo da guerra", compara o biógrafo. "Antes, ele tinha uma visão pró-Exército, oficialista, governista. E isso não se verifica quando ele escreveu o livro, cinco anos depois."
Para Santos, isso pode ter decorrido por causa da própria mudança de mentalidade da época. Àquela altura, já eram conhecidas as "muitas denúncias de todos os absurdos" cometidos durante as batalhas em Belo Monte.
Estudioso da obra de Euclides da Cunha reconhecido internacionalmente, o professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, também concorda com a classificação pioneira de "Os Sertões" como livro-reportagem. Segundo ele, a obra pode ser definida "como um livro que absorve, como nenhum antes dele, um tipo de discurso que chamamos de reportagem". [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/12/os-120-anos-de-os-sertoes-apontado-como-primeiro-livro-reportagembrasileiro.shtml (adaptado)
Assinale a opção que relaciona o valor semântico correto da conjunção destacada no seguinte trecho do texto:
“Contudo, o interessante é notar que, ao longo do processo de depuração e escrita do livro, a própria visão de Euclides da Cunha sobre a ocorrência histórica parece ter mudado substancialmente.” (9° parágrafo)
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Os 120 anos de 'Os Sertões', apontado como primeiro livro-reportagem brasileiro
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte." Talvez esta seja a frase mais lembrada quando se trata do livro "Os Sertões", obra-prima escrita por Euclides da Cunha e lançada há exatos 120 anos.
O livro, muitas vezes visto como uma epopeia da vida do sertanejo, numa luta diuturna contra as dificuldades impostas pela natureza e enfrentando ainda incompreensão daqueles que formam a elite nacional, é considerado o primeiro livro-reportagem brasileiro, posto que foi escrito como romance de não ficção.
Euclides da Cunha, um jornalista de formação militar, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 1897 para cobrir a Guerra de Canudos, conflito armado ocorrido em 1896 e 1897 para encerrar a suposta contestação popular ao regime republicano que surgiu no interior da Bahia.
O convite para ser o correspondente de guerra do matutino paulistano foi feito pelo jornalista Júlio de Mesquita, proprietário do jornal. Antes, Euclides da Cunha havia publicado um artigo no periódico, chamado "A Nossa Vendeia", no qual traçava um paralelo entre o movimento chefiado pelo líder messiânico Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, no povoado de Belo Monte, terras onde antes havia um arraial chamado Canudos, com o movimento monarquista francês que pretendia derrubar a república, no fim do século 18.
Um texto redigido pela equipe do acervo do jornal O Estado de S. Paulo enfatiza o nascedouro da obra durante os meses em que Cunha atuou na cobertura especial do conflito. "É em Canudos que começa a escrever as primeiras notas de sua obra-prima 'Os Sertões', cujas primeiras amostras públicas aparecem no Estado, ainda em 1898, sob o título 'Excerto de Um Livro Inédito'", afirma o texto publicado pelo acervo do jornal.
Segundo conta o biógrafo de Cunha, o diplomata, cientista político e historiador Luís Cláudio Villafañe Santos, o jornalista "já saiu de São Paulo [rumo à Bahia] com a intenção de escrever um livro". "O jornal havia prometido a ele que publicaria um livro, em forma de folhetim. Isso acabou não ocorrendo", comenta Santos, que no ano passado publicou a obra "Euclides da Cunha - Uma Biografia".
"Os Sertões" seria escrito ao longo de cinco anos, de 1897 a 1902. "E, sim, se pode dizer que foi um pioneiro livro-reportagem porque tem muito de um livro que procura ser mais do que literatura, procura ser um livro de não ficção. Uma não ficção literária, um livro de jornalismo literário, para usar a expressão mais correta", afirma Santos.
Nesse sentido, Cunha vestiu a carapuça do jornalista que era. "No livro, está a ideia de que ele estava relatando fatos, ainda que o fizesse de forma literária", comenta o biógrafo.
Contudo, o interessante é notar que, ao longo do processo de depuração e escrita do livro, a própria visão de Euclides da Cunha sobre a ocorrência histórica parece ter mudado substancialmente. Se durante o conflito, quando ele reportava ao jornal O Estado de S. Paulo, sua visão era "oficialesca", na obra literária ele se põe numa postura de denúncia da violência impetrada contra os sertanejos.
Para isso é preciso entender o contexto. Para atuar na cobertura, o jornalista resgatou sua patente militar — era primeiro-tenente, mas havia deixado de exercer— e assim foi que ele atuou e teve os acessos necessários ao trabalho. "O jornal o mandou como jornalista, mas ele também foi a Belo Monte como militar. Levou uniforme, teve ajudante de ordens e uma inserção dentro do comando militar", aponta Santos.
"Depois, a narrativa do livro acabou sendo imensamente diferente da narrativa de suas reportagens publicados ao longo da guerra", compara o biógrafo. "Antes, ele tinha uma visão pró-Exército, oficialista, governista. E isso não se verifica quando ele escreveu o livro, cinco anos depois."
Para Santos, isso pode ter decorrido por causa da própria mudança de mentalidade da época. Àquela altura, já eram conhecidas as "muitas denúncias de todos os absurdos" cometidos durante as batalhas em Belo Monte.
Estudioso da obra de Euclides da Cunha reconhecido internacionalmente, o professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, também concorda com a classificação pioneira de "Os Sertões" como livro-reportagem. Segundo ele, a obra pode ser definida "como um livro que absorve, como nenhum antes dele, um tipo de discurso que chamamos de reportagem". [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/12/os-120-anos-de-os-sertoes-apontado-como-primeiro-livro-reportagembrasileiro.shtml (adaptado)
Marque a opção correta sobre o texto lido:
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Os 120 anos de 'Os Sertões', apontado como primeiro livro-reportagem brasileiro
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte." Talvez esta seja a frase mais lembrada quando se trata do livro "Os Sertões", obra-prima escrita por Euclides da Cunha e lançada há exatos 120 anos.
O livro, muitas vezes visto como uma epopeia da vida do sertanejo, numa luta diuturna contra as dificuldades impostas pela natureza e enfrentando ainda incompreensão daqueles que formam a elite nacional, é considerado o primeiro livro-reportagem brasileiro, posto que foi escrito como romance de não ficção.
Euclides da Cunha, um jornalista de formação militar, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 1897 para cobrir a Guerra de Canudos, conflito armado ocorrido em 1896 e 1897 para encerrar a suposta contestação popular ao regime republicano que surgiu no interior da Bahia.
O convite para ser o correspondente de guerra do matutino paulistano foi feito pelo jornalista Júlio de Mesquita, proprietário do jornal. Antes, Euclides da Cunha havia publicado um artigo no periódico, chamado "A Nossa Vendeia", no qual traçava um paralelo entre o movimento chefiado pelo líder messiânico Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, no povoado de Belo Monte, terras onde antes havia um arraial chamado Canudos, com o movimento monarquista francês que pretendia derrubar a república, no fim do século 18.
Um texto redigido pela equipe do acervo do jornal O Estado de S. Paulo enfatiza o nascedouro da obra durante os meses em que Cunha atuou na cobertura especial do conflito. "É em Canudos que começa a escrever as primeiras notas de sua obra-prima 'Os Sertões', cujas primeiras amostras públicas aparecem no Estado, ainda em 1898, sob o título 'Excerto de Um Livro Inédito'", afirma o texto publicado pelo acervo do jornal.
Segundo conta o biógrafo de Cunha, o diplomata, cientista político e historiador Luís Cláudio Villafañe Santos, o jornalista "já saiu de São Paulo [rumo à Bahia] com a intenção de escrever um livro". "O jornal havia prometido a ele que publicaria um livro, em forma de folhetim. Isso acabou não ocorrendo", comenta Santos, que no ano passado publicou a obra "Euclides da Cunha - Uma Biografia".
"Os Sertões" seria escrito ao longo de cinco anos, de 1897 a 1902. "E, sim, se pode dizer que foi um pioneiro livro-reportagem porque tem muito de um livro que procura ser mais do que literatura, procura ser um livro de não ficção. Uma não ficção literária, um livro de jornalismo literário, para usar a expressão mais correta", afirma Santos.
Nesse sentido, Cunha vestiu a carapuça do jornalista que era. "No livro, está a ideia de que ele estava relatando fatos, ainda que o fizesse de forma literária", comenta o biógrafo.
Contudo, o interessante é notar que, ao longo do processo de depuração e escrita do livro, a própria visão de Euclides da Cunha sobre a ocorrência histórica parece ter mudado substancialmente. Se durante o conflito, quando ele reportava ao jornal O Estado de S. Paulo, sua visão era "oficialesca", na obra literária ele se põe numa postura de denúncia da violência impetrada contra os sertanejos.
Para isso é preciso entender o contexto. Para atuar na cobertura, o jornalista resgatou sua patente militar — era primeiro-tenente, mas havia deixado de exercer— e assim foi que ele atuou e teve os acessos necessários ao trabalho. "O jornal o mandou como jornalista, mas ele também foi a Belo Monte como militar. Levou uniforme, teve ajudante de ordens e uma inserção dentro do comando militar", aponta Santos.
"Depois, a narrativa do livro acabou sendo imensamente diferente da narrativa de suas reportagens publicados ao longo da guerra", compara o biógrafo. "Antes, ele tinha uma visão pró-Exército, oficialista, governista. E isso não se verifica quando ele escreveu o livro, cinco anos depois."
Para Santos, isso pode ter decorrido por causa da própria mudança de mentalidade da época. Àquela altura, já eram conhecidas as "muitas denúncias de todos os absurdos" cometidos durante as batalhas em Belo Monte.
Estudioso da obra de Euclides da Cunha reconhecido internacionalmente, o professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, também concorda com a classificação pioneira de "Os Sertões" como livro-reportagem. Segundo ele, a obra pode ser definida "como um livro que absorve, como nenhum antes dele, um tipo de discurso que chamamos de reportagem". [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/12/os-120-anos-de-os-sertoes-apontado-como-primeiro-livro-reportagembrasileiro.shtml (adaptado)
Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal:
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Os 120 anos de 'Os Sertões', apontado como primeiro livro-reportagem brasileiro
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte." Talvez esta seja a frase mais lembrada quando se trata do livro "Os Sertões", obra-prima escrita por Euclides da Cunha e lançada há exatos 120 anos.
O livro, muitas vezes visto como uma epopeia da vida do sertanejo, numa luta diuturna contra as dificuldades impostas pela natureza e enfrentando ainda incompreensão daqueles que formam a elite nacional, é considerado o primeiro livro-reportagem brasileiro, posto que foi escrito como romance de não ficção.
Euclides da Cunha, um jornalista de formação militar, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 1897 para cobrir a Guerra de Canudos, conflito armado ocorrido em 1896 e 1897 para encerrar a suposta contestação popular ao regime republicano que surgiu no interior da Bahia.
O convite para ser o correspondente de guerra do matutino paulistano foi feito pelo jornalista Júlio de Mesquita, proprietário do jornal. Antes, Euclides da Cunha havia publicado um artigo no periódico, chamado "A Nossa Vendeia", no qual traçava um paralelo entre o movimento chefiado pelo líder messiânico Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, no povoado de Belo Monte, terras onde antes havia um arraial chamado Canudos, com o movimento monarquista francês que pretendia derrubar a república, no fim do século 18.
Um texto redigido pela equipe do acervo do jornal O Estado de S. Paulo enfatiza o nascedouro da obra durante os meses em que Cunha atuou na cobertura especial do conflito. "É em Canudos que começa a escrever as primeiras notas de sua obra-prima 'Os Sertões', cujas primeiras amostras públicas aparecem no Estado, ainda em 1898, sob o título 'Excerto de Um Livro Inédito'", afirma o texto publicado pelo acervo do jornal.
Segundo conta o biógrafo de Cunha, o diplomata, cientista político e historiador Luís Cláudio Villafañe Santos, o jornalista "já saiu de São Paulo [rumo à Bahia] com a intenção de escrever um livro". "O jornal havia prometido a ele que publicaria um livro, em forma de folhetim. Isso acabou não ocorrendo", comenta Santos, que no ano passado publicou a obra "Euclides da Cunha - Uma Biografia".
"Os Sertões" seria escrito ao longo de cinco anos, de 1897 a 1902. "E, sim, se pode dizer que foi um pioneiro livro-reportagem porque tem muito de um livro que procura ser mais do que literatura, procura ser um livro de não ficção. Uma não ficção literária, um livro de jornalismo literário, para usar a expressão mais correta", afirma Santos.
Nesse sentido, Cunha vestiu a carapuça do jornalista que era. "No livro, está a ideia de que ele estava relatando fatos, ainda que o fizesse de forma literária", comenta o biógrafo.
Contudo, o interessante é notar que, ao longo do processo de depuração e escrita do livro, a própria visão de Euclides da Cunha sobre a ocorrência histórica parece ter mudado substancialmente. Se durante o conflito, quando ele reportava ao jornal O Estado de S. Paulo, sua visão era "oficialesca", na obra literária ele se põe numa postura de denúncia da violência impetrada contra os sertanejos.
Para isso é preciso entender o contexto. Para atuar na cobertura, o jornalista resgatou sua patente militar — era primeiro-tenente, mas havia deixado de exercer— e assim foi que ele atuou e teve os acessos necessários ao trabalho. "O jornal o mandou como jornalista, mas ele também foi a Belo Monte como militar. Levou uniforme, teve ajudante de ordens e uma inserção dentro do comando militar", aponta Santos.
"Depois, a narrativa do livro acabou sendo imensamente diferente da narrativa de suas reportagens publicados ao longo da guerra", compara o biógrafo. "Antes, ele tinha uma visão pró-Exército, oficialista, governista. E isso não se verifica quando ele escreveu o livro, cinco anos depois."
Para Santos, isso pode ter decorrido por causa da própria mudança de mentalidade da época. Àquela altura, já eram conhecidas as "muitas denúncias de todos os absurdos" cometidos durante as batalhas em Belo Monte.
Estudioso da obra de Euclides da Cunha reconhecido internacionalmente, o professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, também concorda com a classificação pioneira de "Os Sertões" como livro-reportagem. Segundo ele, a obra pode ser definida "como um livro que absorve, como nenhum antes dele, um tipo de discurso que chamamos de reportagem". [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/12/os-120-anos-de-os-sertoes-apontado-como-primeiro-livro-reportagembrasileiro.shtml (adaptado)
Identifique abaixo as assertivas verdadeiras (V) e as falsas (F) sobre concordância verbal e nominal:
( ) Os sertanejos eram bastantes fortes.
( ) Deviam haver outros motivos para uma guerra tão brutal como em Canudos.
( ) Há de haver outras razões para matar tantos inocentes.
( ) Um dos principais problemas do nordeste já foram solucionados.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, respectivamente:
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Os 120 anos de 'Os Sertões', apontado como primeiro livro-reportagem brasileiro
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte." Talvez esta seja a frase mais lembrada quando se trata do livro "Os Sertões", obra-prima escrita por Euclides da Cunha e lançada há exatos 120 anos.
O livro, muitas vezes visto como uma epopeia da vida do sertanejo, numa luta diuturna contra as dificuldades impostas pela natureza e enfrentando ainda incompreensão daqueles que formam a elite nacional, é considerado o primeiro livro-reportagem brasileiro, posto que foi escrito como romance de não ficção.
Euclides da Cunha, um jornalista de formação militar, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 1897 para cobrir a Guerra de Canudos, conflito armado ocorrido em 1896 e 1897 para encerrar a suposta contestação popular ao regime republicano que surgiu no interior da Bahia.
O convite para ser o correspondente de guerra do matutino paulistano foi feito pelo jornalista Júlio de Mesquita, proprietário do jornal. Antes, Euclides da Cunha havia publicado um artigo no periódico, chamado "A Nossa Vendeia", no qual traçava um paralelo entre o movimento chefiado pelo líder messiânico Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, no povoado de Belo Monte, terras onde antes havia um arraial chamado Canudos, com o movimento monarquista francês que pretendia derrubar a república, no fim do século 18.
Um texto redigido pela equipe do acervo do jornal O Estado de S. Paulo enfatiza o nascedouro da obra durante os meses em que Cunha atuou na cobertura especial do conflito. "É em Canudos que começa a escrever as primeiras notas de sua obra-prima 'Os Sertões', cujas primeiras amostras públicas aparecem no Estado, ainda em 1898, sob o título 'Excerto de Um Livro Inédito'", afirma o texto publicado pelo acervo do jornal.
Segundo conta o biógrafo de Cunha, o diplomata, cientista político e historiador Luís Cláudio Villafañe Santos, o jornalista "já saiu de São Paulo [rumo à Bahia] com a intenção de escrever um livro". "O jornal havia prometido a ele que publicaria um livro, em forma de folhetim. Isso acabou não ocorrendo", comenta Santos, que no ano passado publicou a obra "Euclides da Cunha - Uma Biografia".
"Os Sertões" seria escrito ao longo de cinco anos, de 1897 a 1902. "E, sim, se pode dizer que foi um pioneiro livro-reportagem porque tem muito de um livro que procura ser mais do que literatura, procura ser um livro de não ficção. Uma não ficção literária, um livro de jornalismo literário, para usar a expressão mais correta", afirma Santos.
Nesse sentido, Cunha vestiu a carapuça do jornalista que era. "No livro, está a ideia de que ele estava relatando fatos, ainda que o fizesse de forma literária", comenta o biógrafo.
Contudo, o interessante é notar que, ao longo do processo de depuração e escrita do livro, a própria visão de Euclides da Cunha sobre a ocorrência histórica parece ter mudado substancialmente. Se durante o conflito, quando ele reportava ao jornal O Estado de S. Paulo, sua visão era "oficialesca", na obra literária ele se põe numa postura de denúncia da violência impetrada contra os sertanejos.
Para isso é preciso entender o contexto. Para atuar na cobertura, o jornalista resgatou sua patente militar — era primeiro-tenente, mas havia deixado de exercer— e assim foi que ele atuou e teve os acessos necessários ao trabalho. "O jornal o mandou como jornalista, mas ele também foi a Belo Monte como militar. Levou uniforme, teve ajudante de ordens e uma inserção dentro do comando militar", aponta Santos.
"Depois, a narrativa do livro acabou sendo imensamente diferente da narrativa de suas reportagens publicados ao longo da guerra", compara o biógrafo. "Antes, ele tinha uma visão pró-Exército, oficialista, governista. E isso não se verifica quando ele escreveu o livro, cinco anos depois."
Para Santos, isso pode ter decorrido por causa da própria mudança de mentalidade da época. Àquela altura, já eram conhecidas as "muitas denúncias de todos os absurdos" cometidos durante as batalhas em Belo Monte.
Estudioso da obra de Euclides da Cunha reconhecido internacionalmente, o professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, também concorda com a classificação pioneira de "Os Sertões" como livro-reportagem. Segundo ele, a obra pode ser definida "como um livro que absorve, como nenhum antes dele, um tipo de discurso que chamamos de reportagem". [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/12/os-120-anos-de-os-sertoes-apontado-como-primeiro-livro-reportagembrasileiro.shtml (adaptado)
Sobre Predicação Verbal, marque a opção em que a afirmação colocada entre parênteses está correta:
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Os 120 anos de 'Os Sertões', apontado como primeiro livro-reportagem brasileiro
"O sertanejo é, antes de tudo, um forte." Talvez esta seja a frase mais lembrada quando se trata do livro "Os Sertões", obra-prima escrita por Euclides da Cunha e lançada há exatos 120 anos.
O livro, muitas vezes visto como uma epopeia da vida do sertanejo, numa luta diuturna contra as dificuldades impostas pela natureza e enfrentando ainda incompreensão daqueles que formam a elite nacional, é considerado o primeiro livro-reportagem brasileiro, posto que foi escrito como romance de não ficção.
Euclides da Cunha, um jornalista de formação militar, foi enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 1897 para cobrir a Guerra de Canudos, conflito armado ocorrido em 1896 e 1897 para encerrar a suposta contestação popular ao regime republicano que surgiu no interior da Bahia.
O convite para ser o correspondente de guerra do matutino paulistano foi feito pelo jornalista Júlio de Mesquita, proprietário do jornal. Antes, Euclides da Cunha havia publicado um artigo no periódico, chamado "A Nossa Vendeia", no qual traçava um paralelo entre o movimento chefiado pelo líder messiânico Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, no povoado de Belo Monte, terras onde antes havia um arraial chamado Canudos, com o movimento monarquista francês que pretendia derrubar a república, no fim do século 18.
Um texto redigido pela equipe do acervo do jornal O Estado de S. Paulo enfatiza o nascedouro da obra durante os meses em que Cunha atuou na cobertura especial do conflito. "É em Canudos que começa a escrever as primeiras notas de sua obra-prima 'Os Sertões', cujas primeiras amostras públicas aparecem no Estado, ainda em 1898, sob o título 'Excerto de Um Livro Inédito'", afirma o texto publicado pelo acervo do jornal.
Segundo conta o biógrafo de Cunha, o diplomata, cientista político e historiador Luís Cláudio Villafañe Santos, o jornalista "já saiu de São Paulo [rumo à Bahia] com a intenção de escrever um livro". "O jornal havia prometido a ele que publicaria um livro, em forma de folhetim. Isso acabou não ocorrendo", comenta Santos, que no ano passado publicou a obra "Euclides da Cunha - Uma Biografia".
"Os Sertões" seria escrito ao longo de cinco anos, de 1897 a 1902. "E, sim, se pode dizer que foi um pioneiro livro-reportagem porque tem muito de um livro que procura ser mais do que literatura, procura ser um livro de não ficção. Uma não ficção literária, um livro de jornalismo literário, para usar a expressão mais correta", afirma Santos.
Nesse sentido, Cunha vestiu a carapuça do jornalista que era. "No livro, está a ideia de que ele estava relatando fatos, ainda que o fizesse de forma literária", comenta o biógrafo.
Contudo, o interessante é notar que, ao longo do processo de depuração e escrita do livro, a própria visão de Euclides da Cunha sobre a ocorrência histórica parece ter mudado substancialmente. Se durante o conflito, quando ele reportava ao jornal O Estado de S. Paulo, sua visão era "oficialesca", na obra literária ele se põe numa postura de denúncia da violência impetrada contra os sertanejos.
Para isso é preciso entender o contexto. Para atuar na cobertura, o jornalista resgatou sua patente militar — era primeiro-tenente, mas havia deixado de exercer— e assim foi que ele atuou e teve os acessos necessários ao trabalho. "O jornal o mandou como jornalista, mas ele também foi a Belo Monte como militar. Levou uniforme, teve ajudante de ordens e uma inserção dentro do comando militar", aponta Santos.
"Depois, a narrativa do livro acabou sendo imensamente diferente da narrativa de suas reportagens publicados ao longo da guerra", compara o biógrafo. "Antes, ele tinha uma visão pró-Exército, oficialista, governista. E isso não se verifica quando ele escreveu o livro, cinco anos depois."
Para Santos, isso pode ter decorrido por causa da própria mudança de mentalidade da época. Àquela altura, já eram conhecidas as "muitas denúncias de todos os absurdos" cometidos durante as batalhas em Belo Monte.
Estudioso da obra de Euclides da Cunha reconhecido internacionalmente, o professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, também concorda com a classificação pioneira de "Os Sertões" como livro-reportagem. Segundo ele, a obra pode ser definida "como um livro que absorve, como nenhum antes dele, um tipo de discurso que chamamos de reportagem". [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/12/os-120-anos-de-os-sertoes-apontado-como-primeiro-livro-reportagembrasileiro.shtml (adaptado)
Assinale a opção cujo emprego do pronome está correto:
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