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No capítulo intitulado “A cidade”, do livro A queda do céu: palavras de um xamã yanomami, Davi Kopenawa e Bruce Albert relatam que: “Num outro dia, passando de carro pelas ruas de Paris, meus amigos brancos me mostraram no meio da cidade uma grande pedra enfiada no chão, um obelisco egípcio. Disseram-me que os antigos daquela terra a tinham trazido de um outro país distante, onde foram guerrear antigamente. Então, sem responder, pensei apenas: ‘Hou! Os brancos de longe também não têm tanta sabedoria quanto pretendem!’” (2015. Adaptado).
Para Davi Kopenawa, a visita à cidade europeia lhe permitiu dar-se conta de que
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No texto intitulado Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?, Dominique T. Gallois esclarece que: “o enfoque da mídia nos conflitos entre índios e ocupantes não-indígenas procura quase sempre caracterizar como provas de sua ‘aculturação’ o engajamento dos índios em atividades antes monopolizadas pelos não-índios ou sua articulação à economia regional. Por exemplo, atividades de criação de gado, de garimpagem, entre outras, são apresentadas como aspectos incongruentes com seus direitos territoriais” (2014. Adaptado).
Para a autora, o enfoque da mídia apresentado no excerto
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Como indica Zigmunt Bauman, no livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, “é inquestionável que as várias formas de viver e os fenômenos sociais que podem ser apresentados como universalmente presentes entram em algum tipo de configuração. O modelo do ‘consumismo’ aqui proposto, assim como os da ‘ sociedade de consumidores’ e da ‘cultura de consumo’, são o que Max Weber denominou abstrações que tentam apreender a singularidade de uma configuração composta de ingredientes que não são singulares” (Bauman, 2022. Adaptado).
Ressalta o autor que tais abstrações são também denominadas por Max Weber como
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Amaury Cesar Moraes e Elisabeth da Fonseca Guimarães, no texto Metodologia de Ensino de Ciências Sociais: relendo as OCEM-Sociologia, esclarecem que: “Há uma tendência sempre recorrente de se explicarem as relações sociais, as instituições, os modos de vida, as ações humanas, coletivas ou individuais, a estrutura social, a organização política etc. com argumentos naturalizadores. Primeiro, perde-se de vista a historicidade desses fenômenos, isto é, que nem sempre foram assim; segundo, que certas mudanças ou continuidades históricas decorrem de decisões, e essas, de interesses, ou seja, de razões objetivas e humanas” (2010).
Para Amaury Cesar Moraes e Elisabeth da Fonseca Guimarães, os argumentos naturalizadores devem ser
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No texto O ofício de etnólogo, ou como ter anthropological blues, Roberto da Matta afirma que: “a Antropologia é aquela disciplina onde necessariamente se estabelece uma ponte entre dois universos de significação e tal ponte ou mediação é realizada com um mínimo de aparato institucional ou de instrumentos de mediação. Se é possível e permitido uma interpretação, não há dúvida de que todo o anedotário referente às pesquisas de campo é um modo muito pouco imaginativo de depositar num lado obscuro do ofício os seus pontos talvez mais importantes e mais significativos” (1978).
Para Roberto da Matta, as anedotas narradas por antropólogos sobre suas experiências de campo
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No livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, Zigmunt Bauman aponta: “Numa enorme distorção e perversão da verdadeira substância da revolução consumista, a sociedade de consumidores é com muita frequência representada como se estivesse centralizada em torno das relações entre o consumidor, firmemente estabelecido na condição de sujeito cartesiano, e a mercadoria, designada para o papel de objeto cartesiano” (2022).
Segundo o excerto, para Zigmunt Bauman, na sociedade de consumidores,
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No texto intitulado Direitos humanos: desafios para o século XXI, Maria Vitória Benevides argumenta que: “400 anos de escravidão é uma herança muito pesada. Os senhores fidalgos consideravam que o negro africano, e seus descendentes, não tinham direitos porque não os mereciam, e não os mereciam porque não eram pessoas, mas sim ‘propriedade’, sobre a qual valia apenas ’a lei‘ dos donos. Ou seja, prevalecia a noção de que ‘ser pessoa e ter direitos’ – a começar pelo direito à vida – dependia de certas condições, como o lugar onde se nasceu, a cor da pele e as relações de poder vigentes” (2007).
Para a autora, o peso da herança escravista brasileira
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Antonio Maués e Paulo Weyl, no artigo intitulado Fundamentos e marcos jurídicos da educação em direitos humanos, defendem que: “A liberdade que se amplia nas formas democráticas, longe de conferir certezas acerca dos direitos humanos, evidencia a amplitude e complexidade de suas formas. Essa relação imediata dos direitos humanos com uma pauta implica um importante ativismo político, que impulsiona conquistas normativas e veicula a inserção de parcelas da população em processos negociais, ampliando os espaços de racionalidade pública” (2007).
Para os autores, as atuais pautas de defesa dos direitos humanos
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Em Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira defendem que, para Max Weber: “Enquanto a ciência é um produto da reflexão do cientista, a política o é do homem de vontade e de ação, ou do membro de uma classe que compartilha com outras ideologias e interesses. Segundo Weber, ‘a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a serviço do autoesclarecimento e conhecimento de fatos interrelacionados’. Ela não dá resposta à pergunta: a qual dos deuses devemos servir? Essa é uma questão que tem a ver com a ética” (2017. Adaptado).
Segundo as autoras ressaltam no excerto, para Max Weber, a ciência deve
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Ricardo Antunes, no livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, indica que: “Particularmente nas últimas décadas a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações nas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mudanças no interior do mundo do trabalho”(Adaptado).
No novo cenário da sociabilidade humana decorrente da crise do capital, Ricardo Antunes ressalta as mudanças relativas
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