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Foram encontradas 40 questões.

4174647 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
A peregrinação é o ato de colocar-se a caminho em direção ao sagrado − uma prática de retirar-se do cotidiano, mover-se em silêncio e adentrar espaços que promovem reflexão existencial e compreensão profunda da vida. Diferente de um simples deslocamento, ela é impulsionada pelo sentimento de incompletude humana e pela necessidade de reencontrar sentido, pertencimento e contato com o transcendente. É justamente nesse aspecto que o peregrino se distingue do turista. Enquanto o turista busca curiosidade, mudança de ares, registros fotográficos e lembranças, o peregrino está disposto a deixar algo para trás e construir uma relação profunda e devocional com o sagrado − sua motivação não é o consumo da experiência, mas a transformação interior. O turista olha com curiosidade; o peregrino caminha com fé − e esse caminho, sempre duplo, exterior e interior, move tanto os pés quanto a alma. As peregrinações possuem ritos muito simples para ajudar o peregrino a entender os objetivos de sua jornada e aguçar os sentidos para perceber os detalhes do caminho. O preparo exige começar em casa, observando e ouvindo mais atentamente. O caminho é sempre duplo. Chegar ao fim da peregrinação é tão significativo quanto iniciá-la, pois a chegada representa um recomeço na vida do peregrino, repleto de memórias e pensamentos significativos. Por fim, recordar, rememorar e ressignificar são ações básicas do peregrino que termina a jornada − com o auxílio da memória, ele mantém vivos os votos feitos antes de partir e poderá, ainda, motivar mais pessoas a seguirem a jornada, "continuando na constante busca de sentido para suas vidas".
Referência bibliográfica: CECCHETTI, Elcio; SIMONI, Josiane Crusaro (org.). Ensino religioso não confessional: múltiplos olhares. In. "Ritos de peregrinação nas aulas de Ensino Religioso: possibilidades metodológicas", OLIARI, Gilberto; RABAIOLI, Juliana; ZAMPIERON, Rosemari. São Leopoldo: Oikos, 2019, Pg. 161 - 181. E-book. ISBN 978-85-7843-883-8. Grifos nossos.

Os muçulmanos possuem rituais específicos de preparação para as viagens sagradas. Antes de partir, raspam a cabeça, cortam as unhas e vestem-se com traje branco de peregrino. Esse preparo se expressa nos ritos do jejum, na abstinência de sexo, na recitação de certas orações e na meditação sobre textos sagrados. Para preparar a alma para a transição, o viajante realiza rituais de jejum, abstinência e purificação. Há também a crença no "merecimento" adquirido na peregrinação, assim como a noção de transformação, implícita tanto nas tradições budista e hinduísta quanto em peregrinações seculares, como a dos escritores a Paris e a dos pintores a Roma. Com base nos ritos de peregrinação nas diferentes tradições religiosas, é correto afirmar que, na tradição muçulmana:
 

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4174646 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Os mitos de origem são histórias simbólicas que narram acontecimentos de um passado distante, eles dão sentido à vida no presente, pois explicam como o mundo e todos os seres passaram a existir, relacionam-se com a vida social, a religiosidade, o modo de pensar de cada povo e expressam maneiras diferentes de compreender o surgimento do Universo, da Vida, da Humanidade e do Planeta. Os mitos fazem parte da cultura e da religião de todos os povos. Desde os tempos mais remotos, são certamente, o primeiro recurso de linguagem simbólica utilizado pelos seres humanos com o propósito de explicar a realidade. Trata-se de uma linguagem poética e intuitiva que transcende a lógica racional. Os mitos de origem são uma tentativa de explicar, por meio de metáforas, o surgimento de todas as coisas. Assinale a alternativa que indica a principal função dos mitos de origem:
 

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4174645 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
A Epopeia de Gilgamesh é o texto literário mais antigo conhecido, um mito mesopotâmico sumério-acádio de cerca de 2100-1200 a.C., escrito em 12 tábuas cuneiformes e originário da biblioteca de Assuranipal, o último grande rei do Império Assírio (668-626 a.C.), em Nínive. Como temas, explora a amizade, o heroísmo e o medo da morte.
O texto narra a trajetória de Gilgamesh, rei semideus de Uruk (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun. Belo e poderoso, construiu muralhas, uma grande fortificação e o templo do abençoado Eana, mas era um tirano: oprimia seu povo e governava com arrogância. Diante dos clamores dos habitantes de Uruk, os deuses intervieram e ordenaram à deusa Aruru que criasse Enkidu, um homem selvagem moldado em argila, igual em força a Gilgamesh, para ser seu rival e domar seu coração. Antes de enfrentá-lo, Enkidu foi "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites: cortou os cabelos, vestiu-se, aprendeu a comer pão e a beber vinho. Chegando a Uruk, os dois lutaram ferozmente até empatar; do respeito mútuo, nasceu uma profunda amizade, tornaram-se como irmãos e juntos partiram para grandes façanhas. Primeiro derrotaram Humbaba, o monstruoso guardião do Bosque dos Cedros que cuspia fogo pela boca e aterrorizava toda a comarca; Gilgamesh arremessou oito furacões contra o monstro e decepou-lhe a cabeça. Depois, a deusa Ishtar, desejando Gilgamesh como amante e humilhada pela recusa, pediu ao seu pai Anu, senhor de todos os mundos, que enviasse o Touro do Céu para destruir Uruk. Enkidu segurou o touro pelo pescoço, enquanto Gilgamesh o abateu com a espada, contrariando a deusa pela segunda vez. Os deuses, ultrajados, exigiram uma morte: Enkidu contraiu doença fatal e agonizou por doze dias até morrer.
Gilgamesh, devastado pela perda do único igual que conhecera, recusou aceitar a mortalidade e partiu em busca da imortalidade. Após atravessar mares tenebrosos e montanhas de escuridão total, encontrou Utnapishtim, o único mortal a quem os deuses concederam a imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea. Utnapishtim revelou-lhe que a imortalidade estava fora do alcance humano, mas, compadecido, sua esposa indicou o segredo: no fundo do mar crescia uma planta capaz de restaurar a juventude eterna. Gilgamesh amarrou pedras nos pés, mergulhou nas profundezas e arrancou a planta com as próprias mãos feridas. Porém, em um momento de descanso na viagem de volta, adormeceu. Uma serpente sentiu o perfume da planta, apoderou-se dela e partiu, mudando imediatamente de pele ao rejuvenescer. Gilgamesh chorou sua derrota amarga e, por fim, aceitou a condição humana: retornou a Uruk, contemplou suas muralhas e suas obras, e reconheceu nelas o único legado que permanecia, não a vida eterna, mas a memória do que se constrói.
Com base na narrativa, analise as afirmativas:
I.Gilgamesh (dois terços deus, um terço homem), filho da deusa Ninsun, constrói as muralhas e o templo do abençoado Eana, em Uruk; os deuses ordenam à deusa Aruru que crie Enkidu, moldado em argila, como seu rival para domar sua arrogância; após ser "civilizado" por uma cortesã sagrada de Ishtar durante seis dias e sete noites, Enkidu luta com Gilgamesh, empata, e os dois tornam-se irmãos.
II.Juntos, os heróis derrotam Humbaba, guardião monstruoso do Bosque dos Cedros, que cuspia fogo e aterrorizava toda a comarca, e o Touro do Céu, enviado pelo deus Anu a pedido de Ishtar após Gilgamesh recusar seu amor; ultrajados, os deuses exigem uma morte como punição, e Enkidu contrai doença fatal, agonizando por doze dias, o que precipita a busca de Gilgamesh pela imortalidade.  
III.Na busca pela imortalidade, Gilgamesh atravessa mares tenebrosos e encontra Utnapishtim, único mortal a quem os deuses concederam imortalidade após o Grande Dilúvio, salvo pelo deus Ea; obtém a planta da juventude eterna do fundo do mar, mas uma serpente, ao sentir seu perfume, apodera-se dela enquanto Gilgamesh dorme, mudando de pele ao rejuvenescer. O herói, derrotado, aceita sua condição humana.
É correto o que se afirma em:
 

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4174644 Ano: 2026
Disciplina: Antropologia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
As religiões afro-brasileiras constituem um conjunto diversificado de práticas religiosas com origens, distribuições regionais e características rituais distintas. Sobre essa diversidade, analise as afirmativas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(   ) O Candomblé organiza-se em nações − como Nagô, Jeje, Angola e Congo − que expressam distinções de origem étnica africana, com diferenças em língua ritual, panteão de divindades e formas de culto.
(   ) O Tambor de Mina e o Tambor de Nagô são expressões religiosas afro-brasileiras com maior enraizamento na região Sul do Brasil, onde coexistem com o Batuque como práticas predominantes.
(   ) Congadas, Maracatus e Afoxés são manifestações festivo-religiosas de matriz afro-brasileira que articulam elementos simbólicos, identitários e rituais, expressando visões míticas e culturais de seus praticantes.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
 

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4174643 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Os preconceitos surgem principalmente do desconhecimento, pois a maioria ignora a realidade indígena atual, nunca visitou comunidades ou dialogou com indígenas, imaginando-os via estereótipos escolares e midiáticos, como exemplificado por questionamentos a estudantes indígenas sobre "andar pelados" ou adaptação cultural. Muitas vezes, os povos indígenas são estigmatizados como preguiçosos por não se enquadrarem na lógica colonial de trabalho voltada à acumulação de riquezas e exploração lucrativa do território, o que historicamente os rotulou como obstáculos ou mão de obra escravizada; no entanto, sua visão tradicional de trabalho priorizava e prioriza a sobrevivência coletiva por meio de trocas e atendimento de necessidades imediatas, sem acúmulo desnecessário. Esse confronto de lógicas fortaleceu preconceitos que persistem, ignorando que hoje muitos indígenas estão no mercado formal ou sobrevivem de roçados e, especialmente, da produção de artesanato − originalmente criado para uso prático no dia a dia comunitário, mas que se tornou essencial para a subsistência na sociedade atual, substituindo coleta e pesca inviáveis. A venda do artesanato representa um esforço monumental de coleta de matéria-prima, preparo, criação e comercialização, configurando um trabalho legítimo e gerador de renda que desafia o mito da preguiça e contribui para a economia, mas ainda sofre com a falta de reconhecimento.
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(   ) A venda do artesanato indígena configura um trabalho legítimo de subsistência, envolvendo coleta de matéria-prima, preparo, produção e comercialização, desafiando o preconceito de preguiça.
(   ) Os povos indígenas tradicionalmente priorizavam a acumulação de riquezas por meio da venda de produtos, alinhando-se à lógica colonial de lucro.
(   ) A produção e venda de artesanato tornaram-se fonte  essencial de renda para muitos indígenas, assumindo o papel que antes cabia à coleta e à pesca, práticas inviabilizadas na sociedade atual.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta
 

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4174642 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Leia o texto a seguir:
"As três religiões Judaísmo, Cristianismo e Islamismo compartilham o monoteísmo (um único Deus), mas diferem em ênfases doutrinárias, instituições e ritos.
Judaísmo: Doutrina central na Torá (Pentateuco) como Lei e Palavra de Deus, com ênfase na aliança exclusiva com Israel e o Senhor (tetragrama YHWH). Instituições incluem sinagogas (locais de oração e estudo), rabinos (mestres da Lei) e o antigo Templo de Jerusalém (destruído em 70 d.C.). Ritos: Shabat (sábado sagrado), circuncisão (8º dia), festas como Pessach (libertação do Egito), Yom Kippur (jejum e confissão) e Sucot (tabernáculos).
Cristianismo: Doutrina foca em Jesus Cristo como Messias, Filho de Deus, ressurreição e Reino de Deus. Bíblia (Antigo + Novo Testamento). Instituições: igrejas (ekklesia), lideradas por bispos/pastores; hierarquia em católicos (Papa, dioceses) e protestantes (mais descentralizadas). Ritos: Batismo (iniciação), Eucaristia (pão/vinho em memória da Última Ceia), Páscoa (ressurreição), Pentecostes (Espírito Santo) e Advento/Natal.
Islamismo: Doutrina no Alcorão (revelado a Maomé via anjo Gabriel), com Alá como único Deus e Maomé como profeta final. Instituições: mesquitas (orações), imãs (pregadores) e califas (sucessores políticos). Ritos (cinco pilares): profissão de fé, orações diárias (5x/dia rumo a Meca), zakat (doação 2,5%), Ramadã (jejum diurno) e Hajj (peregrinação a Meca)."
DIETRICH, Luiz José; CECCHETTI, Elcio. RELIGIÕES MONOTEÍSTAS: conhecimentos para encontros e diálogos em convivências respeitosas. In. FLEURI, Reinaldo Matias ... [et al.] (orgs) Diversidade religiosa e direitos humanos: conhecer, respeitar e conviver − Blumenau: Edifurb, 2013, Pg. 137 a 165. 
De acordo com a comparação das religiões abraâmicas no texto, assinale a alternativa que descreve corretamente as ênfases doutrinárias específicas de cada tradição:
 

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4174641 Ano: 2026
Disciplina: Legislação Estadual e Distrital
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Sendo um componente curricular de oferta obrigatória nas escolas públicas do Estado de Santa Catarina e com matrícula facultativa, o Ensino Religioso não confessional tem as seguintes competências para o Ensino Fundamental:
1.Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos.
2.Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.
3.Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor da vida.
4.Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.
5.Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente.
6.Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.
Em conformidade com os direitos de aprendizagens e desenvolvimento, o Ensino Religioso não confessional deve atender aos objetivos de conhecimento, valorização e respeito à diversidade de manifestações religiosas. Analise as afirmações a seguir:
I. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.
II. Debater, problematizar e posicionar-se frente a discursos e práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.
III. Reconhecer e cuidar de si, do outro e da natureza exclusivamente, deixando de lado o valor da coletividade.
É correto o que se afirma em:
 

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4174640 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O fenômeno religioso, objeto central do Ensino Religioso não confessional, é a dimensão profunda do ser humano que busca sentido existencial (quem somos, bem/mal, vida após a morte) através do sagrado, manifestando-se nas culturas via religiões históricas, ritos e valores. Sagrado e profano interligam-se: ações orientadas por verdade, justiça e amor tocam o Incondicionado, dando sentido à vida cotidiana. No ER não confessional, esse fenômeno é estudado criticamente como riqueza e limite humano, superando ambiguidades via diálogo inter-religioso e pedagogia que integra teoria/prática. Cada tradição religiosa e Filosofia de Vida oferecem respostas distintas (Ressurreição, Reencarnação, Ancestralidade, Nada), mas todas educam para convivência, respeito às diferenças e plenitude vital, articulando cultura, educação e transcendência. 
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona elementos do fenômeno religioso com suas respectivas dimensões/manifestações:

Primeira coluna: elemento
1.Sagrado
2.Diálogo inter-religioso
3.Ritos de passagem

Segunda coluna: dimensão/manifestação
(   ) Interligação entre profano e Incondicionado por verdade, justiça e amor.
(   ) Compreensão do fenômeno via respeito às diferenças culturais.
(   ) Respostas à vida além-morte (Ressurreição, Reencarnação, Ancestral, Nada).

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
 

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4174639 Ano: 2026
Disciplina: Pedagogia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O Ensino Religioso não confessional constitui-se como área de conhecimento comprometida com a ética da alteridade, a interculturalidade e os direitos humanos, estudando a diversidade religiosa de forma crítica e laica. Ele se opõe explicitamente ao proselitismo, garante espaço de diálogo entre perspectivas religiosas e seculares e reconhece múltiplas formas de ser, crer e não crer. A Base Nacional Comum Curricular, ao incluir o componente como parte das Ciências Humanas, define objetivos, competências e habilidades que visam à promoção do respeito à diversidade, à liberdade de consciência e ao pluralismo de ideias. Tal perspectiva decorre de um movimento histórico de superação da natureza confessional do ER e de sua consolidação como política pública voltada à convivência democrática em contextos marcados por discursos de ódio e intolerância. Nesse processo, ganham relevância a formação inicial e continuada de docentes em Ciências da Religião, a produção de materiais didáticos e paradidáticos e a multiplicação de pesquisas e eventos acadêmicos que fundamentam, em bases científicas, o ensino sobre religiões na escola.
A partir do texto sobre o Ensino Religioso não confessional e das discussões atuais em torno da Base Nacional Comum Curricular, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido dessa área de conhecimento na escola pública brasileira:
 

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4174638 Ano: 2026
Disciplina: Teologia
Banca: FURB
Orgão: SED-SC

Desde o período colonial (1500-1800), o Ensino Religioso (ER) foi configurado como catequese eclesial, extensão da Igreja Católica na escola. Com a República (1889) e a separação Igreja-Estado, passou a ser questionado, mas manteve-se como modelo confessional, referenciado a confissões específicas e homologado pela LDB n.º 4.024/1961. A partir da LDB n.º 9.394/1996 (art. 33) e sua alteração pela Lei n.º 9.475/1997, o ER passou a ser concebido como área de conhecimento não confessional, vedado o proselitismo e assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, tendo as Ciências da Religião como fundamento epistemológico.

O texto descreve a evolução do Ensino Religioso no Brasil. Assinale a alternativa que expressa corretamente a tensão central entre o modelo histórico do ER, os princípios republicanos e a perspectiva não confessional inaugurada pela legislação de 1996-1997:

 

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