A desconsideração da personalidade jurídica pode ser
aplicada por simples inadimplemento da empresa, sem
necessidade de demonstrar fraude ou confusão
patrimonial.
Sérgio transitava pela Avenida Paraíso, quando foi atingido por
uma forte explosão. Foi socorrido por uma ambulância e, ao
acordar no hospital com queimaduras de primeiro e segundo
grau em partes do seu corpo, soube que a explosão veio de uma
loja que prestava serviços de impermeabilização de sofás sem as
devidas medidas de segurança.
Sérgio espera atrair a incidência das normas do Código de Defesa
do Consumidor para o seu caso, de forma a facilitar o ônus da
prova na busca pela indenização.
Carmen Santos move ação de obrigação de fazer em face do
Banco Alfa e do Banco Gama, alegando que celebrou vários
contratos de empréstimos com os réus, representando cerca de
40% dos seus rendimentos, o que compromete a sua
subsistência. Assim, requer que os réus se abstenham de efetuar
descontos em sua conta corrente em percentual superior a 30%
dos seus vencimentos, bem como se abstenham de negativar o
seu nome por falta de pagamento.
Em contestação, os réus alegam, em síntese, que os contratos
foram livremente pactuados e que não se trata de empréstimos
consignados. O Banco Alfa, especificamente, juntou três
contratos de mútuo comum com cláusula expressa de desconto
das parcelas em conta corrente, além de alegar a impossibilidade
de aplicação do Código de Defesa do Consumidor.
O Banco Beta alegou que os contratos de empréstimo com
desconto em conta corrente são lícitos e não estão sujeitos à
margem consignável de 30%.
Diante da situação hipotética, analise as afirmativas a seguir.
I. O juízo, de ofício e independentemente da manifestação de
Carmen, deve instaurar o processo de repactuação de dívidas.
II. Não assiste razão ao Banco Alfa de que não se aplica o Código
de Defesa do Consumidor ao caso.
III. Assiste razão ao Banco Beta de que os contratos de
empréstimo livremente pactuados e com desconto em conta
corrente não estão sujeitos à margem consignável de 30%.
IV. Conforme o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, os
empréstimos com desconto em conta-salário sujeitam-se à
margem consignável de 30%.
O Ministério Público de um dos Estados da Federação identificou
que um banco de dados de proteção ao crédito estava incluindo
em cadastro de inadimplentes dados referentes a débitos em
fase de discussão judicial, mesmo quando informado sobre tal
circunstância. Em razão disso, decidiu mover Ação Civil Pública
contra a empresa que realiza a gestão do banco de dados.
Após isso, vários consumidores afetados, individualmente,
também propuseram ações individuais autônomas. Nas ações
individuais, a advogada da parte ré argumentou, em sua defesa,
que, em se tratando de interesse difuso ou coletivo, os
consumidores não podem propor ações individuais, considerando
para a defesa de interesses metaindividuais a resposta deve ser
pela via da tutela coletiva. Na Ação Civil Pública, a advogada da
parte ré sustentou que a hipótese é de interesse individual, de
modo que só é possível a tutela individual por via de ações
autônomas promovidas por cada consumidor afetado.
Diante deste caso, assinale a afirmativa correta.
Letícia Almeida ajuíza ação de obrigação de fazer contra
Viajar.com e No Ar Companhia Aérea. Alega que, com o intuito de
participar de relevante Congresso de Direito, adquiriu, em
10/01/2023, passagem aérea fornecida pelo site da primeira ré e
de execução da segunda ré, de ida e volta, saindo do Rio de
Janeiro e tendo como destino a cidade de Paris, pelo valor de
R$850,00 (oitocentos e cinquenta reais), incluídos impostos e
taxas. Alega ter realizado todo o procedimento de compra e ter
recebido e-mail de confirmação da reserva dos bilhetes e recibo.
No entanto, cerca de 6 horas após a compra, foi surpreendida por
um e-mail da primeira ré, informando a ocorrência de um erro
sistêmico no carregamento de preços e, consequentemente, o
cancelamento da operação para aquisição da passagem, que não
havia sido emitida e que o valor de R$850,00 (oitocentos e
cinquenta reais) não havia sido debitado do cartão de crédito
informado.
Assim, diante dos fatos, Letícia requer o reconhecimento da falha
na prestação de serviços e a condenação das rés à emissão de
nova passagem, nos termos e valores previamente ofertados,
conforme preceitua o Art. 35, inciso I, do Código de Defesa do
Consumidor.
Diante da situação hipotética narrada, da legislação vigente e do
entendimento do Superior Tribunal de Justiça, assinale a
afirmativa correta.
Bel Lima ajuizou ação resolutória e reparatória contra a
Incorporadora Obra Certa Empreendimentos Imobiliários e a
intermediária Bom Negócio Imóveis, visando à resolução do
contrato de aquisição de duas unidades imobiliárias (apart-hotel)
do empreendimento Good Life RJ, o ressarcimento dos valores
pagos e a compensação por danos morais, haja vista a paralização
das obras há quase dois anos sem a perspectiva de conclusão e
de entrega dos apartamentos.
Em sua inicial, requereu a condenação solidária das rés, na
condição de fornecedoras. Em contestação, dentre outros
argumentos aduzidos, as rés pugnam pela não incidência do
Código de Defesa do Consumidor, uma vez que a aquisição das
unidades imobiliárias foi a título de investimento, conforme
prova documental anexada, na qual a autora afirma sua intenção
de adquirir os bens a título de investimento e não como
destinatária final.
Diante da situação hipotética narrada, da legislação vigente e do
entendimento do Superior Tribunal de Justiça, analise as
afirmativas a seguir.
I. Aos contratos de incorporação imobiliária, embora regidos
por princípios e normas que lhes são próprios, também se
aplica subsidiariamente a legislação consumerista sempre
que a unidade imobiliária for destinada a uso próprio do
adquirente ou de sua família.
II. Apesar de o Código de Defesa do Consumidor incidir na
dinâmica dos negócios imobiliários em geral, não se aplica ao
caso, pois as unidades imobiliárias não se destinavam a
moradia do comprador e de sua família.
III. Conforme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,
incide o Código de Defesa do Consumidor na hipótese de
investidor ocasional, desde que demonstrada a boa-fé e a
falta de expertise em incorporação, construção e venda de
imóveis do adquirente.
O superendividamento é uma situação em que o consumidor acumula dívidas excessivas, muitas vezes além de sua capacidade financeira de pagamento. Prevenir e tratar o superendividamento trata-se de aspecto crucial para promover a estabilidade financeira e o bem-estar econômico das pessoas. Nos termos da Lei nº 8.078/1990, é vedado, expressa ou implicitamente, na oferta de crédito ao consumidor, publicitária ou não:
No exercício da sua atividade, os guardas municipais se deparam com situações em
que produtos ou serviços são entregues com defeito ou de forma que possam causar danos à saúde
e à segurança, no caso de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. Qual é a
denominação correta para a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como
destinatário final?