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Foram encontradas 5.048 questões.

1300311 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Manuel Bandeira e responda à questão.
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três ... trinta e três ... trinta e três ...
– Respire.
..................................................................................................
– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Entre as características modernistas presentes no poema, destaca-se
 

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1300273 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão.
Psicologia de um Vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
A linguagem do poema caracteriza-se
 

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1300009 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o início de O Alienista, de Machado de Assis, e responda à questão.
As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia.
– A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.
Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência [...]. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele [...] admirou-se de semelhante escolha e disse-lhe. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.
O trecho é marcado pela presença constante de um recurso característico do estilo de Machado de Assis; trata-se da
 

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1299489 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Leia o poema de Manuel Bandeira e responda à questão.
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três ... trinta e três ... trinta e três ...
– Respire.
..................................................................................................
– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Quanto aos versos, é correto afirmar que
 

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757013 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Confidência do Itabirano
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e
[comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e
[sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
ANDRADE, C. D. Poesia completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.
Carlos Drummond de Andrade é um dos expoentes do movimento modernista brasileiro. Com seus poemas, penetrou fundo na alma do Brasil e trabalhou poeticamente as inquietudes e os dilemas humanos. Sua poesia é feita de uma relação tensa entre o universal e o particular, como se percebe claramente na construção do poema Confidência do Itabirano. Tendo em vista os procedimentos de construção do texto literário e as concepções artísticas modernistas, conclui-se que o poema acima
 

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754824 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Texto para a questão.
[José Dias] Teve um pequeno legado no testamento, uma apólice e quatro palavras de louvor. Copiou as palavras, encaixilhou-as e pendurou-as no quarto, por cima da cama. “Esta é a melhor apólice”, dizia ele muita vez. Com o tempo, adquiriu certa autoridade na família, certa audiência, ao menos; não abusava, e sabia opinar obedecendo. Ao cabo, era amigo, não direi ótimo, mas nem tudo é ótimo neste mundo. E não lhe suponhas alma subalterna; as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que da índole. A roupa durava-lhe muito; ao contrário das pessoas que enxovalham depressa o vestido novo, ele trazia o velho escovado e liso, cerzido, abotoado, de uma elegância pobre e modesta. Era lido, posto que de atropelo, o bastante para divertir ao serão e à sobremesa, ou explicar algum fenômeno, falar dos efeitos do calor e do frio, dos polos e de Robespierre. Contava muita vez uma viagem que fizera à Europa, e confessava que a não sermos nós, já teria voltado para lá; tinha amigos em Lisboa, mas a nossa família, dizia ele, abaixo de Deus, era tudo.
Machado de Assis, Dom Casmurro.
No texto, o narrador diz que José Dias “sabia opinar obedecendo”. Considerada no contexto da obra, essa característica da personagem é motivada, principalmente, pelo fato de José Dias ser
 

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Marcos Bagno, em seu livro Preconceito Linguístico, coloca em evidência a diferença entre a norma culta e as demais variações da língua. O estudo da variação linguística deve levar em conta que
I. as diferenças de classe social apontam as oportunidades e o meio no qual o indivíduo vivencia.
II. o preconceito linguístico está atrelado ao conceito de "certo" e "errado" dentro da língua, sem levar em consideração as variações.
III. as diversidades que existem entre o falante da norma culta e os que utilizam outras variantes não chegam a provocar problemas de comunicação entre os falantes, já que todos são falantes da língua portuguesa.
É correto o que se afirma em
 

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Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Aponte a alternativa que NÃO corresponde às características de um soneto:
 

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São características principais do Simbolismo, EXCETO:
 

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312520 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

Nesse poema, Sumé, em seu testamento, relata um percurso que evidencia a trajetória histórica bem-sucedida da incorporação do indígena a um país colonizado pelo branco.

 

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