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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
Na ribeira do Eufrates assentado,
Discorrendo me achei pela memória
Aquele breve bem, aquela glória,
Que em ti, doce Sião, tinha passado.
Da causa de meus males perguntado
Me foi: Como não cantas a história
De teu passado bem e da vitória
Que sempre de teu mal hás alcançado?
Não sabes, que a quem canta se lhe esquece
O mal, inda que grave e rigoroso?
Canta, pois, e não chores dessa sorte.
Respondi com suspiros: Quando cresce
A muita saudade, o piedoso
Remédio é não cantar senão a morte.
(Luís de Camões, 20 sonetos. Org. Sheila Hue. Campinas: Editora da
Unicamp, 2018, p.113).
Considerando as características formais e o núcleo temático, é correto afirmar que o poema retoma o dito popular
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
As Ondas
Entre as trêmulas mornas ardentias,
A noite no alto-mar anima as ondas.
Sobem das fundas úmidas Golcondas,
Pérolas vivas, as nereidas frias:
Entrelaçam-se, correm fugidias,
Voltam, cruzando-se; e, em lascivas rondas,
Vestem as formas alvas e redondas
De algas roxas e glaucas pedrarias.
Coxas de vago ônix, ventres polidos
De alabastro, quadris de argêntea espuma,
Seios de dúbia opala ardem na treva;
E bocas verdes, cheias de gemidos,
Que o fósforo incendeia e o âmbar perfuma,
Soluçam beijos vãos que o vento leva...
(Olavo Bilac, Tarde. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1919, p.48)
Ardentia: s.f. fosforescência sobre as ondas do mar, à noite.
Golconda: s. f. (fig.) mina de riquezas.
Nereida: s.f. cada uma das ninfas do mar, filhas de Nereu.
(Disponíveis em www.aulete.com.br/ Acessado em 30/07/2021.)
Em relação ao soneto de Olavo Bilac (no contexto de sua época), é correto afirmar que a seleção lexical favorece a
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
Tenho horror a de aqui a pouco vos ter já dito o que vos vou dizer. As minhas palavras presentes, mal eu as diga, pertencerão logo ao passado, ficarão fora de mim, não sei onde, rígidas e fatais... Falo, e penso nisto na minha garganta, e as minhas palavras parecem-me gente...
(Fernando Pessoa, O marinheiro. Campinas: Editora da Unicamp, 2020, p. 51.)
O que eu era outrora já não se lembra de quem sou... Às vezes, à beira dos lagos, debruçava-me e fitava-me... Quando eu sorria, os meus dentes eram misteriosos na água... Tinham um sorriso só deles, independentes do meu...
(Idem, p. 52.)
Nos excertos acima, dois fenômenos são apresentados ao leitor e constituem o principal problema dramático da peça de Fernando Pessoa. Assinale a alternativa que identifica e explica corretamente esses fenômenos.
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Leia atentamente o trecho destacado do conto “Seminário dos ratos”, no qual o Chefe das Relações Públicas dirige-se ao Secretário do Bem-Estar Público e Privado. Em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
— Bueno, ontem à noite ele sofreu um pequeno acidente, Vossa Excelência sabe como anda o nosso trânsito! Teve que engessar um braço. Só pode chegar amanhã, já providenciei o jatinho — acrescentou o jovem com energia. — Na retaguarda fica toda uma equipe armada para a cobertura. Nosso Assessor vai pingando o noticiário por telefone, criando suspense até o encerramento, quando virão todos num jato especial, fotógrafos, canais de televisão, correspondentes estrangeiros, uma apoteose. Finis coronat opus, o fim coroa a obra!
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Assinale a alternativa CORRETA acerca do conto “Herbarium”.
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Leia atentamente o trecho destacado do conto “Noturno amarelo” e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
Tudo então aconteceu muito rápido.
Ou foi lento? Vi o Avô dirigir-se
para a porta que ficava no fundo da
sala, pegar a chave que estava no
chão, abrir a porta, deixar a chave
no mesmo lugar e sair fechando a
porta atrás de si. Foi a vez da Avó,
que passou por mim com sua
bengala e seu lorgnon, me fez um
aceno e deixando a chave no mesmo
lugar, seguiu o Avô. Vi Eduarda de
longe, ajudando o noivo a vestir a
capa, Mas onde foram todos?
perguntei e ela não ouviu ou não
entendeu.
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Relações amorosas desgastadas são uma constante nos contos de Lygia Fagundes Telles. Assinale a alternativa que não ilustra essa afirmação.
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Leia atentamente o trecho do conto “A mão no ombro” e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
Deixou cair a folha seca,
enfurnou as mãos nos bolsos e
seguiu pisando com a mesma
prudência da estátua.
Contornou o tufo de begônias,
vacilou entre os dois ciprestes
(mas o que significava essa
estátua?) e enveredou por uma
alameda que lhe pareceu menos
sombria. Um jardim inocente.
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Leia atentamente os versos destacados de “Amar”, da seção “AMAR-AMARO”. Em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
Este o nosso destino:
amor sem conta,
distribuído pelas coisas
pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma
completa ingratidão,
e na concha vazia do
amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais
amor.
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Para apresentar a sua Antologia poética, Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Algumas poesias caberiam talvez em outra seção que não a escolhida, ou em mais de uma. À razão da escolha está na tônica da composição, ou no engano do autor.” (“Informação — NOTA DA PRIMEIRA EDIÇÃO”). Diante do trecho citado, é possível afirmar que
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