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No Brasil, a exposição ocupacional ao ruído permanece como um dos principais agravos à saúde do trabalhador. Segundo Santana et al. (2019), cerca de 32,1% dos trabalhadores brasileiros relataram exposição ocupacional a níveis elevados de pressão sonora. Já Lima, Ribeiro e Soares (2022) apontam que, entre 2012 e 2021, mais de 7.400 casos de Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) foram notificados no país, especialmente entre trabalhadores da indústria e transporte.
Fonte:LIMA, D. S.; RIBEIRO, F. S.; SOARES, N. V. Notificações de Perda Auditiva Induzida por Ruído no Brasil (2012–2021). Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, v. 22, n. 2, 2022. SANTANA, V. S. et al. Exposição ocupacional a ruído no Brasil: análise epidemiológica de base populacional. Cadernos de Saúde Pública , v. 35, n. 10, 2019.
Nesse cenário, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), regulamentado pela Norma Regulamentadora nº 7 (NR-7), constitui o eixo central da vigilância da saúde do trabalhador. Ele articula a interpretação dos exames audiométricos ocupacionais e a implantação de ações preventivas, devendo se integrar aos Programas de Conservação Auditiva (PCA) e ao Programa de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA), conforme orientações do Conselho Federal de Fonoaudiologia.
Considerando essas normativas, as quais estabelecem a atuação do Fonoaudiólogo na perspectiva da Audiologia Ocupacional, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O PCMSO desempenha papel essencial na vigilância da saúde auditiva, pois utiliza os resultados dos exames audiométricos ocupacionais (referência e sequenciais) para identificar precocemente alterações auditivas relacionadas ao trabalho, avaliar a aptidão do trabalhador e direcionar condutas preventivas.
PORQUE
II- A NR-7 determina que, sempre que os exames audiométricos apresentarem critérios de desencadeamento ou agravamento de perda auditiva induzida por ruído, o médico coordenador do PCMSO deve registrar o caso no relatório anual, avaliar a aptidão, revisar medidas de proteção e integrar os achados ao planejamento das ações preventivas da empresa.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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De acordo com o Relatório de Gestão 2023 do Ministério da Saúde, observa-se, no período recente, crescimento da demanda por ações regulatórias, consultas e exames especializados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para os serviços vinculados à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPcD). Esse cenário evidencia a ampliação da procura por serviços de reabilitação, incluindo a reabilitação auditiva, refletindo tanto o aumento da identificação das necessidades da população quanto o fortalecimento das redes assistenciais especializadas no país. Esse cenário levou a Secretaria Estadual de Saúde a ampliar o papel dos profissionais da equipe gestora, incluindo fonoaudiólogos, para qualificar processos de regulação, planejamento e articulação interfederativa.
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Relatório de Gestão 2023. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023.
Considerando os princípios da Saúde Coletiva, da gestão do SUS e as competências do fonoaudiólogo no âmbito da saúde pública, é CORRETO afirmar que:
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Em um município da Baixada Fluminense, mães de crianças menores de seis anos relataram grande dificuldade no acesso a especialistas em saúde mental, atendimentos rápidos e com pouca troca de informações, além de prescrições frequentes de psicotrópicos, muitas vezes em doses altas para a faixa etária. Todas as crianças foram diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) após consultas breves, e as mães relataram sobrecarga, frustração com a medicação e ausência de orientações claras.
Segundo o estudo de Zen (2024), as intervenções não farmacológicas, especialmente fonoaudiologia e terapia ocupacional, foram apresentadas pelos profissionais como a “grande solução”, mas a maioria das famílias não conseguiu acesso a elas devido à indisponibilidade na rede pública e ao custo elevado. A falta de suporte estatal, a precariedade material e a sobrecarga do cuidado contribuíram para que o uso de medicamentos se tornasse, para muitas famílias, uma alternativa desesperada.
Fonte: ZEN, Daniel. “A culpa é da mãe?”: vozes de mulheres de um município da Baixada Fluminense sobre a prescrição de psicotrópicos para seus filhos pequenos. 2024. 143 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) — Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.
Com base no cenário apresentado, sobre um dos princípios fundamentais para a atuação do fonoaudiólogo na interface entre Fonoaudiologia e Saúde Mental, é CORRETO afirmar que:
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Miguel, de 2 anos e 4 meses, foi encaminhado ao serviço de Fonoaudiologia por apresentar vocabulário extremamente reduzido, dificuldade para imitar sons, pouca atenção compartilhada, uso predominante de gestos para comunicar necessidades e episódios frequentes de frustração diante da dificuldade de se fazer compreender. A família relata que ele emite algumas vocalizações isoladas (“ma”, “ta”, “bo”), mas raramente combina sons. Na escola, a professora observa que ele se afasta das rodas de conversa e interage pouco com os colegas, apresentando menor participação em atividades que envolvem narrativa, nomeação ou compreensão de instruções simples. Segundo a mãe, o desenvolvimento motor foi adequado, mas a linguagem “demorou a aparecer”. A gestação foi sem intercorrências. Porém, há histórico familiar de atraso de linguagem em primos de primeiro grau. Motivada pelas dificuldades, a família procurou atendimento precoce.
No serviço, a equipe multiprofissional inicia a avaliação e orienta os cuidadores quanto à importância de uma estimulação intensiva. Conforme demonstrado por Lima, Morais e Fernandes (2025), uma intervenção bem estruturada tem impacto significativo na redução da persistência de dificuldades de comunicação em crianças com risco de atraso no desenvolvimento.
Fonte: LIMA, A. A.; MORAIS, R. S.; FERNANDES, M. J. O impacto da intervenção precoce na linguagem de crianças com risco de atraso no desenvolvimento. COSEMIS/SP, 2025.
Com base no caso apresentado e nas evidências científicas, quanto à condução terapêutica de Miguel, é CORRETO afirmar que:
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Leia o Texto I para responder às questões 26 e 27.
Texto I
Gagos Famosos
*O texto foi extraído e adaptado de uma reportagem de 2011 e reproduzido com expressões tal como publicado originalmente, podendo conter terminologias não alinhadas às diretrizes atuais de inclusão. No entanto, a importância do tema permanece inalterada e não afeta o raciocínio sobre o conteúdo abordado.
A gagueira é um transtorno da fluência caracterizado por interrupções involuntárias na fala, como repetições, prolongamentos e bloqueios, que podem gerar esforço articulatório e desconforto comunicativo. Embora suas causas sejam multifatoriais — envolvendo aspectos genéticos, motores, neurofuncionais e emocionais, a condição não está relacionada à inteligência nem limita o potencial profissional de quem convive com ela. O tratamento fonoaudiológico é considerado essencial para promover maior controle da fluência e ampliar a participação social.
A trajetória de diversas personalidades reforça que a gagueira não impede carreiras brilhantes nem reduz o potencial de expressão artística, intelectual ou profissional. Entre nomes amplamente reconhecidos pelo público, estão: Murilo Benício, Malvino Salvador, Bruce Willis, Julia Roberts e Nicole Kidman, que demonstram que a fluência pode ser desafiadora, mas não define o valor, o talento ou o impacto social de uma pessoa. Suas histórias inspiram, fortalecem a visibilidade do tema e ajudam a combater o estigma que ainda envolve este transtorno da fala. Assim como essas figuras públicas superaram desafios comunicativos em seus papéis sociais, muitos adultos que gaguejam vivenciam, em seus ambientes de trabalho, barreiras e exigências que influenciam sua participação profissional e suas relações comunicativas.
Fonte: GARCIA, Vera. 21 gagos famosos: Veja quem são eles! famosos.html. Acesso em: 27 mar. 2026.
O tratamento do Transtorno da Fluência com Início na Infância (gagueira), ao se tornar uma condição que acompanha o indivíduo na vida adulta, exige que o fonoaudiólogo considere não apenas os comportamentos de fala, mas também as demandas comunicativas concretas que o sujeito enfrenta em seu cotidiano profissional. Assim como as figuras públicas citadas no texto enfrentaram desafios comunicativos em contextos de alta visibilidade e demandas específicas de desempenho comunicativo, muitos adultos que gaguejam vivenciam, no ambiente de trabalho, situações de pressão, exposição e exigência comunicativa que influenciam diretamente suas necessidades terapêuticas. Tais demandas devem orientar o planejamento fonoaudiológico para promover funcionalidade e participação.
À luz das evidências científicas sobre o alinhamento entre demandas comunicativas e planejamento terapêutico do adulto, analise as afirmações a seguir.
I- O planejamento terapêutico deve integrar situações comunicativas reais vivenciadas pelo adulto em seu ambiente de trabalho, permitindo que técnicas clínicas sejam aplicadas em tarefas profissionais significativas.
II- A análise das demandas comunicativas laborais é desnecessária no planejamento terapêutico, pois a melhora da fluência generaliza-se automaticamente para diferentes contextos de fala.
III- Situações de improviso, exposição hierárquica ou avaliação de desempenho podem aumentar a manifestação da gagueira e devem ser consideradas no processo terapêutico, pois interferem diretamente nas escolhas de intervenção.
IV- O tratamento eficaz deve restringir-se à reorganização dos padrões motores da fala, já que fatores sociais ou funcionais têm pouca relevância para a fluência no ambiente de trabalho.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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A Disfunção Temporomandibular (DTM) é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma condição musculoesquelética de alta prevalência, afetando de 15% a 30% da população adulta brasileira, com maior incidência entre mulheres e impacto direto sobre funções estomatognáticas, como mastigação, deglutição, fala e mobilidade mandibular (Brasil, 2022). Estudos recentes também apontam que fatores musculares, articulares e psicossociais interagem no desenvolvimento e manutenção da DTM, tornando o manejo interdisciplinar um componente essencial da abordagem terapêutica (Nascimento et al., 2024).
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
NASCIMENTO, Lucas Mateus do; CHIANCA, Rafaelly Domingos Campos de Souza; SILVA, Ricardo Felipe Ferreira da; MENDONÇA, Luana da Rocha Alves. Estudo das diferentes formas de tratamento para disfunções temporomandibulares. Revista Ciência Plural, [S. 1.],v.10,n.2,p. 1-14,2024.
Com base nessas informações e considerando o tratamento para disfunções temporomandibulares, analise as afirmações a seguir.
I - A efetividade das intervenções em DTM é condicionada por uma avaliação integrada das funções estomatognáticas, pois padrões mastigatórios, amplitude e controle da mobilidade mandibular e características neuromusculares influenciam as opções e os resultados terapêuticos.
II - Entre as abordagens conservadoras recomendadas na literatura, destacam-se exercícios musculares direcionados, técnicas manuais e de mobilização articular, assim como medidas termoterápicas, podendo tais recursos ser combinados de forma adaptada ao perfil clínico do paciente.
III - A condução terapêutica pode ser estabelecida de maneira autônoma por profissionais treinados em terapia orofacial, desde que se mantenha uma avaliação funcional rigorosa e critérios clínicos adequados ao acompanhamento do paciente.
IV - Elementos psicoemocionais, como estressores crônicos e padrões de ansiedade, são fatores que podem modular a dor orofacial e contribuir para a manutenção ou exacerbação dos sintomas, devendo ser considerados na avaliação e no planejamento terapêutico.
V - As placas oclusais são descritas como recurso integrante do arsenal conservador para DTM, indicadas em situações nas quais se busca reduzir sobrecargas oclusais, modular atividade muscular e proteger estruturas articulares, frequentemente em combinação com outras medidas.
É CORRETO o que se afirma em:
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Leia o Texto III para responder às questões 37 e 38.
Texto III
Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.
Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.
Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).
Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.
Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.
Escore funcional:
- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Ampyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale — Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48
- ALSFRS-R —subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12
- Escala de Plaitakis — domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
Os estudos de Albuguerque, Pernambuco e Lopes (2022) sobre Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) destacam que as alterações da deglutição podem ocorrer em praticamente todos os pacientes ao longo da evolução da doença, exigindo intervenções multidisciplinares que priorizem segurança alimentar e redução do risco aspirativo.
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática. Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9,2022.
Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
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Leia o Texto III para responder às questões 37 e 38.
Texto III
Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.
Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.
Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).
Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.
Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.
Escore funcional:
- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Ampyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale — Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48
- ALSFRS-R —subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12
- Escala de Plaitakis — domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
De acordo com Chieia et al., (2010), bem como Brown e Al-Chalabi, (2017), a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é a doença do neurônio motor mais comum, apesar de rara, apresentando incidência estimada entre 1,5 e 3 casos por 100.000 habitantes ao ano, com evolução que frequentemente compromete voz, fala e deglutição.
Fonte: BROWN,R. H.; AL-CHALABI, A. Amyotrophic lateral sclerosis. The New England Journal of Medicine, v.377,n.2, p. 162-172,2017.
CHIEIA, M. A. T. et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Brazil: regional and demographic differences in a heterogeneous population. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 68,n.2, p. 263-268, 2010.
Considerando o caso do Senhor Marcos, descrito no texto III, no que diz respeito ao manejo fonoaudiológico da voz diante do estágio atual da doença, é CORRETO afirmar que:
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Um estudo feito por Reis et al. (2024) demonstrou que profissionais da voz, como professores, cantores e teleatendentes, apresentam alta prevalência de sintomas decorrentes do uso intensivo da voz, incluindo fadiga vocal. Esta realidade intensificou pesquisas e diretrizes clínicas publicadas para discutir o uso da fotobiomodulação (FBM) como recurso tecnológico potencialmente aplicável à habilitação e reabilitação vocal, considerando seus possíveis efeitos fisiológicos, bem como as limitações metodológicas ainda existentes.
Fonte: REIS, A.S.B.F.et al. Fadiga vocal de professores brasileiros da rede pública: prevalência e autorreferência. Audiol Commun Res., v. 29, e2933, p. 1-8,2024.
Essas discussões enfatizam princípios amplamente reconhecidos na área da voz, como o caráter multifatorial das disfonias, a centralidade da terapia vocal comportamental, a necessidade de formação específica para o uso de dispositivos terapêuticos e a prudência diante de condições vocais complexas.
Com base nesses princípios, é CORRETO afirmar que:
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De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2019), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), estima-se que, no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de deficiência auditiva e uma parcela significativa desse grupo depende de políticas públicas que promovam autonomia, mobilidade e acessibilidade, entre elas os benefícios fiscais destinados a pessoas com deficiência, como isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), reconhecidos pelo Ministério Público Federal e previstos na legislação brasileira (Lei nº 8.989/1995 e normativos correlatos). Esses mecanismos configuram ações estatais voltadas à equidade, inclusão e acessibilidade que impactam diretamente a vida da pessoa com deficiência auditiva, dialogando diretamente com a atuação do fonoaudiólogo ao favorecer condições para que o indivíduo exerça sua autonomia e usufrua de direitos previstos em políticas públicas inclusivas.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: Ciclos de Vida. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.
Considerando o papel da Fonoaudiologia para a orientação dos usuários com deficiência auditiva no âmbito da saúde coletiva e das políticas públicas, é CORRETO afirmar que:
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