Magna Concursos

Foram encontradas 5.099 questões.

1011960 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
Provas:
Contranarciso
em mim
eu vejo o outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas
o outro
que há em mim
é você
você
e você
assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós
LEMINSKI,P. Toda poesia. São Paulo: Cia. das Letras, 2013.
A busca pela identidade constitui uma faceta da tradição literária, redimensionada pelo olhar contemporâneo. No poema, essa nova dimensão revela a
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1008246 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Provas:
O rumor crescia, condensandose; o zunzum de todos os dias acentuavase; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto!$ ^{a)} !$ que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavamse* discussões e rezingas**; ouviam-se gargalhadas!$ ^{b)} !$ e pragas; já se não falava, gritavase. Sentiase naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir!$ ^{c)} !$, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.
Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham como formigas; fazendo compras.
Duas janelas do Miranda abriramse. Apareceu numa a Isaura, que se dispunha a começar a limpeza da casa.
Nhá Dunga! gritou ela para baixo!$ ^{d)} !$, a sacudir um pano de mesa; se você tem cuscuz de milho hoje, bata na porta!$ ^{e)} !$, ouviu?
Aluísio Azevedo, O cortiço.
Constitui marca do registro informal da língua o trecho
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1007730 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
Provas:

A questão refere-se ao Romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.

enunciado 2051557-1

Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas.

Considerando que o romance é de Clarice Lispector, pode-se inferir que a frase do narrador é irônica. Essa ironia está baseada na:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1007679 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
Provas:

A QUESTÃO REFERE-SE AO CONTO “O espelho”, do livro Primeiras estorias, de João Guimarães Rosa.

Que amedrontadora visão seria então aquela? Quem o Monstro?

Com base na leitura do conto, a visão retratada na pergunta desencadeia o seguinte sentimento:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1002642 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
Provas:

A questão refere-se ao Romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.

enunciado 2051434-1

Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa. Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiriam como não existiriam.

O romance enfatiza que a personagem Macabéa vive a realidade de milhares de moças, como exemplifica o trecho citado.

Essa ênfase critica o processo sofrido por todas elas de:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1002572 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
Provas:
Sobre a obra Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, é correto afirmar:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1002571 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
Provas:
Ainda sobre Triste fim de Policarpo Quaresma, podemos afirmar:
I - O texto faz intertextualidade com Dom Quixote; o autor estabelece comparação, tendo em vista que ambos não viviam a realidade, viviam seus sonhos e objetivos, embora parecesse estranho para os outros.
II – A obra está dividida em três partes: na primeira Policarpo começa a apreender violão e busca nas modinhas brasileiras o resgate da cultura. Na segunda, ele se muda para o sítio, buscando assim retirar das terras brasileiras seu sustento e acreditando que com tanta terra fértil, o melhor a ser feito era ser aproveitado. Já na terceira e última parte, o Major busca através de sua participação na revolta transformar o país.
III - Quaresma fica determinado a cumprir seu objetivo, que manda uma carta ao governo, em língua tupi, dando o pontapé inicial aos problemas que o acompanham até o fim do livro.
IV - Policarpo Quaresma era conhecido por todos como Major devido a seu trabalho no Exercito Brasileiro. Era um patriota apaixonado pelo Brasil e além de seu trabalho, era visto com muita curiosidade por todos, já que era um estudioso.
Sobre as afirmativas, é correto afirmar:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1002407 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
Provas:

Quando este(a) autor(a) publicou seu primeiro livro, duas vertentes assinalavam o panorama da ficção brasileira: o regionalismo e a reação espiritualista. Sua obra vai representar uma síntese feliz das duas vertentes. Como regionalista, volta- se para os interiores do país, pondo em cena personagens plebeias e “típicas”. Leva a sério a função da literatura como documento, ao ponto de reproduzir a linguagem característica daquelas paragens. Porém, como os autores da reação espiritualista, descortina largo sopro metafísico, costeando o sobrenatural, em demanda da transcendência. No que superou a ambas, distanciando-se, foi no apuro formal, no caráter experimentalista da linguagem, na erudição poliglótica, no trato com a literatura universal de seu tempo, de que nenhuma das vertentes dispunha, ou a que não atribuíam importância. E no fato de escrever prosa como quem escreve poesia – ou seja, palavra por palavra, ou até fonema por fonema.

(Walnice Nogueira Galvão. “Introdução”, 2000. Adaptado.)

Esse comentário refere-se a

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1001028 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNTEF
Orgão: IF-PR
Provas:

Leia o texto a seguir.

E se o oceano incendiar
E se cair neve no sertão
E se o urubu cocorocar
E se o botafogo for campeão
E se o meu dinheiro não faltar
E se o delegado for gentil
E se tiver bife no jantar
E se o carnaval cair em abril
E se o telefone funcionar
(...)
E se tiver sopa pro peão (Francis Hime)

Assinale a alternativa correta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
999819 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
Provas:
A velha e gloriosa corveta – que pena! – já nem sequer lembrava o mesmo navio d’outrora, sugestivamente pitoresco, idealmente festivo, como um galera de lenda, branca e leve no mar alto, grimpando serena o corcovo das ondas!...
Estava outra, muito outra com o seu casco negro, com as suas velas encardidas de mofo, sem aquele esplêndido aspecto guerreiro que entusiasmava a gente nos bons tempos de “patescaria”. Vista ao longe, na infinita extensão azul, dir-se-ia, agora, a sombra fantástica de um barco aventureiro. Toda ela mudada, a velha carcaça flutuante, desde a brancura límpida e triunfal das velas até a primitiva pintura do bojo.
No entanto ela aí vinha – esquife agourento – singrando águas da pátria, quase lúgubre na sua marcha vagarosa; ela aí vinha, não já como uma enorme garça branca flechando a líquida planície, mas lenta, pesada, como se fora um grande morcego apocalíptico de asas abertas sobre o mar...
Havia pouco entrara na região das calmarias: o pano começava a bater frouxo, mole, inchando cada solavanco, para recair depois, com uma pancada surda e igual, no mesmo abandono sonolento; a viagem tornava-se monótona; a larga superfície do oceano estendia-se muito polida e imóvel sob a irradiação meridional do sol, e a corveta deslizava apenas, tão de leve, tão de leve que mal se lhe percebia o movimento.
Nem sinal de vela na linha azul do horizonte, indício algum de criatura humana fora daquele estreito convés: água, somente água em derredor, como se o mundo houvesse desaparecido num dilúvio medonho..., e no alto, lá em cima, o silêncio infinito das esferas obumbradas pela chuva de ouro do dia.
Triste e nostálgica paisagem, onde as cores desmaiavam à força de luz e a voz humana perdia-se numa desolação imensa!
Marinheiros conversavam à proa, sentados uns no castelo, outros em pé, colhendo cabos ou estendendo roupa ao sol, tranqüilamente, esquecidos da faina. As chapas dos mastros, a culatra das peças, varais de escotilha, tudo quanto é aço e metal amarelo reluz fortemente, encandeando a vista.
De vez em quando há um grande rebuliço: a mastreação geme, como se fora desprender-se toda, o pano bate com força de encontro às vergas, chocam-se cabos com um ruidozinho seco, e ouve-se o cachoeirar da água no bojo da velha nau.
— Agüenta! diz uma voz.
E volta o sossego e continua a pasmaceira, o tédio, a calmaria sem fim...
Já os primeiros sintomas de indolência refletiam-se no semblante da gente, convertendo-se em bocejos e espreguiçamentos de sesta, e ainda ficavam tão longe as montanhas da costa e os carinhos da família!...
Escasseavam os gêneros, e o regimen de carne-seca e das conservas em lata aproximava-se ameaçadoramente, causando apreensões à marinhagem.
Tinham dado onze horas na sineta de proa.
O tenente que estava de quarto no passadiço conferiu o relógio d’algibeira, um belo cronômetro de ouro comprado em Toulon, torceu o bigode, passou uma vista d’olhos no aparelho, e, dirigindo-se para a espada que descansava junto ao mastro, numa voz clara um pouco, metálica:
— Corneta!
Era um oficial distinto, moço, moreno, os olhos vivos e inteligentes, grande calculista, jogador da sueca e autor de um Tratado elementar de navegação prática.
Ninguém a bordo o excedia na procura dos logaritmos. Calculava d’olhos fechados, e senos e cosenos acudiam-lhe à ponta do lápis de um modo admirável. Era, invariavelmente, o primeiro que achava a hora meridiana. Tornara-se conhecido logo ao sair da escola pelo sei entranhado amor às matemáticas e à vida naval. Como guarda-marinha deixava-se ficar a bordo nos dias de folga, somente “para não perder o hábito”. Inimigo de terra, preferia o farniente de seu camarote, ali ao pé dos livros e das fotografias marítimas, ao movimento esterilizador e absorvente dos cafés e dos teatros.
— Corneta! repetiu, carregando o semblante numa sombria expressão de constrangimento.
Outras bocas foram transmitindo a ordem até que surgiu, correndo, a figura exótica de um marinheiro negro, d’olhos muito brancos, lábios enormemente grossos, abrindo-se num vago sorriso idiota, e em cuja fisionomia acentuavam-se linhas características de estupidez e subserviência
— Pronto! disse levando a mão ao boné com um jeito marcial.
— Toca mostra, ordenou o tenente.
s primeiras notas da corneta, límpidas e sem eco no silêncio do mar alto, houve logo um estranho bulício em todos os recantos da corveta. – Agora os marinheiros que descansavam à proa, olhavam-se por cima dos ombros com ar desconfiado. Na tolda e pelas cobertas o movimento foi-se acelerando à proporção que o toque finalizava, sobressaindo no atropelo a voz dos guardiões: — Sobe, sobe, – tudo para cima! – de envolta com um barulho de ferros que vinha dos porões.
O “mestre d’armas”, cabrocha pedante, muito cheio de si e de seus galões reluzentes, ia enfileirando a marinhagem por alturas, num exagero metódico de instrutor de colégio, arredando uns para colocar outros, advertindo estes porque não tinham a camisa abotoada e aqueles porque não tinham “fita” no boné, ameaçando estoutro de levá-lo à presença de “seu” tenente porque recusavase a perfilar...
Oficiais começavam a aparecer em segundo uniforme – boné e dragonas –, arrastando as espadas, mirando-se d’alto a baixo, apertados no talim de pano azul, por cima da farda.
Com pouco estava tudo pronto, marinheiros e oficiais – aqueles alinhados a dois de fundo, num e noutro bordo, estes a ré, perto do mastro grande, em atitude respeitosa de quem vai assistir a um ato solene.
Tinha-se feito silêncio. Uma ou outra voz segredava baixinho, timidamente. E agora, no silêncio da mostra, é que se ouvia bem o cachoeira de água no bojo da corveta caturrando...
— Agüenta!
Por fim apareceu o comandante abotoando a luva branca de camurça, teso na sua farda nova, o ar autoritário, solta a espada num abandono elegante, as dragonas tremulando sobre os ombros em cachos de ouro, todo ele comunicando respeito.
Era homem robusto de feições e presença nobre, olhar enérgico, muito moreno, desse moreno carregado, cor de bronze, que o sol imprime nos homens do mar, bigode largo e compacto, levemente grisalho, com uma ponta de arrogância convencional.
São também obras do autor do texto acima
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas