Foram encontradas 60 questões.
O trabalho do historiador supõe a utilização cuidadosa de certos conceitos, sobretudo daqueles cuja polissemia pode comprometer o entendimento adequado de seus textos. A palavra memória, por exemplo, tem sido objeto de inúmeras críticas e reflexões, que chamam a atenção para a necessidade de maior rigor no seu emprego. Observe as frases abaixo:
I. Para organizar a memória do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a entidade necessita contratar arquivistas.
II. Nenhum historiador se dispôs a escrever a memória do Sindicato, por falta de documentos.
III. Para conhecer o que se passou, nada como praticar a história oral, que permite o resgate da memória.
IV. A destruição daquele casarão foi uma grande perda para a memória nacional.
A palavra memória foi utilizada nas frases de I a IV, respectivamente, com o sentido de
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De acordo com Antoine Prost (Doze lições sobre a História), a História não se define por seu objeto, nem pelos documentos que utiliza. Não existem fatos naturalmente históricos, e o campo dos objetos potencialmente históricos é ilimitado. É o problema formulado que constrói o objeto histórico, que o recorta e delimita. A formulação do problema, por sua vez, supõe um conhecimento mínimo das fontes em potencial. Considere, a partir de tais ponderações, as seguintes frases:
I. O objeto da história e o fato histórico estão nos documentos, cabendo aos historiadores apenas reproduzi-los.
II. Não há leitura definitiva de determinado documento, pois as questões que lhe são postas se modificam.
III. O historiador pode ir aos documentos antes de ter conhecimentos prévios sobre o tema de sua pesquisa.
Está correto o que se afirma em
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Em seu famoso ensaio sobre Documento/monumento, Jacques Le Goff usa o termo revolução documental para identificar a ampliação da noção de documento, a partir da década de 1960. Descreve as transformações que tal fenômeno provocou no campo da História e enfatiza, ao mesmo tempo, a necessidade de preservar o dever principal do historiador: a crítica do documento − qualquer que seja ele − enquanto monumento.
Tal ênfase refere-se ao fato de considerar que
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Primeiramente temos como agentes principais os próprios povos indígenas, seus representantes e organizações. O amadurecimento progressivo do movimento indígena desde a década de 1970, e o consequente crescimento no número e diversidade de organizações nativas, dirigidas pelos próprios índios, sugere uma primeira distinção no campo indigenista: a “política indígena", aquela protagonizada pelos próprios índios, não se confunde com a política indigenista e nem a ela está submetida. Entretanto, boa parte das organizações e lideranças indígenas vêm aumentando sua participação na formulação e execução das políticas para os povos indígenas.
Numa segunda distinção, encontramos outros segmentos que interagem com os povos indígenas e que também, como eles, têm aumentado sua participação na formulação e execução de políticas indigenistas, antes atribuídas exclusivamente ao Estado brasileiro. Nesse conjunto encontramos principalmente as organizações não governamentais. Somam-se a este universo de agentes não indígenas as organizações religiosas que se relacionam com os povos indígenas em diversos campos de atuação.
Contemporaneamente, portanto, temos um quadro complexo no qual a política indigenista oficial (formulada e executada pelo Estado) tem sido formulada e implementada a partir de parcerias formais estabelecidas entre setores governamentais, organizações indígenas, organizações não governamentais e missões religiosas.
(Disponível em: pib.socioambiental.org. Acesso em 03/10/14. Com adaptações)
Depreende-se corretamente do texto que
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