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2238369 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
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Leia o fragmento de texto, analise as afirmações e assinale a alternativa correta:
CONCLUSÃO FELIZ
"A comadre passou com a viúva e sua tia o tempo do nojo, e acompanhou-as à missa de sétimo dia. O Leonardo compareceu também nessa ocasião, e levou a família à casa depois de acabado o sacrifício.
Aquele aperto de mão que no dia do enterro de seu marido Luisinha dera ao Leonardo não caíra no chão a O. Maria, assim como também lhe não escaparam muitos outros fatos consecutivos a esse. O caso é que não lhe passava extravagante certa ideia que lhe andava na mente."
I- A obra analisada é Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida.
II -A narrativa se passa no século XIX, no tempo do rei Dom João no Brasil.
III -A idéia extravagante de O. Maria era casar-se com Leonardo, antes deste reatar com Luisinha.
IV- Este fragmento de obra romântica difere das demais pelo humor, pela ironia no retrato dos costumes brasileiros e pela linguagem coloquial.
 

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1898630 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: Univaço
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O ciclista

Dalton Trevisan

Curvado no guidão lá vai ele numa chispa. Na esquina dá com o sinal vermelho e não se perturba – levanta voo bem na cara do guarda crucificado. No labirinto urbano persegue a morte com o trim-trim da campainha: entrega sem derreter sorvete a domicílio.

É sua lâmpada de Aladino a bicicleta e, ao sentar-se no selim, liberta o gênio acorrentado ao pedal. Indefeso homem, frágil máquina, arremete impávido colosso, desvia de fininho o poste e o caminhão; o ciclista por muito favor derrubou o boné.

Atropela gentilmente e, vespa furiosa que morde, ei-lo defunto ao perder o ferrão. Guerreiros inimigos trituram com chio de pneus o seu diáfano esqueleto. Se não se estrebucha ali mesmo, bate o pó da roupa e – uma perna mais curta – foge por entre nuvens, a bicicleta no ombro.

Opõe o peito magro ao para-choque do ônibus. Salta a poça d'água no asfalto. Num só corpo, touro e toureiro, golpeia ferido o ar nos cornos do guidão.

Ao fim do dia, José guarda no canto da casa o pássaro de viagem. Enfrenta o sono trim-trim a pé e, na primeira esquina, avança pelo céu na contramão, trim-trim.

(TREVISAN, D. O ciclista. In: BOSI, A. (org). O conto brasileiro contemporâneo. 14 ed. São Paulo: Cultrix, 1997. p. 189.)

Em relação aos elementos constitutivos do conto, NÃO está correto afirmar que:

 

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1898629 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: Univaço
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O texto abaixo reproduz algumas estrofes do poema “Um cadáver de poeta”, do romântico Álvares de Azevedo.

De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto...
O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste que sem mãe agonizava...
Resta um poeta morto!

Morrer! e resvalar na sepultura,
Frias na fronte as ilusões – no peito
Quebrado o coração!
Nem saudades levar da vida impura
Onde arquejou de fome... sem um leito!
Em treva e solidão!

Tu foste como o sol; tu parecias
Ter na aurora da vida a eternidade
Na larga fronte escrita...
Porém não voltarás como surgias!
Apagou-se teu sol da mocidade
Numa treva maldita!

Tua estrela mentiu. E do fadário
De tua vida a página primeira
Na tumba se rasgou...
Pobre gênio de Deus, nem um sudário!
Nem túmulo nem cruz! como a caveira
Que um lobo devorou!...

[...]

(AZEVEDO, A. Lira dos vintes anos e outros poemas. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 2006. p.109)

Sobre esse poema, analise as afirmativas a seguir.

I. A obsessão com a morte, presente no trecho, é uma das formas do escapismo romântico.

II. A emoção excessiva, explicitada pelo uso recorrente dos pontos de exclamação, revela um desejo de fuga da realidade, da problemática existencial.

III. O egocentrismo romântico, ligado ao tema da morte, produz um tom de lamentação em relação à finitude do poeta.

IV. A subjetividade, característica da escola romântica, é expressa pela forte presença da marcas de 1ª pessoa do “eu lírico”.

Estão CORRETAS as afirmativas.

 

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Compare o fragmento da cantiga de amor “O que vos nunca cuidei a dizer”, de D. Dinis, à música “Apaixonado”, de Milionário e José Rico, e assinale a alternativa que aponta adequadamente uma semelhança entre as duas, considerando as características do Trovadorismo:

O que vos nunca cuidei a dizer,

con gran coita, senhor, volo direi,

porque me vejo já por vós morrer;

ca sabedes que nunca vos falei

de como me matava vosso amor;

ca sabe Deus ben que d’outra senhor

que eu non havia, me vos chamei.[...]

(D. Dinis – antigo rei de Portugal)

Disponível em <http://www.cirp.es/pls/bdo2/f?p=MEDDB2> Acesso em 30 mai. 2015.

Moreninha linda

Se tu soubesses

O quanto padece

Quem tem amor

Talvez não faria

O que faz agora

Quem te adora

Não tem valor

Não vivo sem ti

Sem ti não sei viver

Se eu perder seus beijos

Juro, querida, que vou morrer

Vou sofrer por ti

Por ti vou sofrer

Se for meu destino

Apaixonado quero morrer.

(Milionário e José Rico)

 

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No ensaio “O direito à literatura”, o célebre crítico literário Antonio Candido estabelece relações entre os direitos humanos e a literatura. Considerando os apontamentos do autor no texto, podemos concluir que:

 

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A poesia de Castro Alves, com o seu tom combativo e vibrante, parece convocar o leitor a indignar-se diante da escravidão. Leia as passagens de Vozes d’África, em que o continente africano assume a voz do poema e queixa-se de seu destino trágico.

[...] Ainda hoje são, por fado adverso,

Meus filhos — alimária do universo,

Eu — pasto universal...

Hoje em meu sangue a América se nutre

Condor que transformara-se em abutre,

Ave da escravidão [...]

(ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p.293)

I - os africanos e a própria África são definidos respectivamente pelas imagens “pasto universal” e alimária do universo”;

II – A hipérbole empregada no verso “hoje em meu sangue a América se nutre” denuncia a escravidão dos negros nas colônias americanas.

III – O condor, grande símbolo da América, converte-se em uma figura grotesca, que condensa o repúdio ao sistema escravista: um abutre, verdadeira “ave da escravidão”.

Considerando as passagens do poema de Castro Alves, está / estão correta(s):

 

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Podendo acontecer que algum dos meus leitores tenha pulado o capítulo anterior, observo que é preciso lê-lo para entender o que eu disse comigo, logo depois que D. Plácida saiu da sala. O que eu disse foi isto:

– Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando à missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de D. Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou D. Plácida. É de crer que D. Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: “Aqui estou. Para que me chamastes?” E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: “Chamamos- te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia”.

ASSIS, Machado de. “Comigo”. In: Memórias Póstumas de Brás Cubas. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.

No excerto, estão presentes algumas das principais características machadianas, a saber:

 

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Este açúcar era cana

e veio dos canaviais extensos

que não nascem por acaso

no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há hospital

nem escola,

homens que não sabem ler e morrem de fome

aos 27 anos

plantaram e colheram a cana

que viraria açúcar.

Em usinas escuras,

homens de vida amarga

e dura

produziram este açúcar

branco e puro

com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

GULLAR, Ferreira. “O açúcar”. In: Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. (Fragmento.)

O texto de Ferreira Gullar apresenta predomínio de características da:

 

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HISTÓRIA 1: Num de seus cadernos de notas, Tchekhov registra esta anedota: “Um homem em Montecarlo vai ao cassino, ganha um milhão, volta para casa, suicida-se”. A forma clássica do conto está condensada no núcleo desse relato futuro e não escrito.

HISTÓRIA 2: Contra o previsível e o convencional (jogar – perder – suicidar-se), a intriga se oferece como um paradoxo. A anedota tende a desvincular a história do jogo e a história do suicídio. Essa cisão é a chave para definir o caráter duplo da forma do conto.

Primeira tese: um conto sempre conta duas histórias.

PIGLIA, Ricardo. “Teses sobre o conto”. In: Formas Breves. Trad. J. M. M. de Macedo.

São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

O escritor e ensaísta Ricardo Piglia analisa autores clássicos a partir dessa sua tese. De acordo com ele:

 

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Erro de português

Quando o português chegou

Debaixo de uma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português

ANDRADE, Oswald de. “Erro de português”. In: O santeiro do mangue e outros poemas. São Paulo:

Globo/Secretaria do Estado da Cultura, 1991.

O poema “Erro de português” apresenta características recorrentes da Primeira Geração Modernista, da qual Oswald de Andrade foi membro profícuo. Encontram-se nele :

 

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