Paciente de 59 anos é trazido ao pronto-socorro com
quadro de confusão mental, agitação psicomotora,
midríase bilateral, pele seca e quente, rubor facial,
mucosas secas, retenção urinária (globo vesical à
palpação), taquicardia (FC: 118 bpm ), temperatura
axilar: 38,2°C , e movimentos involuntários de "pegar
objetos no ar" (carfologia). Familiar refere que
paciente está em tratamento para depressão com
amitriptilina 200 mg/dia e, há dois dias, por conta
própria, aumentou a dose para 300 mg/dia. Além da
síndrome anticolinérgica, podemos afirmar que a
complicação cardíaca MAIS grave que deve ser
monitorada, prioritariamente, nesse contexto de
intoxicação por antidepressivo tricíclico, é o(a):
Gestante de 32 anos, com oito semanas de
gestação, apresenta episódio depressivo maior grave
(HAM-D: 28 pontos), com ideação suicida ativa,
histórico de três episódios depressivos prévios,
sendo o último há seis meses, tratado com
escitalopram 20 mg/dia, com boa resposta, mas
descontinuado por remissão. Paciente e família
recusam internação psiquiátrica. Considerando o
perfil risco-benefício no primeiro trimestre
gestacional, a conduta farmacológica MAIS
adequada para essa paciente é:
Paciente mulher de 68 anos, com depressão maior
grave, melancólica, com ideação suicida ativa e
recusa alimentar, é indicada para
eletroconvulsoterapia (ECT). Ela apresenta as
seguintes comorbidades: hipertensão arterial
controlada, diabetes mellitus tipo 2, marca-passo
cardíaco definitivo, implantado há dois anos, e
aneurisma cerebral não roto de 4mm em artéria
comunicante anterior (descoberto incidentalmente há
um ano). A partir dessas informações, podemos
afirmar que, das condições listadas,
representa contraindicação ABSOLUTA para ECT.
Assinale a alternativa que preenche, CORRETAMENTE,
a lacuna do texto:
Paciente de 48 anos, com transtorno depressivo
maior recorrente está em uso de venlafaxina XR 225 mg/dia há oito semanas, com resposta parcial
(melhora de 40% na escala de Hamilton). O
Psiquiatra decide associar outro fármaco, para
potencialização. O paciente usa também tramadol 100mg 3 vezes/dia para dor crônica lombar. Nessa
situação, a associação que deve ser EVITADA, pelo
maior risco de síndrome serotoninérgica, é:
Paciente de 28 anos, com esquizofrenia paranoide
refratária, está em uso de clozapina 450mg/dia há
seis meses com resposta parcial (nível sérico de 380 ng/ml). Persistem alucinações auditivas e
delírios persecutórios residuais. Hemograma normal,
sem agranulocitose. O psiquiatra considera
estratégias de potencialização da clozapina. A
associação com evidência científica MAIS robusta,
para aumentar a eficácia em esquizofrenia refratária,
é:
Paciente de 62 anos, portador de transtorno afetivo
bipolar tipo I, em uso de lítio 1200 mg/dia ( litemia: 0,9 mEq/L ) há oito anos com excelente controle do
humor. Desenvolveu insuficiência renal crônica,
estágio 3B ( TFG 38 mL/min/1,73m2 ) e o nefrologista
solicitou ajuste da medicação psiquiátrica. Além
disso, está em uso de losartana, anlodipino,
carvedilol, hidroclorotiazida e sinvastatina. A conduta
MAIS adequada, em relação ao lítio, e o fármaco que
apresenta MAIOR risco de intoxicação por lítio são,
respectivamente,
Homem de 41 anos, policial militar, procura
atendimento sete meses após evento traumático
(confronto com troca de tiros, quando colega
faleceu). Relata recordações intrusivas recorrentes e
involuntárias do evento, pesadelos frequentes,
flashbacks vívidos, desencadeados por sons de
fogos de artifício, evitação persistente de conversas
sobre o ocorrido e do local do confronto,
incapacidade de lembrar aspectos importantes do
trauma, crenças negativas persistentes sobre si
mesmo ("sou incompetente, falhei"), culpa distorcida
sobre as causas do evento, estado emocional
negativo persistente, anedonia, sensação de
distanciamento dos colegas, hipervigilância
constante, resposta de sobressalto exagerada e
insônia. Os sintomas causam sofrimento intenso e
prejuízo no trabalho (foi afastado das atividades
operacionais). Com relação ao especificador do
DSM-5-TR, que deve ser incluído no diagnóstico de
transtorno de estresse pós-traumático desse
paciente, podemos afirmar que:
Mulher de 19 anos, bailarina profissional, é trazida pela mãe com queixa de emagrecimento acentuado ( IMC atual 14,2 kg/m2 ). A paciente nega estar abaixo do peso, refere "sentir-se gorda", principalmente no abdômen e coxas, apresenta medo intenso de ganhar peso. Amenorreia há cinco meses. Relata restrição alimentar severa ( < 700 kcal/dia ) e exercícios físicos extenuantes ( 4-5 h/dia ). Nega vômitos autoinduzidos ou uso de laxantes/diuréticos. Exames laboratoriais indicam anemia leve, leucopenia, hipocalemia leve, bradicardia ( FC = 44 bpm ). O diagnóstico pelo DSM-5-TR e o especificador de gravidade são, respectivamente,
Mulher de 38 anos procura atendimento psiquiátrico
encaminhada por neurologista. Relata que desde os
20 anos apresenta padrão persistente de
instabilidade nos relacionamentos interpessoais
(alternando entre idealização e desvalorização),
impulsividade (gastos excessivos, promiscuidade
sexual, abuso de álcool em binges), instabilidade
afetiva acentuada com episódios de disforia intensa
durando horas, sentimento crônico de vazio, raiva
intensa e inapropriada, e três episódios de autolesão
não suicida (cortes superficiais em antebraços) nos
últimos dois anos, quando se sente "rejeitada ou
abandonada". Nega episódios maníacos,
hipomaníacos ou depressivos maiores estruturados.
O diagnóstico MAIS adequado, segundo DSM-5-TR,
é:
Homem de 23 anos é levado pela família ao
psiquiatra após abandono da faculdade. Nos últimos
14 meses, apresenta isolamento social progressivo,
embotamento afetivo acentuado, abulia grave
(permanece no quarto sem atividades), alogia
marcante e negligência grave com higiene pessoal.
Nega alucinações ou delírios estruturados, mas
refere vagamente que "as coisas não fazem mais
sentido". Nos últimos dois meses houve piora do
retraimento. Exames laboratoriais, toxicológico e de
ressonância magnética de crânio com resultados
normais. Nesse caso, para fechar o diagnóstico de
esquizofrenia, segundo o DSM-5-TR, é ESSENCIAL:
I. A presença de, pelo menos, um sintoma positivo
(delírios, alucinações ou discurso desorganizado)
em algum momento da doença.
II. A presença de comprometimento funcional em, pelo
menos, duas áreas (trabalho, relações
interpessoais, autocuidado).
III. A duração total dos sinais da perturbação por, pelo
menos, seis meses, incluindo pelo menos um mês
de sintomas da fase ativa.
IV. Exclusão de transtorno esquizoafetivo e transtornos
do humor, com características psicóticas.