Foram encontradas 60 questões.
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo
Durante muito tempo, Thalia pensou que o fato de nascer em uma família ou outra era um mero acidente
circunstancial, não um aspecto decisivo que reverberava em cada mínimo detalhe de uma vida. Com o início de
carreira no teatro, ela passou a conhecer cada vez mais pessoas – e diferentemente do que aconteceu no período
escolar, os amigos se diversificaram, vindos de várias partes da cidade, com experiências diversas. Quase ninguém
mencionava os pais, irmãos ou avós; as poucas ocasiões em que Thalia conheceu os parentes de um colega foram
sempre momentos furtivos, quando, por exemplo, ia à casa de um deles para estudar um texto ou levar uma
encomenda qualquer. As saudações eram feitas em voz baixa, a pessoa da família em geral desaparecia minutos
depois e não era mais mencionada. Havia as noites de estreia, claro, e nelas surgiam muitos rostos levemente
familiares, para os cumprimentos. Thalia reconhecia em uns e outros as feições dos amigos, sorria para esses rostos
como estranhas variações de uma fisionomia, descobria espantada que a aparência única de alguém era na verdade
um exemplar previsível dentro de uma série: quando via uma amiga ao lado das irmãs, da mãe, às vezes não
conseguia conter um sorriso. Era estranho que fossem tão parecidas, que os olhos se repetissem, o formato da boca,
até os gestos ou o timbre da voz. Por um instante, Thalia achava que não fossem exatamente pessoas, e sim reflexos
num tipo de projeto teatral – mas logo se via tocando aquela gente, abraçando, reparando nas pequenas diferenças
de estatura, marcas de idade, roupas que as distinguiam.
(Adaptado de: MONTENEGRO, Tércia. Um prego no espelho. São Paulo: Companhia das Letras, 2024)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo
Durante muito tempo, Thalia pensou que o fato de nascer em uma família ou outra era um mero acidente
circunstancial, não um aspecto decisivo que reverberava em cada mínimo detalhe de uma vida. Com o início de
carreira no teatro, ela passou a conhecer cada vez mais pessoas – e diferentemente do que aconteceu no período
escolar, os amigos se diversificaram, vindos de várias partes da cidade, com experiências diversas. Quase ninguém
mencionava os pais, irmãos ou avós; as poucas ocasiões em que Thalia conheceu os parentes de um colega foram
sempre momentos furtivos, quando, por exemplo, ia à casa de um deles para estudar um texto ou levar uma
encomenda qualquer. As saudações eram feitas em voz baixa, a pessoa da família em geral desaparecia minutos
depois e não era mais mencionada. Havia as noites de estreia, claro, e nelas surgiam muitos rostos levemente
familiares, para os cumprimentos. Thalia reconhecia em uns e outros as feições dos amigos, sorria para esses rostos
como estranhas variações de uma fisionomia, descobria espantada que a aparência única de alguém era na verdade
um exemplar previsível dentro de uma série: quando via uma amiga ao lado das irmãs, da mãe, às vezes não
conseguia conter um sorriso. Era estranho que fossem tão parecidas, que os olhos se repetissem, o formato da boca,
até os gestos ou o timbre da voz. Por um instante, Thalia achava que não fossem exatamente pessoas, e sim reflexos
num tipo de projeto teatral – mas logo se via tocando aquela gente, abraçando, reparando nas pequenas diferenças
de estatura, marcas de idade, roupas que as distinguiam.
(Adaptado de: MONTENEGRO, Tércia. Um prego no espelho. São Paulo: Companhia das Letras, 2024)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo
Durante muito tempo, Thalia pensou que o fato de nascer em uma família ou outra era um mero acidente
circunstancial, não um aspecto decisivo que reverberava em cada mínimo detalhe de uma vida. Com o início de
carreira no teatro, ela passou a conhecer cada vez mais pessoas – e diferentemente do que aconteceu no período
escolar, os amigos se diversificaram, vindos de várias partes da cidade, com experiências diversas. Quase ninguém
mencionava os pais, irmãos ou avós; as poucas ocasiões em que Thalia conheceu os parentes de um colega foram
sempre momentos furtivos, quando, por exemplo, ia à casa de um deles para estudar um texto ou levar uma
encomenda qualquer. As saudações eram feitas em voz baixa, a pessoa da família em geral desaparecia minutos
depois e não era mais mencionada. Havia as noites de estreia, claro, e nelas surgiam muitos rostos levemente
familiares, para os cumprimentos. Thalia reconhecia em uns e outros as feições dos amigos, sorria para esses rostos
como estranhas variações de uma fisionomia, descobria espantada que a aparência única de alguém era na verdade
um exemplar previsível dentro de uma série: quando via uma amiga ao lado das irmãs, da mãe, às vezes não
conseguia conter um sorriso. Era estranho que fossem tão parecidas, que os olhos se repetissem, o formato da boca,
até os gestos ou o timbre da voz. Por um instante, Thalia achava que não fossem exatamente pessoas, e sim reflexos
num tipo de projeto teatral – mas logo se via tocando aquela gente, abraçando, reparando nas pequenas diferenças
de estatura, marcas de idade, roupas que as distinguiam.
(Adaptado de: MONTENEGRO, Tércia. Um prego no espelho. São Paulo: Companhia das Letras, 2024)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo
Durante muito tempo, Thalia pensou que o fato de nascer em uma família ou outra era um mero acidente
circunstancial, não um aspecto decisivo que reverberava em cada mínimo detalhe de uma vida. Com o início de
carreira no teatro, ela passou a conhecer cada vez mais pessoas – e diferentemente do que aconteceu no período
escolar, os amigos se diversificaram, vindos de várias partes da cidade, com experiências diversas. Quase ninguém
mencionava os pais, irmãos ou avós; as poucas ocasiões em que Thalia conheceu os parentes de um colega foram
sempre momentos furtivos, quando, por exemplo, ia à casa de um deles para estudar um texto ou levar uma
encomenda qualquer. As saudações eram feitas em voz baixa, a pessoa da família em geral desaparecia minutos
depois e não era mais mencionada. Havia as noites de estreia, claro, e nelas surgiam muitos rostos levemente
familiares, para os cumprimentos. Thalia reconhecia em uns e outros as feições dos amigos, sorria para esses rostos
como estranhas variações de uma fisionomia, descobria espantada que a aparência única de alguém era na verdade
um exemplar previsível dentro de uma série: quando via uma amiga ao lado das irmãs, da mãe, às vezes não
conseguia conter um sorriso. Era estranho que fossem tão parecidas, que os olhos se repetissem, o formato da boca,
até os gestos ou o timbre da voz. Por um instante, Thalia achava que não fossem exatamente pessoas, e sim reflexos
num tipo de projeto teatral – mas logo se via tocando aquela gente, abraçando, reparando nas pequenas diferenças
de estatura, marcas de idade, roupas que as distinguiam.
(Adaptado de: MONTENEGRO, Tércia. Um prego no espelho. São Paulo: Companhia das Letras, 2024)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Desistir
Sempre será mais fácil desistir antes da partida. A tentação será por vezes incontrolável. As razões para ficar se
multiplicarão. Haverá sempre apoiadores do abandono nas horas mais áridas. Daremos à desistência outro nome:
engano, mudança, impossibilidade, amadurecimento, sensatez. Daremos à desistência outro dono: data, distância,
orçamento, meteorologia, imprevisto, discórdia, traição. Antes de partir, podemos achar que a desistência é uma
opção segura. Que os meses seguintes serão como os que passaram. Que a vida seguirá como até então seguiu. Contudo desistir é renunciar à chance de partir. A chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que
ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa
unificada pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver mais cores do que achávamos possível. Se
soubéssemos o tamanho dos desafios da viagem, nunca partiríamos. E nunca descobriríamos que, de alguma forma,
poderíamos vencê-los.
(Adaptado de: KLINK, Tamara. Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p. 9-10)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Desistir
Sempre será mais fácil desistir antes da partida. A tentação será por vezes incontrolável. As razões para ficar se
multiplicarão. Haverá sempre apoiadores do abandono nas horas mais áridas. Daremos à desistência outro nome:
engano, mudança, impossibilidade, amadurecimento, sensatez. Daremos à desistência outro dono: data, distância,
orçamento, meteorologia, imprevisto, discórdia, traição. Antes de partir, podemos achar que a desistência é uma
opção segura. Que os meses seguintes serão como os que passaram. Que a vida seguirá como até então seguiu. Contudo desistir é renunciar à chance de partir. A chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que
ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa
unificada pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver mais cores do que achávamos possível. Se
soubéssemos o tamanho dos desafios da viagem, nunca partiríamos. E nunca descobriríamos que, de alguma forma,
poderíamos vencê-los.
(Adaptado de: KLINK, Tamara. Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p. 9-10)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Desistir
Sempre será mais fácil desistir antes da partida. A tentação será por vezes incontrolável. As razões para ficar se
multiplicarão. Haverá sempre apoiadores do abandono nas horas mais áridas. Daremos à desistência outro nome:
engano, mudança, impossibilidade, amadurecimento, sensatez. Daremos à desistência outro dono: data, distância,
orçamento, meteorologia, imprevisto, discórdia, traição. Antes de partir, podemos achar que a desistência é uma
opção segura. Que os meses seguintes serão como os que passaram. Que a vida seguirá como até então seguiu. Contudo desistir é renunciar à chance de partir. A chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que
ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa
unificada pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver mais cores do que achávamos possível. Se
soubéssemos o tamanho dos desafios da viagem, nunca partiríamos. E nunca descobriríamos que, de alguma forma,
poderíamos vencê-los.
(Adaptado de: KLINK, Tamara. Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p. 9-10)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Desistir
Sempre será mais fácil desistir antes da partida. A tentação será por vezes incontrolável. As razões para ficar se
multiplicarão. Haverá sempre apoiadores do abandono nas horas mais áridas. Daremos à desistência outro nome:
engano, mudança, impossibilidade, amadurecimento, sensatez. Daremos à desistência outro dono: data, distância,
orçamento, meteorologia, imprevisto, discórdia, traição. Antes de partir, podemos achar que a desistência é uma
opção segura. Que os meses seguintes serão como os que passaram. Que a vida seguirá como até então seguiu. Contudo desistir é renunciar à chance de partir. A chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que
ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa
unificada pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver mais cores do que achávamos possível. Se
soubéssemos o tamanho dos desafios da viagem, nunca partiríamos. E nunca descobriríamos que, de alguma forma,
poderíamos vencê-los.
(Adaptado de: KLINK, Tamara. Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p. 9-10)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Desistir
Sempre será mais fácil desistir antes da partida. A tentação será por vezes incontrolável. As razões para ficar se
multiplicarão. Haverá sempre apoiadores do abandono nas horas mais áridas. Daremos à desistência outro nome:
engano, mudança, impossibilidade, amadurecimento, sensatez. Daremos à desistência outro dono: data, distância,
orçamento, meteorologia, imprevisto, discórdia, traição. Antes de partir, podemos achar que a desistência é uma
opção segura. Que os meses seguintes serão como os que passaram. Que a vida seguirá como até então seguiu. Contudo desistir é renunciar à chance de partir. A chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que
ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa
unificada pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver mais cores do que achávamos possível. Se
soubéssemos o tamanho dos desafios da viagem, nunca partiríamos. E nunca descobriríamos que, de alguma forma,
poderíamos vencê-los.
(Adaptado de: KLINK, Tamara. Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p. 9-10)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Desistir
Sempre será mais fácil desistir antes da partida. A tentação será por vezes incontrolável. As razões para ficar se
multiplicarão. Haverá sempre apoiadores do abandono nas horas mais áridas. Daremos à desistência outro nome:
engano, mudança, impossibilidade, amadurecimento, sensatez. Daremos à desistência outro dono: data, distância,
orçamento, meteorologia, imprevisto, discórdia, traição. Antes de partir, podemos achar que a desistência é uma
opção segura. Que os meses seguintes serão como os que passaram. Que a vida seguirá como até então seguiu. Contudo desistir é renunciar à chance de partir. A chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que
ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa
unificada pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver mais cores do que achávamos possível. Se
soubéssemos o tamanho dos desafios da viagem, nunca partiríamos. E nunca descobriríamos que, de alguma forma,
poderíamos vencê-los.
(Adaptado de: KLINK, Tamara. Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. p. 9-10)
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container