É importante trabalhar o movimento conhecido como tríplice flexão de membros inferiores com o paciente desde as primeiras sessões de fisioterapia, ou seja, com as proporcionais resistências aplicadas. As flexões de quadril, joelho e tornozelo são necessárias para a execução da primeira etapa da fase de balanço da marcha, uma vez que realizam a elevação do membro inferior, para a propulsão adiante do corpo. Exercícios de cinesioterapia podem ser realizados combinados para o movimento, mas também de forma isolada para trabalhar os músculos flexores de quadril, joelho e tornozelo, que são, respectivamente:
Paciente, sexo masculino, 23 anos, chega ao consultório com queixa de muita dor na planta do pé esquerdo e diagnóstico de fascite plantar. As dores iniciaram há 3 dias, motivo que o levou ao médico e que o encaminhou à fisioterapia. Ele apresenta dor à palpação na borda medial do pé, além de limitação para os movimentos de tornozelo e extensão de dedos. Há diferentes fatores determinantes para gerar essa condição. Pelo histórico do paciente, pode estar relacionado ao excesso de prática esportiva nos últimos 6 meses e uso de calçado inadequado. Ao exame físico, verifica-se desequilíbrio entre as musculaturas flexoras e extensoras de tornozelo, pé com arco longitudinal medial aumentado. Para o tratamento desse paciente, especialmente para diminuição da dor, pode-se realizar:
As provas de função muscular são importantes para o fisioterapeuta ter um parâmetro inicial e direcionar seu plano de tratamento quanto ao desfecho força e função de determinado grupo muscular. Para se avaliar um músculo, é possível isolá-lo ou fazer a análise a partir de movimentos em diferentes posições corporais, de modo que a resistência ao movimento seja aumentada ou diminuída, enquanto o paciente tenta aumentar a amplitude. Para avaliar o grau da função muscular no movimento de flexão de quadril, o paciente apresenta grau 4, quando vence a ação da gravidade e também a uma resistência manual submáxima. Seu posicionamento correto é:
A habilidade que uma pessoa tem de se manter em pé, com seu centro de massa sobre uma base estável, sem oscilações, define o equilíbrio corporal. Geralmente, o paciente chega ao consultório com a queixa de perda de equilíbrio e isso pode ser associado a alguma lesão neural. O fisioterapeuta, durante a avaliação física, pode realizar alguns testes que, somados à anamnese, direcionam para o diagnóstico cinético funcional. São indicados os seguintes testes para avaliação do equilíbrio do paciente:
As disfunções vasculares, que causam complicações circulatórias nos membros, podem resultar em perda significante de função. As disfunções circulatórias podem ser causadas por uma variedade de condições clínicas agudas e crônicas, arteriais ou venosos. O fisioterapeuta precisa ter um entendimento geral desses problemas clínicos para avaliar e tratar seu paciente com um plano terapêutico efetivo. Considere o seguinte caso clínico: paciente, 48 anos, sexo masculino, artesão, foi encaminhado à clínica de fisioterapia com queixa de dor intensa nas pontas dos dedos das mãos, com formigamento, palidez e sensibilidade ao frio, o que tem ocasionado diminuição da função das mãos e prejudicado o seu trabalho. O paciente foi diagnosticado com
A lombalgia é conceituada como uma dor localizada na região lombar, mais especificamente entre a borda inferior dos arcos costais e prega glútea. Trata-se de uma queixa muito comum na população em geral. Por sua vez, a lombociatalgia, ou ciática como também é conhecida, trata-se de dor localizada na região lombar com irradiação para o membro inferior. Esse tipo de dor pode acometer ambos os membros inferiores. Pacientes com esses diagnósticos devem ser encaminhados para a fisioterapia. Para avaliar adequadamente o paciente com um desses diagnósticos, o fisioterapeuta utiliza algumas manobras e testes. As alternativas a seguir descrevem algumas manobras e/ou testes. Avalie-as e marque a CORRETA.
As manifestações clínicas do acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico depende da área encefálica que sofre a injúria. Uma forma interessante de aprender isso é conhecer as principais artérias e quais áreas corticais são irrigadas por elas. Assim, quando o fisioterapeuta se depara com um paciente com um déficit neurológico súbito sem uma causa identificável, muito provavelmente está diante de uma patologia vascular. O conhecimento da circulação arterial encefálica é essencial para que o fisioterapeuta reconheça a apresentação clínica do paciente que está avaliando e tratando. Considere o seguinte caso clínico: paciente, 78 anos, sexo masculino, tabagista, hipertenso, foi encontrado caído em casa e desacordado, e levado para o pronto-socorro. O resultado da imagem de ressonância magnética revela uma obstrução de uma importante artéria encefálica no hemisfério direito. O paciente foi internado e submetido ao tratamento adequado, porém obteve alta hospitalar com as seguintes manifestações clínicas: hemiparesia com predomínio no membro superior e face, hemi-hipoestesia com predomínio no membro superior e face, afasia de Broca, quadrantanopsia e sinal de Babinsk. Diante dessas manifestações, foi indicado o tratamento fisioterapêutico. O encaminhamento para a fisioterapia apresentava o diagnóstico de AVE por obstrução da artéria
Para que haja amplitude de movimento normal, é necessário haver mobilidade e flexibilidade dos tecidos moles que circundam as articulações, ou seja, músculos, tecido conectivo, pele, e mobilidade articular. As condições que podem levar a encurtamento adaptativo dos tecidos moles ao redor de uma articulação e perda subsequente da amplitude de movimento incluem: imobilização prolongada, mobilidade restrita, doenças do tecido conectivo ou neuromusculares, processos patológicos nos tecidos devido a trauma e deformidades ósseas congênitas e adquiridas. Para essas condições, a fisioterapia conta com a cinesioterapia e os alongamentos. Sobre esses recursos, pode-se afirmar:
O nervo mediano é um dos responsáveis pelo movimento de pinça dos dedos, por isso está entre os mais importantes da mão. Em suas fibras, percorrem fibras axonais de diversas modalidades tais como motoras, sensitivas e autonômicas. A lesão do nervo mediano acarreta um déficit de flexão dos dedos da mão, incapacitando o indivíduo de segurar adequadamente os objetos, e manifesta a síndrome do túnel do carpo. Para uma adequada avaliação do paciente com acometimento desse nervo, é preciso conhecer as suas relações anatômicas e clínicas. Nesse caso, o paciente apresenta dificuldade em realizar os movimentos de
O traumatismo raquimedular, ou lesão traumática que acomete a medula espinhal, provoca injúria do tecido neural, resultando em algum déficit de função motora e/ou sensitiva. Alguns traumas sem danos estruturais ao tecido medular podem causar déficit neurológico transitório, e a recuperação pode levar de minutos a dias; porém lesões estruturais que acometem determinados tratos medulares podem deixar sequelas permanentes. As lesões medulares se apresentam como síndromes. Considere o seguinte caso clínico: paciente, 22 anos, sexo masculino, vítima de acidente por arma branca, apresenta perda da sensibilidade vibratória e percepção ipsilateral à lesão, perda da sensibilidade térmica e dolorosa contralateral à lesão, paresia ipsilateral à lesão com posterior espasticidade. As funções vesical e intestinal tornam-se comprometidas nesses quadros neurológicos. Após análise do caso clínico descrito, pode-se afirmar que o paciente apresenta