Foram encontradas 4.898 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: SEE-DF
Fechemos este livro.
Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.
Euclides da Cunha. Os Sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975, p. 476.
A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, está dividida em três partes e apresenta, nas duas primeiras, uma descrição da caatinga e do sertanejo. O texto acima é o final da parte III, que trata da guerra e de seu significado. Considerando a obra citada, a teoria literária e a literatura brasileira, julgue o item.
O regionalismo é um traço comum entre o romance romântico Inocência, de Visconde Taunay, Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, bem como de outras obras da literatura brasileira do segundo momento modernista. Essa tendência relaciona-se a uma tentativa de descobrir o País e revelar sua realidade para os brasileiros, entretanto se pode observar que cabe aos autores do século XX revelar, criticamente, os problemas nacionais.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Rio Claro-SP
Poema Trem de ferro
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge Maria que foi isto maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no Sertão
Sou de Ouricuri
Oô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Rio Claro-SP
Considere os conceitos a seguir e assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos itens:
I- é conjunto das palavras e das regras que as combinam, usadas por uma comunidade linguística como principal meio de comunicação e de expressão, falado ou escrito. é o meio sistemático de expressão de ideias ou sentimentos com o uso de marcas, sinais ou gestos convencionados.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Paraipaba-CE
Êxodo
Num repentino desenfado, Dagoberto estirou o olhar, por cima das mangueiras meãs enfileiradas ladeira abaixo, para a estrada revolta.
Parecia a poeira levantada, a sujeira do chão num pé de vento.
Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com aspecto terroso e o fedor das covas podres.
Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas em vez de ser levado por elas.
Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
Adelgaçados na magreira cômica, cresciam como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
Vinham escoteiros, menos os hidrópicos – doentes de alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma
Eram os retirantes. Nada mais.
Meninotas, com as pregas da súbita velhice, careteavam torcendo as carinhas decrépitas de ex-voto. Os vaqueiros másculos, como titãs alquebrados em petição de miséria. Pequenos fazendeiros, no arremesso igualitário, baralhavam-se nesse anônimo aniquilamento.
Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar. Pupilas do sol da seca. Uns olhos espasmódicos de pânico, como se estivessem assombrados de si próprios. Agônica concentração de vitalidade faiscante.
Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbava os estômagos jejunos. E, em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva.
José Américo de Almeida, in Bagaceira.
Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos, responda às questões a seguir.
É considerado pela crítica literária o melhor poema épico do Arcadismo brasileiro:
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Paraipaba-CE
Êxodo
Num repentino desenfado, Dagoberto estirou o olhar, por cima das mangueiras meãs enfileiradas ladeira abaixo, para a estrada revolta.
Parecia a poeira levantada, a sujeira do chão num pé de vento.
Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com aspecto terroso e o fedor das covas podres.
Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas em vez de ser levado por elas.
Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
Adelgaçados na magreira cômica, cresciam como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
Vinham escoteiros, menos os hidrópicos – doentes de alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma
Eram os retirantes. Nada mais.
Meninotas, com as pregas da súbita velhice, careteavam torcendo as carinhas decrépitas de ex-voto. Os vaqueiros másculos, como titãs alquebrados em petição de miséria. Pequenos fazendeiros, no arremesso igualitário, baralhavam-se nesse anônimo aniquilamento.
Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar. Pupilas do sol da seca. Uns olhos espasmódicos de pânico, como se estivessem assombrados de si próprios. Agônica concentração de vitalidade faiscante.
Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbava os estômagos jejunos. E, em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva.
José Américo de Almeida, in Bagaceira.
Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos, responda às questões a seguir.
O autor do texto filia-se literariamente ao
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Paraipaba-CE
Êxodo
Num repentino desenfado, Dagoberto estirou o olhar, por cima das mangueiras meãs enfileiradas ladeira abaixo, para a estrada revolta.
Parecia a poeira levantada, a sujeira do chão num pé de vento.
Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com aspecto terroso e o fedor das covas podres.
Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas em vez de ser levado por elas.
Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
Adelgaçados na magreira cômica, cresciam como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
Vinham escoteiros, menos os hidrópicos – doentes de alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma
Eram os retirantes. Nada mais.
Meninotas, com as pregas da súbita velhice, careteavam torcendo as carinhas decrépitas de ex-voto. Os vaqueiros másculos, como titãs alquebrados em petição de miséria. Pequenos fazendeiros, no arremesso igualitário, baralhavam-se nesse anônimo aniquilamento.
Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar. Pupilas do sol da seca. Uns olhos espasmódicos de pânico, como se estivessem assombrados de si próprios. Agônica concentração de vitalidade faiscante.
Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbava os estômagos jejunos. E, em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva.
José Américo de Almeida, in Bagaceira.
Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos, responda às questões a seguir.
A Bagaceira, livro donde foi extraído o texto, tematiza a seca e o êxodo no Nordeste brasileiro. Há também outro livro de autor da Região que aborda o mesmo tema. Assinale-o.
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Juiz Fora-MG
Todo enunciado é uma resposta a um já dito, seja numa situação imediata, seja num contexto mais amplo. Não se trata aqui do diálogo entre falantes numa situação de conversação, mas da relação do enunciado com o que já foi dito sobre o mesmo assunto, e com o que lhe suceder na “corrente ininterrupta da comunicação verbal”. Assim, a fala é sempre constituída de outras que lhe antecederam sobre o tema [...].
(Cunha, 2002, Pág. 181.)
As informações se referem ao conceito de:
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Juiz Fora-MG
De acordo com Fávero (1991), o conceito de textualidade se refere:
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Juiz Fora-MG
Para Marcuschi, a semelhança entre texto e hipertexto é contemplada pelo de conceito de:
Provas
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Juiz Fora-MG
Acabei de focalizar a relação da literatura com os direitos humanos de dois ângulos diferentes. Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles, como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos.
(CANDIDO, A. O direito à literatura. In: CANDIDO, A. Vários escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2011, p. 188. Adaptado.)
De acordo com Candido (2011), a relação entre literatura e direitos humanos pode ser considerada sob quais perspectivas?
Provas
Caderno Container