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Sobre as visões alegóricas de Hildegard von Bingen (1098-
1179), filósofa e mística medieval, pode-se dizer que “animais e
monstros aparecem como sinais da natureza e de Deus que a
razão precisa compreender. Animais desfilam como formas
significativas, unindo os mundos inferior e superior. Símbolos
animais que apresentam seus elementos para produzir monstros
na arte combinatória da alegoria, imagens da mais radical
dissimilaridade, adequadas para representar tanto o diabo
quanto Deus”.
CIRLOT, Victoria. Hildegard von Bingen y la tradición visionaria de Occidente. Barcelona: Herder Editorial, S.L., 2005., p. 94. (Adaptado).
Santa Hildegard se insere na grande tradição da filosofia alegórica. Sobre o trecho acima, é correto dizer que
CIRLOT, Victoria. Hildegard von Bingen y la tradición visionaria de Occidente. Barcelona: Herder Editorial, S.L., 2005., p. 94. (Adaptado).
Santa Hildegard se insere na grande tradição da filosofia alegórica. Sobre o trecho acima, é correto dizer que
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“Como os laços tradicionais dos nativos constituem a
muralha mais forte de sua organização social e a base de suas
condições materiais de existência, o método inicial do capital é a
destruição e o aniquilamento sistemáticos das estruturas sociais
não capitalistas, com que tropeça em sua expansão. Cada nova
expansão colonial é acompanhada, naturalmente, dessa luta
encarniçada do capital contra a situação social e econômica dos
nativos. O capital só conhece, como solução para esse problema,
o uso da violência, que constitui um método permanente da
acumulação de capital no processo histórico, desde sua origem
até os nossos dias. Mas, para as sociedades arcaicas, trata-se de
uma questão de vida ou morte, e como não há outra saída,
resiste e luta até o seu total esgotamento ou extinção.”
LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. Trad. Luiz Alberto Moniz Bandeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021., p. 367s. (Adaptado).
Sobre a perspectiva de Rosa Luxemburgo (1871-1919), é correto dizer que
LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. Trad. Luiz Alberto Moniz Bandeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021., p. 367s. (Adaptado).
Sobre a perspectiva de Rosa Luxemburgo (1871-1919), é correto dizer que
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Atente para o seguinte trecho da canção Alucinação do
cantor e compositor cearense Belchior (1946-2017):
Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
BELCHIOR. Alucinação, álbum Alucinação. Rio de Janeiro: PolyGram, 1976.
Essas três quadras da canção Alucinação apresentam uma compreensão “micrológica”, ou seja, uma metafísica que parte das coisas pequenas, ordinárias e cotidianas. Trata-se de um entendimento materialista que se desenvolve dentro da Teoria Crítica. Com base nisso, é correto afirmar que
Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
BELCHIOR. Alucinação, álbum Alucinação. Rio de Janeiro: PolyGram, 1976.
Essas três quadras da canção Alucinação apresentam uma compreensão “micrológica”, ou seja, uma metafísica que parte das coisas pequenas, ordinárias e cotidianas. Trata-se de um entendimento materialista que se desenvolve dentro da Teoria Crítica. Com base nisso, é correto afirmar que
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“O pecado não é senão o consentimento vicioso da vontade
livre ao nos inclinarmos àquelas coisas que a justiça proíbe, e das
quais o homem é livre de se abster; ou seja, o mal não está
nessas coisas, mas no seu uso não legítimo. O uso das coisas é
legítimo, contanto que a alma permaneça na lei de Deus e esteja
sujeita ao Deus único com um amor perfeito, e se sirva das
demais coisas, que lhe estão sujeitas, sem cupidez e sem luxúria,
ou seja, de acordo com o preceito de Deus.”
AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.
Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que
AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.
Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que
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Hannah Arendt, em suas reflexões sobre a banalidade
do mal, e Paulo Freire, em sua pedagogia libertadora,
denunciam formas distintas, mas convergentes, de
violência estrutural e negação da dignidade humana.
Enquanto Arendt analisa a obediência cega e a ausência
de pensamento crítico que permitem a perpetuação do
mal, Freire aponta o silenciamento e a desumanização
dos oprimidos como produto de uma sociedade que
naturaliza a desigualdade e o autoritarismo. Com base
nessas perspectivas filosóficas e ético-políticas, analise
as afirmativas a seguir:
I. A banalidade do mal, em Hannah Arendt, manifesta-se quando indivíduos deixam de refletir criticamente sobre suas ações, tornando-se cúmplices de sistemas opressivos e desumanizadores; em diálogo, Paulo Freire propõe a conscientização crítica como caminho para romper o ciclo de opressão e restituir a autonomia ética dos sujeitos.
II. Tanto Arendt quanto Freire compreendem o poder como instrumento essencialmente coercitivo, fundado na imposição da vontade de uns sobre outros, sendo inevitável que as relações sociais se sustentem por meio da violência e da dominação.
III. A reflexão arendtiana sobre o mal e a pedagogia freireana convergem na defesa da dignidade humana e da responsabilidade ética, mas divergem quanto ao papel do diálogo: enquanto Arendt o considera secundário, Freire o compreende como núcleo do processo de libertação e reconstrução social.
É correto o que se afirma em:
I. A banalidade do mal, em Hannah Arendt, manifesta-se quando indivíduos deixam de refletir criticamente sobre suas ações, tornando-se cúmplices de sistemas opressivos e desumanizadores; em diálogo, Paulo Freire propõe a conscientização crítica como caminho para romper o ciclo de opressão e restituir a autonomia ética dos sujeitos.
II. Tanto Arendt quanto Freire compreendem o poder como instrumento essencialmente coercitivo, fundado na imposição da vontade de uns sobre outros, sendo inevitável que as relações sociais se sustentem por meio da violência e da dominação.
III. A reflexão arendtiana sobre o mal e a pedagogia freireana convergem na defesa da dignidade humana e da responsabilidade ética, mas divergem quanto ao papel do diálogo: enquanto Arendt o considera secundário, Freire o compreende como núcleo do processo de libertação e reconstrução social.
É correto o que se afirma em:
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A filosofia política contemporânea tem debatido os
fundamentos da justiça social e dos direitos humanos,
questionando se a igualdade deve significar
uniformidade ou se pode acomodar a diversidade de
modos de vida, incluindo as cosmovisões dos povos
originários. Considerando as concepções de liberdade,
igualdade e justiça no contexto dos direitos humanos,
analise as proposições a seguir e assinale a alternativa
correta:
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O desenvolvimento tecnológico ampliou de forma inédita
o poder humano de intervir na natureza e nas formas de
vida social, exigindo novas reflexões filosóficas sobre os limites éticos da ação e o papel do Estado na regulação
desse poder. Considerando essa problemática, analise
as proposições a seguir:
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Analise as afirmativas a seguir sobre as concepções de
liberdade em Santo Agostinho e Jean-Paul Sartre:
I. Para Santo Agostinho, a liberdade é a capacidade da vontade de escolher o bem; porém, o ser humano, ao afastar-se de Deus, torna-se escravo de suas paixões. A verdadeira liberdade só se realiza quando a vontade é iluminada pela graça divina.
II. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é uma condição ontológica do ser humano: "o homem está condenado a ser livre", ou seja, não há essência ou natureza pré-definida que determine suas ações, e cada indivíduo é responsável por suas escolhas.
III. Tanto em Santo Agostinho quanto em Sartre, a liberdade depende de uma força exterior que guia o homem: em Agostinho, essa força é a graça divina; em Sartre, é a influência social e cultural que condiciona as escolhas humanas.
É correto o que se afirma em:
I. Para Santo Agostinho, a liberdade é a capacidade da vontade de escolher o bem; porém, o ser humano, ao afastar-se de Deus, torna-se escravo de suas paixões. A verdadeira liberdade só se realiza quando a vontade é iluminada pela graça divina.
II. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é uma condição ontológica do ser humano: "o homem está condenado a ser livre", ou seja, não há essência ou natureza pré-definida que determine suas ações, e cada indivíduo é responsável por suas escolhas.
III. Tanto em Santo Agostinho quanto em Sartre, a liberdade depende de uma força exterior que guia o homem: em Agostinho, essa força é a graça divina; em Sartre, é a influência social e cultural que condiciona as escolhas humanas.
É correto o que se afirma em:
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A concepção moderna de conhecimento, consolidada a
partir de pensadores como René Descartes e Francis
Bacon, defende que o conhecimento verdadeiro decorre
da observação controlada e da razão metódica. Já em
muitas cosmologias indígenas, o saber nasce da
convivência, da escuta e da relação harmônica entre seres humanos, natureza e espiritualidade. Com base
nessas perspectivas, analise as afirmações a seguir:
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Analise as afirmativas a seguir, considerando as
reflexões de Michel de Montaigne no livro Ensaios e sua
relevância para a compreensão filosófica do ser humano
e da diversidade cultural:
I. Em Dos Canibais, Montaigne questiona a superioridade da civilização europeia, afirmando que os povos ditos "selvagens" vivem de modo mais conforme à natureza e à razão.
II. A obra de Montaigne inaugura uma postura de autocrítica cultural, em que o conhecimento de si passa pelo reconhecimento do outro como portador de humanidade.
III. Para Montaigne, os juízos morais e culturais são universais, sendo a razão suficiente para determinar o que é verdadeiro e justo em qualquer sociedade.
É correto o que se afirma em:
I. Em Dos Canibais, Montaigne questiona a superioridade da civilização europeia, afirmando que os povos ditos "selvagens" vivem de modo mais conforme à natureza e à razão.
II. A obra de Montaigne inaugura uma postura de autocrítica cultural, em que o conhecimento de si passa pelo reconhecimento do outro como portador de humanidade.
III. Para Montaigne, os juízos morais e culturais são universais, sendo a razão suficiente para determinar o que é verdadeiro e justo em qualquer sociedade.
É correto o que se afirma em:
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