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2736881 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder a questão, leia alguns trechos do “Prefácio Interessantíssimo” de Pauliceia Desvairada, de Mário de Andrade, obra considerada marco do Modernismo brasileiro e publicada originalmente em julho de 1922.

Leitor:

Está fundado o Desvairismo.

*

Este prefácio, apesar de interessante, inútil.

*

Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo.

*

E desculpe-me por estar tão atrasado dos movimentos artísticos atuais. Sou passadista, confesso. Ninguém pode se libertar duma só vez das teorias-avós que bebeu; e o autor deste livro seria hipócrita se pretendesse representar orientação moderna que ainda não compreende bem.

*

Não sou futurista (de Marinetti). Disse e repito-o. Tenho pontos de contato com o futurismo. Oswald de Andrade, chamando-me de futurista, errou. A culpa é minha. Sabia da existência do artigo e deixei que saísse. Tal foi o escândalo, que desejei a morte do mundo. Era vaidoso. Quis sair da obscuridade. Hoje tenho orgulho. Não me pesaria reentrar na obscuridade. Pensei que se discutiriam minhas ideias (que nem são minhas): discutiram minhas intenções.

*

Um pouco de teoria?

Acredito que o lirismo, nascido no subconsciente, acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas sílabas, com acentuação determinada.

(Mário de Andrade. Poesias completas, 2013.)

Mário de Andrade recorre à metalinguagem no seguinte trecho:

 

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2736880 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder a questão, leia alguns trechos do “Prefácio Interessantíssimo” de Pauliceia Desvairada, de Mário de Andrade, obra considerada marco do Modernismo brasileiro e publicada originalmente em julho de 1922.

Leitor:

Está fundado o Desvairismo.

*

Este prefácio, apesar de interessante, inútil.

*

Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo.

*

E desculpe-me por estar tão atrasado dos movimentos artísticos atuais. Sou passadista, confesso. Ninguém pode se libertar duma só vez das teorias-avós que bebeu; e o autor deste livro seria hipócrita se pretendesse representar orientação moderna que ainda não compreende bem.

*

Não sou futurista (de Marinetti). Disse e repito-o. Tenho pontos de contato com o futurismo. Oswald de Andrade, chamando-me de futurista, errou. A culpa é minha. Sabia da existência do artigo e deixei que saísse. Tal foi o escândalo, que desejei a morte do mundo. Era vaidoso. Quis sair da obscuridade. Hoje tenho orgulho. Não me pesaria reentrar na obscuridade. Pensei que se discutiriam minhas ideias (que nem são minhas): discutiram minhas intenções.

*

Um pouco de teoria?

Acredito que o lirismo, nascido no subconsciente, acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas sílabas, com acentuação determinada.

(Mário de Andrade. Poesias completas, 2013.)

Ao enfatizar o papel do inconsciente na atividade criativa, o “Prefácio Interessantíssimo” expõe uma poética que revela afinidades com a estética

 

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2736879 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto “Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder a questão.

A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um bem frequente olheiro,
Que a vida do vizinho e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para o levar à praça e ao terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
Trazidos sob os pés os homens nobres¹,
Posta nas palmas toda a picardia,

Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.

(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010.)

1 Trazidos sob os pés os homens nobres: na visão de Gregório de Matos, os mulatos em ascensão subjugam com esperteza os verdadeiros “homens nobres”.

No soneto, o eu lírico enraíza na cidade da Bahia a figuração tradicional do desconcerto do mundo. No quadro da economia colonial, esse desconcerto do mundo mostra-se associado a um momento crítico da produção

 

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2736878 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto “Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder a questão.

A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um bem frequente olheiro,
Que a vida do vizinho e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para o levar à praça e ao terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
Trazidos sob os pés os homens nobres¹,
Posta nas palmas toda a picardia,

Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.

(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010.)

1 Trazidos sob os pés os homens nobres: na visão de Gregório de Matos, os mulatos em ascensão subjugam com esperteza os verdadeiros “homens nobres”.

O soneto de Gregório de Matos constitui um exemplo da sua poesia de teor

 

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2736877 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder a questão, leia o trecho do conto “A menina, as aves e o sangue”, do escritor moçambicano Mia Couto (1955- ).

Aconteceu, certa vez, uma menina a quem o coração batia só de quando em enquantos. A mãe sabia que o sangue estava parado pelo roxo dos lábios, palidez nas unhas. Se o coração estancava por demasia de tempo a menina começava a esfriar e se cansava muito. A mãe, então, se afligia: roía o dedo e deixava a unha intacta. Até que o peito da filha voltava a dar sinal:

Mãe, venha ouvir: está a bater!

A mãe acorria, debruçando a orelha sobre o peito estreito que soletrava pulsação. E pareciam, as duas, presenciando pingo de água em pleno deserto. Depois, o sangue dela voltava a calar, resina empurrando a arrastosa vida.

Até que, certa noite, a mulher ganhou para o susto. Foi quando ela escutou os pássaros. Sentou na cama: não eram só piares, chilreinações. Eram rumores de asas, brancos drapejos de plumas. A mãe se ergueu, pé descalço pelo corredor. Foi ao quarto da menina e joelhou-se junto ao leito. Sentiu a transpiração, reconheceu o seu próprio cheiro. Quando lhe ia tocar na fronte a menina despertou:

Mãe, que bom, me acordou! Eu estava sonhar pássaros.

A mãe sortiu-se de medo, aconchegou o lençol como se protegesse a filha de uma maldição. Ao tocar no lençol uma pena se desprendeu e subiu, levinha, volteando pelo ar. A menina suspirou e a pluma, algodão em asa, de novo se ergueu, rodopiando por alturas do tecto. A mãe tentou apanhar a errante plumagem. Em vão, a pena saiu voando pela janela. A senhora ficou espreitando a noite, na ilusão de escutar a voz de um pássaro. Depois, retirou-se, adentrando-se na solidão do seu quarto. Dos pássaros selou-se o segredo, só entre as duas.[...]

Com o tempo, porém, cada vez menos o coração se fazia frequente. Quase deixou de dar sinais à vida. Até que essa imobilidade se prolongou por consecutivas demoras. A menina falecera? Não se vislumbravam sinais dessa derradeiragem. Pois ela seguia praticando vivências, brincando, sempre cansadinha, resfriorenta. Uma só diferença se contava. Já à noite a mãe não escutava os piares.

Agora não sonha, filha?

Ai mãe, está tão escuro no meu sonho!

Só então a mãe arrepiou decisão e foi à cidade:

Doutor, lhe respeito a permissão: queria saber a saúde de minha única. É seu peito... nunca mais deu sinal.

O médico corrigiu os óculos como se entendesse rectificar a própria visão. Clareou a voz, para melhor se autorizar. E disse:

Senhora, vou dizer: a sua menina já morreu.

Morta, a minha menina? Mas, assim...?

Esta é a sua maneira de estar morta.

A senhora escutou, mãos juntas, na educação do colo. Anuindo com o queixo, ia esbugolhando o médico. Todo seu corpo dizia sim, mas ela, dentro do seu centro, duvidava. Pode-se morrer assim com tanta leveza, que nem se nota a retirada da vida? E o médico, lhe amparando, já na porta:

Não se entristonhe, a morte é o fim sem finalidade.

A mãe regressou à casa e encontrou a filha entoando danças, cantarolando canções que nem existem. Se chegou a ela, tocou-lhe como se a miúda inexistisse. A sua pele não desprendia calor.

Então, minha querida não escutou nada?

Ela negou. A mãe percorreu o quarto, vasculhou recantos. Buscava uma pena, o sinal de um pássaro. Mas nada não encontrou. E assim, ficou sendo, então e adiante.

Cada vez mais fria, a moça brinca, se aquece na torreira do sol. Quando acorda, manhã alta, encontra flores que a mãe depositou ao pé da cama. Ao fim da tarde, as duas, mãe e filha, passeiam pela praça e os velhos descobrem a cabeça em sinal de respeito.

E o caso se vai seguindo, estória sem história. Uma única, silenciosa, sombra se instalou: de noite, a mãe deixou de dormir. Horas a fio a sua cabeça anda em serviço de escutar, a ver se regressam as vozearias das aves.

(Mia Couto. A menina sem palavra, 2013.)

A linguagem poética, o emprego de neologismos e as marcas de oralidade, que podem ser identificados no texto de Mia Couto, caracterizam também a prosa do seguinte escritor brasileiro:

 

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2736876 Ano: 2022
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o texto para responder a questão.

Enunciado 3353925-1

Why does cultural diversity matter?

Three-quarters of the world’s major conflicts have a cultural dimension. Bridging the gap between cultures is urgent and necessary for peace, stability and development.

Cultural diversity is a driving force of development, not only with respect to economic growth, but also as a means of leading a more fulfilling intellectual, emotional, moral and spiritual life. Cultural diversity is thus an asset that is indispensable for poverty reduction and the achievement of sustainable development.

At the same time, acceptance and recognition of cultural diversity — in particular through innovative use of media and Information and Communications Technologies (ICTs) — are conducive to dialogue among civilizations and cultures, respect and mutual understanding.

(www.un.org. Adaptado.)

O trecho do texto que apresenta meios para a promoção e a valorização da diversidade cultural é

 

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2736875 Ano: 2022
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o texto para responder a questão.

Enunciado 3353924-1

Why does cultural diversity matter?

Three-quarters of the world’s major conflicts have a cultural dimension. Bridging the gap between cultures is urgent and necessary for peace, stability and development.

Cultural diversity is a driving force of development, not only with respect to economic growth, but also as a means of leading a more fulfilling intellectual, emotional, moral and spiritual life. Cultural diversity is thus an asset that is indispensable for poverty reduction and the achievement of sustainable development.

At the same time, acceptance and recognition of cultural diversity — in particular through innovative use of media and Information and Communications Technologies (ICTs) — are conducive to dialogue among civilizations and cultures, respect and mutual understanding.

(www.un.org. Adaptado.)

No trecho do primeiro parágrafo “Bridging the gap between cultures is urgent”, a expressão sublinhada indica

 

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2736874 Ano: 2022
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o texto para responder a questão.

Black authors shake up Brazil’s literary scene

Enunciado 3353923-1

Itamar Vieira Junior, an author, says a major reason Black Brazilian writers are making their mark is because of a shift in how race and racism are being discussed in the country today.

Itamar Vieira Junior, whose day job working for the Brazilian government on land reform took him deep into the impoverished countryside, knew next to nothing about the mainstream publishing industry when he put the final touches on a novel he had been writing on and off for decades. On a whim, in April 2018, he sent the manuscript for Torto Arado, which means crooked plow, to a literary contest in Portugal, wondering what the jury would make of the hardscrabble tale of two sisters in a rural district in northeastern Brazil where the legacy of slavery remains palpable.

To his astonishment, Torto Arado won the 2018 LeYa award, a major Portuguese-language literary prize focused on discovering new voices. The recognition jump-started Mr. Vieira’s career, making him a leading voice among the Black authors who have jolted Brazil’s literary establishment in recent years with imaginative and searing works that have found commercial success and critical acclaim.

Torto Arado was the best-selling book in Brazil in 2021, with more than 300,000 copies sold to date. The previous year, that distinction went to Djamila Ribeiro’s A Little Anti-Racist Handbook (Pequeno Manual Antirracista), a succinct and plainly written dissection of systemic racism in Brazil.

Mr. Vieira, a geographer, and Ms. Ribeiro, who studied philosophy, are part of a generation of Black Brazilians who became the first in their families to get a college degree, taking advantage of Federal Government programs. Mr. Vieira managed to use his day job at Brazil’s land reform agency, where he has worked since 2006, to do field research. He studied the politics and power dynamics that shape the lives of rural workers, including some who toil in conditions analogous to modern-day slavery. That experience, he said, made the characters in his novel more layered and their fictional hometown, Água Negra, which means black water, feel authentic.

Enunciado 3353923-2

“I felt a calling to be generous enough to write in the same accessible way that generous authors before me wrote,” Djamila Ribeiro said, “because otherwise you only legitimize the power spheres of those who are privileged.”

The two authors are among the highest profile figures of a literary boom that includes Black contemporary writers and authors who are experiencing a revival. The clearest example is Carolina Maria de Jesus, who died in 1977 and whose memoir, Child of the Dark (Quarto de Despejo), is now a literary sensation, as it was when it was published in 1960. The book, a compilation of diary entries by Ms. Jesus, a single mother of three, offers a raw account of daily life in a São Paulo slum where dwellers picked through garbage for food and slept in shacks patched together with slabs of cardboard.

(Ernesto Londoño. www.nytimes.com, 12.02.2022. Adaptado.)

According to the fifth paragraph, Child of the Dark, by Carolina Maria de Jesus,

 

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2736873 Ano: 2022
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Black authors shake up Brazil’s literary scene

Enunciado 3353922-1

Itamar Vieira Junior, an author, says a major reason Black Brazilian writers are making their mark is because of a shift in how race and racism are being discussed in the country today.

Itamar Vieira Junior, whose day job working for the Brazilian government on land reform took him deep into the impoverished countryside, knew next to nothing about the mainstream publishing industry when he put the final touches on a novel he had been writing on and off for decades. On a whim, in April 2018, he sent the manuscript for Torto Arado, which means crooked plow, to a literary contest in Portugal, wondering what the jury would make of the hardscrabble tale of two sisters in a rural district in northeastern Brazil where the legacy of slavery remains palpable.

To his astonishment, Torto Arado won the 2018 LeYa award, a major Portuguese-language literary prize focused on discovering new voices. The recognition jump-started Mr. Vieira’s career, making him a leading voice among the Black authors who have jolted Brazil’s literary establishment in recent years with imaginative and searing works that have found commercial success and critical acclaim.

Torto Arado was the best-selling book in Brazil in 2021, with more than 300,000 copies sold to date. The previous year, that distinction went to Djamila Ribeiro’s A Little Anti-Racist Handbook (Pequeno Manual Antirracista), a succinct and plainly written dissection of systemic racism in Brazil.

Mr. Vieira, a geographer, and Ms. Ribeiro, who studied philosophy, are part of a generation of Black Brazilians who became the first in their families to get a college degree, taking advantage of Federal Government programs. Mr. Vieira managed to use his day job at Brazil’s land reform agency, where he has worked since 2006, to do field research. He studied the politics and power dynamics that shape the lives of rural workers, including some who toil in conditions analogous to modern-day slavery. That experience, he said, made the characters in his novel more layered and their fictional hometown, Água Negra, which means black water, feel authentic.

Enunciado 3353922-2

“I felt a calling to be generous enough to write in the same accessible way that generous authors before me wrote,” Djamila Ribeiro said, “because otherwise you only legitimize the power spheres of those who are privileged.”

The two authors are among the highest profile figures of a literary boom that includes Black contemporary writers and authors who are experiencing a revival. The clearest example is Carolina Maria de Jesus, who died in 1977 and whose memoir, Child of the Dark (Quarto de Despejo), is now a literary sensation, as it was when it was published in 1960. The book, a compilation of diary entries by Ms. Jesus, a single mother of three, offers a raw account of daily life in a São Paulo slum where dwellers picked through garbage for food and slept in shacks patched together with slabs of cardboard.

(Ernesto Londoño. www.nytimes.com, 12.02.2022. Adaptado.)

In the excerpt from the fourth paragraph “That experience, he said, made the characters in his novel more layered”, the underlined expression refers to

 

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2736872 Ano: 2022
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Black authors shake up Brazil’s literary scene

Enunciado 3353921-1

Itamar Vieira Junior, an author, says a major reason Black Brazilian writers are making their mark is because of a shift in how race and racism are being discussed in the country today.

Itamar Vieira Junior, whose day job working for the Brazilian government on land reform took him deep into the impoverished countryside, knew next to nothing about the mainstream publishing industry when he put the final touches on a novel he had been writing on and off for decades. On a whim, in April 2018, he sent the manuscript for Torto Arado, which means crooked plow, to a literary contest in Portugal, wondering what the jury would make of the hardscrabble tale of two sisters in a rural district in northeastern Brazil where the legacy of slavery remains palpable.

To his astonishment, Torto Arado won the 2018 LeYa award, a major Portuguese-language literary prize focused on discovering new voices. The recognition jump-started Mr. Vieira’s career, making him a leading voice among the Black authors who have jolted Brazil’s literary establishment in recent years with imaginative and searing works that have found commercial success and critical acclaim.

Torto Arado was the best-selling book in Brazil in 2021, with more than 300,000 copies sold to date. The previous year, that distinction went to Djamila Ribeiro’s A Little Anti-Racist Handbook (Pequeno Manual Antirracista), a succinct and plainly written dissection of systemic racism in Brazil.

Mr. Vieira, a geographer, and Ms. Ribeiro, who studied philosophy, are part of a generation of Black Brazilians who became the first in their families to get a college degree, taking advantage of Federal Government programs. Mr. Vieira managed to use his day job at Brazil’s land reform agency, where he has worked since 2006, to do field research. He studied the politics and power dynamics that shape the lives of rural workers, including some who toil in conditions analogous to modern-day slavery. That experience, he said, made the characters in his novel more layered and their fictional hometown, Água Negra, which means black water, feel authentic.

Enunciado 3353921-2

“I felt a calling to be generous enough to write in the same accessible way that generous authors before me wrote,” Djamila Ribeiro said, “because otherwise you only legitimize the power spheres of those who are privileged.”

The two authors are among the highest profile figures of a literary boom that includes Black contemporary writers and authors who are experiencing a revival. The clearest example is Carolina Maria de Jesus, who died in 1977 and whose memoir, Child of the Dark (Quarto de Despejo), is now a literary sensation, as it was when it was published in 1960. The book, a compilation of diary entries by Ms. Jesus, a single mother of three, offers a raw account of daily life in a São Paulo slum where dwellers picked through garbage for food and slept in shacks patched together with slabs of cardboard.

(Ernesto Londoño. www.nytimes.com, 12.02.2022. Adaptado.)

No trecho da legenda da imagem que retrata Djamila Ribeiro “because otherwise you only legitimize the power spheres of those who are privileged”, o termo sublinhado expressa

 

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