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Então, de modo mais claro, digamos, em vez de acontecimental: esse tempo, aquele cuja medida é a dos indivíduos, a da vida cotidiana, a de nossas ilusões, nossas rápidas tomadas de consciência – o tempo do cronista por excelência, o tempo do jornalista. Ora, observemos que tanto crônica quanto jornal fornecem, ao lado dos grandes acontecimentos qualificados como históricos, os medíocres acidentes da vida ordinária: um incêndio, uma catástrofe ferroviária, o preço do trigo, um crime. Cada um de nós compreenderá que existe esse tempo para todas as formas de vida: econômica, social, literária, institucional, religiosa, e até mesmo geográfica.
(Fernand Braudel, “História e Ciências Sociais [...]”. Em: Fernando A. Novais; Rogério F. Silva (orgs.), Nova História em perspectiva, 2011. Adaptado)
No fragmento, ocorre a discussão
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Foi a partir dos anos 1980 que se iniciou de fato um processo de revisão crítica dos procedimentos de instrução dos tombamentos e dos critérios de seleção das cidades- -patrimônio. Assim, ocorreu uma mudança de conceito: a cidade-patrimônio passou a ser concebida como um documento histórico, um objeto cultural vinculado também à História, à Etnografia, à Arqueologia, ao Urbanismo e a outras disciplinas, além da História da Arte e da Arquitetura. Temos então a cidade-documento.
(Danilo C. Pereira, “Cidade, patrimônio e território: as políticas públicas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cpc/article/download/111342/115892/218491. Adaptado)
Considerando o exposto, está correto afirmar que, em relação ao conceito de “cidade-patrimônio”, o conceito de “cidade-documento”
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Com efeito, algumas das práticas e crenças da chamada História oral “militante” levaram a equívocos que convêm evitar. O primeiro deles consiste em considerar que o relato que resulta da entrevista de História oral já é a própria “História”, levando à ilusão de se chegar à “verdade do povo” graças ao levantamento do testemunho oral. [...]. Essa confusão aparece algumas vezes ainda hoje em trabalhos ditos acadêmicos; por exemplo, em dissertações ou teses que se limitam a apresentar o texto transcrito de uma ou mais entrevistas realizadas, como se esse fosse um resultado legítimo e final da pesquisa.
(V. Alberti, “Fontes orais – Histórias dentro da História”. Em: C.B. Pinsky (org.), Fontes Históricas, 2008)
Partindo do contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que as fontes orais
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Ao fazer um balanço geral da historiografia nos últimos 40 ou 50 anos, Ciro Flamarion Cardoso identificou com nitidez dois grandes paradigmas: o primeiro, partidário de uma história científica e racional e, portanto, convencido da existência de uma realidade social global a ser historicamente explicada; e o segundo, cético em relação a explicações globalizantes e tendente a enfatizar, em maior ou menor grau, as representações construídas historicamente.
(Ronaldo Vainfas, “Caminhos e descaminhos da História”. Em: Ciro F. Cardoso; Reinaldo Vainfas, Domínios da História, 1997)
Considerando o contexto abordado pelo fragmento, está correto afirmar que os dois paradigmas mencionados são, respectivamente,
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Não estamos longe da definição de Lucien Febvre, um especialista no século XVI, o qual, junto com Marc Bloch, fundou nos idos de 1929 a prestigiosa escola dos Annales, que teria papel fundamental na constituição de um novo modelo de historiografia. Segundo Febvre, a “história era filha de seu tempo”, o que já demonstrava a intenção do grupo de problematizar o próprio “fazer histórico” e sua capacidade de observar.
(Lilia M. Schwarcz, “Apresentação à edição brasileira – Por uma historiografia da reflexão”. Em: Marc Bloch, Apologia da História, 2001)
Considerando o exposto, de acordo com a corrente historiográfica abordada, está correto afirmar que
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“O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) foi fundado em 1862. É o instituto histórico estadual mais antigo do Brasil. Ao longo dos seus 149 anos de existência ininterrupta, constituiu-se num referencial nacional e internacional. Seus acervos (biblioteca, arquivo e museu) e sua Revista representam uma fonte inesgotável para pesquisadores de várias áreas do saber” (IAHGP, 2025). A data de inauguração do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano foi realizada em celebração a qual importante fato da história pernambucana?
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De acordo com Ana Rosa Cloclet da Silva e Gabriel Cid (2022), “aquelas décadas serviram de laboratório político para se ensaiarem, dificultosamente – e muitas vezes por meio de guerras civis – diferentes e inéditas formas de articulação destas soberanias, que comportaram desde os governos de tipo federalista até os Estados definidos de maneira centralista e unitária, passando-se ainda por projetos políticos de caráter supraestatal, como demonstram os casos da Gran-Colômbia, da República Federal de Centro-américa, ou a Confederación Perú-Boliviana, em meados da década de 1830. Estas diferentes escalas de análise colocam em evidencia a profunda historicidade das fronteiras estatais, a difícil definição de seus contornos e a plasticidade das dinâmicas de interação entre o local e o nacional”. Considerando a diversidade ideológica apresentada no texto, dentro do contexto de emancipação das colônias na América Espanhola, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O antigo Vice-Reino do Rio da Prata não se dividiu apenas em Paraguai, Bolívia, Argentina e, depois, Uruguai. Na Argentina, setores “localistas” impediam a formação de Estados centralizados na região. Somente na década de 1860, a Argentina foi plenamente unificada.
( ) Os defensores das propostas “unitárias” argumentavam que apenas governos centralizados seriam capazes de conter um eventual esforço recolonizador da Espanha ou as tentativas da invasão por parte de outros países europeus, aproveitando o momento de fragilidade das ex-colônias.
( ) Em geral, os “unitários” eram originários da elite criolla. Defendiam o predomínio da cidade sobre o campo e a submissão da produção rural à lógica de organização econômica estabelecida pelos comerciantes e banqueiros urbanos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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“Apesar de algumas vitórias das forças coloniais, de um modo geral, no período compreendido entre 1810 e 1814, as tropas espanholas foram vitoriosas. Seja pelo apoio que os espanhóis receberam dos elementos das camadas dominantes contrários à independência [...] ou do alto clero; seja pela aliança que estabeleceram com as classes populares – que tinham contradições profundas com a aristocracia criolla[...]; seja pelas divergências ideológicas (republicanos versus monarquistas), [...] o fato é que os espanhóis conseguiram derrotar todos os movimentos insurrecionais dessa fase, constituindo exceção o Paraguai” (Aquino, 2000). Sobre os processos de independência do período acima descrito, analise as assertivas abaixo:
I. Na Venezuela, o movimento era republicano e aristocrático, apoiado por grandes proprietários. Francisco de Miranda, após fracassar em 1806, convocou o Congresso da Venezuela, que proclamou a independência em 1811. Derrotado em 1812, o êxito só veio mais tarde, quando se tornou mais popular, tendo à frente Simon Bolívar.
II. Na região do Prata, dominada por uma burguesia mercantil, a independência iniciou com a Revolução de Maio (1810), que depôs o vice-rei Baltasar Hidalgo de Cisneros e instituiu uma junta de governo chefiada por Mariano Moreno, fiel ao rei e aos ideais monárquicos, e Manuel Belgrano, com tendências republicanas.
III. No Peru, o movimento autonomista teve caráter rural, indígena e popular, diferenciando-se dos demais da América Espanhola. Entre 1810 e 1811, Miguel Hidalgo liderou um levante que abriu caminho à independência. Após o fuzilamento de Hidalgo, José Maria Morellos tomou a liderança e, apoiado pelas tropas de San Martin, proclamou a independência do Peru.
Quais estão corretas?
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“Quando assumiu a presidência em janeiro de 1951, Getúlio encontrou um Brasil bem diferente do país que governara como presidente autoritário de 1937 a 1945. A sociedade brasileira apresentava uma estrutura de classe claramente mais complexa do que a existente durante o Estado Novo, especialmente em seus estágios iniciais. Os processos gêmeos de industrialização e urbanização tinham aumentado e fortalecido três setores: os industriais, a classe operária urbana e a classe média urbana” (Skidmore, 2010). Sobre a classe média urbana até 1950, analise as assertivas abaixo:
I. A classe média urbana era quase inexistente nas regiões Norte e Nordeste. Mesmo em grandes cidades, como Recife, era difícil identificar qualquer setor médio significativo que distinguisse seus interesses em meio à economia baseada na agricultura de subsistência, na pecuária e nas indústrias extrativistas.
II. No aspecto político, um dos grupos era composto por burocratas e administradores, que adquiriram status econômico mais em razão da urbanização e do crescimento do poder federal do que da própria industrialização. Identificavam-se com os valores dos latifundiários e com o grupo comercial de exportadores e importadores.
III. A outra grande parcela da classe média urbana era formada por administradores e profissionais que viam a industrialização e a disseminação de métodos técnicos modernos como indispensáveis para o futuro do Brasil, observando com desconfiança os valores tradicionais predominantes antes de 1930.
IV. O partido político que cortejava a classe média urbana mais intensamente era a UDN. Contudo, o monopólio natural sobre essa classe, que a UDN parecia ter ao final do Estado Novo, sofreu rápida erosão quando a questão do desenvolvimento econômico passou a ocupar lugar central na política brasileira.
Quais estão corretas?
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Sobre o contexto histórico do Governo Provisório de Vargas (1930-1934) e da Revolução Constitucionalista de 1932, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, a cidade de São Paulo mobilizou-se para a guerra civil, contando com a participação maciça do operariado, fábricas foram adaptadas para produzir armamentos improvisados e mulheres de classe média doaram joias para financiar o conflito.
( ) O apoio esperado dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Sul não se concretizou. Os dissidentes rebelaram-se sem êxito contra o governo estadual, em ambos os estados. Foram os patriarcas políticos da República Velha que chefiaram os rebeldes, Borges de Medeiros, no Rio Grande do Sul, e Arthur Bernardes, na Paraíba.
( ) Após a revolução, Vargas reafirmou aos constitucionalistas liberais a sua intenção de cumprir a promessa de realizar eleições e aprovar uma nova Constituição, assim como instruiu o Banco do Brasil a assumir os bônus de guerra que os bancos paulistas tinham emitido para financiar o esforço de guerra estadual.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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