Foram encontradas 100 questões.
- Teoria Geral da ConstituiçãoClassificação das Normas Constitucionais
- Teoria Geral da ConstituiçãoHermenêutica ConstitucionalMétodos de Interpretação Constitucional
- Teoria Geral da ConstituiçãoTeoria dos Direitos Fundamentais
João ajuizou ação em desfavor do Município de Sigma, tendo por
objeto a alegada inobservância de um direito fundamental de
primeira dimensão consagrado em norma de eficácia limitada e
princípio programático. De acordo com a petição inicial, o Art. X
da Constituição da República, que consagra esse direito, deve ser
interpretado em conformidade com os padrões axiológicos
colhidos no ambiente sociopolítico, sendo plenamente factível a
produção de efeitos jurídicos em momento anterior à edição da
legislação regulamentar. Em contestação, argumentou o
Município de Sigma que o processo de atribuição de significado
ao referido Art. X deve considerar outros fatores relevantes por
ocasião da resolução das conflitualidades intrínsecas da norma
constitucional, a exemplo dos linguísticos, que estabelecem os
balizamentos textuais para o desenvolvimento da atividade do
intérprete, e dos teleológicos, não podendo se limitar aos
padrões axiológicos invocados por João, o que pode resultar em
significado diverso daquele sustentado na petição inicial.
Após o regular desenvolvimento da relação processual, o magistrado competente, ao analisar o caso, observou de maneira correta que:
Após o regular desenvolvimento da relação processual, o magistrado competente, ao analisar o caso, observou de maneira correta que:
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Marcos, policial militar que atua nas imediações de um colégio
municipal, é investigado pela prática de crime de lesão corporal
grave contra Pedro, adolescente de 15 anos. Diante dos indícios
de autoria e da prova da materialidade, Pedro requereu em juízo
a concessão de medidas protetivas de urgência, dentre elas a
proibição a Marcos de exercer atividades que envolvam contato
direto com ele (Pedro) e a restrição do porte de arma.
Sobre a situação descrita à luz do Art. 350-A e seus parágrafos do Código de Processo Penal, incluídos pela Lei nº 15.280/2025, é correto afirmar que:
Sobre a situação descrita à luz do Art. 350-A e seus parágrafos do Código de Processo Penal, incluídos pela Lei nº 15.280/2025, é correto afirmar que:
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Caio e Mévio, servidores vinculados ao Município de Beta,
especificamente junto à Secretaria Municipal de Obras, se
valeram de seus cargos para a obtenção de vantagens ilícitas,
enriquecendo ilegalmente. Caio ainda é servidor efetivo, ao passo
que Mévio, exonerado em março de 2015, era servidor
comissionado. Juntos, organizaram um esquema voltado a
direcionar licitações e favorecer pessoas jurídicas de direito
privado, mediante a percepção de propinas. O Ministério Público,
constatando a ilegalidade, ajuizou, em abril de 2020, ação de
improbidade administrativa em desfavor de Caio e Mévio, bem
como das pessoas jurídicas de direito privado envolvidas. Citado,
Caio aduziu em sua peça de bloqueio, além das questões de
mérito, preliminar de prescrição, afirmando que, quando da
propositura da demanda, já havia decorrido o prazo prescricional
de 5 anos previsto na Lei nº 8.429/1992.
Considerando a legislação em vigor e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:
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- ProlegômenosPrincípios da Administração Pública
- ProlegômenosRegime Jurídico Administrativo
- Agentes PúblicosRemuneração
- Lei 8.112/1990: RJU
O Município de Alfa decidiu, em 2024, realizar processo seletivo
visando a contratar, temporariamente, profissionais técnicos de
enfermagem. Realizado o processo seletivo, foram contratados
trinta profissionais. Caio, um dos contratados, poucos meses
depois, constatou que técnicos de enfermagem efetivos do
município percebem gratificação por risco à saúde, verba não
recebida pelos contratados temporariamente. Caio postulou
administrativamente a percepção da gratificação, tendo sido seu
pleito negado, sendo ressaltada a inexistência de previsão legal
específica para tal pagamento a contratados. Inconformado,
ajuizou demanda em juízo competente, pugnando ao Poder
Judiciário que determine ao município o pagamento da referida
gratificação a todos os contratados temporariamente.
Considerando a legislação em vigor e o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:
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O Estado de Beta expediu decreto declarando de utilidade
pública um terreno urbano pertencente a Caio, com o objetivo
expresso de construir um centro de ensino técnico. Concluída a
fase judicial de desapropriação e efetivado o pagamento da
indenização, o ente estatal arquivou o projeto educacional para
aquele local. Em vez de destiná-lo a outra finalidade pública, o
Estado de Beta cedeu o imóvel a uma sociedade empresária com
fins puramente lucrativos, visando à exploração de um
estacionamento rotativo privado.
Simultaneamente, sob a justificativa de não paralisar o cronograma educacional, o Estado de Beta apossou-se de forma abrupta do terreno vizinho, também pertencente a Caio. Sem promover prévio decreto declaratório, acordo ou ação judicial expropriatória, a administração construiu e inaugurou o centro de ensino técnico nessa nova área, o qual já se encontra em pleno funcionamento e atendendo regularmente à comunidade acadêmica.
Considerando os institutos da intervenção do estado na propriedade e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, acerca da tutela dos direitos de Caio, é correto afirmar que:
Simultaneamente, sob a justificativa de não paralisar o cronograma educacional, o Estado de Beta apossou-se de forma abrupta do terreno vizinho, também pertencente a Caio. Sem promover prévio decreto declaratório, acordo ou ação judicial expropriatória, a administração construiu e inaugurou o centro de ensino técnico nessa nova área, o qual já se encontra em pleno funcionamento e atendendo regularmente à comunidade acadêmica.
Considerando os institutos da intervenção do estado na propriedade e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, acerca da tutela dos direitos de Caio, é correto afirmar que:
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- LicitaçõesLei 14.133/2021Das Licitações (arts. 11 ao 87)Contratação Direta, Dispensa e Inexigibilidade (art. 72 ao 75)
O Município de Sigma instaurou regular certame licitatório para a
aquisição de equipamentos de informática padronizados.
Encerrada a fase de lances, verificou-se que não surgiram
licitantes interessados. Quatro meses após esse desfecho,
verificada a demonstração de vantajosidade e mantendo
integralmente todas as condições estipuladas no edital original, a
autoridade competente decidiu contratar de forma direta a
sociedade empresária Ômega para o fornecimento dos aparelhos.
Em momento concomitante, o mesmo ente federativo precisou contratar um escritório de advocacia para atuar em um complexo litígio internacional. Para essa missão, a administração contratou diretamente o jurista Aristóteles. O respectivo processo administrativo demonstrou tratar-se de serviço técnico especializado de natureza predominantemente intelectual, atestando, ainda, a notória especialização do profissional por meio de seu desempenho anterior e publicações na área.
Sobre a fundamentação jurídica dos referidos ajustes, considerando a disciplina legal acerca das contratações diretas instituída pela Lei nº 14.133/2021, é correto afirmar que:
Em momento concomitante, o mesmo ente federativo precisou contratar um escritório de advocacia para atuar em um complexo litígio internacional. Para essa missão, a administração contratou diretamente o jurista Aristóteles. O respectivo processo administrativo demonstrou tratar-se de serviço técnico especializado de natureza predominantemente intelectual, atestando, ainda, a notória especialização do profissional por meio de seu desempenho anterior e publicações na área.
Sobre a fundamentação jurídica dos referidos ajustes, considerando a disciplina legal acerca das contratações diretas instituída pela Lei nº 14.133/2021, é correto afirmar que:
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- Responsabilidade Civil do EstadoReparação do Dano, Prescrição, Ação de Indenização e Regressiva
- Responsabilidade Civil do EstadoResponsabilidade Civil Objetiva
O Estado de Ômega foi condenado a indenizar um particular por
danos materiais decorrentes de um acidente de trânsito causado
por João, servidor público estadual, que dirigia o veículo oficial de
forma negligente, sem qualquer intenção de lesar. Após o
trânsito em julgado e o integral pagamento do precatório,
transcorreram 7 anos até que a Procuradoria do Estado ajuizasse
a competente ação de regresso contra o referido agente público.
Em sua defesa, João alegou a consumação da prescrição.
O Estado de Ômega, por sua vez, defendeu que o ressarcimento
ao erário é imprescritível, conforme o mandamento
constitucional, e que a responsabilidade do servidor no direito de
regresso possui natureza objetiva, bastando a demonstração do
pagamento prévio.
Considerando a jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal e as regras constitucionais sobre a responsabilidade civil do estado, a análise da pretensão estatal na ação de regresso impõe:
Considerando a jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal e as regras constitucionais sobre a responsabilidade civil do estado, a análise da pretensão estatal na ação de regresso impõe:
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O Município de Gama é proprietário de um antigo casarão
histórico que, há mais de 20 anos, abrigou a sede da Secretaria
Municipal de Cultura, configurando autêntico bem público de uso
especial. Nas últimas 2 décadas, no entanto, o imóvel foi
completamente
abandonado
pela
gestão
pública,
transformando-se em um edifício em ruínas. Em virtude do total
desuso, o prefeito de Gama alienou o bem de forma direta a uma
rede privada de hotelaria, argumentando que o prolongado
abandono caracterizou a desafetação fática do imóvel,
convertendo-o automaticamente em bem dominical e
dispensando a prévia autorização legislativa. Simultaneamente,
uma associação de moradores de baixa renda, que ocupou os
anexos do casarão de forma mansa e pacífica por 7 anos
ininterruptos para fins de moradia, ajuizou demanda requerendo
a usucapião especial urbana coletiva. Na petição, os ocupantes
fundamentam o pleito nas diretrizes do Estatuto da Cidade
(Lei nº 10.257/2001), alegando que o descumprimento histórico
da função social da propriedade pelo Estado relativizou a
imunidade do bem público, autorizando a prescrição aquisitiva da
referida área.
À luz do regime jurídico dos bens públicos, das disposições do Estatuto da Cidade e da jurisprudência consolidada dos Tribunais Superiores, a situação fática delineada caracteriza:
À luz do regime jurídico dos bens públicos, das disposições do Estatuto da Cidade e da jurisprudência consolidada dos Tribunais Superiores, a situação fática delineada caracteriza:
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João é militar das Forças Armadas e seus vencimentos brutos
totalizam R$ 10.000,00 mensais. Os descontos obrigatórios
totalizam R$ 3.000,00.
Nesse caso, à luz da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, sua margem consignável será de até:
Nesse caso, à luz da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, sua margem consignável será de até:
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Matias, servidor público estável do Estado de Pernambuco,
cometeu uma infração disciplinar de gravidade média que
culminou em sério desentendimento no setor. O chefe imediato
tomou conhecimento do fato no exato dia em que ocorreu
(11 de março de 2021). Contudo, devido a sucessivos atrasos
burocráticos internos, a portaria instaurando o competente
Processo Administrativo Disciplinar (PAD) só foi publicada
oficialmente 16 meses depois (julho de 2022). Ao final do
processo, a comissão processante sugeriu, e a autoridade
competente aplicou, a penalidade de suspensão de 30 dias.
Inconformado, Matias ingressou com mandado de segurança
pleiteando a anulação da penalidade. A Procuradoria do Estado
contestou, afirmando que a sanção é legal, haja vista que a
suspensão prescreve em 2 anos, não tendo ocorrido a decadência
do poder punitivo estatal.
Considerando as regras específicas sobre processo disciplinar contidas na Lei Estadual nº 6.123/1968 (Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Pernambuco), a análise da situação fática impõe:
Considerando as regras específicas sobre processo disciplinar contidas na Lei Estadual nº 6.123/1968 (Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Pernambuco), a análise da situação fática impõe:
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