Considere as afirmativas a seguir, relacionadas às
doenças autoimunes e neoplásicas da tireoide e
assinale a alternativa correta.
I. Níveis elevados de anti-TPO (>100 UI/mL)
têm alta sensibilidade para tireoidite de
Hashimoto, mas sua presença isolada não
confirma disfunção tireoidiana, podendo
estar presentes em indivíduos
eutireoidianos, especialmente em mulheres
e em pacientes com outras doenças
autoimunes.
II. A presença de rouquidão em bócio
multinodular deve sempre ser considerada
um achado de alarme, podendo indicar
compressão do nervo laríngeo recorrente,
mas ocorre em menos de 5% dos casos e
sempre está associada a neoplasia maligna
ou processo inflamatório invasivo.
III. O tabagismo aumenta tanto o risco quanto a
gravidade da orbitopatia de Graves, e
pacientes fumantes submetidos a
radioiodoterapia apresentam maior risco de
exacerbação da doença ocular.
IV. A dosagem de TRAb no terceiro trimestre
está indicada mesmo em mulheres
previamente tratadas com radioiodoterapia
ou tireoidectomia, devido ao risco
persistente de transmissão de anticorpos
estimuladores ao feto.
V. A tireoglobulina não deve ser utilizada como
marcador tumoral em carcinoma medular da
tireoide; entretanto, pode ser falsamente
elevada na presença de anticorpos antitireoglobulina, sendo o calcitonina basal e
estimulada os principais marcadores de
recorrência no CA medular.
A alternativa que contém todas as afirmativas
corretas, é:
Sobre a indicação de exames de imagem (TC ou
RM de encéfalo) no pronto atendimento de
pacientes com vertigem aguda, assinale a
alternativa em que a neuroimagem NÃO é
mandatória para afastar causa central.
Em relação à necessidade de coterapia profilática
(inibidor de bomba de prótons ou misoprostol)
para prevenir sangramento gastrointestinal
induzido por Antinflamatórios Não Hormonais
(AINEs). O paciente que apresenta indicação clara
e formal para essa proteção, segundo diretrizes
atuais, é:
Um empresário de 62 anos é atendido por um
especialista em Medicina do Sono após sua esposa
relatar roncos intensos, pausas respiratórias e
episódios de engasgos noturnos. Refere
sonolência diurna excessiva (Epworth = 14). Ao
exame físico: IMC 38 kg/m², circunferência
cervical aumentada, Mallampati IV, pressão
arterial de 150/95 mmHg. Foi realizada
polissonografia de noite inteira, que evidenciou:
Índice de Apneia-Hipopneia (IAH): 23
eventos/hora; dessaturações repetidas, com SpO₂
mínima de 82%; predomínio de eventos
obstrutivos. Fragmentação significativa da
arquitetura do sono. Considerando o quadro
acima, a classificação de gravidade da Apneia
Obstrutiva do Sono (AOS) e o tratamento de
escolha segundo diretrizes atuais (AASM, 2023),
são:
Mulher de 26 anos apresenta, desde os 20
anos, crises recorrentes de cefaleia bilateral,
de intensidade moderada a intensa, descrita
como “em peso”, com duração entre 12 e 48
horas, associadas a náuseas, vômitos,
fotofobia e fonofobia. As crises pioram com
esforço físico e melhoram com repouso.
Exame neurológico: normal. O diagnóstico
mais provável, neste caso, é:
Homem de 70 anos, diabético tipo 2 há 20
anos, hipertenso de longa data, dislipidêmico
e ex-tabagista (40 maços/ano). Refere piora
progressiva da memória há 1 ano, com
quedas frequentes, lentificação do raciocínio,
e episódios de desorientação leve em
ambientes novos. A esposa relata piora mais
acentuada após um episódio de confusão
aguda há 8 meses, seguido de discreta
melhora e nova piora recente. Exame
neurológico: força muscular preservada,
marcha com passos curtos, apraxia de marcha
e reflexos aumentados em MMII, sem rigidez
ou alucinações visuais. Tomografia
computadorizada de crânio mostra
leucoaraiose e áreas isquêmicas antigas nos
núcleos da base. O diagnóstico mais provável
para o quadro de declínio cognitivo, é:
Mulher de 38 anos com história de nódulo
hipoecoico, sólido, 1,4 x 1,0 cm, com
microcalcificações (TI-RADS 5), realizou
punção aspirativa por agulha fina (PAAF) com
resultado citológico compatível classificação
Bethesda II. Após 12 meses, o nódulo
aumentou de tamanho, passando a medir 1,9
x 1,3 cm, mantendo as demais características.
A conduta mais indicada, neste caso, é:
Leia o caso clínico abaixo para responder à questão.
Sr. João, 58 anos, tabagista 10 maços/ano, vem à
consulta anual com médico do trabalho sem queixas
ou uso de medicações para avaliação, ao exame foi
verificada pressão arterial (PA) de 135 x 85 mmHg,
sem outros achados significantes ao exame físico;
deste modo, foram solicitados exames laboratoriais e
orientação sobre Mudanças no Estilo de Vida (MEV).
Após 3 meses, Sr. João retorna à consulta com
adoção das MEV, apresentando ao exame físico PA de
134 x 82 mmHg, com os seguintes exames
laboratoriais
Glicemia: 130 mg/dl
HbA1c: 7,2%
Colesterol total: 210 mg/dl
Triglicerídeos: 162 mg/dl
LDL colesterol: 110 mg/dl
HDL colesterol: 38 mg/dl
Considerando ainda o caso acima, qual a
melhor conduta em relação aos níveis
glicêmicos:
Leia o caso clínico abaixo para responder à questão.
Sr. João, 58 anos, tabagista 10 maços/ano, vem à
consulta anual com médico do trabalho sem queixas
ou uso de medicações para avaliação, ao exame foi
verificada pressão arterial (PA) de 135 x 85 mmHg,
sem outros achados significantes ao exame físico;
deste modo, foram solicitados exames laboratoriais e
orientação sobre Mudanças no Estilo de Vida (MEV).
Após 3 meses, Sr. João retorna à consulta com
adoção das MEV, apresentando ao exame físico PA de
134 x 82 mmHg, com os seguintes exames
laboratoriais
Glicemia: 130 mg/dl
HbA1c: 7,2%
Colesterol total: 210 mg/dl
Triglicerídeos: 162 mg/dl
LDL colesterol: 110 mg/dl
HDL colesterol: 38 mg/dl
Conforme a Diretriz de Hipertensão Arterial mais
atual da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a
melhor conduta referente aos níveis pressóricos,
é: