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2569932 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena,
Se a alma não é pequena.
Quem passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus, ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa.

Analisando e interpretando o poema acima, pode-se aceitar que:

1) O poema parece expressar um sentimento de "ufanismo" em relação à bravura e à audácia das viagens e descobertas do além-mar.

2) O verso que declara “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena” mostra um nexo sintático e semântico de 'condição'.

3) Nos últimos versos, o que se expressa é um desabafo que sugere sentimentos de gratificação.

4) Choros e dores, além de casamentos adiados, o ‘eu’ lírico acredita que valeu a pena, pois acredita que cabe ao ’mar’ espelhar o céu.

São comentários que expressam sentimentos provocados pelo poema:

 

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2569930 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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As criações literárias, por serem o que são, transparecem vestígios dos contextos históricos da época em que foram produzidas. São, assim, de certa forma, representações de aspectos sociais e culturais de cada época. Por exemplo, estão bem definidos os seguintes períodos.

1) No Barroco, a literatura gira em torno do conflito e da tensão que existiam entre os valores mundanos e os interesses espirituais, entre a religiosidade e os valores mundanos. Daí, o gosto pelas figuras de linguagem que representassem sentidos opostos, de antíteses ou de paradoxos.

2) No Romantismo, a descoberta das condições da natureza da colônia recém-descoberta propicia um valioso suporte à expressão da classe rural.

3) A criação literária própria do Realismo – sobretudo na prosa – sofreu influência do positivismo e dos avanços das ciências. As ideias sobre formas democráticas de governo passaram a integrar os interesses dos intelectuais brasileiros.

4) A poesia do Parnasianismo inspira-se na forma clássica e recupera o gosto pela arte poética, respeitando os princípios e as diretrizes da perfeição da forma e da ‘da arte pela arte’.

5) No Modernismo, prevalece o interesse por manter os cânones literários de valorização da forma, da métrica, da rima, da submissão às normas da sintaxe portuguesa, um ideal proposto por muitos poetas do início deste período, do Modernismo.

Estão corretas as seguintes alternativas:

 

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2569929 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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O que há de mais importante em todo tipo de Arte? Literatura ou não? É a aproximação, a comunhão que ela estabelece entre seres humanos, mesmo a distância, mesmo entre mortos e vivos. O tempo não conta para isso. Somos contemporâneos de José de Alencar, de Fernando Pessoa, Shakespeare e de Virgílio. Somos amigos pessoais deles. (...). É. E constitui uma das grandes alegrias da vida. Palavra, música, arte de todas as formas: essas coisas têm sua magia. Ai de quem não a sente.

(Carlos Drummond de Andrade. Tempo, vida, poesia. Rio de Janeiro: Record, 1986, p. 58-59).

Tomando o Texto de Drummond como objeto de compreensão e análise, percebe-se que: “Palavra, música, arte, sob todas as formas, todas têm a sua magia. “Ai de quem não a sente!”. O fragmento destacado por Drummond poderia exemplificar “uma ação de linguagem”, como, por exemplo:

 

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2569732 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
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Leia o poema do paulista Sérgio Vaz, que tematiza uma conversa sobre poesia com jovens privados de liberdade e sob medidas socioeducativas na Fundação Casa, de São Paulo.

Na Fundação Casa... (Sérgio Vaz)

- Quem gosta de poesia?

-Ninguém senhor.

Aí recitei Negro drama dos Racionais.

- Senhor, isso é poesia?

-É.

-Então nóis gosta.

É isso. Todo mundo gosta de poesia.

Só não sabe que gosta.

VAZ, Sérgio. Flores de Alvenaria. São Paulo: Global, 2016, p. 114.

A partir da leitura do poema, é correto afirmar que

 

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2569731 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
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Leia o trecho do conto “Velas, por quem?”, da escritora paraense Maria Lúcia Medeiros.

“A família dormia ainda. Soubeste logo que havia menino, que havia menina, um doutor e sua mulher a quem devias servir, branca e alta mulher. [...]

Nem cor definida nem peitos tinhas, só os carocinhos que doíam e que a cozinheira te ensinou a apertar dois caroços de milho e dar pro galo para que não crescessem tanto. Mas cresceram e logo o doutor e logo o menino, horário estranho, pesada hora, apertavam também, bolinavam, teu corpo ereto, tua cabeça baixa, coração aos pulos. Virou hábito deles, ficou pra costume, nem ousaste compreender, só aprender, Ó pequena!”

MEDEIROS, Maria Lúcia. Velas, por quem? In: Velas, por quem? Belém: CEJUP/SECULT, 1997, p. 7-8.

Acerca do conto, é correto afirmar:

 

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2569730 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
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Leia com atenção os dois textos a seguir.

Texto 1:

Carta de achamento do Brasil (Pero Vaz de Caminha)

Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão saradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.

CAMINHA, Pero Vaz. Carta de achamento do Brasil. Edição comentada por Sheila Hue. Campinas: Editora UNICAMP, 2021, p. 77.

Texto 2:

As meninas da gare (Oswald de Andrade)

Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha.

ANDRADE, Oswald de. As meninas da gare. In: Obras completas. VII. Poesias reunidas. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: Instituto Nacional do Livro / Ministério da Educação e Cultura, 1972, p. 18.

Glossário:

Gare: estação de trem. “As meninas da gare” faz referência às prostitutas que ocupavam as ruas próximas à estação.

Acerca da relação entre o poema “As meninas da gare”, de Oswald de Andrade, escrito no século XX, e a carta enviada ao rei de Portugal, no raiar do XVI, por Pero Vaz de Caminha, é correto afirmar:

 

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2569729 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
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O alenquerense Benedicto Monteiro publicou, em 1975, o conto “O carro dos milagres”, em que narra as aventuras de um romeiro, vindo do interior do estado do Pará para Belém, no período do Círio de Nazaré, a fim de pagar promessa feita por sua mãe. Leia um excerto da narrativa.

“Olhe, compadre, deixa o Círio tomar forma. Beba mais este trago. Lhe juro que é cachaça da boa. Deixe o povo ingrossar. Deixe tomar parecença e solenidade justa de uma digna procissão. Quando este poder de povo tiver unido-unido, carne e unha, ombro com ombro, cabeça com cabeça, esprimido nas paredes, que zolho não for mais zolho, cara não for mais cara e cor não for mais cor... então é porque vem vindo o Carro dos Milagres”.

MONTEIRO, Benedicto. O carro dos milagres. Rio de Janeiro: Nova Cultura, 1975, p. 9.

Sobre o trecho, é correto afirmar:

 

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2569523 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
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Considere os textos I e II.

I. Este movimento artístico foi favorecido pela autonomia de fato resultante da mudança da corte portuguesa para cá, pelo apartamento intelectual da metrópole [...] e, sobretudo, pela total independência política proclamada em 1822, e efervescência cívica por ela produzida.

(VERÍSSIMO, José. História da Literatura Brasileira: do Período Colonial a Machado de Assis)

II. Este movimento começou por ser a negação das tendências realistas em Arte. Seus representantes voltam-se para o seu mundo interior em busca dos estratos mais recônditos: ultrapassam o nível do consciente, mergulham no subconsciente e insconsciente, e atingem o “eu profundo”.

(MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários)

Os textos I e II referem-se, respectivamente, aos seguintes movimentos artísticos:

 

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2569520 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
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Texto I

As três mulheres do sabonete Araxá me invocam, me bouleversam, me hipnotizam.

Oh, as três mulheres do sabonete Araxá às 4 horas da tarde!

O meu reino pelas três mulheres do sabonete Araxá!

(Manuel Bandeira, trecho do poema Balada das três mulheres do sabonete Araxá)

Texto II

Ali pelos anos 1930, descobriram que havia uma lama medicinal em Araxá que rejuvenescia as mulheres, curava reumatismo e outros males congêneres. Logo fizeram sabonetes com a milagrosa lama e os marqueteiros da época bolaram anúncios que cobriam a cidade com outdoors imensos do sabonete, onde apareciam os rostos de três mulheres cuja beleza fora produzida, mantida e ampliada pela fantástica lama de Araxá. Manuel Bandeira, no início de nosso modernismo literário, fez a balada que se tornou sucesso.

(Adaptado de: CONY, Carlos Heitor. Folha de S.Paulo, 2011)

Considerando as características do Modernismo brasileiro e o texto II, predomina no texto I a

 

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2569519 Ano: 2021
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCC
Orgão: UNILUS
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A obra Os Lusíadas, de Camões, é uma

 

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