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640213 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Manuel Bandeira não só foi o São João Batista do Modernismo brasileiro, mas também autor de alguns dos versos mais importantes da lírica brasileira no século XX. Dentre as estrofes abaixo, qual foi escrita pelo poeta recifense?
 

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632572 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados
Instinto de nacionalidade
Quem examina a atual literatura brasileira reconhece-lhe logo, como primeiro traço, certo instinto de nacionalidade. Poesia, romance, todas as formas literárias do pensamento buscam vestir-se com as cores do país, e não há negar que semelhante preocupação é sintoma de vitalidade e abono de futuro. As tradições de Gonçalves Dias, Porto Alegre e Magalhães são assim continuadas pela geração já feita e pela que ainda agora madruga, como aqueles continuaram as de José Basílio da Gama e Santa Rita Durão. Escusado é dizer a vantagem deste universal acordo. Interrogando a vida brasileira e a natureza americana, prosadores e poetas acharão ali farto manancial de inspiração e irão dando fisionomia própria ao pensamento nacional.
Esta outra independência não tem Sete de Setembro nem campo de Ipiranga; não se fará num dia, mas pausadamente, para sair mais duradoura; não será obra de uma geração nem duas; muitas trabalharão para ela até perfazê-la de todo. Sente-se aquele instinto até nas manifestações da opinião, aliás mal formada ainda, restrita em extremo, pouco solícita, e ainda menos apaixonada nestas questões de poesia e literatura. Há nela um instinto que leva a aplaudir principalmente as obras que trazem os toques nacionais. A juventude literária, sobretudo, faz deste ponto uma questão de legítimo amor-próprio. Nem toda ela terá meditado os poemas de Uruguai e Caramuru com aquela atenção que tais obras estão pedindo; mas os nomes de Basílio da Gama e Durão são citados e amados, como precursores da poesia brasileira.
A razão é que eles buscaram em roda de si os elementos de uma poesia nova e deram os primeiros traços de nossa fisionomia literária, enquanto que outros, Gonzaga por exemplo, respirando aliás os ares da pátria, não souberam desligar-se das faixas da Arcádia nem dos preceitos do tempo. Admira-se-lhes o talento, mas não se lhes perdoa o cajado e a pastora, e nisto há mais erro que acerto.
Dado que as condições deste escrito o permitissem, não tomaria eu sobre mim a defesa do mau gosto dos poetas arcádicos nem o fatal estrago que essa escola produziu nas literaturas portuguesa e brasileira. Não me parece, todavia, justa a censura aos nossos poetas coloniais, iscados daquele mal; nem igualmente justa a de não haverem trabalhado para a independência literária, quando a independência política jazia ainda no ventre do futuro, e mais que tudo à metrópole e à colônia criara a história da homogeneidade das tradições, dos costumes e da educação. As mesmas obras de Basílio da Gama e Durão quiseram antes ostentar certa cor local do que tornar independente a literatura brasileira, literatura que não existe ainda, que mal poderá ir alvorecendo agora.
Reconhecido o instinto de nacionalidade que se manifesta nas obras destes últimos tempos, conviria examinar se possuímos todas as condições e motivos históricos de uma nacionalidade literária, esta investigação (ponto de divergência entre literatos), além de superior às minhas forças, daria em resultado levar-me longe dos limites deste escrito. Meu principal objeto é atestar o fato atual; ora, o fato é o instinto de que falei, o geral desejo de criar uma literatura mais independente.
Machado de Assis. Crítica: notícia da atual literatura brasileira. (1.ª ed., 1873) São Paulo: Agir, 1959, p. 28-34.
A respeito da obra de Machado de Assis, julgue o item abaixo.
As narrativas naturalistas da França oitocentista são os principais modelos ficcionais de que se vale Machado de Assis para construir um de seus mais célebres romances, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
 

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632331 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPR
Orgão: PM-PR
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Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! (“Um apólogo”)
Adeus, meu caro senhor. Se achar que esses apontamentos valem alguma coisa, pague-me também com um túmulo de mármore, ao qual dará por epitáfio esta emenda que faço aqui ao divino Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que possuem, porque eles serão consolados.” (“O enfermeiro”)
Esses são os parágrafos finais de contos do livro Várias histórias (1896), de Machado de Assis. Sobre essa obra, considere as afirmativas abaixo:
  1. Todos os contos de Várias histórias terminam com algum ensinamento moral, conforme preconizava a estética realista.
  2. Na obra machadiana, a competição acirrada que caracteriza a vida humana tende a se resolver após a morte, que serve de consolo e apaziguamento.
  3. A agulha de “Um apólogo” identificou-se com a reflexão do professor de melancolia: os que abrem caminho nem sempre são premiados por seus esforços.
  4. O protagonista de “O enfermeiro”, que cogitou não receber a herança do homem que ele matou, termina a história rico e sem arrependimentos.
Assinale a alternativa correta.
 

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632192 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPR
Orgão: PM-PR
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Em relação ao romance Fogo morto, de José Lins do Rego, identifique as seguintes afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Por razões de orgulho pessoal, o Mestre José Amaro manifesta em relação ao Coronel Lula de Holanda uma altivez inesperada, dadas suas respectivas posições de poder.
( ) Os destinos pessoais de Marta, Olívia e Neném estão diretamente associados à posição social da mulher no contexto histórico representado.
( ) Apesar das suas limitações no presente, o romance mostra que o capitão Vitorino, dada a justiça das suas opiniões, seria capaz de influenciar positivamente a vida política da região em algum momento futuro.
( ) Na última parte da obra, os cangaceiros, liderados pelo capitão Antônio Silvino, e as forças da lei, representadas pela polícia, aparecem distintamente separadas como figurações do bem e do mal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
 

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632149 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Para responder à questão 14, tome como base as charges 1 e 2.
Enunciado 632149-1
Disponível em: <http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/>. Acesso em: 28 nov. 2014.
Enunciado 632149-2
Disponível em:<http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/>. Acesso em: 28 nov. 2014.
As charges podem ser relacionadas a um fato histórico do Brasil, representativo de um importante momento para a Literatura Brasileira. Considerando as charges, é correto afirmar que
 

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Os dois excertos abaixo fazem referência a um período literário no qual a crítica a problemas brasileiros era frequente. Após a leitura dos dois trechos, assinale a alternativa correta.
Texto 1
Levantou-se e caminhou atrás do amarelo, que era autoridade e mandava. Fabiano sempre havia obedecido. Tinha muque e substância, mas pensava pouco, desejava pouco e obedecia.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record,
1986, p. 27.
Texto 2
Setembro já se acabara, com seu rude calor e sua aflita miséria; e outubro chegou, com São Francisco e sua procissão sem fim, composta quase toda de retirantes, que arrastavam as pernas descarnadas, os ventres imensos, os farrapos imundos, atrás do pálio rico do bispo, e da longa teoria de frades a entoarem em belas vozes a canção em louvor do santo:
Cheio de amor, cheio de amor!
as chagas trazes
do Redentor!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. São Paulo: Círculo do livro,
s.d., p. 123.
 

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629163 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPR
Orgão: PM-PR
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Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, texto encenado pela primeira vez em 1958 e posteriormente adaptado para o cinema, trata da luta de classes no cenário urbano do Rio de Janeiro. Sobre essa obra, é correto afirmar:
 

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628995 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Da chamada geração regionalista de 30, o nome de Graciliano Ramos é, certamente, um dos mais importantes. Sua obra passeia tanto pela realidade rural do homem nordestino quanto pelos espaços urbanos das cidades brasileiras, sem esquecermos as suas obras memorialísticas e o seu diário de viagem.
Dentre as obras abaixo, quais podemos identificar como de autoria do escritor alagoano?
Vidas secas, Infância, A Menina morta.
Vidas secas, Mar morto, A Pedra do Reino.
São Bernardo, Terras do sem fim, O Quinze.
Viagem, Memórias do cárcere, Suor.
 

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628920 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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TEXTO PARA A QUESTÃO
E Jerônimo via e escutava, sentindo ir-se-Ihe toda a alma pelos olhos enamorados.
Naquela mulata estava a grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, acordando-lhe as fibras embambecidas pela saudade da terra, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.
Aluísio Azevedo, O cortiço.
Em que pese a oposição programática do Naturalismo ao Romantismo, verifica-se no excerto - e na obra a que pertence - a presença de uma linha de continuidade entre o movimento romântico e a corrente naturalista brasileira, a saber, a
 

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628750 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
Camelôs
Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão:
O que vende balõezinhos de cor
O macaquinho que trepa no coqueiro
O cachorrinho que bate com o rabo
Os homenzinhos que jogam boxe
A perereca verde que de repente dá um pulo que engraçado
E as canetinhas-tinteiro que jamais escreverão coisa alguma.
Alegria das calçadas
Uns falam pelos cotovelos:
— “O cavalheiro chega em casa e diz: Meu filho, vai buscar um
pedaço de banana para eu acender o charuto.
Naturalmente o menino pensará: Papai está malu...”
Outros, coitados, têm a língua atada.
Todos porém sabem mexer nos cordéis como o tino ingênuo de
demiurgos de inutilidades.
E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da
meninice...
E dão aos homens que passam preocupados ou tristes
uma lição de infância.
BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.
Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepção de elementos do cotidiano como matéria de inspiração poética. O poema de Manuel Bandeira exemplifica essa tendência e alcança expressividade porque
 

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