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Foram encontradas 4.898 questões.

1228022 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Segundo Afrânio Coutinho, o fragmento “Notas de Teoria literária”:
“A ficção distingue-se de história e da biografia, por estas serem narrativas de fatos reais. A ficção é produto da imaginação criadora, embora, como toda arte, suas raízes mergulhem na experiência humana. Mas o que a distingue das outras formas de narrativa é que ela é uma transfiguração ou transmutação da realidade, feita pelo espírito do artista, este imprevisível e inesgotável laboratório. A ficção não pretende fornecer um simples retrato da realidade, mas antes criar uma imagem da realidade, uma reinterpretação, uma revisão. É o espetáculo da vida através do olhar interpretativo do artista, a interpretação artística da realidade”.
(Afrânio Coutinho. Notas de Teoria Literária).
O fragmento apresentado acima confirma a concepção de que a narrativa de ficção, embora tenha origem na experiência real, seja uma transfiguração da realidade, a exemplo das seguintes criações do Romance brasileiro:
1) Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, que dá voz a um defunto, que narra, logo no primeiro capítulo, os pormenores de sua morte.
2) Graciliano Ramos, em Vidas Secas, que pretendendo manter indícios do Simbolismo, afastou-se dos princípios literários românticos.
3) Guimarães Rosa, em Grande Sertão Veredas, que optou por transfigurar não apenas traços da realidade, mas entrou pela área linguística e a reinterpretou também.
4) Clarice Lispector, em A hora da Estrela, que, fiel à ficção, questiona sua própria habilidade para compor uma narração no gênero ‘romance’.
Estão corretas:
 

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1226682 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto “VII”, de Cláudio Manuel da Costa, para responder às questões de 09 a 13.
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado,
E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado;
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era;
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!
(Cláudio Manuel da Costa. Obras, 2002.)
O eu lírico recorre ao recurso expressivo conhecido como hipérbole no verso:
 

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1226588 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Método
Orgão: Pref. Ipiranga Norte-MT
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A literatura possui o seu significado, na sua própria essência epistemológica do termo, sendo:
 

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1220019 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Metrópole
Orgão: IPREV Maceió-AL
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Texto 3

Identidade

Preciso ser um outro
Para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que desgasta

Sou pólen sem inseto

Sou areia sustentando
O sexo das árvores

Existo onde me desconheço
Aguardando pelo meu passado
Ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
No mundo por que luto nasço.

Mia Couto, em “Raiz de orvalho e outros poemas”. Lisboa: Editorial Caminho, 1999.

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto, julgue os itens seguintes:

I. Para o eu lírico, a identidade é construída na oposição entre coisas, pois tudo parece conflitar.

II. Combater e lutar são palavras do mesmo campo semântico, mas a forma que a poesia as emprega atribui a elas sentidos distintos no contexto utilizado.

III. A poesia desassossega: a formação dos versos é proposital, uma vez que invertida a ordem deles, o sentido não seria alterado.

 

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1203012 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO 3

O Açúcar

Ferreira Gullar

O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por
milagre.

Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.

Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o
Oliveira,
dono da mercearia.

Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de
fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em
Ipanema.

GULLAR, Ferreira. Toda Poesia. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1980. p.277-278.

Ferreira Gullar, autor do texto 3, é um poeta maranhense, engajado em causas militantes, e foi considerado, em 2014, imortal pela Academia Brasileira de Letras. Este poeta insere-se como importante representante na literatura brasileira

 

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1198457 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO 3

No Mundo das Letras

Vem à livraria nas horas de maior movimento, mas isso, já se sabe, é de propósito: facilita-lhe o trabalho.

Rouba livros. Faz isso há muitos anos, desde a infância, praticamente. Começou roubando um texto escolar que precisava para o colégio: foi tão fácil que gostou; e passou a roubar romances de aventura, livros de ficção científica, textos sobre arte, política, ciência, economia. Aperfeiçoou tanto a técnica que chegava a furtar quatro, cinco livros de uma vez. Roubou livros em todas as cidades por onde passou. Em Londres, uma vez, quase o pegaram; um incidente que recorda com divertida emoção.

No início, lia os livros que roubava. Depois, a leitura deixou de lhe interessar. A coisa era roubar por roubar, por amor à arte; dava os livros de presente ou simplesmente os jogava fora. Mas cada vez tinha menos tempo para ir às livrarias; os negócios o absorviam demais. Além disso, não podia, como empresário, correr o risco de um flagrante. Um problema – que ele resolveu

como resolve todos os problemas, com argúcia, com arrojo, com imaginação.

Zás! Acabou de surrupiar um. Nada de espetacular nessa operação: simplesmente pegou um pequeno livro e o enfiou no bolso. Olha para os lados; aparentemente ninguém notou nada. Cumprimenta-me e se vai.

Um minuto depois retorna. Como é que me saí, pergunta, não sem ansiedade. Perfeito, respondo, e ele sorri, agradecido. O que me deixa satisfeito; elogiá-lo é não apenas um ato de compaixão, é também uma medida de prudência. Afinal, ele é o dono da livraria.

SCLIAR, Moacyr. No Mundo das Letras. In: SCLIAR, Moacyr; FONSECA, Rubem; MIRANDA, Ana. Pipocas. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

Moacyr Scliar, autor da crônica No Mundo das Letras, é gaúcho e ganhou alguns prêmios, tais como Prêmio Jabuti e Prêmio José Lins do Rego. Atente para as seguintes afirmações sobre o autor:

I. O estilo de Moacyr Scliar é leve e irônico.

II. O autor faz parte da literatura contemporânea.

III. Os textos de Moacyr Scliar são diretos e com escrita simples.

Está correto o que se afirma em

 

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1159934 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Leia os textos abaixo para responder as questões de 31 a 33.

Texto 1
Leitura
Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca
vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso
ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera.
LEITURA. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.
Texto 2
Fragmento
Bem-aventurado o que pressentiu quando a manhã começou: não vai ser diferente da noite. Prolongados permanecerão o corpo sem pouso, o pensamento dividido entre deitar-se primeiro à esquerda ou à direita e mesmo assim anunciou paciente ao meio-dia: algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda, um vento bom entra pela janela.
FRAGMENTO. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.

Marque ( V ) para Verdadeiro ou ( F ) para Falso e assinale a sequência CORRETA:

(_____) Houve um erro de concordância no termo em destaque no verso: “os lábios de novo e a cara circulados de sangue”.
(_____) No texto 1, o eu poético está descrevendo a imagem do pai ressuscitado pela lembrança.
(_____) Os dois poemas têm em si o mesmo tema.
(_____) Houve um erro de concordância no termo destacado no verso: “Prolongados permanecerão o corpo sem pouso”, pois, obrigatoriamente, ele deveria concordar com o termo “corpo sem pouso”.

 

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1159929 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
Provas:

Leia os textos abaixo para responder as questões de 31 a 33.

Texto 1
Leitura
Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca
vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso
ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera.
LEITURA. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.
Texto 2
Fragmento
Bem-aventurado o que pressentiu quando a manhã começou: não vai ser diferente da noite. Prolongados permanecerão o corpo sem pouso, o pensamento dividido entre deitar-se primeiro à esquerda ou à direita e mesmo assim anunciou paciente ao meio-dia: algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda, um vento bom entra pela janela.
FRAGMENTO. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.

Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA:

I – O eu lírico do texto 1 sofreu uma desilusão amorosa.
II – O eu poético do texto 2 sente saudades de casa.
III – Quando o autor do texto 1 fala: “maçãs temporãs”, significa que eram maçãs suculentas.

 

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1159927 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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É autor do Romantismo Brasileiro, EXCETO:

 

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1159861 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Com relação ao Romantismo brasileiro faça a associação e assinale a sequência CORRETA:

( 1 ) O mal do século
( 2 ) Poesia social
( 3 ) Poesia indianista
(_____)Primeira Geração
(_____)Segunda Geração
(_____)Terceira Geração

 

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