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4189331
Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Senador Canedo-GO
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Verbena
Orgão: Pref. Senador Canedo-GO
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Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
Rildo Cosson (2020), em "Paradigmas do ensino da Literatura",
apresenta seis modelos que marcaram o ensino literário no
Brasil, como o Moral-Gramatical e o Histórico-Nacional. No
entanto, o autor destaca o paradigma mais contemporâneo, que
exige do professor a capacidade de trabalhar com projetos,
aprendizagem colaborativa e estratégias de ensino baseadas
na interação e na ação. Essa abordagem busca distinguir a
literatura da leitura comum ao abordar as suas especificidades
e se alinha à valorização dos gêneros do discurso presentes
nos documentos oficiais de Língua Portuguesa.
FERREIRA, Isabella Bacha; SILVA, Maurício. Resenha. Eccos - Revista
Cientifica, São Paulo, n. 59, p. 1-4, jul./set., 2021. Resenha. COSSON,
Rildo. Paradigmas do ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 2020.
Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n59.21062. Acesso em: 28 nov.
2025.
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Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
Rildo Cosson (2020), em "Paradigmas do ensino da Literatura",
apresenta seis modelos que marcaram o ensino literário no
Brasil, como o Moral-Gramatical e o Histórico-Nacional. No
entanto, o autor destaca o paradigma mais contemporâneo, que
exige do professor a capacidade de trabalhar com projetos,
aprendizagem colaborativa e estratégias de ensino baseadas
na interação e na ação. Essa abordagem busca distinguir a
literatura da leitura comum ao abordar as suas especificidades
e se alinha à valorização dos gêneros do discurso presentes
nos documentos oficiais de Língua Portuguesa.
FERREIRA, Isabella Bacha; SILVA, Maurício. Resenha. Eccos - Revista
Cientifica, São Paulo, n. 59, p. 1-4, jul./set., 2021. Resenha. COSSON,
Rildo. Paradigmas do ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 2020.
Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n59.21062. Acesso em: 28 nov.
2025.
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Leia os textos a seguir.
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
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Leia os textos a seguir.
As pesquisas em leitura, principalmente na área da psicologia e da psicolinguística, são unânimes em afirmar que, na leitura proficiente, as palavras são lidas não letra por letra ou sílaba por sílaba, mas como um todo não analisado, isto é, por reconhecimento instantâneo e não por processamento analítico-sintético.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Leitura é uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza com base na relação entre o conhecimento que o leitor traz armazenado na memória e as informações veiculadas no texto.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. Escrever e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009.
Acerca da atividade de leitura, os textos concebem que a leitura proficiente é dada pela combinação do reconhecimento holístico da palavra com a interação entre texto e leitor. Dentre as diversas estratégias a serem mobilizadas para aumentar a competência leitora dos alunos, o professor de língua portuguesa pode priorizar
As pesquisas em leitura, principalmente na área da psicologia e da psicolinguística, são unânimes em afirmar que, na leitura proficiente, as palavras são lidas não letra por letra ou sílaba por sílaba, mas como um todo não analisado, isto é, por reconhecimento instantâneo e não por processamento analítico-sintético.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Leitura é uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza com base na relação entre o conhecimento que o leitor traz armazenado na memória e as informações veiculadas no texto.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. Escrever e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009.
Acerca da atividade de leitura, os textos concebem que a leitura proficiente é dada pela combinação do reconhecimento holístico da palavra com a interação entre texto e leitor. Dentre as diversas estratégias a serem mobilizadas para aumentar a competência leitora dos alunos, o professor de língua portuguesa pode priorizar
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Em oposição à perspectiva pedagógica tradicional do ensino
de língua portuguesa, a qual ignora o papel dos fatores
socioculturais no comportamento linguístico do falante,
assim como ignora fatores de ordem histórica, o ensino
produtivo da língua deve levar o aluno a compreender a
realidade holística do seu idioma. Assim, mais do que
ensinar a metalinguagem, é necessário que o aluno
compreenda que há
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- Ensino das DisciplinasLíngua Portuguesa
- LegislaçãoPCN: Parâmetros Curriculares Nacionais
- Temas Educacionais Pedagógicos
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
A importância e o valor dos usos da linguagem são
determinados historicamente segundo as demandas sociais de
cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de
escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até
há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a
ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda
obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à
constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua
competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não
é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino
as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas,
sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados,
são normalmente tomados como exemplos de estudo
gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva.
Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o
texto.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino
Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
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- Ensino das DisciplinasLíngua Portuguesa
- LegislaçãoPCN: Parâmetros Curriculares Nacionais
- Temas Educacionais Pedagógicos
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
A importância e o valor dos usos da linguagem são
determinados historicamente segundo as demandas sociais de
cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de
escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até
há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a
ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda
obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à
constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua
competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não
é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino
as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas,
sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados,
são normalmente tomados como exemplos de estudo
gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva.
Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o
texto.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino
Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
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Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
A importância e o valor dos usos da linguagem são
determinados historicamente segundo as demandas sociais de
cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de
escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até
há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a
ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda
obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à
constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua
competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não
é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino
as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas,
sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados,
são normalmente tomados como exemplos de estudo
gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva.
Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o
texto.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino
Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
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Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o
empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil
e contextualmente significativo. Sabemos quanto a
incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a
linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e
míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno,
1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a
manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de
trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem
também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos
que a educação escolar é um processo social, com nítida e
incontestável função política, com desdobramentos sérios e
decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da
sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar"
uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza
(principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não
forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por
escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra,
serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato
de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos,
ativamente e com determinação, o desafio de rever e de
reorientar a nossa prática de ensino da língua.
ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In
ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo:
Parábola, 2003.
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Texto 3
Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o
empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil
e contextualmente significativo. Sabemos quanto a
incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a
linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e
míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno,
1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a
manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de
trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem
também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos
que a educação escolar é um processo social, com nítida e
incontestável função política, com desdobramentos sérios e
decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da
sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar"
uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza
(principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não
forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por
escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra,
serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato
de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos,
ativamente e com determinação, o desafio de rever e de
reorientar a nossa prática de ensino da língua.
ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In
ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo:
Parábola, 2003.
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