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“O que aprendemos sobre a velocidade e possível irreversibilidade das mudanças climáticas
iminentes instaura uma nova situação. O “Homem”, nos damos conta, não foi apenas abusivo, mas
também bancou o aprendiz de feiticeiro e pode muito bem provocar a reação assombrosa de algo que
não pode mais ser pensado como uma “vítima”, algo que dá um novo sentido ao poderoso ser que
Lovelock e Margulis chamaram de Gaia”.
(Stengers, I. “Accepting the reality of Gaia: a fundamental shift?” In: Hamilton, C.; Gemenne, F.; Bonneuil, C. (orgs.). The Anthropocene and the Global Environmental Crisis: Rethinking modernity in a new epoch. 2015, p. 135.
“Considerando muitos outros impactos importantes e ainda crescentes das atividades humanas na Terra e na atmosfera, e em todas as escalas, incluindo a global, parece-nos mais do que apropriado enfatizar o papel central da humanidade na geologia e ecologia, propondo o uso do termo “antropoceno” para a época geológica atual. Os impactos das atividades humanas atuais continuarão por longos períodos”.
(RUTZEN, P.; STOERMER, E. “The ‘Anthropocene’”. Global Change Newsletter, n. 41, p. 17-18, mai. 2000. Disponível em: <http://www.igbp.net/download/18.316f18321323470177580001401/1376383088452/NL41.pdf>. Acesso em: 30 mar. 2021.)
Avalie as seguintes afirmações:
I. A questão ambiental, na perspectiva da filosofia, não figura entre os principais problemas da atualidade. E a filosofia também se interessa parcialmente pela questão, buscando tratá-la tanto do ponto de vista epistemológico quanto ético-político, ainda que não consiga lidar com a mesma metafisicamente. É o que vemos em torno da reflexão sobre a noção de antropoceno.
II. Mesmo tendo sua origem na geologia, o termo antropoceno foi ressignificado pelas ciências humanas, a partir da necessidade de explicar e atuar no meio ambiente, denunciando os grandes problemas e os negacionismos climáticos.
III. Uma das principais características do momento do antropoceno é a reversibilidade da ação humana no ambiente. Basta a observação das diversas iniciativas que buscam mitigar os impactos do problema ambiental.
IV. A filosofia ambiental também está comprometida a pensar as ondas de negacionismos que permeiam a sociedade atual; mas não abre mão de ressignificar os próprios conceitos históricos-ontológicos que possam contribuir para a reflexão.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
(Stengers, I. “Accepting the reality of Gaia: a fundamental shift?” In: Hamilton, C.; Gemenne, F.; Bonneuil, C. (orgs.). The Anthropocene and the Global Environmental Crisis: Rethinking modernity in a new epoch. 2015, p. 135.
“Considerando muitos outros impactos importantes e ainda crescentes das atividades humanas na Terra e na atmosfera, e em todas as escalas, incluindo a global, parece-nos mais do que apropriado enfatizar o papel central da humanidade na geologia e ecologia, propondo o uso do termo “antropoceno” para a época geológica atual. Os impactos das atividades humanas atuais continuarão por longos períodos”.
(RUTZEN, P.; STOERMER, E. “The ‘Anthropocene’”. Global Change Newsletter, n. 41, p. 17-18, mai. 2000. Disponível em: <http://www.igbp.net/download/18.316f18321323470177580001401/1376383088452/NL41.pdf>. Acesso em: 30 mar. 2021.)
Avalie as seguintes afirmações:
I. A questão ambiental, na perspectiva da filosofia, não figura entre os principais problemas da atualidade. E a filosofia também se interessa parcialmente pela questão, buscando tratá-la tanto do ponto de vista epistemológico quanto ético-político, ainda que não consiga lidar com a mesma metafisicamente. É o que vemos em torno da reflexão sobre a noção de antropoceno.
II. Mesmo tendo sua origem na geologia, o termo antropoceno foi ressignificado pelas ciências humanas, a partir da necessidade de explicar e atuar no meio ambiente, denunciando os grandes problemas e os negacionismos climáticos.
III. Uma das principais características do momento do antropoceno é a reversibilidade da ação humana no ambiente. Basta a observação das diversas iniciativas que buscam mitigar os impactos do problema ambiental.
IV. A filosofia ambiental também está comprometida a pensar as ondas de negacionismos que permeiam a sociedade atual; mas não abre mão de ressignificar os próprios conceitos históricos-ontológicos que possam contribuir para a reflexão.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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Thomas Kuhn é conhecido por sua filosofia da ciência que considera a estrutura das revoluções
científicas, com grande destaque para o conceito de paradigma. Assim, o que significa paradigma para o
autor?
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“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania,
isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado
de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que,
enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e
paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo. E assim, no que toca à sua substância e à definição
que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo,
é, porém, um extremo.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, Abril, 1989, 1107ª).
Aristóteles contribui com a reflexão ética a partir da consideração da virtude como um elemento próprio da vida prática.
Assim, a partir da passagem acima, o que poderíamos afirmar sobre a virtude?
(Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, Abril, 1989, 1107ª).
Aristóteles contribui com a reflexão ética a partir da consideração da virtude como um elemento próprio da vida prática.
Assim, a partir da passagem acima, o que poderíamos afirmar sobre a virtude?
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“Precisamos, no entanto, distinguir entre Estética e Filosofia da Arte. A rigor, o domínio dos fenômenos
estéticos não está circunscrito à Arte, embora encontre nesta a sua manifestação mais adequada. Sob
esse prisma, o domínio do estético abrange o da arte, não só por ser muito mais dilatado, como também
porque é nele que devemos ir buscar os critérios gerais que permitem distinguir, nas manifestações
artísticas, as autênticas das inautênticas, as valiosas das desvaliosas, as esteticamente boas das
esteticamente más”.
Nunes, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Ática, 1989, p. 15).
“Assis Brasil faz uma distinção que vale a pena enfatizar. O fato de Alexander Baumgarten (1714-1762) ser considerado o criador da Estética como disciplina científica, pois cunhou a palavra com base nos termos gregos aisthetikós (‘que possui a faculdade de sentir’) e aisthésis (‘sensação’), evidentemente não invalida a reflexão estética feita ao longo dos séculos anteriores nem a que se fazia no seu tempo (...), com suas reflexões sobre a origem da ideia de beleza”.
(Perissé, Gabriel. Estética & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 10-11).
Avalie as seguintes afirmações:
I - Estética e filosofia da arte são a mesma coisa.
II - Enquanto a estética lida especificamente com o caráter formal da arte, a filosofia da arte dedica-se a pensar a arte de modo ampliado, considerando outras experiências que vão além da estética.
III - A beleza é um tema comum à estética e à filosofia da arte. Ou seja, é um momento comum às duas áreas.
IV - A filosofia da arte pode ser também uma crítica da estética.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
Nunes, Benedito. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Ática, 1989, p. 15).
“Assis Brasil faz uma distinção que vale a pena enfatizar. O fato de Alexander Baumgarten (1714-1762) ser considerado o criador da Estética como disciplina científica, pois cunhou a palavra com base nos termos gregos aisthetikós (‘que possui a faculdade de sentir’) e aisthésis (‘sensação’), evidentemente não invalida a reflexão estética feita ao longo dos séculos anteriores nem a que se fazia no seu tempo (...), com suas reflexões sobre a origem da ideia de beleza”.
(Perissé, Gabriel. Estética & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 10-11).
Avalie as seguintes afirmações:
I - Estética e filosofia da arte são a mesma coisa.
II - Enquanto a estética lida especificamente com o caráter formal da arte, a filosofia da arte dedica-se a pensar a arte de modo ampliado, considerando outras experiências que vão além da estética.
III - A beleza é um tema comum à estética e à filosofia da arte. Ou seja, é um momento comum às duas áreas.
IV - A filosofia da arte pode ser também uma crítica da estética.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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“Mediante essa experiência se põem uma pura consciência-de-si e uma consciência que não é
puramente para si, mas para um outro.(...) São essenciais ambos os momentos; porém, como de início
são desiguais e opostos, e ainda não resultou sua reflexão na unidade, assim os dois momentos soam
como duas figuras opostas da consciência: uma, a consciência independente, para a qual o ser-para-si é
a essência; outra, a consciência dependente, para a qual a essência é a vida, ou o ser para um Outro.
Uma é o senhor, outra é o escravo”.
(Hegel. Fenomenologia do Espírito,§ 189)
Hegel compreende a dialética do senhor e escravo como o modelo pelo qual a consciência se manifesta na história,
(Hegel. Fenomenologia do Espírito,§ 189)
Hegel compreende a dialética do senhor e escravo como o modelo pelo qual a consciência se manifesta na história,
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“A ciência não é um sistema de enunciados certos ou bem estabelecidos, nem um sistema que avança
constantemente em direção a um estado final. Nossa ciência não é conhecimento (episteme)”.
Popper, K. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 1965, p. 278.
Como Karl Popper entende a ciência?
Popper, K. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 1965, p. 278.
Como Karl Popper entende a ciência?
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“Fotografias são onipresentes: coladas em álbuns, reproduzidas em jornais, expostas em vitrines,
paredes de escritórios, afixadas contra muros sob forma de cartazes, impressas em livros, latas de
conservas, camisetas. O que significam tais fotografias?”
(Flusser, V.Filosofia da Caixa Preta. São Paulo: Annablume, 2011, p. 51).
“Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias”.
(Benjamin, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 174)
Avalie as seguintes afirmações:
I. Ao tratar da noção de aura como um elemento também próprio da fotografia, Benjamin vê com otimismo essa nova forma de obra de arte, pois ainda está munida de aura.
II. Benjamin pensa o valor de culto e o valor de exposição das imagens técnicas. Flusser, em sua perspectiva, considera a fotografia como produções automáticas, mediada por aparelhos codificadores.
III. Flusser analisa positivamente a mediação técnica da fotografia, ao contrário de Benjamin, que considera tal mediação decadente.
IV. Vilém Flusser, ao pensar a fotografia como imagem produzida e distribuída por aparelho, evidencia a influência do pensamento de Walter Benjamin, ao considerar a imagem fotográfica como a primeira imagem técnica.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
(Flusser, V.Filosofia da Caixa Preta. São Paulo: Annablume, 2011, p. 51).
“Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias”.
(Benjamin, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 174)
Avalie as seguintes afirmações:
I. Ao tratar da noção de aura como um elemento também próprio da fotografia, Benjamin vê com otimismo essa nova forma de obra de arte, pois ainda está munida de aura.
II. Benjamin pensa o valor de culto e o valor de exposição das imagens técnicas. Flusser, em sua perspectiva, considera a fotografia como produções automáticas, mediada por aparelhos codificadores.
III. Flusser analisa positivamente a mediação técnica da fotografia, ao contrário de Benjamin, que considera tal mediação decadente.
IV. Vilém Flusser, ao pensar a fotografia como imagem produzida e distribuída por aparelho, evidencia a influência do pensamento de Walter Benjamin, ao considerar a imagem fotográfica como a primeira imagem técnica.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
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“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é
a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outros indivíduos”. (Kant, Resposta à
pergunta: que é “Esclarecimento”?. In Kant, I. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 2010, p. 63.)
Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,
Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,
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“Ao chegar à cidade mais próxima, encontrou Zaratustra grande quantidade de povo reunido na praça do
mercado; pois lhe fora prometido que iriam ver um funâmbulo. E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu vos
ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?’”
(Nietzsche, Assim falou Zaratustra, 3).
Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?
(Nietzsche, Assim falou Zaratustra, 3).
Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?
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Sobre as regras do método, tal
afirmar o seguinte:
como apresentadas por Descartes no Discurso do Método, podemos
I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações.
II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis.
III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples.
IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações.
II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis.
III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples.
IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
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