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3614571 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o conto “O perguntar e o responder”, de Carlos Drummond de Andrade.

O espelho recusou-se a responder a Lavínia que ela é a mais bela mulher do Brasil. Aliás, não respondeu nada. Era um espelho muito silencioso.

Lavínia retirou-o da parede e colocou outro, que emitia sons ininteligíveis, e foi também substituído.

O terceiro espelho já fazia uso moderado da palavra, porém não dizia coisa com coisa.

Um quarto espelho chegou a pronunciar nitidamente esta frase: “Vou pensar”. Ficou pensando a semana inteira, sem chegar à conclusão. Lavínia apelou para um quinto espelho, e este, antes que a vaidosa senhora fizesse a interrogação aflita, perguntou-lhe:

− Mulher, haverá no Brasil espelho mais belo do que eu?

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)

Em Aliás, não respondeu nada. (1º parágrafo), o termo sublinhado exerce a mesma função sintática da expressão sublinhada em:
 

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3614570 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o conto “O perguntar e o responder”, de Carlos Drummond de Andrade.

O espelho recusou-se a responder a Lavínia que ela é a mais bela mulher do Brasil. Aliás, não respondeu nada. Era um espelho muito silencioso.

Lavínia retirou-o da parede e colocou outro, que emitia sons ininteligíveis, e foi também substituído.

O terceiro espelho já fazia uso moderado da palavra, porém não dizia coisa com coisa.

Um quarto espelho chegou a pronunciar nitidamente esta frase: “Vou pensar”. Ficou pensando a semana inteira, sem chegar à conclusão. Lavínia apelou para um quinto espelho, e este, antes que a vaidosa senhora fizesse a interrogação aflita, perguntou-lhe:

− Mulher, haverá no Brasil espelho mais belo do que eu?

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)

Em “O espelho recusou-se a responder a Lavínia que ela é a mais bela mulher do Brasil.” (1º parágrafo), os termos sublinhados constituem, respectivamente,
 

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3614569 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o conto “O perguntar e o responder”, de Carlos Drummond de Andrade.

O espelho recusou-se a responder a Lavínia que ela é a mais bela mulher do Brasil. Aliás, não respondeu nada. Era um espelho muito silencioso.

Lavínia retirou-o da parede e colocou outro, que emitia sons ininteligíveis, e foi também substituído.

O terceiro espelho já fazia uso moderado da palavra, porém não dizia coisa com coisa.

Um quarto espelho chegou a pronunciar nitidamente esta frase: “Vou pensar”. Ficou pensando a semana inteira, sem chegar à conclusão. Lavínia apelou para um quinto espelho, e este, antes que a vaidosa senhora fizesse a interrogação aflita, perguntou-lhe:

− Mulher, haverá no Brasil espelho mais belo do que eu?

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)

Verifica-se o emprego de vírgula para separar um vocativo em:
 

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3614568 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o conto “O perguntar e o responder”, de Carlos Drummond de Andrade.

O espelho recusou-se a responder a Lavínia que ela é a mais bela mulher do Brasil. Aliás, não respondeu nada. Era um espelho muito silencioso.

Lavínia retirou-o da parede e colocou outro, que emitia sons ininteligíveis, e foi também substituído.

O terceiro espelho já fazia uso moderado da palavra, porém não dizia coisa com coisa.

Um quarto espelho chegou a pronunciar nitidamente esta frase: “Vou pensar”. Ficou pensando a semana inteira, sem chegar à conclusão. Lavínia apelou para um quinto espelho, e este, antes que a vaidosa senhora fizesse a interrogação aflita, perguntou-lhe:

− Mulher, haverá no Brasil espelho mais belo do que eu?

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)

antes que a vaidosa senhora fizesse a interrogação aflita (5º parágrafo)

Transpondo-se o segmento acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

 

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3614567 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o conto “O perguntar e o responder”, de Carlos Drummond de Andrade.

O espelho recusou-se a responder a Lavínia que ela é a mais bela mulher do Brasil. Aliás, não respondeu nada. Era um espelho muito silencioso.

Lavínia retirou-o da parede e colocou outro, que emitia sons ininteligíveis, e foi também substituído.

O terceiro espelho já fazia uso moderado da palavra, porém não dizia coisa com coisa.

Um quarto espelho chegou a pronunciar nitidamente esta frase: “Vou pensar”. Ficou pensando a semana inteira, sem chegar à conclusão. Lavínia apelou para um quinto espelho, e este, antes que a vaidosa senhora fizesse a interrogação aflita, perguntou-lhe:

− Mulher, haverá no Brasil espelho mais belo do que eu?

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)

Em “Um quarto espelho chegou a pronunciar nitidamente esta frase: ‘Vou pensar’.” (4º parágrafo), o narrador recorre à seguinte figura de linguagem:
 

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3614566 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o poema abaixo do escritor mato-grossense Manoel de Barros.

Nosso conhecimento não era de estudar em livros.

Era de pegar de apalpar de ouvir e de outros sentidos.

Seria um saber primordial?

Nossas palavras se ajuntavam uma na outra por amor

e não por sintaxe.

A gente queria o arpejo. O canto. O gorjeio das palavras.

Um dia tentamos até de fazer um cruzamento de árvores

com passarinhos

para obter gorjeios em nossas palavras.

Não obtivemos.

Estamos esperando até hoje.

Mas bem ficamos sabendo que é também das percepções

primárias que nascem arpejos e canções e gorjeios.

Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras

desbocadas.

Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.

O pai disse que vento não tem bunda.

Pelo que ficamos frustrados.

Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo

que era a nossa maneira de sair do enfado.

A gente não gostava de explicar as imagens porque

explicar afasta as falas da imaginação.

A gente gostava dos sentidos desarticulados como a

conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de

mosca.

Certas visões não significavam nada mas eram passeios

verbais.

A gente sempre queria dar brasão às borboletas.

A gente gostava bem das vadiações com as palavras do

que das prisões gramaticais.

Quando o menino disse que queria passar para as

palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram.

A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse

um poste.

A gente gostava das palavras quando elas perturbavam

os sentidos normais da fala.

Esses meninos faziam parte do arrebol como

os passarinhos.

(BARROS, Manoel de. Menino do mato. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015)

o menino disse que queria passar para as / palavras suas peraltagens” (versos 31 e 32)

Transposto para o discurso direto, o trecho acima assume a seguinte redação: O menino disse:

 

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3614565 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o poema abaixo do escritor mato-grossense Manoel de Barros.

Nosso conhecimento não era de estudar em livros.

Era de pegar de apalpar de ouvir e de outros sentidos.

Seria um saber primordial?

Nossas palavras se ajuntavam uma na outra por amor

e não por sintaxe.

A gente queria o arpejo. O canto. O gorjeio das palavras.

Um dia tentamos até de fazer um cruzamento de árvores

com passarinhos

para obter gorjeios em nossas palavras.

Não obtivemos.

Estamos esperando até hoje.

Mas bem ficamos sabendo que é também das percepções

primárias que nascem arpejos e canções e gorjeios.

Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras

desbocadas.

Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.

O pai disse que vento não tem bunda.

Pelo que ficamos frustrados.

Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo

que era a nossa maneira de sair do enfado.

A gente não gostava de explicar as imagens porque

explicar afasta as falas da imaginação.

A gente gostava dos sentidos desarticulados como a

conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de

mosca.

Certas visões não significavam nada mas eram passeios

verbais.

A gente sempre queria dar brasão às borboletas.

A gente gostava bem das vadiações com as palavras do

que das prisões gramaticais.

Quando o menino disse que queria passar para as

palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram.

A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse

um poste.

A gente gostava das palavras quando elas perturbavam

os sentidos normais da fala.

Esses meninos faziam parte do arrebol como

os passarinhos.

(BARROS, Manoel de. Menino do mato. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015)

“Um dia tentamos até de fazer um cruzamento de árvores / com passarinhos / para obter gorjeios em nossas palavras.” (versos 7, 8 e 9)

No contexto, o termo sublinhado expressa sentido de

 

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3614564 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o poema abaixo do escritor mato-grossense Manoel de Barros.

Nosso conhecimento não era de estudar em livros.

Era de pegar de apalpar de ouvir e de outros sentidos.

Seria um saber primordial?

Nossas palavras se ajuntavam uma na outra por amor

e não por sintaxe.

A gente queria o arpejo. O canto. O gorjeio das palavras.

Um dia tentamos até de fazer um cruzamento de árvores

com passarinhos

para obter gorjeios em nossas palavras.

Não obtivemos.

Estamos esperando até hoje.

Mas bem ficamos sabendo que é também das percepções

primárias que nascem arpejos e canções e gorjeios.

Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras

desbocadas.

Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.

O pai disse que vento não tem bunda.

Pelo que ficamos frustrados.

Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo

que era a nossa maneira de sair do enfado.

A gente não gostava de explicar as imagens porque

explicar afasta as falas da imaginação.

A gente gostava dos sentidos desarticulados como a

conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de

mosca.

Certas visões não significavam nada mas eram passeios

verbais.

A gente sempre queria dar brasão às borboletas.

A gente gostava bem das vadiações com as palavras do

que das prisões gramaticais.

Quando o menino disse que queria passar para as

palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram.

A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse

um poste.

A gente gostava das palavras quando elas perturbavam

os sentidos normais da fala.

Esses meninos faziam parte do arrebol como

os passarinhos.

(BARROS, Manoel de. Menino do mato. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015)

Em “O pai disse que vento não tem bunda. / Pelo que ficamos frustrados.” (versos 17 e 18), a expressão sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido original, por:
 

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3614563 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o poema abaixo do escritor mato-grossense Manoel de Barros.

Nosso conhecimento não era de estudar em livros.

Era de pegar de apalpar de ouvir e de outros sentidos.

Seria um saber primordial?

Nossas palavras se ajuntavam uma na outra por amor

e não por sintaxe.

A gente queria o arpejo. O canto. O gorjeio das palavras.

Um dia tentamos até de fazer um cruzamento de árvores

com passarinhos

para obter gorjeios em nossas palavras.

Não obtivemos.

Estamos esperando até hoje.

Mas bem ficamos sabendo que é também das percepções

primárias que nascem arpejos e canções e gorjeios.

Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras

desbocadas.

Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.

O pai disse que vento não tem bunda.

Pelo que ficamos frustrados.

Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo

que era a nossa maneira de sair do enfado.

A gente não gostava de explicar as imagens porque

explicar afasta as falas da imaginação.

A gente gostava dos sentidos desarticulados como a

conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de

mosca.

Certas visões não significavam nada mas eram passeios

verbais.

A gente sempre queria dar brasão às borboletas.

A gente gostava bem das vadiações com as palavras do

que das prisões gramaticais.

Quando o menino disse que queria passar para as

palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram.

A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse

um poste.

A gente gostava das palavras quando elas perturbavam

os sentidos normais da fala.

Esses meninos faziam parte do arrebol como

os passarinhos.

(BARROS, Manoel de. Menino do mato. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015)

NÃO se verifica marca da primeira pessoa do plural no seguinte verso:
 

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3614562 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-23

Atenção: Para responder à questão, considere o poema abaixo do escritor mato-grossense Manoel de Barros.

Nosso conhecimento não era de estudar em livros.

Era de pegar de apalpar de ouvir e de outros sentidos.

Seria um saber primordial?

Nossas palavras se ajuntavam uma na outra por amor

e não por sintaxe.

A gente queria o arpejo. O canto. O gorjeio das palavras.

Um dia tentamos até de fazer um cruzamento de árvores

com passarinhos

para obter gorjeios em nossas palavras.

Não obtivemos.

Estamos esperando até hoje.

Mas bem ficamos sabendo que é também das percepções

primárias que nascem arpejos e canções e gorjeios.

Porém naquela altura a gente gostava mais das palavras

desbocadas.

Tipo assim: Eu queria pegar na bunda do vento.

O pai disse que vento não tem bunda.

Pelo que ficamos frustrados.

Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo

que era a nossa maneira de sair do enfado.

A gente não gostava de explicar as imagens porque

explicar afasta as falas da imaginação.

A gente gostava dos sentidos desarticulados como a

conversa dos passarinhos no chão a comer pedaços de

mosca.

Certas visões não significavam nada mas eram passeios

verbais.

A gente sempre queria dar brasão às borboletas.

A gente gostava bem das vadiações com as palavras do

que das prisões gramaticais.

Quando o menino disse que queria passar para as

palavras suas peraltagens até os caracóis apoiaram.

A gente se encostava na tarde como se a tarde fosse

um poste.

A gente gostava das palavras quando elas perturbavam

os sentidos normais da fala.

Esses meninos faziam parte do arrebol como

os passarinhos.

(BARROS, Manoel de. Menino do mato. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015)

Mas o pai apoiava a nossa maneira de desver o mundo / que era a nossa maneira de sair do enfado.” (versos 19 e 20)

No trecho acima, o eu lírico caracteriza sua “maneira de desver o mundo” como um modo de escapar

 

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