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Foram encontradas 4.898 questões.

3249098 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMA
Orgão: IF-MA

Neném bagunceiro

Neném faz lambança comendo canjica.

Babá se enquizila e dá um chilique:

- Moleque sapeca! Não faça bagunça!

Nenê, encabulado, funga, faz dengo...

Babá engambela, faz cafuné:

- Nana, nenê, que a Cuca já vem...

Nenê esquece a fuzarca... bambeia e cochila...

(Falando Banto – Eneida Gaspar)

Considerando o texto de Eneida Gaspar, no contexto da literatura afro-brasileira, pode-se afirmar que o poema

 

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3249097 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMA
Orgão: IF-MA

“Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.

O meu verso é bom

Frumento sem joio.

Faço rimas com

Consoante de apoio.”

(Fragmento de Os Sapos, Manoel Bandeira)

Nesse trecho do poema Os Sapos, de Manoel Bandeira, declamado na Semana de Arte Moderna por Ronald Carvalho, observa-se uma crítica direta a um movimento literário brasileiro que estava em evidência na época da Semana de Arte Moderna. O movimento literário censurado no poema é o

 

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3249091 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFMA
Orgão: IF-MA

A vertente da literatura brasileira, que se volta para o passado a fim de retratar o Brasil (e, consequentemente, os indivíduos que neste país vivem), iniciou-se no século XIX no movimento literário

 

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3056459 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: Univaço
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Os períodos literários, também conhecidos como escolas, correntes ou movimentos, correspondem a fases histórico-culturais em que determinados valores estéticos e ideológicos resultam na criação de obras mais ou menos próximas no estilo e na visão de mundo. Estabeleça a relação entre o período literário e suas principais características.

PERÍODO

(1) Barroco

(2) Arcadismo

(3) Romantismo

(4) Realismo

(5) Parnasianismo (poesia)

(6) Modernismo (prosa e poesia)

CARACTERÍSTICAS

( ) Individualismo e subjetivismo; sentimentalismo; culto da natureza; imaginação e fantasia; liberdade de expressão e valorização do passado.

( ) Expressão ideológica da contrarreforma; conflito entre corpo e alma; temática do desengano; linguagem conflituosa e ornamentada.

( ) Objetividade e impassibilidade; Teoria da Arte pela Arte (Verdade = Beleza = Forma); perfeição formal; descrição de objetos e Antiguidade greco-romana.

( ) Liberdade de expressão; valorização do cotidiano; linguagem coloquial; paródia e verso livre; ausência de fronteira entre os gêneros; nacionalismo crítico e irônico.

( ) Ligação com o Iluminismo; celebração do racionalismo; imitação dos clássicos; imitação da natureza campestre; canto da vida pastoril.

( ) Objetividade; verossimilhança; racionalismo (análise psicológica e social); predomínio do urbano; busca pela perfeição formal.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

 

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2661055 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Enunciado 3280797-1
Revista Isto É. São Paulo: Ed. Três. n. 2337, 10 set. 2014, p.4.
A obra de arte mencionada no conjunto de informações acima e sua autora são representativas da primeira fase do Modernismo e correspondem à vertente chamada de
 

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2506554 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dizem que o Brasil é uma potência agrícola — e isso é verdade. Mas cuidado com esse discurso. Por mais irônico que pareça, o país considerado “celeiro do mundo” apresenta notável deficiência no uso inteligente de um precioso recurso natural: a água. É certo que temas ambientais raramente suscitam consensos. Nesse caso, entretanto, parece imperar desconfortável unanimidade entre os especialistas. “A necessidade de usarmos com mais racionalidade os recursos hídricos na agricultura é uma constatação de todos os pesquisadores que trabalham diretamente com o assunto”, garante um engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Kugler. A economia do ouro azul. In: Ciência Hoje, set./2014 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.

Na obra Casa Grande e Senzala, Gilberto Freyre defende a tese de que o Brasil é muito mais europeu que africano e classifica a miscigenação como entrave ao pleno desenvolvimento do país.

 

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2506487 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.

Isto era o que Jerônimo sentia, mas o que o tonto não podia conceber. De todas as impressões daquele resto de domingo só lhe ficou no espírito o entorpecimento de uma desconhecida embriaguez, não de vinho, mas de mel chuchurreado no cálice de flores americanas, dessas muito alvas, cheirosas e úmidas, que ele na fazenda via debruçadas confidencialmente sobre os limosos pântanos sombrios, onde as oiticicas trescalam um aroma que entristece de saudade.

E deixava-se ficar, olhando. Outras raparigas dançaram, mas o português só via a mulata, mesmo quando, prostrada, fora cair nos braços do amigo. Piedade, a cabecear de sono, chamara-o várias vezes para se recolherem; ele respondeu com um resmungo e não deu pela retirada da mulher.

Passaram-se horas, e ele também não deu pelas horas que fugiram.

O círculo do pagode aumentou: vieram de lá defronte a Isaura e a Leonor, o João Romão e a Bertoleza, desembaraçados da sua faina, quiseram dar fé da patuscada um instante antes de caírem na cama; a família do Miranda pusera37 se à janela, divertindo-se com a gentalha da estalagem; reunira povo lá fora na rua; mas Jerônimo nada vira de tudo isso; nada vira senão uma coisa, que lhe persistia no espírito: a mulata ofegante a resvalar voluptuosamente nos braços do Firmo.

Só deu por si quando, já pela madrugada, se calaram de todo os instrumentos e cada um dos folgadores se recolheu a casa.

E viu a Rita levada para o quarto pelo seu homem, que a arrastava pela cintura.

Aluísio Azevedo. O cortiço. São Paulo: Ática, 1997.

Tendo como referência o fragmento acima, da obra O Cortiço, de Aluísio Azevedo, e considerando as estéticas romântica e naturalista, julgue o item a seguir.

Apesar de O Cortiço ser uma obra naturalista, verifica-se, no trecho apresentado, a idealização romântica de Rita Baiana, patente na forma como é descrita pelo narrador.

 

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2506484 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.

Isto era o que Jerônimo sentia, mas o que o tonto não podia conceber. De todas as impressões daquele resto de domingo só lhe ficou no espírito o entorpecimento de uma desconhecida embriaguez, não de vinho, mas de mel chuchurreado no cálice de flores americanas, dessas muito alvas, cheirosas e úmidas, que ele na fazenda via debruçadas confidencialmente sobre os limosos pântanos sombrios, onde as oiticicas trescalam um aroma que entristece de saudade.

E deixava-se ficar, olhando. Outras raparigas dançaram, mas o português só via a mulata, mesmo quando, prostrada, fora cair nos braços do amigo. Piedade, a cabecear de sono, chamara-o várias vezes para se recolherem; ele respondeu com um resmungo e não deu pela retirada da mulher.

Passaram-se horas, e ele também não deu pelas horas que fugiram.

O círculo do pagode aumentou: vieram de lá defronte a Isaura e a Leonor, o João Romão e a Bertoleza, desembaraçados da sua faina, quiseram dar fé da patuscada um instante antes de caírem na cama; a família do Miranda pusera37 se à janela, divertindo-se com a gentalha da estalagem; reunira povo lá fora na rua; mas Jerônimo nada vira de tudo isso; nada vira senão uma coisa, que lhe persistia no espírito: a mulata ofegante a resvalar voluptuosamente nos braços do Firmo.

Só deu por si quando, já pela madrugada, se calaram de todo os instrumentos e cada um dos folgadores se recolheu a casa.

E viu a Rita levada para o quarto pelo seu homem, que a arrastava pela cintura.

Aluísio Azevedo. O cortiço. São Paulo: Ática, 1997.

Tendo como referência o fragmento acima, da obra O Cortiço, de Aluísio Azevedo, e considerando as estéticas romântica e naturalista, julgue o item a seguir.

A escolha vocabular indica que Aluísio Azevedo procurou desvincular-se do padrão realista do século XIX, como demonstra a presença de traços do simbolismo, tendência literária que caracterizou a literatura brasileira nas décadas finais desse século.

 

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2506479 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
fui honrado pastor da tua aldeia;
vestia finas lãs e tinha sempre
a minha choça do preciso cheia.
Tiraram-me o casal e o manso gado,
nem tenho a que me encoste um só cajado.

Para ter que te dar, é que eu queria
de mor rebanho ainda ser o dono;
prezava o teu semblante, os teus cabelos
ainda muito mais que um grande trono.
Agora que te oferte já não vejo,
além de um puro amor, de um são desejo.

Se o rio levantado me causava,
levando a sementeira, prejuízo,
eu alegre ficava, apenas via
na tua breve boca um ar de riso.
Tudo agora perdi; nem tenho o gosto
de ver-te ao menos compassivo o rosto.

Thomaz Antonio Gonzaga. Marília de Dirceu.
Rio de Janeiro: Edouro, 1992. p. 74.

Tendo por referência o fragmento acima, da obra Marília de Dirceu, de Thomaz Antonio Gonzaga, e considerando a estética árcade, julgue o item a seguir.

A obra de Thomaz Antonio Gonzaga insere-se no contexto histórico colonial brasileiro do século XVIII, quando a mineração foi suplantada pela cana-de-açúcar, de enorme lucratividade, e a população rural aumentou devido à necessidade de mão de obra no campo.

 

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2506478 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,
fui honrado pastor da tua aldeia;
vestia finas lãs e tinha sempre
a minha choça do preciso cheia.
Tiraram-me o casal e o manso gado,
nem tenho a que me encoste um só cajado.

Para ter que te dar, é que eu queria
de mor rebanho ainda ser o dono;
prezava o teu semblante, os teus cabelos
ainda muito mais que um grande trono.
Agora que te oferte já não vejo,
além de um puro amor, de um são desejo.

Se o rio levantado me causava,
levando a sementeira, prejuízo,
eu alegre ficava, apenas via
na tua breve boca um ar de riso.
Tudo agora perdi; nem tenho o gosto
de ver-te ao menos compassivo o rosto.

Thomaz Antonio Gonzaga. Marília de Dirceu.
Rio de Janeiro: Edouro, 1992. p. 74.

Tendo por referência o fragmento acima, da obra Marília de Dirceu, de Thomaz Antonio Gonzaga, e considerando a estética árcade, julgue o item a seguir.

Em conformidade com as normas da convenção árcade, o poema foi construído com imagens poéticas de um mundo pastoril idealizado.

 

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