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Os avanços das pesquisas em literatura, em didática da literatura nas escolas e na formação de leitores consideram mudanças radicais e importantes nos seguintes aspectos: 1. Mudança na concepção de literatura na contemporaneidade; 2. Mudança no que se refere ao que seja leitura literária; 3. Mudanças da compreensão de como se constitui uma cultura literária. No que se refere somente ao item 1, pode-se afirmar corretamente que as mudanças evidenciadas por referidas pesquisas são:
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“Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura tudo,
tudo, tudo não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura.”
LEMINSKI, Paulo. O ex-estranho. 1. ed. Organização e seleção de Alice Ruiz S. e Áurea Leminski. Curitiba: Iluminuras, 1996, 76p
Tomando como base um dos sentidos revelados pelo eu lírico do poema acima, quais das asserções abaixo trazem uma melhor contextualização do ensino-aprendizagem interdisciplinar entre língua portuguesa e literatura?
I. Leitura. Relação da mensagem do poema com práticas sociais não duráveis. Exploração dos jogos de palavras e da estrutura do poema. Conexão da ideia de “fugacidade” (do eu lírico) com a de “liquidez humana” (de Zygmunt Bauman).
II. Declamação do poema. Escansão dos versos. Análise estrutural da estrofe. Localização temporal do autor do poema com o objetivo de saber seu pertencimento a alguma escola ou movimento literários.
III. Declamação do poema. Vinculação da aparência sonora rítmica imitando as batidas de um coração, versos 3 ao 7, à temática “fragilidade humana”. Interpretação textual. Análise semântica dos advérbios na poesia e de seu uso na oralidade.
IV. Leitura. Modo e Tempo verbais. Morfologização. Sintagmas verbais e nominais.
Assinale
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Nas últimas décadas, dispositivos legais, estudiosos e pesquisadores debruçados sobre a relação específica entre escola, literatura e competência leitora têm orientado que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Jaru-RO
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor contar
Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar
Um burro vai devagar
Devagar... as janelas olham
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade
Pela leitura do texto, pode-se afirmar que:
I. O título representa a síntese do poema.
II. O termo qualquer é um pronome indefinido.
III. O termo devagar que aparece em 4 versos é um adjetivo.
IV. Em “...as janelas olham”, o poeta se referia às pessoas que espiavam da janela.
Estão corretas apenas as afirmativas:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Jaru-RO
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor contar
Um homem vai devagar
Um cachorro vai devagar
Um burro vai devagar
Devagar... as janelas olham
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade
No último verso do poema, o poeta manifesta um sentimento de:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Juazeiro do Norte-CE
Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.
[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.
Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...
*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.
Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.
Pertencem à mesma Escola Literária do autor
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Pref. Juazeiro do Norte-CE
Leia o texto a seguir para responder às questões 41 a 48.
[...]A entrada dos prisioneiros foi comovedora.
Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se, comoviam-se. O arraial, in extremis*, punha-lhes adiante, naquele armistício, uma legião desarmada, mutilada, faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros - a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana, entre trágica e humana, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos , filhos arrastados pelos braços, passando; crianças , sem-número de crianças; velhos, sem -numero de velhos ; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante..[...] Uma megera assustadora, bruxa rebarbativa e magra [...] rompia, em andar sacudido pelos grupos miserandos, atraindo a atenção geral. Tinha nos braços uma menina [...] E essa criança horrorizava. A sua face esquerda fora arrancada, havia tempos, por um estilhaço de granada; de sorte que os maxilares se destacavam alvíssimos, entre bordos vermelhos da ferida já cicatrizada...
*Nos últimos instantes de vida. Os Sertões – Euclides da Cunha.
Com base no texto e em seus conhecimentos, responda às questões a seguir.
O autor do texto filia-se literariamente ao
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PB
TEXTO II PARA AS QUESTÕES 11 A 20
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os
epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente
civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoismo que
induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da
5 sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável
dos que sabem os seus mortos na vala comum(*); parece-
lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
A construção textual “E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo (...)” (linhas 2 e 3) constrói-se por meio de recurso de ironia, o que gera, no contexto apresentado, uma crítica
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: IF-PB
TEXTO II PARA AS QUESTÕES 11 A 20
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os
epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente
civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoismo que
induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da
5 sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável
dos que sabem os seus mortos na vala comum(*); parece-
lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
O trecho “E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou.” (linhas 2 a 5) é construído sob a lógica da coesão sequencial que não se utiliza de marcadores argumentativos para ligar as estruturas oracionais. Caso se substituísse o sinal de ponto e vírgula por um marcador textual de coesão sequencial, sem que se altere a coerência do texto, ter-se-ia o seguinte conectivo:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMT
Orgão: Pref. Pontes Lacerda-MT
Instrução: Leia o trecho abaixo. Um dos aspectos da competência discursiva é o sujeito ser capaz de utilizar a língua de modo variado, para produzir diferentes efeitos de sentido e adequar o texto a diferentes situações de interlocução oral e escrita. É o que aqui se chama de competência linguística e estilística (PCN, 1998).
Sobre esse aspecto da linguagem, leia o poema abaixo, para responder às questões 28 e 29.
Irene no céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
(BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. 11ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986.)
A respeito do uso da linguagem e efeito de sentido, marque a afirmativa INCORRETA.
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