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3929233 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
 Lesson
Plan Title: ____________________
Target Group: High School – 2nd or 3rd year
Duration: 2 classes (50 minutes each)
Learning objective: ____________________
Resources:


Enunciado 4880893-1   Enunciado 4880893-2


 References:
ANISTIA INTERNACIONAL. www.diversified.com/
EL YAAFOURI , L. Available at: https://www.youtube.com. Acessed in 2019.
JOY, K. Available at: www.facebook.com
SHIRE, W. Home. Available at: https://www.therightsangle.wordpress.com. Acessed in 2018.
In the second class of the presented lesson plan, the teacher wanted students to identify literary language features in the poem. Considering this intention and the intertextual relationship with the images, which interpretation best reflects the use of a conceptual metaphor as a literary aspect to be explored with students?
 

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3928958 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
Se a teoria literária existe, parece óbvio que haja alguma coisa chamada literatura, sobre a qual se teoriza. Talvez a literatura seja definível não por ser ficcional ou imaginativa, mas porque emprega a linguagem de forma peculiar. Segundo essa teoria, a literatura é a escrita que, nas palavras de Jakobson, representa uma violência organizada contra a fala comum, transforma e intensifica a linguagem cotidiana, afastando-se sistematicamente dela.
EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Quais procedimentos de pesquisa conduzem estudantes do Ensino Médio a uma postura investigativa e científica conforme a definição de literatura apontada no texto?
 

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3928957 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
O letramento literário configura a existência de um repertório textual, a posse de habilidades de trabalho linguístico-formal, o conhecimento de estratégias de construção de texto e de mundo que permitem a emersão do imaginário no campo simbólico.
PAULINO, G. et al. A formação de professores leitores literários: uma ligação entre infância e idade adulta?
Educação em Revista, n. 30, dez. 1999.
Com base no texto, quais ações articulam um conto clássico a um suporte não canônico e promovem o letramento literário de estudantes do 7º ano?
 

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3928956 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
O letramento literário configura a existência de um repertório textual, a posse de habilidades de trabalho linguístico-formal, o conhecimento de estratégias de construção de texto e de mundo que permitem a emersão do imaginário no campo simbólico.
PAULINO, G. et al. A formação de professores leitores literários: uma ligação entre infância e idade adulta?
Educação em Revista, n. 30, dez. 1999.
Considerando o conceito de letramento literário apresentado no texto, as duas primeiras aulas sobre um conto canônico destinadas a estudantes do 9º ano que, respectivamente, favorecem, de modo completo, a produção de conhecimento e a autonomia discente são
 

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3928863 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND

TEXTO 1


Enunciado 4880493-1

PICASSO, P. Guernica. Óleo sobre tela, 349 x 777 cm.

Museu Reina Sofia, Madri, 1937.

Disponible en: www.museoreinasofia.es. Recuperado el: 9 mayo 2025.

TEXTO 2


Contigo

¿Mi tierra?

Mi tierra eres tú.

¿Mi gente?

Mi gente eres tú.

El destierro y la muerte

para mi están adonde

no estés tú.

¿Y mi vida?

Dime, mi vida,

¿Qué es, si no eres tú?

CERNUDA, L. La realidad y el deseo.

Disponible en: www.zendalibros.com.

Recuperado el: 9 mayo 2025.

Um professor estabeleceu relações entre os textos 1 e 2, destacando o contraste entre a destruição provocada pela barbárie (o ataque a Guernica) e os sinais mínimos, porém poderosos, de esperança.

Na leitura intersemiótica do quadro e do poema, buscando aplicar o conceito de letramento literário proposto por Rildo Cosson, o professor deveria estimular os estudantes a reconhecerem que
 

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3928861 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.
CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
No trecho do romance Niketche: uma história de poligamia, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, é narrada uma prática tradicional de casamento em que o homem, para legitimar socialmente a relação, entrega à mulher e à sua família dinheiro ou posses como gado. Essa prática é conhecida na cultura africana como “lobolo”, termo da língua tsonga, de origem Bantu, falada em Moçambique.

Considerando uma formação em prol do desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, estabelecendo relações entre o letramento literário decolonial e os saberes linguísticos em torno do léxico, espera-se que, ao trabalhar esse excerto em sala de aula, o professor do Ensino Médio seja capaz de
 

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3928860 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.
CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
A fim de fomentar reflexões, a partir de vozes de escritoras negras africanas ao currículo de Língua Portuguesa do Ensino Médio, uma rede de ensino pública decide inserir, como material didático, o romance Niketche: uma história de poligamia, da moçambicana Paulina Chiziane, representado pelo trecho em que é narrada a prática de “lobolo”, entendida como uma forma de legitimar as relações familiares por meio da entrega, por parte do noivo, de dinheiro ou bens à noiva e à sua família.

A exploração da leitura dessa obra, com base em uma perspectiva decolonial que oportuniza aos estudantes problematizações críticas por meio de uma postura investigativa, justifica-se pela concepção de literatura como espaço de
 

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3928858 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
Uma professora de Literatura do Ensino Médio trabalhou com os estudantes a obra de Fernando Pessoa, incluindo poemas dele mesmo e de seus heterônimos. Para aprofundar a discussão, apresentou o trecho do livro Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro, que afirma:
“O que se passa em Pessoa não é a multiplicação do mesmo em outros, mas o desencadeamento de uma alteridade tal que a volta ao Um se torna impossível.”
PERRONE-MOISÉS, L. Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro. 
São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Na sequência, a professora fez a leitura do trecho da obra A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life, que reflete sobre a multiplicidade identitária em ambientes virtuais:
“Na era da internet, eu sou quem quiser, os meus múltiplos avatares passeiam-se no ciberespaço enquanto eu passo o dia a trabalhar, mas à noite eu transformo-me em cada um deles e até flutuo pelo mundo inteiro sem um corpo físico, só com palavras. Não perdi a minha identidade, tenho várias, muitas delas são a materialização dos meus desejos, enquanto outras ou são muito mais reais ou completamente virtuais.”
JUSTIÇA, M. P. O. A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life. 
Lisboa: Universidade Aberta, 2013.
Com base na leitura dos trechos, uma professora estabeleceu uma conexão entre clássicos da literatura e contexto digital contemporâneo, aproximando a obra literária da realidade dos estudantes. Um dos objetivos da proposta foi refletir sobre como os discursos se relacionam entre si.
Para construir conhecimento em torno da interdiscursividade, em uma perspectiva interdisciplinar, a professora considerou diferentes interpretações da obra de Pessoa, permitidas pela relação entre os textos assinados por ele mesmo e por seus heterônimos. Destaca-se como correta a interpretação que aponta a presença de
 

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3928857 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND
Uma professora de Literatura do Ensino Médio trabalhou com os estudantes a obra de Fernando Pessoa, incluindo poemas dele mesmo e de seus heterônimos. Para aprofundar a discussão, apresentou o trecho do livro Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro, que afirma:
“O que se passa em Pessoa não é a multiplicação do mesmo em outros, mas o desencadeamento de uma alteridade tal que a volta ao Um se torna impossível.”
PERRONE-MOISÉS, L. Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro. 
São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Na sequência, a professora fez a leitura do trecho da obra A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life, que reflete sobre a multiplicidade identitária em ambientes virtuais:
“Na era da internet, eu sou quem quiser, os meus múltiplos avatares passeiam-se no ciberespaço enquanto eu passo o dia a trabalhar, mas à noite eu transformo-me em cada um deles e até flutuo pelo mundo inteiro sem um corpo físico, só com palavras. Não perdi a minha identidade, tenho várias, muitas delas são a materialização dos meus desejos, enquanto outras ou são muito mais reais ou completamente virtuais.”
JUSTIÇA, M. P. O. A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life. 
Lisboa: Universidade Aberta, 2013.
A fim de refletir sobre autoria, a professora articulou a heteronímia pessoana aos múltiplos “eus” que podem ser assumidos no meio digital. Considerando a proposta didática descrita, qual alternativa expressa a relação entre a prática docente e o conceito de autoria?
 

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3928855 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: INEP
Orgão: PND

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.

Para uma aula de leitura literária no 9º ano do Ensino Fundamental, a professora leu com os estudantes esse conto de Marina Colasanti. Partindo da relação entre literatura e sociedade, qual metodologia se mostra adequada para refletir sobre as questões em torno do papel da mulher retratado no texto?
 

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