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Leia as Charges 1 e 2 para responder à questão.

Galvão Bertazzi, publicado na seção Cartum da Folha de São Paulo, 20. nov. 2025. Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/charges/2025/11/20/galvao-bertazzi.shtml. Ace
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Leia as Charges 1 e 2 para responder à questão.

Galvão Bertazzi, publicado na seção Cartum da Folha de São Paulo, 20. nov. 2025. Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/charges/2025/11/20/galvao-bertazzi.shtml. Ace
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Em uma análise semântica, afirma-se que enunciados com
certos verbos factivos, estruturas clivadas e construções
com adjuntos temporais tendem a acionar pressuposições
estáveis sob negação e sob formas interrogativas.
Considere o enunciado:
Foi Maria que deixou de revisar o relatório novamente.
Com base nos testes pressuposicionais, o enunciado aciona a pressuposição de que
Foi Maria que deixou de revisar o relatório novamente.
Com base nos testes pressuposicionais, o enunciado aciona a pressuposição de que
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
O movimento conhecido como cultura do cancelamento, que
começou, sim, como uma forma de chamar a atenção para
injustiças de todo tipo e proteção ambiental, se tornou uma
arma de execração pública e de censura capaz de atingir
indistintamente anônimos e famosos, tanto faz.
A cultura do cancelamento é um linchamento virtual e é assim
que vou chamá-lo, pois funciona como o conhecido linchamento
ou linchagem, que é o assassinato de uma ou mais pessoas
cometido por uma multidão com o objetivo de punir um suposto
transgressor.
Basta um registro aleatório jogado na internet de um possível
ato reprovável ou que contrarie os valores geralmente aceitos
como corretos, para que uma pessoa seja marcada
permanentemente pelo linchamento virtual […].
Para muitos não há uma segunda chance. As redes sociais
tornaram-se reféns dos excessos irrazoáveis do justiçamento
do cancelamento.
Assim, a ferramenta que era para intensificar a voz de grupos
oprimidos, forçar ações políticas ou banir aqueles que tivessem
cometido atos reprováveis — como racismo e violência sexual,
dentre outros — tornou-se uma ameaça, pronta para destruir
reputações a qualquer preço. E isso exige vigilância e um
combate jurídico dos excessos na mesma proporção, rapidez e
intensidade […].
WILIANS, Nelson. Linchamento virtual: a cultura do cancelamento. Estúdio
Folha, Folha de São Paulo, 10. Fev. 2021. Disponível em:
https://estudio.folha.uol.com.br/nelson-wilians/2021/02/linchamento-virtua-acultura-do-cancelamento.shtml. Acesso em: 29 nov. 2025.
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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
O movimento conhecido como cultura do cancelamento, que
começou, sim, como uma forma de chamar a atenção para
injustiças de todo tipo e proteção ambiental, se tornou uma
arma de execração pública e de censura capaz de atingir
indistintamente anônimos e famosos, tanto faz.
A cultura do cancelamento é um linchamento virtual e é assim
que vou chamá-lo, pois funciona como o conhecido linchamento
ou linchagem, que é o assassinato de uma ou mais pessoas
cometido por uma multidão com o objetivo de punir um suposto
transgressor.
Basta um registro aleatório jogado na internet de um possível
ato reprovável ou que contrarie os valores geralmente aceitos
como corretos, para que uma pessoa seja marcada
permanentemente pelo linchamento virtual […].
Para muitos não há uma segunda chance. As redes sociais
tornaram-se reféns dos excessos irrazoáveis do justiçamento
do cancelamento.
Assim, a ferramenta que era para intensificar a voz de grupos
oprimidos, forçar ações políticas ou banir aqueles que tivessem
cometido atos reprováveis — como racismo e violência sexual,
dentre outros — tornou-se uma ameaça, pronta para destruir
reputações a qualquer preço. E isso exige vigilância e um
combate jurídico dos excessos na mesma proporção, rapidez e
intensidade […].
WILIANS, Nelson. Linchamento virtual: a cultura do cancelamento. Estúdio
Folha, Folha de São Paulo, 10. Fev. 2021. Disponível em:
https://estudio.folha.uol.com.br/nelson-wilians/2021/02/linchamento-virtua-acultura-do-cancelamento.shtml. Acesso em: 29 nov. 2025.
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- SintaxeConectivos
- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaSubstantivos
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de Textos
Leia o texto a seguir.
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.
PRADO, Adélia. Poema “Com licença poética”, publicado na obra Bagagem, de 1976.
No poema, a voz lírica combina reflexões existenciais com afirmações de ordem social e cultural, articulando-as por meio de escolhas lexicais que produzem efeitos de subjetividade e modalização. Em que medida e de que forma a classificação gramatical das palavras pode produzir efeitos de sentido particulares no texto?
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.
PRADO, Adélia. Poema “Com licença poética”, publicado na obra Bagagem, de 1976.
No poema, a voz lírica combina reflexões existenciais com afirmações de ordem social e cultural, articulando-as por meio de escolhas lexicais que produzem efeitos de subjetividade e modalização. Em que medida e de que forma a classificação gramatical das palavras pode produzir efeitos de sentido particulares no texto?
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A coesão textual é responsável pela construção da
articulação do texto e sua progressão. Há diferentes formas
de construir tais processos. O uso de conectores é um caso
claro de processo coesivo, o qual pode configurar uma
coesão:
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Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre
os outros. O olhar puro e transparente pressupõe uma essência
e uma capacidade que eu acredito que não sejamos portadores.
Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência
e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas
coisas e posso ter, sobre mim, opiniões muito variadas e
distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro
cegos se aproximam de um elefante. O primeiro cego, que
nunca tinha visto um elefante, diz, ao apalpar seu abdômen, que
ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se
parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz
que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas,
e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada,
ao apalpar o marfim. Todos os quatro têm razão e todos eles
deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma
dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas
e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também
que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não
existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados
ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como
uma velha que pergunta ao espelho se haverá alguém mais
bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça
quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar.
Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a
história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a
dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez
mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei.
Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca captarei, pois
sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta
- que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não
sei ainda como é morrer. Como diz Woody Allen: “Não tenho
nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
KARNAL, Leandro. Por que nunca chegaremos à verdade. In: Fronteiras do
Pensamento. Site. Disponível
em: https://www.fronteiras.com/leia/exibir/leandro-karnal-por-que-nuncachegaremos-a-verdade. Acesso em: 26. nov. 2025. [Adaptado].
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Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre
os outros. O olhar puro e transparente pressupõe uma essência
e uma capacidade que eu acredito que não sejamos portadores.
Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência
e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas
coisas e posso ter, sobre mim, opiniões muito variadas e
distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro
cegos se aproximam de um elefante. O primeiro cego, que
nunca tinha visto um elefante, diz, ao apalpar seu abdômen, que
ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se
parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz
que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas,
e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada,
ao apalpar o marfim. Todos os quatro têm razão e todos eles
deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma
dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas
e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também
que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não
existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados
ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como
uma velha que pergunta ao espelho se haverá alguém mais
bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça
quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar.
Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a
história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a
dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez
mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei.
Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca captarei, pois
sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta
- que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não
sei ainda como é morrer. Como diz Woody Allen: “Não tenho
nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
KARNAL, Leandro. Por que nunca chegaremos à verdade. In: Fronteiras do
Pensamento. Site. Disponível
em: https://www.fronteiras.com/leia/exibir/leandro-karnal-por-que-nuncachegaremos-a-verdade. Acesso em: 26. nov. 2025. [Adaptado].
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Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre
os outros. O olhar puro e transparente pressupõe uma essência
e uma capacidade que eu acredito que não sejamos portadores.
Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência
e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas
coisas e posso ter, sobre mim, opiniões muito variadas e
distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro
cegos se aproximam de um elefante. O primeiro cego, que
nunca tinha visto um elefante, diz, ao apalpar seu abdômen, que
ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se
parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz
que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas,
e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada,
ao apalpar o marfim. Todos os quatro têm razão e todos eles
deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma
dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas
e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também
que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não
existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados
ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como
uma velha que pergunta ao espelho se haverá alguém mais
bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça
quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar.
Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a
história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a
dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez
mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei.
Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca captarei, pois
sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta
- que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não
sei ainda como é morrer. Como diz Woody Allen: “Não tenho
nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
KARNAL, Leandro. Por que nunca chegaremos à verdade. In: Fronteiras do
Pensamento. Site. Disponível
em: https://www.fronteiras.com/leia/exibir/leandro-karnal-por-que-nuncachegaremos-a-verdade. Acesso em: 26. nov. 2025. [Adaptado].
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