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Foram encontradas 5.086 questões.

1322206 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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No romance A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector, o narrador faz muitas observações acerca de Macabéa, tais como:
I. Há os que têm. E há os que não têm. É muito simples: a moça não tinha. Não tinha o quê? É apenas isso mesmo: não tinha.
II. Ela não pensava em Deus. Deus não pensava nela.
III. Vejo a nordestina se olhando no espelho e – um ruflar de tambor – no espelho aparece o meu rosto cansado e barbudo. Tanto nós nos intertrocamos.
IV. [...] ela era um acaso. [...] Pensando bem: quem não é um acaso na vida?
Tais frases nos permitem dizer que Macabéa provoca no narrador
 

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1320807 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Acerca do livro Quincas Borba (1891), de Machado de Assis, é INCORRETO dizer que:
 

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1320795 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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No último livro que publicou em vida, Teia (1996), a escritora Orides Fontela escreveu o poema ao lado.
Enunciado 1320795-1
Podemos afirmar que:
I. nem a parte I nem a II indicam que o pássaro “joão-de-barro” pode ser visto como metáfora de um determinado tipo social.
II. apenas a parte III sugere que o trabalho feito pelo joão-de-barro aproxima-se daquele feito por um operário.
III. o poema, em seu todo, aproxima metaforicamente o “joão-de-barro” de um trabalhador brasileiro (um “João”, como o título indica).
IV. como no caso do pássaro, também para o operário vale a idéia de que o homem faz o trabalho e o trabalho faz o homem.
Estão corretas apenas as afirmações:
 

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1311259 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Na obra Quaderna (1960), João Cabral de Melo Neto incluiu um conjunto de textos, intitulado “Poemas da cabra”, cujo tema é o papel desse animal no universo social e cultural nordestino. Um desses poemas é reproduzido ao lado:
Um núcleo de cabra é visível
por debaixo de muitas coisas.
Com a natureza da cabra
Outras aprendem sua crosta.
Um núcleo de cabra é visível
em certos atributos roucos
que têm as coisas obrigadas
a fazer de seu corpo couro.
A fazer de seu couro sola.
a armar-se em couraças, escamas:
como se dá com certas coisas
e muitas condições humanas.
Os jumentos são animais
que muito aprenderam da cabra.
O nordestino, convivendo-a,
fez-se de sua mesma casta.
Acerca desse poema, NÃO se pode afirmar que:
 

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1310829 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Acerca de Paulo Honório, narrador protagonista do romance São Bernardo (1934), de Graciliano Ramos, é INCORRETO dizer que:
 

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1310549 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O poema ao lado faz parte da obra Livro sobre nada (1996), de Manoel de Barros:
A ciência pode classificar e nomear os órgãos de um
sabiá
mas não pode medir seus encantos.
A ciência não pode calcular quantos cavalos de força
existem
nos encantos de um sabiá.
Quem acumula muita informação perde o condão de
adivinhar: divinare.
Os sabiás divinam.
É certo dizer que estamos diante de um poema
 

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1300613 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Manuel Bandeira e responda à questão.
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três ... trinta e três ... trinta e três ...
– Respire.
..................................................................................................
– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Considere as afirmações:
I. No 1.º verso, as vírgulas são usadas em uma enumeração, assim como ocorre no penúltimo verso.
II. O tom grave da 1.ª estrofe contrasta com a resposta inesperada do médico no último verso do poema.
III. O poema possui características narrativas, como a descrição de ações, personagens e diálogos.
Está correto, apenas, o que se afirma em
 

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1300596 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão.
Psicologia de um Vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Ao apresentar-se como “filho do carbono e do amoníaco”, o eu lírico
 

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1300442 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Não me deixes!

Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
“Ai, não me deixes, não!

Comigo fica ou leva-me contigo
Dos mares à amplidão;
Límpido ou turvo, te amarei constante;
Mas não me deixes, não!”

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
“Ai, não me deixes, não!”

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
“Ai, não me deixes, não!”

Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
“Não me deixaste, não!”

Gonçalves Dias. Gonçalves Dias – literatura comentada. São Paulo: Abril, 1982, p. 34.

Esse poema de Gonçalves Dias é exemplo de texto lírico do Romantismo. Com base nessa informação, julgue os itens que se seguem, relativos ao poema.

O refinamento da forma poética, a ausência de rimas e o tratamento denso e difícil do tema amoroso imprimem ao poema um tom erudito.

 

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1300439 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Não me deixes!

Debruçada nas águas dum regato
A flor dizia em vão
À corrente, onde bela se mirava:
“Ai, não me deixes, não!

Comigo fica ou leva-me contigo
Dos mares à amplidão;
Límpido ou turvo, te amarei constante;
Mas não me deixes, não!”

E a corrente passava; novas águas
Após as outras vão;
E a flor sempre a dizer curva na fonte:
“Ai, não me deixes, não!”

E das águas que fogem incessantes
À eterna sucessão
Dizia sempre a flor, e sempre embalde:
“Ai, não me deixes, não!”

Por fim desfalecida e a cor murchada,
Quase a lamber o chão,
Buscava inda a corrente por dizer-lhe
Que a não deixasse, não.

A corrente impiedosa a flor enleia,
Leva-a do seu torrão;
A afundar-se dizia a pobrezinha:
“Não me deixaste, não!”

Gonçalves Dias. Gonçalves Dias – literatura comentada. São Paulo: Abril, 1982, p. 34.

Esse poema de Gonçalves Dias é exemplo de texto lírico do Romantismo. Com base nessa informação, julgue os itens que se seguem, relativos ao poema.

Nesse poema, o lirismo amoroso é tipicamente romântico, pois está vinculado a uma visão otimista do amor, segundo a qual o amor ameniza o sofrimento e conduz à vida plena.

 

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