Foram encontradas 40 questões.
Referência bibliográfica: CECCHETTI, Elcio; SIMONI, Josiane Crusaro (org.). Ensino religioso não confessional: múltiplos olhares. In. "Ritos de peregrinação nas aulas de Ensino Religioso: possibilidades metodológicas", OLIARI, Gilberto; RABAIOLI, Juliana; ZAMPIERON, Rosemari. São Leopoldo: Oikos, 2019, Pg. 161 - 181. E-book. ISBN 978-85-7843-883-8. Grifos nossos.
Os muçulmanos possuem rituais específicos de preparação para as viagens sagradas. Antes de partir, raspam a cabeça, cortam as unhas e vestem-se com traje branco de peregrino. Esse preparo se expressa nos ritos do jejum, na abstinência de sexo, na recitação de certas orações e na meditação sobre textos sagrados. Para preparar a alma para a transição, o viajante realiza rituais de jejum, abstinência e purificação. Há também a crença no "merecimento" adquirido na peregrinação, assim como a noção de transformação, implícita tanto nas tradições budista e hinduísta quanto em peregrinações seculares, como a dos escritores a Paris e a dos pintores a Roma. Com base nos ritos de peregrinação nas diferentes tradições religiosas, é correto afirmar que, na tradição muçulmana:
Provas
Provas
O texto narra a trajetória de Gilgamesh, rei semideus de Uruk (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun. Belo e poderoso, construiu muralhas, uma grande fortificação e o templo do abençoado Eana, mas era um tirano: oprimia seu povo e governava com arrogância. Diante dos clamores dos habitantes de Uruk, os deuses intervieram e ordenaram à deusa Aruru que criasse Enkidu, um homem selvagem moldado em argila, igual em força a Gilgamesh, para ser seu rival e domar seu coração. Antes de enfrentá-lo, Enkidu foi "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites: cortou os cabelos, vestiu-se, aprendeu a comer pão e a beber vinho. Chegando a Uruk, os dois lutaram ferozmente até empatar; do respeito mútuo, nasceu uma profunda amizade, tornaram-se como irmãos e juntos partiram para grandes façanhas. Primeiro derrotaram Humbaba, o monstruoso guardião do Bosque dos Cedros que cuspia fogo pela boca e aterrorizava toda a comarca; Gilgamesh arremessou oito furacões contra o monstro e decepou-lhe a cabeça. Depois, a deusa Ishtar, desejando Gilgamesh como amante e humilhada pela recusa, pediu ao seu pai Anu, senhor de todos os mundos, que enviasse o Touro do Céu para destruir Uruk. Enkidu segurou o touro pelo pescoço, enquanto Gilgamesh o abateu com a espada, contrariando a deusa pela segunda vez. Os deuses, ultrajados, exigiram uma morte: Enkidu contraiu doença fatal e agonizou por doze dias até morrer.
Gilgamesh, devastado pela perda do único igual que conhecera, recusou aceitar a mortalidade e partiu em busca da imortalidade. Após atravessar mares tenebrosos e montanhas de escuridão total, encontrou Utnapishtim, o único mortal a quem os deuses concederam a imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea. Utnapishtim revelou-lhe que a imortalidade estava fora do alcance humano, mas, compadecido, sua esposa indicou o segredo: no fundo do mar crescia uma planta capaz de restaurar a juventude eterna. Gilgamesh amarrou pedras nos pés, mergulhou nas profundezas e arrancou a planta com as próprias mãos feridas. Porém, em um momento de descanso na viagem de volta, adormeceu. Uma serpente sentiu o perfume da planta, apoderou-se dela e partiu, mudando imediatamente de pele ao rejuvenescer. Gilgamesh chorou sua derrota amarga e, por fim, aceitou a condição humana: retornou a Uruk, contemplou suas muralhas e suas obras, e reconheceu nelas o único legado que permanecia, não a vida eterna, mas a memória do que se constrói.
Com base na narrativa, analise as afirmativas:
I.Gilgamesh (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun, constrói as muralhas e o templo do abençoado Eana, em Uruk; os deuses ordenam à deusa Aruru que crie Enkidu, moldado em argila, como seu rival para domar sua arrogância; após ser "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites, Enkidu luta com Gilgamesh, empata, e os dois tornam-se irmãos.
II.Juntos, os heróis derrotam Humbaba, guardião monstruoso do Bosque dos Cedros, que cuspia fogo e aterrorizava toda a comarca, e o Touro do Céu, enviado pelo deus Anu a pedido de Ishtar após Gilgamesh recusar seu amor; ultrajados, os deuses exigem uma morte como punição, e Enkidu contrai doença fatal, agonizando por doze dias, o que precipita a busca de Gilgamesh pela imortalidade.
III.Na busca pela imortalidade, Gilgamesh atravessa mares tenebrosos e encontra Utnapishtim, único mortal a quem os deuses concederam imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea; obtém a planta da juventude eterna do fundo do mar, mas uma serpente, ao sentir seu perfume, apodera-se dela enquanto Gilgamesh dorme, mudando de pele ao rejuvenescer. O herói, derrotado, aceita sua condição humana.
É correto o que se afirma em:
Provas
( ) O Candomblé organiza-se em nações − como Nagô, Jeje, Angola e Congo − que expressam distinções de origem étnica africana, com diferenças em língua ritual, panteão de divindades e formas de culto.
( ) O Tambor de Mina e o Tambor de Nagô são expressões religiosas afro-brasileiras com maior enraizamento na região Sul do Brasil, onde coexistem com o Batuque como práticas predominantes.
( ) Congadas, Maracatus e Afoxés são manifestações festivo-religiosas de matriz afro-brasileira que articulam elementos simbólicos, identitários e rituais, expressando visões míticas e culturais de seus praticantes.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Provas
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( ) A venda do artesanato indígena configura um trabalho legítimo de subsistência, envolvendo coleta de matéria-prima, preparo, produção e comercialização, desafiando o preconceito de preguiça.
( ) Os povos indígenas tradicionalmente priorizavam a acumulação de riquezas por meio da venda de produtos, alinhando-se à lógica colonial de lucro.
( ) A produção e venda de artesanato tornaram-se fonte essencial de renda para muitos indígenas, assumindo o papel que antes cabia à coleta e à pesca, práticas inviabilizadas na sociedade atual.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta
Provas
"As três religiões Judaísmo, Cristianismo e Islamismo compartilham o monoteísmo (um único Deus), mas diferem em ênfases doutrinárias, instituições e ritos.
Judaísmo: Doutrina central na Torá (Pentateuco) como Lei e Palavra de Deus, com ênfase na aliança exclusiva com Israel e o Senhor (tetragrama YHWH). Instituições incluem sinagogas (locais de oração e estudo), rabinos (mestres da Lei) e o antigo Templo de Jerusalém (destruído em 70 d.C.). Ritos: Shabat (sábado sagrado), circuncisão (8º dia), festas como Pessach (libertação do Egito), Yom Kippur (jejum e confissão) e Sucot (tabernáculos).
Cristianismo: Doutrina foca em Jesus Cristo como Messias, Filho de Deus, ressurreição e Reino de Deus. Bíblia (Antigo + Novo Testamento). Instituições: igrejas (ekklesia), lideradas por bispos/pastores; hierarquia em católicos (Papa, dioceses) e protestantes (mais descentralizadas). Ritos: Batismo (iniciação), Eucaristia (pão/vinho em memória da Última Ceia), Páscoa (ressurreição), Pentecostes (Espírito Santo) e Advento/Natal.
Islamismo: Doutrina no Alcorão (revelado a Maomé via anjo Gabriel), com Alá como único Deus e Maomé como profeta final. Instituições: mesquitas (orações), imãs (pregadores) e califas (sucessores políticos). Ritos (cinco pilares): profissão de fé, orações diárias (5x/dia rumo a Meca), zakat (doação 2,5%), Ramadã (jejum diurno) e Hajj (peregrinação a Meca)."
DIETRICH, Luiz José; CECCHETTI, Elcio. RELIGIÕES MONOTEÍSTAS: conhecimentos para encontros e diálogos em convivências respeitosas. In. FLEURI, Reinaldo Matias ... [et al.] (orgs) Diversidade religiosa e direitos humanos: conhecer, respeitar e conviver − Blumenau: Edifurb, 2013, Pg. 137 a 165.
De acordo com a comparação das religiões abraâmicas no texto, assinale a alternativa que descreve corretamente as ênfases doutrinárias específicas de cada tradição:
Provas
1.Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos.
2.Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.
3.Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor da vida.
4.Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.
5.Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.
6.Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.
Em conformidade com os direitos de aprendizagens e desenvolvimento, o Ensino Religioso não confessional deve atender aos objetivos de conhecimento, valorização e respeito à diversidade de manifestações religiosas. Analise as afirmações a seguir:
I. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.
II. Debater, problematizar e posicionar-se frente a discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.
III. Reconhecer e cuidar de si, do outro e da natureza exclusivamente, deixando de lado o valor da coletividade.
É correto o que se afirma em:
Provas
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona elementos do fenômeno religioso com suas respectivas dimensões/manifestações:
Primeira coluna: elemento
1.Sagrado
2.Diálogo inter-religioso
3.Ritos de passagem
Segunda coluna: dimensão/manifestação
( ) Interligação entre profano e Incondicionado por verdade, justiça e amor.
( ) Compreensão do fenômeno via respeito às diferenças culturais.
( ) Respostas à vida além-morte (Ressurreição, Reencarnação, Ancestral, Nada).
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Provas
A partir do texto sobre o Ensino Religioso não confessional e das discussões atuais em torno da Base Nacional Comum Curricular, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido dessa área de conhecimento na escola pública brasileira:
Provas
Desde o período colonial (1500-1800), o Ensino Religioso (ER) foi configurado como catequese eclesial, extensão da Igreja Católica na escola. Com a República (1889) e a separação Igreja-Estado, passou a ser questionado, mas manteve-se como modelo confessional, referenciado a confissões específicas e homologado pela LDB n.º 4.024/1961. A partir da LDB n.º 9.394/1996 (art. 33) e sua alteração pela Lei n.º 9.475/1997, o ER passou a ser concebido como área de conhecimento não confessional, vedado o proselitismo e assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, tendo as Ciências da Religião como fundamento epistemológico.
O texto descreve a evolução do Ensino Religioso no Brasil. Assinale a alternativa que expressa corretamente a tensão central entre o modelo histórico do ER, os princípios republicanos e a perspectiva não confessional inaugurada pela legislação de 1996-1997:
Provas
Caderno Container