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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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Para responder à questão, leia o texto de Hélio Schwartsman.
A felicidade não mora ao lado
SÃO PAULO – Pesquisas mostram que a felicidade é, em larga medida, hereditária. Se você nasceu com um espírito jubiloso, parabéns. Se, por outro lado, tem um temperamento saturnino, é melhor acostumar-se com ele.
Eventos externos importam, mas de forma menos dramática e duradoura do que se imagina. Um bom exemplo é o de pessoas que sofrem acidentes que as deixam com deficiências físicas. Andrew Oswald avaliou o impacto dessas sequelas e concluiu que, num primeiro momento, elas reduzem bastante o grau de felicidade. Mas, com o passar do tempo, este volta a elevar-se, até estacionar em níveis semelhantes aos verificados antes do acidente. É o que os psicólogos chamam de “adaptação hedônica”.
Existem, porém, alguns fatores que se mostram resistentes à adaptação hedônica, isto é, aos quais não nos acostumamos, como se sabe por meio de mensurações dos hormônios de estresse. Enfrentar trânsito está nessa categoria. Ruídos, especialmente os intermitentes, também. Outros elementos pouco sensíveis à adaptação e que, por isso, conspiram contra a felicidade são a falta de controle sobre o ambiente e as relações conflituosas com familiares.
Isso nos lança no pior dos mundos. Nós nos acostumamos rapidamente ao espaço extra da casa nova, que deixa então de acrescentar felicidade, e passamos o resto de nossos dias penando no trânsito barulhento.
(Folha de S.Paulo, 14.02.2012. Adaptado)
Segundo o autor, a adaptação hedônica implica a
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Disciplina: Desenho Técnico e Industrial
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. São José dos Campos-SP
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Leia o texto do americano Michael Kepp, para responder à questão.
Fico te devendo
Deixar de assumir a responsabilidade pelos próprios atos e compromissos é uma falha universal. Mas, no Brasil que eu amo, essas esquivas são tão corriqueiras e escorregadias que mostram como esse povo institucionalizou e aperfeiçoou o truque de tirar o corpo fora.
Os brasileiros são craques em transferir a culpa. Veja uma manchete do “Globo”: “Estradas nunca mataram tanto quanto neste Carnaval”. Responsabilizar as rodovias absolve os motoristas imprudentes e o governo, que não as recapeou.
Uma vez, na São Paulo Fashion Week, o assistente de uma stylist, ao entregar um vestido sem o cinto no camarim da modelo, explicou: “O cinto não veio”. E um funcionário de um mercado driblou o deslize de não ter estocado papel higiênico, produto essencial, contemporizando: “Tem... Mas está em falta”. Diante da imprensa, um tira que “efetuou disparos” contra a vítima desarmada transfere sua culpa com frases como “foi uma fatalidade”, “o elemento faleceu” ou, pior ainda, “entrou em óbito”. Tradução: “Deus tirou-lhe a vida; eu só fiz os furos”.
Um locutor de futebol explica por que seu jogador preferido chutou a bola para fora: “O campo estreitou” ou “O campo acabou”. Se seu time perde, anuncia que “deixou de ganhar”.
Brasileiros usam os dribles mais inventivos para se esquivar de acusações e compromissos. Exclamam “Imagina!” para refutar uma acusação verdadeira ou falsa, dizem “Sumiu!” para transferir o peso do sumiço para o outro e “Houve um desencontro!” é o álibi que alguém usa quando foi ele quem deu o bolo. Se alguém que acabei de contratar me dá como prazo “deixa comigo” e o prorroga com “um dia desses”, eu me preparo para o “não deu”, “fico te devendo” ou “fica para a próxima”. Ou seja, muitos brasileiros empurram o compromisso para o dia de São Nunca.
(Folha de S. Paulo, 18.10.2011. Adaptado)
Considere as frases do texto.
Os brasileiros são craques em transferir a culpa.
Brasileiros usam os dribles mais inventivos para se esquivar de acusações e compromissos.
Pela leitura dessas frases, pode-se afirmar que o autor
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