Foram encontradas 20 questões.
- Tecnologias Educacionais
- Mídias, Comunicação e Tecnologias na Educação
- As Tecnologias da Comunicação e Informação nas Práticas Educativas
As Tecnologias da Informação e da Comunicação
transformaram as formas de interação, aprendizagem e
produção de conhecimentos, tornando-se parte
integrante do processo educativo. Nesse contexto, a
escola não pode ignorar as tecnologias digitais, sob o
risco de oferecer uma formação fragmentada e
distanciada das práticas sociais contemporâneas.
Entre os gêneros da esfera digital, destaca-se o blog, que apresenta potencial pedagógico para o ensino de Língua Portuguesa. Por permitir a integração de diferentes linguagens, como textos, imagens, vídeos e músicas, esse gênero favorece abordagens mais dinâmicas da leitura, da escrita e da gramática.
Outra característica relevante do blog é a interatividade. Os usuários podem participar por meio de comentários e acompanhar atualizações constantes, o que amplia as possibilidades de comunicação e de construção colaborativa de conhecimentos.
Segundo os estudos apresentados no capítulo, a inserção das tecnologias digitais na escola exige também formação docente adequada, uma vez que a utilização pedagógica desses recursos depende de professores preparados para integrá-los às práticas de ensino.
Dessa forma, o blog constitui um recurso didático que pode contribuir significativamente para o ensino de Língua Portuguesa ao aproximar os conteúdos escolares das práticas de linguagem vivenciadas pelos estudantes na cultura digital.
Texto adaptado de: FEITOSA, Alceane Bezerra. Contribuições e implicações pedagógicas de um blog no ensino de Língua Portuguesa. In: VARÃO, Maria Goreth de Sousa (Org.). Tecnologias Digitais no Ensino de Língua Portuguesa: o olhar dos professores na prática de extensão.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre recursos didáticos e tecnologias digitais aplicadas ao ensino de Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:
( ) As tecnologias digitais devem ser compreendidas como parte integrante do processo educativo, e não como recursos acessórios ou desvinculados das práticas de ensino.
( ) O potencial pedagógico do blog decorre, entre outros fatores, da possibilidade de articular diferentes semioses, favorecendo o trabalho com leitura, escrita e gramática.
( ) A utilização de blogs no ensino de Língua Portuguesa dispensa formação específica do professor, uma vez que as ferramentas digitais são intuitivas e de fácil acesso.
( ) A interatividade proporcionada pelos blogs amplia as possibilidades de participação dos estudantes e de construção de conhecimentos no ambiente digital.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Entre os gêneros da esfera digital, destaca-se o blog, que apresenta potencial pedagógico para o ensino de Língua Portuguesa. Por permitir a integração de diferentes linguagens, como textos, imagens, vídeos e músicas, esse gênero favorece abordagens mais dinâmicas da leitura, da escrita e da gramática.
Outra característica relevante do blog é a interatividade. Os usuários podem participar por meio de comentários e acompanhar atualizações constantes, o que amplia as possibilidades de comunicação e de construção colaborativa de conhecimentos.
Segundo os estudos apresentados no capítulo, a inserção das tecnologias digitais na escola exige também formação docente adequada, uma vez que a utilização pedagógica desses recursos depende de professores preparados para integrá-los às práticas de ensino.
Dessa forma, o blog constitui um recurso didático que pode contribuir significativamente para o ensino de Língua Portuguesa ao aproximar os conteúdos escolares das práticas de linguagem vivenciadas pelos estudantes na cultura digital.
Texto adaptado de: FEITOSA, Alceane Bezerra. Contribuições e implicações pedagógicas de um blog no ensino de Língua Portuguesa. In: VARÃO, Maria Goreth de Sousa (Org.). Tecnologias Digitais no Ensino de Língua Portuguesa: o olhar dos professores na prática de extensão.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre recursos didáticos e tecnologias digitais aplicadas ao ensino de Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:
( ) As tecnologias digitais devem ser compreendidas como parte integrante do processo educativo, e não como recursos acessórios ou desvinculados das práticas de ensino.
( ) O potencial pedagógico do blog decorre, entre outros fatores, da possibilidade de articular diferentes semioses, favorecendo o trabalho com leitura, escrita e gramática.
( ) A utilização de blogs no ensino de Língua Portuguesa dispensa formação específica do professor, uma vez que as ferramentas digitais são intuitivas e de fácil acesso.
( ) A interatividade proporcionada pelos blogs amplia as possibilidades de participação dos estudantes e de construção de conhecimentos no ambiente digital.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
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4226330
Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. São Miguel Oeste-SC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. São Miguel Oeste-SC
Provas:
Leia o texto para responder à questão.
Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.
(PRADO, Adélia. O coração disparado. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.)
A respeito da imagem construída da mãe no poema, é correto afirmar que o eu lírico a apresenta como:
Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.
(PRADO, Adélia. O coração disparado. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.)
A respeito da imagem construída da mãe no poema, é correto afirmar que o eu lírico a apresenta como:
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O ex-cineclubista
Aquele homem meio estrábico, ostentando um mau humor maior do que realmente poderia dedicar a quem lhe cruzasse o caminho e que agora entrava no cinema, numa segunda-feira à tarde, para assistir a um filme nem tão esperado, a não ser entre pingados amantes de cinematografias de cantões os mais exóticos, aquele homem, sim, sentou-se na sala de espera e chorou, simplesmente isso: chorou. Vieram lhe trazer um copo d'água logo afastado, alguém sentou-se ao lado e lhe perguntou se não passava bem, mas ele nada disse, rosnou, passou as narinas pela manga, levantou-se num ímpeto e assistiu ao melhor filme em muitos meses, só isso. Ao sair do cinema, chovia. Ficou sob a marquise, à espera da estiagem. Tão absorto no filme que se esqueceu de si. E não soube mais voltar. (João Gilberto Noll)
Considere o vocábulo ex-cineclubista, presente no título do conto de João Gilberto Noll e analise as assertivas a seguir:
I.O elemento cine, em cineclube, resulta de um processo de redução vocabular da palavra cinema.
II.O vocábulo cineclube é formado por composição, por reunir dois radicais em uma única palavra.
III.O vocábulo cineclubista é formado por derivação sufixal, mediante o acréscimo do sufixo-ista ao substantivo cineclube.
IV.O vocábulo ex-cineclubista é formado exclusivamente por derivação prefixal, uma vez que o prefixo ex- é acrescentado à palavra já formada.
Está(ão) correta(s):
Aquele homem meio estrábico, ostentando um mau humor maior do que realmente poderia dedicar a quem lhe cruzasse o caminho e que agora entrava no cinema, numa segunda-feira à tarde, para assistir a um filme nem tão esperado, a não ser entre pingados amantes de cinematografias de cantões os mais exóticos, aquele homem, sim, sentou-se na sala de espera e chorou, simplesmente isso: chorou. Vieram lhe trazer um copo d'água logo afastado, alguém sentou-se ao lado e lhe perguntou se não passava bem, mas ele nada disse, rosnou, passou as narinas pela manga, levantou-se num ímpeto e assistiu ao melhor filme em muitos meses, só isso. Ao sair do cinema, chovia. Ficou sob a marquise, à espera da estiagem. Tão absorto no filme que se esqueceu de si. E não soube mais voltar. (João Gilberto Noll)
Considere o vocábulo ex-cineclubista, presente no título do conto de João Gilberto Noll e analise as assertivas a seguir:
I.O elemento cine, em cineclube, resulta de um processo de redução vocabular da palavra cinema.
II.O vocábulo cineclube é formado por composição, por reunir dois radicais em uma única palavra.
III.O vocábulo cineclubista é formado por derivação sufixal, mediante o acréscimo do sufixo-ista ao substantivo cineclube.
IV.O vocábulo ex-cineclubista é formado exclusivamente por derivação prefixal, uma vez que o prefixo ex- é acrescentado à palavra já formada.
Está(ão) correta(s):
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Nas conversas diárias, utiliza-se frequentemente a
palavra "próprio" e ela se ajusta a várias situações. Leia
os exemplos de diálogos:
I. - A Vera se veste diferente!
- É mesmo, é que ela tem um estilo próprio.
II. - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim.
- É que ele é próprio para adolescente.
III. - Dora, o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível!
- Relaxa, Tânia! É próprio da idade. Com o tempo, ele se acomoda.
Nas ocorrências I, II e III, "próprio" − adjetivo - é sinônimo de, respectivamente:
I. - A Vera se veste diferente!
- É mesmo, é que ela tem um estilo próprio.
II. - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim.
- É que ele é próprio para adolescente.
III. - Dora, o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível!
- Relaxa, Tânia! É próprio da idade. Com o tempo, ele se acomoda.
Nas ocorrências I, II e III, "próprio" − adjetivo - é sinônimo de, respectivamente:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Tire os homens da estante
Se não compro livros de forma consciente, atento para o
perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém
está tomando essa decisão por mim
Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos
por homens da sua estante. Preste atenção no resultado.
Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco
que refletem a falta de diversidade na escolha das
nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a
minha estante há alguns anos. E, realmente, restou
muito mais parede do que livros naquele cenário.
Agora imagina se a gente começar a fazer isso
pensando em autoras e autores negros ou obras escritas
por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além:
deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste
do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será,
então, que eu preciso começar a prestar atenção em
quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima
leitura?
Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes
sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho
uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me
importa se o autor é homem ou branco". De acordo com
essas pessoas, os espaços vazios na estante não
passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho
dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de
forma proposital e realmente se deixa levar pelo
automático. Mas o problema está justamente aí: se eu
não estou comprando livros de forma consciente, atento
para o perfil dos autores e das temáticas que consumo,
alguém está tomando essa decisão por mim.
E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes
livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é
que os autores em destaque sigam um mesmo padrão.
O que chega com mais facilidade para o consumidor não
é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um
mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para
um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que
aprendemos a enxergar como literatura universal nada
mais era do que um recorte específico de um certo
grupo.
Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela
Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os
anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances
lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e
mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de
Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com
a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a
situação ainda está longe de ser equilibrada.
Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do
consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres
pretas e pardas da classe C formam o maior grupo
consumidor de livros no país (15% do total do público
que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um
desencontro entre quem mais consome livros e quem
mais vende.
A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim
prestar atenção também em quem a escreveu ou na
diversidade das temáticas consumidas, para que a sua
estante não reflita a decisão de um sistema que pensa
diferente de você. Acreditar em uma ideia de
neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha
consciente e escolha automática vão produzir estantes
muito diferentes, e só você pode escolher qual será a
sua.
Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
Provas
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Tire os homens da estante
Se não compro livros de forma consciente, atento para o
perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém
está tomando essa decisão por mim
Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos
por homens da sua estante. Preste atenção no resultado.
Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco
que refletem a falta de diversidade na escolha das
nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a
minha estante há alguns anos. E, realmente, restou
muito mais parede do que livros naquele cenário.
Agora imagina se a gente começar a fazer isso
pensando em autoras e autores negros ou obras escritas
por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além:
deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste
do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será,
então, que eu preciso começar a prestar atenção em
quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima
leitura?
Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes
sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho
uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me
importa se o autor é homem ou branco". De acordo com
essas pessoas, os espaços vazios na estante não
passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho
dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de
forma proposital e realmente se deixa levar pelo
automático. Mas o problema está justamente aí: se eu
não estou comprando livros de forma consciente, atento
para o perfil dos autores e das temáticas que consumo,
alguém está tomando essa decisão por mim.
E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes
livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é
que os autores em destaque sigam um mesmo padrão.
O que chega com mais facilidade para o consumidor não
é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um
mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para
um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que
aprendemos a enxergar como literatura universal nada
mais era do que um recorte específico de um certo
grupo.
Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela
Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os
anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances
lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e
mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de
Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com
a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a
situação ainda está longe de ser equilibrada.
Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do
consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres
pretas e pardas da classe C formam o maior grupo
consumidor de livros no país (15% do total do público
que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um
desencontro entre quem mais consome livros e quem
mais vende.
A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim
prestar atenção também em quem a escreveu ou na
diversidade das temáticas consumidas, para que a sua
estante não reflita a decisão de um sistema que pensa
diferente de você. Acreditar em uma ideia de
neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha
consciente e escolha automática vão produzir estantes
muito diferentes, e só você pode escolher qual será a
sua.
Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
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- Temas Educacionais PedagógicosInclusão e Exclusão: Diversidade, Desigualdade e Diferença
- Políticas Educacionais
- Direitos Humanos
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O preconceito cotidiano e disfarçado
No mês em que se fala do orgulho de pertencer à
comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as
diferentes formas de discriminação
"O que me preocupa nos seus exames é a possibilidade
de HIV."
Eu não lembro exatamente as palavras do médico,
tamanho o estresse que aquela consulta me causou. Eu
estava vivendo um momento muito delicado. Poucas
semanas antes, havia tido a primeira experiência com
um homem. Dentro de mim, uma confusão de emoções,
com muita culpa. Ninguém sabia daquilo, tudo ainda era
solitário.
Tinham me indicado o médico como capaz de desvendar
diagnósticos improváveis. Não o havia procurado por
algo ligado à minha sexualidade, mas para entender o
motivo de manchas vermelhas na pele com as quais eu
convivia havia anos, e que nenhum outro médico soube
explicar.
Na primeira consulta, o senhor de cabelos brancos havia
feito perguntas sobre meu histórico e rotina. "E, por
acaso, você está vivendo um momento de estresse?"
Hipocondríaco como sou, não consegui esconder e
acabei contando sobre a "novidade". Foi como uma
primeira saída do armário, ainda que protegida pelo sigilo
profissional. A reação dele foi fria, mas não estranhei,
mesmo que por dentro meu coração disparasse.
Quando me sentei de novo naquela cadeira, ele ficou
olhando para o computador por um bom tempo. Meu
chão desapareceu quando o silêncio foi quebrado pela
afirmação de que as manchas não o preocupavam, mas
sim "a possibilidade de HIV". Tentei controlar um ataque
de pânico enquanto ele me explicava a sua suspeita.
Pedi para fazer um exame no mesmo dia, mas ele disse
que eu teria que aguardar a janela imunológica de 90
dias. Ou seja, três meses de angústia, sem poder
compartilhar com ninguém.
Aquele gesto frio, em que a minha sexualidade pareceu
orientar a suspeita, reforçou estereótipos do "ser gay"
que me acompanhavam por muitos anos. Se em uma
única relação com um homem eu já teria adoecido, então
aquilo era mesmo errado e minha atitude havia me
condenado. Nunca retornei àquele consultório e fiz
testes de farmácia sozinho, toda semana, até o fim dos
90 dias. Todos negativos.
Seis anos depois, eu tenho consciência do episódio
covarde de preconceito que vivi, mas naquele momento
eu nem consegui enxergá-lo. Quando conversei com
amigos médicos sobre o episódio, todos me disseram
que aqueles resultados não acendiam alarme para o
diagnóstico. No mês em que se fala do orgulho de
pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso
discutir as diferentes formas de discriminação. Existem
as mais barulhentas, com gritos, projetos de lei ou
violência física. Mas também há o preconceito cotidiano
e disfarçado, em que o intolerante se aproveita da
vulnerabilidade do outro para agredir.
Hoje eu também sei que um diagnóstico de HIV está
longe de ser uma sentença de morte: o tratamento
permite uma vida comum e interrompe a transmissão do
vírus. O estigma e a desinformação, contudo,
permanecem.
Compartilho essa experiência não como denúncia, mas
por saber que muita gente está, neste momento, sentada
em uma cadeira parecida, ouvindo de quem deveria
cuidar uma frase que ecoa o pior que já pensou sobre si.
O orgulho é, além de celebração, a tentativa de mostrar
a essas pessoas que elas não estão sozinhas na sala,
como eu e muitos outros já estiveram.
Texto de O Globo: "O preconceito cotidiano e disfarçado". Publicado
em 10 jun. 2026.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O preconceito cotidiano e disfarçado
No mês em que se fala do orgulho de pertencer à
comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as
diferentes formas de discriminação
"O que me preocupa nos seus exames é a possibilidade
de HIV."
Eu não lembro exatamente as palavras do médico,
tamanho o estresse que aquela consulta me causou. Eu
estava vivendo um momento muito delicado. Poucas
semanas antes, havia tido a primeira experiência com
um homem. Dentro de mim, uma confusão de emoções,
com muita culpa. Ninguém sabia daquilo, tudo ainda era
solitário.
Tinham me indicado o médico como capaz de desvendar
diagnósticos improváveis. Não o havia procurado por
algo ligado à minha sexualidade, mas para entender o
motivo de manchas vermelhas na pele com as quais eu
convivia havia anos, e que nenhum outro médico soube
explicar.
Na primeira consulta, o senhor de cabelos brancos havia
feito perguntas sobre meu histórico e rotina. "E, por
acaso, você está vivendo um momento de estresse?"
Hipocondríaco como sou, não consegui esconder e
acabei contando sobre a "novidade". Foi como uma
primeira saída do armário, ainda que protegida pelo sigilo
profissional. A reação dele foi fria, mas não estranhei,
mesmo que por dentro meu coração disparasse.
Quando me sentei de novo naquela cadeira, ele ficou
olhando para o computador por um bom tempo. Meu
chão desapareceu quando o silêncio foi quebrado pela
afirmação de que as manchas não o preocupavam, mas
sim "a possibilidade de HIV". Tentei controlar um ataque
de pânico enquanto ele me explicava a sua suspeita.
Pedi para fazer um exame no mesmo dia, mas ele disse
que eu teria que aguardar a janela imunológica de 90
dias. Ou seja, três meses de angústia, sem poder
compartilhar com ninguém.
Aquele gesto frio, em que a minha sexualidade pareceu
orientar a suspeita, reforçou estereótipos do "ser gay"
que me acompanhavam por muitos anos. Se em uma
única relação com um homem eu já teria adoecido, então
aquilo era mesmo errado e minha atitude havia me
condenado. Nunca retornei àquele consultório e fiz
testes de farmácia sozinho, toda semana, até o fim dos
90 dias. Todos negativos.
Seis anos depois, eu tenho consciência do episódio
covarde de preconceito que vivi, mas naquele momento
eu nem consegui enxergá-lo. Quando conversei com
amigos médicos sobre o episódio, todos me disseram
que aqueles resultados não acendiam alarme para o
diagnóstico. No mês em que se fala do orgulho de
pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso
discutir as diferentes formas de discriminação. Existem
as mais barulhentas, com gritos, projetos de lei ou
violência física. Mas também há o preconceito cotidiano
e disfarçado, em que o intolerante se aproveita da
vulnerabilidade do outro para agredir.
Hoje eu também sei que um diagnóstico de HIV está
longe de ser uma sentença de morte: o tratamento
permite uma vida comum e interrompe a transmissão do
vírus. O estigma e a desinformação, contudo,
permanecem.
Compartilho essa experiência não como denúncia, mas
por saber que muita gente está, neste momento, sentada
em uma cadeira parecida, ouvindo de quem deveria
cuidar uma frase que ecoa o pior que já pensou sobre si.
O orgulho é, além de celebração, a tentativa de mostrar
a essas pessoas que elas não estão sozinhas na sala,
como eu e muitos outros já estiveram.
Texto de O Globo: "O preconceito cotidiano e disfarçado". Publicado
em 10 jun. 2026.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A remada viking e a herança cultural da Noruega
Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega
chamou a atenção por uma comemoração que
rapidamente se tornou uma marca registrada de seus
jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se
sentavam no gramado e simulavam movimentos de
remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin ⌀degaard comandava um tambor. O gesto fazia
referência aos antigos navegadores escandinavos
conhecidos como vikings.
Os vikings eram povos originários da Escandinávia —
especialmente das regiões que hoje correspondem à
Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII
e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas,
atividades comerciais e expedições por diversas partes
da Europa e até da América do Norte.
A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia
a construção de embarcações rápidas e resistentes,
capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios
vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade
e expansão cultural.
Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a
imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos
azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto,
estudos genéticos recentes demonstraram que eles
possuíam grande diversidade étnica, com ascendência
proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.
As pesquisas também indicam que a identidade viking
não dependia da origem genética, mas de um modo de
vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings
que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça
a ideia de que as identidades culturais são construções
históricas e sociais, frequentemente mais diversas do
que os estereótipos sugerem.
Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida
norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026
ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto
representa a valorização de uma herança cultural que, à
luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa
do que tradicionalmente se imaginava.
Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por
que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo".
Publicado em 23 jun. 2026.
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- SintaxeTermos Essenciais da Oração
- SintaxeConcordância
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A remada viking e a herança cultural da Noruega
Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega
chamou a atenção por uma comemoração que
rapidamente se tornou uma marca registrada de seus
jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se
sentavam no gramado e simulavam movimentos de
remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin ⌀degaard comandava um tambor. O gesto fazia
referência aos antigos navegadores escandinavos
conhecidos como vikings.
Os vikings eram povos originários da Escandinávia —
especialmente das regiões que hoje correspondem à
Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII
e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas,
atividades comerciais e expedições por diversas partes
da Europa e até da América do Norte.
A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia
a construção de embarcações rápidas e resistentes,
capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios
vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade
e expansão cultural.
Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a
imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos
azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto,
estudos genéticos recentes demonstraram que eles
possuíam grande diversidade étnica, com ascendência
proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.
As pesquisas também indicam que a identidade viking
não dependia da origem genética, mas de um modo de
vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings
que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça
a ideia de que as identidades culturais são construções
históricas e sociais, frequentemente mais diversas do
que os estereótipos sugerem.
Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida
norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026
ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto
representa a valorização de uma herança cultural que, à
luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa
do que tradicionalmente se imaginava.
Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por
que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo".
Publicado em 23 jun. 2026.
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