Foram encontradas 708 questões.
Sobre a classificação dos atos administrativos
quanto à formação da vontade, assinale a alternativa
CORRETA:
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- ProlegômenosRegime Jurídico Administrativo
- Organização AdministrativaAdministração IndiretaFundações Públicas
Sobre as fundações instituídas pelo Poder Público no
direito brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:
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- Organização AdministrativaAdministração IndiretaAutarquias, Agências Reguladoras e Executivas
- Organização AdministrativaDesconcentração e Descentralização
Sobre as autarquias no direito administrativo
brasileiro, considerando sua natureza,
características e classificação, assinale a alternativa
CORRETA:
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- Lei 13.709/2018: LGPDTratamento de Dados Pessoais (Arts. 7º ao 16)
- Lei 13.709/2018: LGPDSegurança e das Boas Práticas (Arts. 46 ao 51)
A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis de uma
Universidade Federal encomendou o desenvolvimento
de um novo sistema informático integrado para
gerenciar a concessão de bolsas de vulnerabilidade
socioeconômica e auxílio-permanência. O sistema
coletará e processará dados cadastrais, históricos
escolares, laudos médicos de saúde mental e
comprovantes de renda familiar de milhares de
estudantes.
Na qualidade de gestor técnico responsável pela governança de dados e segurança da informação do projeto, um Técnico em Assuntos Educacionais determinou a implementação de duas diretrizes obrigatórias com base nas boas práticas de segurança em redes corporativas e nas normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD - Lei n. 13.709/2018): a Diretriz 1 estabelece que, na infraestrutura de rede e armazenamento, os laudos médicos e comprovantes de renda devem ser submetidos a um processo de codificação matemática reversível utilizando chaves assimétricas antes de serem gravados no banco de dados, e o acesso a esses servidores na rede acadêmica deve ser segmentado de forma que apenas computadores da própria Pró-Reitoria (IPs internos específicos) consigam realizar a requisição através de firewalls; já a Diretriz 2 visa a determinar qual o fundamento jurídico correto da LGPD que a Universidade Federal deve invocar para tratar esses dados pessoais e sensíveis sem a estrita necessidade de coletar a assinatura de um termo de consentimento individual de cada estudante beneficiário.
Considerando os princípios de segurança da informação e as disposições da LGPD aplicadas ao setor público, assinale a alternativa que apresenta corretamente os conceitos técnicos e o enquadramento legal desse cenário:
Na qualidade de gestor técnico responsável pela governança de dados e segurança da informação do projeto, um Técnico em Assuntos Educacionais determinou a implementação de duas diretrizes obrigatórias com base nas boas práticas de segurança em redes corporativas e nas normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD - Lei n. 13.709/2018): a Diretriz 1 estabelece que, na infraestrutura de rede e armazenamento, os laudos médicos e comprovantes de renda devem ser submetidos a um processo de codificação matemática reversível utilizando chaves assimétricas antes de serem gravados no banco de dados, e o acesso a esses servidores na rede acadêmica deve ser segmentado de forma que apenas computadores da própria Pró-Reitoria (IPs internos específicos) consigam realizar a requisição através de firewalls; já a Diretriz 2 visa a determinar qual o fundamento jurídico correto da LGPD que a Universidade Federal deve invocar para tratar esses dados pessoais e sensíveis sem a estrita necessidade de coletar a assinatura de um termo de consentimento individual de cada estudante beneficiário.
Considerando os princípios de segurança da informação e as disposições da LGPD aplicadas ao setor público, assinale a alternativa que apresenta corretamente os conceitos técnicos e o enquadramento legal desse cenário:
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No encerramento da rotina de trabalho no
Departamento de Contabilidade de uma Universidade
Federal, um Assistente em Administração utilizou o
navegador de internet padrão do computador
institucional para emitir certidões e consultar editais de
licitação. Sabendo que a estação de trabalho é
compartilhada e seria utilizada por outro servidor no
turno seguinte, decidiu efetuar uma limpeza de dados
para garantir a segurança da informação e a privacidade
de suas ações antes de realizar o logoff do sistema
operacional.
Os objetivos específicos do servidor ao final do expediente eram eliminar o registro cronológico local e os metadados de indexação de todas as URLs dos sites de editais que ele consultou durante a tarde. Além disso, forçar a expiração imediata dos tokens de sessão e dos identificadores de estado armazenados no cliente, garantindo o encerramento compulsório de todas as suas conexões autenticadas nos sistemas da universidade. Para abrir diretamente a interface nativa que gerencia a eliminação desses dados de forma unificada na configuração padrão dos navegadores modernos (como Chrome e Edge), o Assistente utilizou uma combinação consagrada de chaves de atalho.
Considerando a arquitetura de armazenamento de dados em navegadores, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o atalho de teclado acionado e as nomenclaturas oficiais dos parâmetros que devem ser marcados para cumprir integralmente os objetivos 1 e 2:
Os objetivos específicos do servidor ao final do expediente eram eliminar o registro cronológico local e os metadados de indexação de todas as URLs dos sites de editais que ele consultou durante a tarde. Além disso, forçar a expiração imediata dos tokens de sessão e dos identificadores de estado armazenados no cliente, garantindo o encerramento compulsório de todas as suas conexões autenticadas nos sistemas da universidade. Para abrir diretamente a interface nativa que gerencia a eliminação desses dados de forma unificada na configuração padrão dos navegadores modernos (como Chrome e Edge), o Assistente utilizou uma combinação consagrada de chaves de atalho.
Considerando a arquitetura de armazenamento de dados em navegadores, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o atalho de teclado acionado e as nomenclaturas oficiais dos parâmetros que devem ser marcados para cumprir integralmente os objetivos 1 e 2:
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A Pró-Reitoria de Graduação de uma Universidade
Federal organizou um Fórum Institucional de
Metodologias Ativas de forma híbrida. Para a
transmissão síncrona dos painéis com palestrantes
externos e computação das presenças, utilizou-se o
Google Meet (via conta corporativa Google Workspace
da instituição). Para hospedar os materiais de leitura,
emitir certificados e coletar os planos de aula práticos
desenvolvidos pelos servidores participantes,
estruturou-se um espaço virtual no ambiente virtual de
aprendizagem Moodle.
A configuração adotada pelos servidores responsáveis pela gestão técnica do evento envolveu os seguintes parâmetros: No Google Meet, o Servidor Organizador ativou previamente os 'Controles do Organizador' (Gerenciamento de Host). Ele configurou o acesso à reunião no modo 'Aberto' (reunião agendada via Google Agenda onde qualquer pessoa com o link pode entrar sem pedir aprovação) e ativou a ferramenta nativa de 'Relatório de Participação' para controle automatizado de presença. Já no Moodle, os servidores da Pró-Reitoria foram cadastrados no papel de "Criador de Curso", os docentes palestrantes externos como "Professor não editador" (apenas para avaliar os planos de aula enviados), e os servidores técnico-administrativos inscritos no fórum receberam o papel padrão de "Estudante".
Um dos palestrantes externos, autenticado em sua conta pessoal @gmail.com, decidiu iniciar uma enquete ao vivo e gravar a transmissão do painel por conta própria, enquanto um servidor participante (inscrito como estudante no Moodle) tentou anexar um plano de aula em formato de vídeo que possuía 600 MB.
Considerando a arquitetura de privilégios do Google Workspace (Meet) e a árvore de papéis/permissões do Moodle, assinale a alternativa que descreve corretamente os desdobramentos técnicos desse cenário:
A configuração adotada pelos servidores responsáveis pela gestão técnica do evento envolveu os seguintes parâmetros: No Google Meet, o Servidor Organizador ativou previamente os 'Controles do Organizador' (Gerenciamento de Host). Ele configurou o acesso à reunião no modo 'Aberto' (reunião agendada via Google Agenda onde qualquer pessoa com o link pode entrar sem pedir aprovação) e ativou a ferramenta nativa de 'Relatório de Participação' para controle automatizado de presença. Já no Moodle, os servidores da Pró-Reitoria foram cadastrados no papel de "Criador de Curso", os docentes palestrantes externos como "Professor não editador" (apenas para avaliar os planos de aula enviados), e os servidores técnico-administrativos inscritos no fórum receberam o papel padrão de "Estudante".
Um dos palestrantes externos, autenticado em sua conta pessoal @gmail.com, decidiu iniciar uma enquete ao vivo e gravar a transmissão do painel por conta própria, enquanto um servidor participante (inscrito como estudante no Moodle) tentou anexar um plano de aula em formato de vídeo que possuía 600 MB.
Considerando a arquitetura de privilégios do Google Workspace (Meet) e a árvore de papéis/permissões do Moodle, assinale a alternativa que descreve corretamente os desdobramentos técnicos desse cenário:
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No exercício de suas funções na Secretaria de uma
Unidade Acadêmica de uma Universidade Federal, um
Assistente em Administração utilizou o cliente de email Gmail institucional (Google Workspace, em sua
configuração padrão e versão mais recente) para enviar
a ata de encerramento de um processo seletivo de
transferência interna. O arquivo em formato PDF
contendo o documento final possuía o tamanho exato de
35 MB.
A mensagem foi disparada pelo servidor com a seguinte estrutura de cabeçalho:
De: assistente.secretaria@unifederal.edu.br
• Para: chefe.departamento@unifederal.edu.br
• Cc: secretaria.geral@unifederal.edu.br
• Cco: aluno_candidato1@gmail.com ,
aluno_candidato2@hotmail.com
No dia seguinte, o aluno_candidato1 (@gmail.com), que recebeu a mensagem, abriu o e-mail e, querendo formalizar uma denúncia externa sobre o resultado, clicou na opção "Encaminhar" (Forward) e enviou a mensagem exatamente como estava para o e-mail da Ouvidoria Geral ( ouvidoria@unifederal.edu.br ).
Considerando os conceitos de computação em nuvem, as regras de cabeçalho e limitações do Gmail/Google Drive e o comportamento das mensagens, assinale a alternativa que descreve corretamente o e-mail recebido pelo aluno_candidato1, a ação de encaminhar a mensagem para a Ouvidoria e a acessibilidade ao documento:
A mensagem foi disparada pelo servidor com a seguinte estrutura de cabeçalho:
De: assistente.secretaria@unifederal.edu.br
• Para: chefe.departamento@unifederal.edu.br
• Cc: secretaria.geral@unifederal.edu.br
• Cco: aluno_candidato1@gmail.com ,
aluno_candidato2@hotmail.com
No dia seguinte, o aluno_candidato1 (@gmail.com), que recebeu a mensagem, abriu o e-mail e, querendo formalizar uma denúncia externa sobre o resultado, clicou na opção "Encaminhar" (Forward) e enviou a mensagem exatamente como estava para o e-mail da Ouvidoria Geral ( ouvidoria@unifederal.edu.br ).
Considerando os conceitos de computação em nuvem, as regras de cabeçalho e limitações do Gmail/Google Drive e o comportamento das mensagens, assinale a alternativa que descreve corretamente o e-mail recebido pelo aluno_candidato1, a ação de encaminhar a mensagem para a Ouvidoria e a acessibilidade ao documento:
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A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) de uma
Universidade Federal está realizando um diagnóstico do
rendimento acadêmico das disciplinas do primeiro
período para propor políticas de apoio pedagógico. Um
Técnico em Assuntos Educacionais estruturou uma
planilha no Microsoft Excel (versão em português)
contendo as notas finais dos discentes.
Em uma das abas, a planilha apresenta o resultado de uma turma específica, sendo o intervalo de células de C2 até C41 contém a situação final de cada um dos 40 alunos da turma (preenchida com os textos "APROVADO" ou "REPROVADO"). A célula D2 deve exibir automaticamente um indicador de criticidade pedagógica da turma, seguindo as regras: (1) Se a quantidade de alunos "REPROVADO" na turma for maior que 15, a célula deve exibir "Alerta Vermelho"; (2) Se a quantidade de alunos "REPROVADO" na turma for maior que 5 (e menor ou igual a 15), a célula deve exibir "Alerta Amarelo"; (3) Se a quantidade de alunos "REPROVADO" na turma for menor ou igual a 5, a célula deve exibir "Situação Regular".
Considerando a necessidade de contabilizar o número de reprovações antes de aplicar a estrutura condicional da função SES, assinale a alternativa que apresenta a fórmula CORRETA a ser inserida na célula D2.
Em uma das abas, a planilha apresenta o resultado de uma turma específica, sendo o intervalo de células de C2 até C41 contém a situação final de cada um dos 40 alunos da turma (preenchida com os textos "APROVADO" ou "REPROVADO"). A célula D2 deve exibir automaticamente um indicador de criticidade pedagógica da turma, seguindo as regras: (1) Se a quantidade de alunos "REPROVADO" na turma for maior que 15, a célula deve exibir "Alerta Vermelho"; (2) Se a quantidade de alunos "REPROVADO" na turma for maior que 5 (e menor ou igual a 15), a célula deve exibir "Alerta Amarelo"; (3) Se a quantidade de alunos "REPROVADO" na turma for menor ou igual a 5, a célula deve exibir "Situação Regular".
Considerando a necessidade de contabilizar o número de reprovações antes de aplicar a estrutura condicional da função SES, assinale a alternativa que apresenta a fórmula CORRETA a ser inserida na célula D2.
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- OrtografiaFormação e Estrutura das Palavras
- FonologiaAgrupamento FonológicoSílabas
- FonologiaFonemas e Letras
- Morfologia
TEXTO 2
Texto-base para a questão
PESQUISA EXPÕE COMO SISTEMAS DE
RECONHECIMENTO FACIAL
REPRODUZEM DESIGUALDADES SOCIAIS
Apresentada por Nina da Hora, dissertação de
mestrado analisa racismo algorítmico e exclusões
produzidas pela IA
Daniela Prandi - 12 maio 2026
Antes de reconhecer alguém diante da câmera, um
sistema de inteligência artificial (IA) precisa decidir se
aquele rosto “existe”. É justamente nesse momento,
anterior à identificação, que, segundo a cientista da
computação Ana Carolina Silva das Neves da Hora,
mais conhecida como Nina da Hora, começam os
apagamentos produzidos pelas tecnologias de
reconhecimento facial, tema de sua tese de mestrado,
Do Rosto ao Vetor: Epistemicídio Computacional no
Reconhecimento Facial, defendida nesta segunda-feira
(11), no Instituto de Computação (IC).
Orientada pela professora Sandra Avila, do IC, e
coorientada pela antropóloga Marisol Marini, da
Universidade de São Paulo (USP), a tese teve na banca
examinadora a socióloga Angela Figueiredo, da
Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), e
o pesquisador Virgílio Almeida, da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG).
A pesquisa combina reflexão teórica e experimentos
computacionais para analisar desigualdades em
arquiteturas de detecção facial amplamente utilizadas
em sistemas de IA. Da Hora propõe o conceito de
“epistemicídio computacional”, inspirado nos trabalhos
da filósofa Sueli Carneiro sobre o apagamento de
sujeitos negros na produção do conhecimento. O
trabalho multidisciplinar reúne computação,
antropologia, artes visuais, estudos raciais e filosofia.
A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial
utilizando uma base criada pela Meta, dona do
Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de
vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram
desigualdades profundas nos processos de detecção
facial. “O dano já começa antes, quando o sistema
sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”,
explica.
Em um dos experimentos, pessoas acima de 85 anos
tiveram apenas 44% de taxa de detecção, enquanto
grupos mais jovens alcançaram índices superiores a
90%. Em outros casos, determinados grupos
simplesmente desapareciam dos sistemas. “Tivemos
grupos com 0%. Normalmente, quando aparece um 0%,
você roda o sistema de novo e tenta corrigir. Mas quis
investigar por que aquelas pessoas tinham
desaparecido”, diz.
Segundo Da Hora, os sistemas simplificam realidades
complexas ao transformar diversidade humana em
categorias rígidas. “É como se não existissem variações.
Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos
que isso não representa países como o Brasil.” Mais do
que erros técnicos, a pesquisadora vê nesses resultados
a materialização de escolhas políticas e históricas. “A
etapa do reconhecimento só acumula problemas.
Primeiro, o sistema precisa decidir que existe um rosto
ali.” Em muitos casos, afirma, nem mesmo a
autodeclaração das pessoas é suficiente. “Quando eu
mando um vídeo dizendo quem eu sou, pessoas do outro
lado podem dizer que eu não sou aquilo que estou
dizendo. E, às vezes, a palavra delas vai valer mais.”
Segundo a pesquisadora, o problema não está apenas na
precisão técnica. “A questão não é fazer a tecnologia
funcionar melhor”, afirma. “É perguntar por que
estamos insistindo em tecnologias que transformam
pessoas em padrões de vigilância.” Da Hora vê a
expansão dessas tecnologias como parte de uma
transformação maior nas formas de controle social e
circulação da informação. “O reconhecimento facial e
as inteligências artificiais são vendidos como solução
para tudo. Mas, muitas vezes, o que elas produzem é
exclusão e aprofundamento de desigualdades. Eu queria
entender o que se perde quando você transforma o rosto
de uma pessoa em vetor matemático”, afirma.
a) (..) nas palavras: expansão e detecção – há o mesmo número de letras e de fonemas.
b) (..) “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” – o termo ou funciona como conjunção coordenativa aditiva.
c) (..) Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” – o termo desigualdades apresenta derivação prefixal.
d) (..) Em “Prestes a completar 31 anos, Nina da Hora se tornou uma das vozes mais conhecidas da discussão sobre tecnologia e racismo algorítmico no país. Colunista da MIT Technology Review Brasil, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV)” – os termos colunista e pesquisadora marcam, respectivamente, coesão pronominal e coesão por elipse.
e) (..) Em “Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, - o termo computacional funciona como adjetivo.
Assinale a sequência CORRETA.
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TEXTO 2
Texto-base para a questão
PESQUISA EXPÕE COMO SISTEMAS DE
RECONHECIMENTO FACIAL
REPRODUZEM DESIGUALDADES SOCIAIS
Apresentada por Nina da Hora, dissertação de
mestrado analisa racismo algorítmico e exclusões
produzidas pela IA
Daniela Prandi - 12 maio 2026
Antes de reconhecer alguém diante da câmera, um
sistema de inteligência artificial (IA) precisa decidir se
aquele rosto “existe”. É justamente nesse momento,
anterior à identificação, que, segundo a cientista da
computação Ana Carolina Silva das Neves da Hora,
mais conhecida como Nina da Hora, começam os
apagamentos produzidos pelas tecnologias de
reconhecimento facial, tema de sua tese de mestrado,
Do Rosto ao Vetor: Epistemicídio Computacional no
Reconhecimento Facial, defendida nesta segunda-feira
(11), no Instituto de Computação (IC).
Orientada pela professora Sandra Avila, do IC, e
coorientada pela antropóloga Marisol Marini, da
Universidade de São Paulo (USP), a tese teve na banca
examinadora a socióloga Angela Figueiredo, da
Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), e
o pesquisador Virgílio Almeida, da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG).
A pesquisa combina reflexão teórica e experimentos
computacionais para analisar desigualdades em
arquiteturas de detecção facial amplamente utilizadas
em sistemas de IA. Da Hora propõe o conceito de
“epistemicídio computacional”, inspirado nos trabalhos
da filósofa Sueli Carneiro sobre o apagamento de
sujeitos negros na produção do conhecimento. O
trabalho multidisciplinar reúne computação,
antropologia, artes visuais, estudos raciais e filosofia.
A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial
utilizando uma base criada pela Meta, dona do
Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de
vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram
desigualdades profundas nos processos de detecção
facial. “O dano já começa antes, quando o sistema
sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”,
explica.
Em um dos experimentos, pessoas acima de 85 anos
tiveram apenas 44% de taxa de detecção, enquanto
grupos mais jovens alcançaram índices superiores a
90%. Em outros casos, determinados grupos
simplesmente desapareciam dos sistemas. “Tivemos
grupos com 0%. Normalmente, quando aparece um 0%,
você roda o sistema de novo e tenta corrigir. Mas quis
investigar por que aquelas pessoas tinham
desaparecido”, diz.
Segundo Da Hora, os sistemas simplificam realidades
complexas ao transformar diversidade humana em
categorias rígidas. “É como se não existissem variações.
Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos
que isso não representa países como o Brasil.” Mais do
que erros técnicos, a pesquisadora vê nesses resultados
a materialização de escolhas políticas e históricas. “A
etapa do reconhecimento só acumula problemas.
Primeiro, o sistema precisa decidir que existe um rosto
ali.” Em muitos casos, afirma, nem mesmo a
autodeclaração das pessoas é suficiente. “Quando eu
mando um vídeo dizendo quem eu sou, pessoas do outro
lado podem dizer que eu não sou aquilo que estou
dizendo. E, às vezes, a palavra delas vai valer mais.”
Segundo a pesquisadora, o problema não está apenas na
precisão técnica. “A questão não é fazer a tecnologia
funcionar melhor”, afirma. “É perguntar por que
estamos insistindo em tecnologias que transformam
pessoas em padrões de vigilância.” Da Hora vê a
expansão dessas tecnologias como parte de uma
transformação maior nas formas de controle social e
circulação da informação. “O reconhecimento facial e
as inteligências artificiais são vendidos como solução
para tudo. Mas, muitas vezes, o que elas produzem é
exclusão e aprofundamento de desigualdades. Eu queria
entender o que se perde quando você transforma o rosto
de uma pessoa em vetor matemático”, afirma.
Fragmento
“A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial utilizando uma base criada pela Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial. “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”, explica”.
I. No fragmento textual, a palavra quando funciona como uma locução adjetiva.
II. Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” há um verbo de ligação.
III. Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” a expressão em destaque funciona como objeto indireto.
IV. Em “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido” há uma oração subordinada adverbial temporal.
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