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Texto – Saudade
Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. (...) Nem da infância querida, nem sequer das borboletas!$ ^{a)} !$ azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
Gostaria de ter palavras boas!$ ^{b)} !$, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude.(...) Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. (...)
Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. (...)
Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços!$ ^{c)} !$. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo.
Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. (...)
E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga!$ ^{d)} !$, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques.
Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.
QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Texto adaptado.
Assinale a opção em que a anteposição ou a posposição do adjetivo ao substantivo implica mudança de significado.
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Atente ao seguinte enunciado: “Segundo a Norma Operacional da Assistência à Saúde – NOAS-SUS 01/2002 –, a assistência de alta complexidade será programada no âmbito regional/estadual, e em alguns casos macrorregional, tendo em vista as seguintes características especiais desse grupo:
I. alta densidade tecnológica e alto custo;
II. alta economia de escala;
III. alta escassez de profissionais especializados;
IV. concentração em especialistas em muitos municípios”.
Estão de acordo com a NOAS-SUS, 01/2002, somente as complementações contidas em
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O processo de hospitalização tende a envolver diversos reflexos psicológicos no funcionamento dos pacientes. Considerando esses possíveis impactos, analise as seguintes assertivas:
I. A hospitalização tende a gerar ansiedade, podendo levar o indivíduo a recorrer a defesas psíquicas como regressão e deslocamento.
II. Os pacientes hospitalizados podem ter sua percepção de tempo modificada.
III. Nem sempre os pacientes aderem bem aos seus tratamentos, podendo aumentar a prevalência das patologias.
IV. A ansiedade da hospitalização pode também estar associada à separação de pessoas significativas, especialmente em casos de doenças agudas.
V. O portador de uma patologia tende a reinvestir sua energia sobre si mesmo, perdendo parte da capacidade de investir suas intenções a aspectos que não estejam ligados à doença.
Está correto o que se afirma em
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Em Análise do Comportamento, o conceito de controle aversivo refere-se
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2526701
Ano: 2016
Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
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A Lei Nº 12.318/2010 esclarece que a interferência na formação psicológica da criança e/ou adolescente, promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que detenham sua guarda ou vigilância, para que a criança ou o adolescente repudie o outro genitor ou que cause prejuízo no estabelecimento e/ou manutenção de vínculos com este, é considerada como um ato de
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O sistema de categorias de diagnósticos da quarta e atual edição, DSM-4, permite que a mesma designação dada aos transtornos de ansiedade em adultos seja utilizada em crianças e adolescentes. O transtorno de ansiedade que gera uma excessiva preocupação, não havendo enfoque em uma situação ou objeto específico, uma preocupação excessiva em relação ao futuro, ao desempenho, à competência, à aprovação e opinião dos outros, mostrando crianças tensas a maior parte do tempo, incapazes de relaxar e, frequentemente, com múltiplas queixas somáticas, como cefaleia, epigastralgia e cansaço, é denominado
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Atente ao seguinte trecho do poema Divisa, de Jacob Levy Moreno, criador do Psicodrama:
“...um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos
E colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei os meus olhos
Para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E tu ver-me-ás com os meus....”
Nesse trecho do poema, identifica-se a definição de uma das técnicas psicodramáticas mais utilizadas em sessões de psicoterapia em um referencial de Psicodrama Terapêutico conhecida como
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Texto – Saudade
Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. (...) Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
Gostaria de ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude.(...) Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. (...)
Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. (...)
Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo.
Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. (...)
E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques.
Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.
QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Texto adaptado.
A autora associa a capacidade de “se morrer de saudades” às pessoas
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2524152
Ano: 2016
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UECE
Orgão: Pref. Tianguá-CE
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A Diocese, com sede em Tianguá, abrange 13 municípios, dentre os quais se encontram
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Na aferição de personalidade em processos de elaboração de laudos psicológicos a serem utilizados pela Psiquiatria na definição da concessão de benefícios de aposentadoria para pacientes com patologias mentais, são utilizados os seguintes testes projetivos:
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