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504730 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Serrana-SP

Leia o poema de Carlos Pena Filho para responder à questão.


A solidão e sua porta


Quando mais nada resistir que valha

a pena de viver e a dor de amar

e quando nada mais interessar

(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando pelo desuso da navalha

a barba livremente caminhar

e até Deus em silêncio se afastar

deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida

do mundo que te foi contraditório,

lembra-te que afinal te resta a vida

com tudo que é insolvente e provisório

e de que ainda tens uma saída:

entrar no acaso e amar o transitório.

(Livro geral. Olinda: Gráfica Vitória, 1977)

O verso em que o aconselhamento se faz evidente por meio da forma verbal no imperativo é:
 

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504729 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Serrana-SP
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Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
 

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504727 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Serrana-SP

Considere a charge e responda a questão.

enunciado 504727-1

A frase elaborada a partir da charge está correta quanto à pontuação em:
 

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O sinal indicativo de crase está empregado corretamente na frase:
 

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Leia o texto, para responder a questão.

Elas vão substituir você

Quando, em 1956, o cientista da computação americano John McCarthy cunhou o termo “inteligência artificial”, durante uma conferência na universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, a intenção já era desenvolver máquinas capazes de livrar os seres humanos de tarefas de alguma complexidade, porém largamente enfadonhas.

“A proposta é usar todo o nosso conhecimento para construir um programa de computador que saiba e, também, conheça”, resumiu McCarthy, expressando uma ambição que vem de muito antes de ele proferir tais palavras. Uma narrativa mitológica judaica, por exemplo, já apresentava, milênios atrás, a ideia de um ser artificial pensante, o Golem, feito de barro e que serviria os humanos. Na Idade Média, alquimistas chegaram a sonhar em dar vida à criatura por eles batizada de Homunculus. Era apenas um devaneio que o tempo e a ciência se encarregaram de trazer para o plano das realidades.

E a inteligência artificial (IA) de hoje em dia, tal como foi formulada por McCarthy, é a concretização dessa aspiração que se confunde com a história. No entanto, no momento em que a humanidade parece estar perto de construir um robô capaz de substituir o homem em um sem-número de atividades – o Golem do século XXI –, o que poderia ser motivo de unânime comemoração arrasta consigo o pavor de que tais softwares deixem milhões de seres humanos desempregados. A preocupação é tamanha que o tema ganhou lugar de destaque na agenda do Fórum Econômico Mundial – evento anual que reúne líderes políticos e empresariais em Davos. Segundo levantamento feito pela organização do fórum, a soma de empregos perdidos para a IA será de 5 milhões nos próximos dois anos. No estudo, as áreas de negócios mais afetadas serão as administrativas e as industriais.

Um estudo publicado pela consultoria americana McKinsey avalia que em torno de 50% das atividades tidas como repetitivas serão automatizadas na próxima década. Nesse período, no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação. Em todo o mundo, o legado da mecanização avançada será de até 800 milhões de pessoas à procura de oportunidades de trabalho. Desse total, boa parte terá de se readaptar, mas 375 milhões deverão aprender competências inteiramente novas para não cair no desemprego.

Nem tudo, entretanto, é pessimismo. Os economistas ingleses Richard e Daniel Susskind, ambos professores de Oxford, defendem a ideia de que quando atribuições são extintas, ou modificadas, os seres humanos se transformam no mesmo ritmo. “O benefício é que os profissionais farão mais, em menos tempo”, defendem. Para eles, a bonança tecnológica levará à criação de novos tipos de emprego.

(Veja, 31.01.2018. Adaptado)
Considere o sentido das palavras destacadas – legado da mecanização (4º parágrafo) e bonança tecnológica (5º parágrafo) – nos contextos em que se encontram. É correto afirmar que
 

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504712 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Serrana-SP
Leia o poema de Carlos Pena Filho para responder a questão.

A solidão e sua porta
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).
Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida
com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.
(Livro geral. Olinda: Gráfica Vitória, 1977)
Após o acréscimo das vírgulas, permanece correto o seguinte verso:
 

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504708 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Serrana-SP
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Assinale a alternativa em que a concordância das palavras está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
 

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504703 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Serrana-SP

Leia a tirinha e responda a questão.

enunciado 504703-1

A frase “No que diz respeito _______ tecnologia cada vez mais presente na vida dos cidadãos, começa-se _________ pensar como ela pode favorecer os trabalhadores,dando________ eles mais liberdade para desenvolverem suas atividades” é corretamente completada por:
 

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504699 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Serrana-SP
Chovia demais naquela manhã, uma chuva calma que molhava o piso de vermelhão da varanda da casa onde morávamos, naquela época já de aluguel. Uma casa velha de madeira, a varanda circundada pela mureta de alvenaria. A chuva alagando o território onde aquele que fui brincava de escorregar no piso. Depois, ao longo da infância, eu ia continuar preferindo estas brincadeiras em pisos molhados aos rios e às piscinas, sendo esta, inclusive, uma das razões de nunca ter aprendido a nadar.
Havia umas figurinhas de decalque a água, provavelmente presente de meu pai, e comecei a molhá-las no chão e transferi-las para a parede da casa. A chuva continuava seu trabalho lá fora, e eu fazia minhas pequenas mágicas, deixando inscrita nas paredes uma mensagem qualquer.
Não sei do que tratavam aquelas figurinhas, não me lembro nem da cor, nem da quantidade, nem da procedência, mas tudo isso não importa, o que marcou como minha primeira lembrança foi este ato primitivo de desenhar nas paredes da caverna, de deixar uma mensagem. Meus três anos não permitiam mais do que o ato vazio de tentar uma comunicação. Sozinho na varanda, a chuva a me isolar dos amigos e da família, a sensação de abandono me punha a escrever nas paredes, náufrago de um tempo lutando para estabelecer contatos.
Quem seria este interlocutor que o menino procurava?
Um amigo? Alguém da família? O pai sempre ausente, sempre fazendo negócios em outra cidade? As meninas que moravam na casa ao lado? Talvez todos, mas principalmente o adulto que a criança se tornaria. Essa criança queria falar comigo, por isso a imagem me ficou tão nítida na lembrança.
Há algumas cenas da rua que não consigo descrever. Mas a rua está perdida, lembro-me de um armazém grande numa esquina, a Casa Verde, de um portão que dava para um pátio, de algumas cercas de balaústres, e só. É melhor esquecer a geografia, ela não ficou arquivada em fotos – não tínhamos o hábito de fotografar.
(Chove sobre minha infância. Record, 2014. Adaptado)
Assinale a alternativa na qual o pronome que retoma a ideia presente na expressão destacada no trecho do texto.
 

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Metade dos artigos científicos no Brasil são escritos por mulheres

Recentemente circulou com força pelas redes sociais um relatório que destaca o Brasil como um dos exemplos de sucesso em promover a igualdade entre homens e mulheres no ambiente acadêmico. O documento, feito pela editora Elsevier, é de 2017 e leva em conta dados de artigos científicos escritos entre 1995 e 2015.

Nesses 20 anos, as mulheres brasileiras passaram a assinar a mesma proporção de artigos científicos que os homens – um crescimento considerável, já que, entre 1996 e 2000, só 38% dos artigos publicados tinham sido escritos por mulher.

Outras facetas positivas do Brasil aparecem no relatório. Aumentou o número de inventoras brasileiras: elas registram 17% das patentes criadas desde 2000. A única notícia ruim do relatório é que as mulheres permanecem sendo menos citadas que seus colegas homens em outros artigos – e isso é verdade não apenas no Brasil, mas em outros países latinos, como Chile e México.

(Ana Carolina Leonardi. https://super.abril.com.br. 28.03.2018. Adaptado)

No primeiro parágrafo, o sentido expresso pela palavra “relatório” é retomado por
 

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