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Leia o texto para responder a questão.
… constitui uma forma peculiar de representação e estilo
em que predominam a força criativa da imaginação e a intenção estética. Não é mera fantasia que nada tem a ver com
o que se entende por realidade, nem é puro exercício lúdico
sobre as formas e sentidos da linguagem e da língua.
Como representação – um modo particular de dar forma
às experiências humanas –, não está limitado a critérios de
observação fatual (ao que ocorre e ao que se testemunha),
nem às categorias e relações que constituem os padrões
dos modos de ver a realidade e, menos ainda, às famílias
de noções/conceitos com que se pretende descrever e
explicar diferentes planos da realidade (o discurso científico).
Ele os ultrapassa e transgride para constituir outra mediação
de sentidos entre o sujeito e o mundo, entre a imagem e o
objeto, mediação que autoriza a ficção e a reinterpretação do
mundo atual e dos mundos possíveis.
(Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa: 1998. Adaptado)
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Em O texto na sala de aula, João Wanderley Geraldi, ao
discutir a questão da leitura, analisa tanto a importância
das narrativas curtas quanto a das narrativas longas.
Para ele, estas últimas
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Leia o texto para responder a questão.
Ligeiro e nasalado, sotaque paulista teve influência de
índios e migrantes
Ligeiro e nasalado, o português paulista tem pressa. Atropela os plurais das frases e suprime o “lh” das palavras.
Em São Paulo se toma dois café com dois pão na chapa
por quinze real. E filha, milho, velho e mulher são reduzidos
a fia, mio, véio e muié.
Ainda que incomodem os ouvidos mais sensíveis, esses
usos da língua têm origem na mistura do português dos colonizadores com algumas das 350 línguas indígenas que existiam no território brasileiro à época do descobrimento – hoje
são cerca de 180.
O cruzamento do idioma de Portugal com o tupi deu origem à chamada língua geral, utilizada no cotidiano da nova
colônia até a segunda metade do século 18.
Uma de suas marcas, que hoje caracteriza o português
paulista, era o “r” retroflexo, também conhecido como ‘r”
caipira. Ele substituiu o “r” chiado dos portugueses, que os
índios não conseguiam pronunciar. Na sintaxe indígena,
o plural não redunda ao longo da sentença, o que poderia
explicar o hábito paulista.
(https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano. 23.04.2018. Adaptado)
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Leia o texto para responder a questão.
Ligeiro e nasalado, sotaque paulista teve influência de
índios e migrantes
Ligeiro e nasalado, o português paulista tem pressa. Atropela os plurais das frases e suprime o “lh” das palavras.
Em São Paulo se toma dois café com dois pão na chapa
por quinze real. E filha, milho, velho e mulher são reduzidos
a fia, mio, véio e muié.
Ainda que incomodem os ouvidos mais sensíveis, esses
usos da língua têm origem na mistura do português dos colonizadores com algumas das 350 línguas indígenas que existiam no território brasileiro à época do descobrimento – hoje
são cerca de 180.
O cruzamento do idioma de Portugal com o tupi deu origem à chamada língua geral, utilizada no cotidiano da nova
colônia até a segunda metade do século 18.
Uma de suas marcas, que hoje caracteriza o português
paulista, era o “r” retroflexo, também conhecido como ‘r”
caipira. Ele substituiu o “r” chiado dos portugueses, que os
índios não conseguiam pronunciar. Na sintaxe indígena,
o plural não redunda ao longo da sentença, o que poderia
explicar o hábito paulista.
(https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano. 23.04.2018. Adaptado)
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Leia o texto para responder a questão.

Quando chegou a Paris, a princesa bizantina Teodora causou escândalo no jantar, ao usar um objeto esquisito para comer. Era um garfo. Entre os pobres, o hábito era comer com as mãos e virar o prato na boca. (Superinteressante, novembro de 2017)
A leitura comparativa do texto da Superinteressante e do infográfico da natação mostra que eles se diferenciam quanto
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Leia o texto para responder a questão.
Quando chegou a Paris, a princesa bizantina Teodora
causou escândalo no jantar, ao usar um objeto esquisito para
comer. Era um garfo. Entre os pobres, o hábito era comer
com as mãos e virar o prato na boca.
(Superinteressante, novembro de 2017)
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Leia o texto e responda à questão.
Metade dos artigos científicos
no Brasil são escritos por mulheres
Recentemente circulou com força pelas redes sociais um
relatório que destaca o Brasil como um dos exemplos de sucesso em promover a igualdade entre homens e mulheres no
ambiente acadêmico. O documento, feito pela editora Elsevier, é de 2017 e leva em conta dados de artigos científicos
escritos entre 1995 e 2015.
Nesses 20 anos, as mulheres brasileiras passaram a assinar a mesma proporção de artigos científicos que os homens
– um crescimento considerável, já que, entre 1996 e 2000, só
38% dos artigos publicados tinham sido escritos por mulher.
Outras facetas positivas do Brasil aparecem no relatório.
Aumentou o número de inventoras brasileiras: elas registram
17% das patentes criadas desde 2000. A única notícia ruim
do relatório é que as mulheres permanecem sendo menos citadas que seus colegas homens em outros artigos – e isso é
verdade não apenas no Brasil, mas em outros países latinos,
como Chile e México.
(Ana Carolina Leonardi. https://super.abril.com.br. 28.03.2018. Adaptado)
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
- Interpretação de Textos
Chovia demais naquela manhã, uma chuva calma que
molhava o piso de vermelhão da varanda da casa onde morávamos, naquela época já de aluguel. Uma casa velha de
madeira, a varanda circundada pela mureta de alvenaria. A
chuva alagando o território onde aquele que fui brincava de
escorregar no piso. Depois, ao longo da infância, eu ia continuar preferindo estas brincadeiras em pisos molhados aos
rios e às piscinas, sendo esta, inclusive, uma das razões de
nunca ter aprendido a nadar.
Havia umas figurinhas de decalque a água, provavelmente presente de meu pai, e comecei a molhá-las no chão e
transferi-las para a parede da casa. A chuva continuava seu
trabalho lá fora, e eu fazia minhas pequenas mágicas, deixando inscrita nas paredes uma mensagem qualquer.
Não sei do que tratavam aquelas figurinhas, não me lembro nem da cor, nem da quantidade, nem da procedência,
mas tudo isso não importa, o que marcou como minha primeira lembrança foi este ato primitivo de desenhar nas paredes
da caverna, de deixar uma mensagem. Meus três anos não
permitiam mais do que o ato vazio de tentar uma comunicação. Sozinho na varanda, a chuva a me isolar dos amigos e
da família, a sensação de abandono me punha a escrever
nas paredes, náufrago de um tempo lutando para estabelecer
contatos.
Quem seria este interlocutor que o menino procurava?
Um amigo? Alguém da família? O pai sempre ausente,
sempre fazendo negócios em outra cidade? As meninas que
moravam na casa ao lado? Talvez todos, mas principalmente
o adulto que a criança se tornaria. Essa criança queria falar
comigo, por isso a imagem me ficou tão nítida na lembrança.
Há algumas cenas da rua que não consigo descrever.
Mas a rua está perdida, lembro-me de um armazém grande
numa esquina, a Casa Verde, de um portão que dava para
um pátio, de algumas cercas de balaústres, e só. É melhor
esquecer a geografia, ela não ficou arquivada em fotos – não
tínhamos o hábito de fotografar.
(Chove sobre minha infância. Record, 2014. Adaptado)
As formas verbais destacadas apresentam, correta e respectivamente:
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Os mortos
Esse dia que ainda se reserva aos Finados é quase desnecessário em seu simbolismo, porque os moços não reparam nele, e os maduros e os velhos têm já formado o seu
sentimento da morte e dos mortos. Esta é uma conquista do
tempo, e prescinde de comemorações para se consolidar.
Basta o exercício de viver, para nos desprender capciosamente da vida, ou, pelo menos, para entrelaçá-la de tal jeito
com a morte que passamos a sentir essa última como forma
daquela, e forma talvez mais apurada, à maneira de uma gravura que só se completa depois de provas sucessivas. Falo
em gravura, e vejo à minha frente um desses originais de
Goeldi*, em que o esplendor noturno é raiado de vermelho ou
verde, numa condensação de treva tão intensa e compacta
que não se sabe como a penetra esse facho de luz deslumbrante, coexistindo daí por diante numa espécie de casamento sinistro, à primeira impressão. Não, não é sinistro. Posso
informar pessoalmente que a imbricação da ideia de morte
na ideia de vida não é arrasadora para o homem, senão que
constitui uma das sínteses morais a que o tempo nos conduz,
como parte da experiência individual.
Os que eram do mesmo sangue, os amigos e companheiros que ainda há pouco sorriam a nosso lado ou mesmo
nos impacientavam lá de vez em quando (mas era tão bom
que nos impacientassem, agora que nem isso recebemos
deles), onde estão, onde estão? Voltamo-nos para fora de
nós e não os recuperamos; mas se nos aprofundarmos um
pouco, vamos encontrá-los fundidos em nosso conhecimento
das coisas, incorporados à nossa maneira de andar, comer e
dormir; intatos, mesmo sob a camada de esquecimento em
que outra vez os sepultamos, porque, contraditoriamente,
eles não se deixaram ficar esquecidos, e brincam de se fazer
lembrados nas horas mais imprevistas.
(Carlos Drummond de Andrade, Fala, amendoeira)
* Oswaldo Goeldi, ilustrador, gravurista, desenhista brasileiro.
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