Um farmacêutico de um órgão de pesquisa estava conduzindo um estudo epidemiológico no qual realizou um levantamento dos casos e da identidade dos pacientes acometidos por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Distrito Federal no ano de 2025.
Com base nessa situação hipotética e à luz da Lei Federal nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) –, julgue os itens a seguir.
Os dados reunidos pelo farmacêutico são considerados dados pessoais sensíveis, cujo tratamento, em regra, somente poderá ocorrer mediante o consentimento do titular do dado ou de seu responsável legal, de forma específica e destacada, para as finalidades específicas.
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº
13.709, de 14 de agosto de 2018, em seu artigo 5º, informa
que, para os fins da referida Lei, considera-se controlador a
pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado,
Considere um cenário hipotético em que a equipe técnica de
um órgão público controlador de dados pessoais detectou
um possível incidente de vazamento de dados pessoais
sensíveis. A equipe técnica ainda não confirmou a
exfiltração efetiva dos dados, mas detectou indícios de
acesso não autorizado e perda temporária de
disponibilidade de dados. Diante desse cenário, quais ações
representam uma conduta correta do órgão público
controlador de dados perante a Autoridade Nacional de
Proteção de Dados (ANPD)?
No âmbito do Direito Digital, considere os seguintes bens e direitos: i) criptomoedas; ii) domínio eletrônico na rede mundial (site de internet);
iii) monetização com perfil em rede social. Considerando os princípios que regem a execução cível, em tese,
Valentina recebeu mensagens eletrônicas, enviadas por meio de
aplicativo, nas quais o autor ameaçava divulgar publicamente
fotos íntimas armazenadas no computador pessoal da vítima, caso
ela não efetuasse o pagamento do valor equivalente a R$
20.000,00 em criptoativos.
Com o objetivo de identificar o criminoso responsável pela
ameaça, foi ajuizada medida cautelar que resultou na expedição
de ordem judicial de afastamento do sigilo de dados dirigida tanto
ao provedor de aplicação, responsável pelo aplicativo de
mensagem utilizado na prática delituosa, quanto ao provedor de
conexão utilizado pelo investigado.
A decisão judicial determinou que fossem fornecidos, entre outras
informações, os respectivos endereços de protocolo de internet
(endereços IP) e, quando aplicáveis, as portas lógicas
correspondentes.
Ocorre que ambos os provedores deixaram de informar os dados
sobre as portas lógicas. Diante disso, o Ministério Público requereu
a fixação de multa.
Nessa hipótese, é correto afirmar que o juiz
Uma empresa privada especializada em soluções de
monitoramento urbano celebrou contrato com um consórcio de
comerciantes para operar um sistema de câmeras dotadas de
tecnologia de reconhecimento facial em áreas de grande
circulação de pessoas. O objetivo declarado do projeto é apoiar
ações de segurança pública, mediante a identificação de
indivíduos supostamente envolvidos em crimes patrimoniais, com
o encaminhamento de alertas às forças policiais locais. O sistema
é integralmente gerido pela empresa privada, que define os
critérios técnicos de coleta, comparação e armazenamento dos
dados biométricos, inexistindo convênio formal com o ente
público responsável pela segurança ou procedimento específico
sob sua tutela institucional.
À luz das disposições da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o
tratamento de dados pessoais descrito no caso deve ser
enquadrado como:
Um provedor de conexão à Internet, alegando custos
operacionais elevados, contrata uma empresa terceirizada
para armazenar e gerenciar os registros de conexão de seus
usuários, transferindo formalmente a responsabilidade legal
pela integridade e disponibilidade desses dados para essa
contratada. O trecho do Marco Civil da Internet que proíbe essa
conduta é:
Conforme texto literal da Lei nº 13.709/2018, o tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas hipóteses
legais expressamente previstas, dentre as quais se inclui:
No âmbito do Poder Executivo municipal de Venda Nova do Imigrante, a Secretaria Municipal de Administração implantou
uma plataforma digital para centralizar dados funcionais de servidores e cidadãos que participam de programas municipais,
reunindo informações cadastrais, registros de atendimento e histórico de benefícios. Durante auditoria interna, constatou-se que um cidadão solicitou formalmente acesso às informações pessoais que constam em seu cadastro, bem como a
correção de dados desatualizados. Paralelamente, a Administração cogita compartilhar parte do banco de dados com uma
empresa contratada para desenvolvimento de sistemas de gestão. Diante da situação, o setor jurídico do Executivo solicitou
parecer técnico sobre a compatibilidade das providências administrativas com os direitos e garantias fundamentais. À luz do
ordenamento jurídico brasileiro, assinale a afirmativa correta.