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Amizade
Certas amizades comprometem a ideia de amizade.
O amigo que se torna inimigo fica incompreensível; o inimigo que se torna amigo é um cofre aberto.
Um amigo íntimo – de si mesmo. É preciso regar as flores sobre o jazigo de amizades extintas.
Como as plantas, a amizade não deve ser muito nem pouco regada.
A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Amizade. Disponível em:<https://www.culturagenial. com/poemas-carlos-drummond-
de-andrade-amizade/>. Acesso em: mai. 2021.
Sobre esse poema drummondiano, é correto afirmar:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDEP
Orgão: CBM-MG
A mim pouco importava. Tendo descoberto o mundo da palavra escrita, eu estava feliz, muito feliz. [...] Bastava-me o ato de escrever. Colocar no pergaminho letra após letra, palavra após palavra, era algo que me deliciava. Não era só um texto que eu estava produzindo; era beleza, a beleza que resulta da ordem, da harmonia. Eu descobria que uma letra atrai outra, que uma palavra atrai outra, essa afinidade organizando não apenas o texto, como a vida, o universo. O que eu via, no pergaminho, quando terminava o trabalho, era um mapa, como os mapas celestes que indicavam a posição das estrelas e planetas, posição essa que não resulta do acaso, mas da composição de misteriosas forças, as mesmas que, em escala menor, guiavam minha mão quando ela deixava seus sinais sobre o pergaminho. [...] A única pessoa a quem eu tinha vontade de contar o que acontecia era o pastorzinho. Diria a ele que minha vida tinha agora um sentido, um significado: feia, eu era, contudo, capaz de criar beleza. Não a falsa beleza que os espelhos enganosamente refletem, mas a verdadeira e duradoura beleza dos textos que eu escrevia, dia após dia, semana após semana – como se estivesse num estado de permanente e deliciosa embriaguez.
SCLIAR, Moacyr. In: PEREIRA JUNIOR, Luiz Costa. Obra Aberta. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento,
Ano 5. n.66, abr.2011, p.34-35.
Disponível em: <https://poetriz.wordpress.com/2011/04/16/bastava-escrever/>.
A partir da leitura desse texto, verifica-se que o escritor Moacyr Scliar
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDEP
Orgão: CBM-MG
O encontro
Jonathan,
se resolvermos que o céu é este lugar onde ninguém nos ouve, quem poderá salvar-nos?
Quanto tempo resistiríamos sem falar a ninguém deste acontecimento?
Acompanhei com os dedos o desenho miraculoso do teu lábio,
contornei-lhe as gengivas, bati-lhe no dente escuro como um cavalo,
um cavalo meu na campina.
Pedi-lhe: faz com tua unha um risco na minha cara,
o amor da morte instigando-nos com nunca vista coragem.
Vamos morrer juntos antes que o corpo alardeie sua mísera condição.
Agora, Jonathan neste lugar tão ermo, neste lugar perfeito.
PRADO, Adélia. Poesia completa. 9 ed.
São Paulo: Siciliano, 1991. p. 6.
Assim como os poetas árcades, nesse poema, Adélia Prado explora o Carpe diem. Esse recurso, muito utilizado no Arcadismo, está presente nos versos:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: FICSAE
O fulcro da visão de mundo desse movimento é o sujeito. Objetivamente incapaz de resolver os conflitos com a sociedade, este eu lança-se à evasão. No tempo, recriando uma Idade Média gótica e embruxada. No espaço, fugindo para ermas paragens ou para o Oriente exótico.
(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: FICSAE
Como no caso de movimentos literários anteriores, o resultou de impulsos internos e do exemplo europeu. No caso, as vanguardas francesas e italianas que ofereceram modelos adequados para exprimir a civilização mecânica e o ritmo das grandes cidades, além de valorizar as componentes primitivas, que no Brasil faziam parte da realidade.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)
A lacuna do texto deve ser preenchida por:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Frecheirinha-CE
Sobre o Trovadorismo é INCORRETO afirmar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: SC Treinamentos
Orgão: Pref. Videira-SC
Acerca da Literatura Brasileira, relacione o autor à sua escola literária:
I- Augusto dos Anjos.
II- Gonçalves Dias.
III- Gregório de Matos.
IV- Aluísio de Azevedo.
(__) Romantismo.
(__) Naturalismo.
(__) Simbolismo.
(__) Barroco.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IMAIS
Orgão: IPREVSANTOS
Leia os versos abaixo, de Luis de Camões, para responder à questão.
Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Sobre os versos, é correto afirmar que o(a)
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
Sem dúvida, o capital não tem pátria, e é esta uma das suas vantagens universais que o fazem tão ativo e irradiante. Mas o trabalho que ele explora tem mãe, tem pai, tem mulher e filhos, tem língua e costumes, tem música e religião. Tem uma fisionomia humana que dura enquanto pode. E como pode, já que a sua situação de raiz é sempre a de falta e dependência.
Narrar a necessidade é perfazer a forma do ciclo. Entre a consciência narradora, que sustém a história, e a matéria narrável, sertaneja, opera um pensamento desencantado, que figura o cotidiano do pobre em um ritmo pendular: da chuva à seca, da folga à carência, do bem-estar à depressão, voltando sempre do último estado ao primeiro. É a narração, que se quer objetiva, da modéstia dos meios de vida registrada na modéstia da vida simbólica.
(Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica, 2003. Adaptado.)
O comentário aplica-se com precisão à obra
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
Para responder à questão, leia o soneto de Luís de Camões.
Enquanto quis Fortuna1 que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento2
Me fez que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor3 que aviso desse
Minha escritura a algum juízo isento4,
Escureceu-me o engenho5 com tormento,
Para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades, quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,
Verdades puras são, e não defeitos6,
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.
(Luís de Camões. 20 sonetos, 2018.)
1 Fortuna: entidade mítica que presidia a sorte dos homens.
2 suave pensamento: sentimento amoroso.
3 Amor: entidade mítica que personifica o amor.
4 juízo isento: os inocentes do amor, aqueles que nunca se apaixonaram.
5 engenho: talento poético, inspiração.
6 defeitos: inverdades, fantasia.
No soneto, o eu lírico dirige-se, mediante vocativo,
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