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Foram encontradas 5.086 questões.

Leia o poema de Ferreira Gullar.
Agosto de 1934

Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
mercados, butiques,
viajo
num ônibus Estrada de Ferro-Leblon.
Volto do trabalho, a noite em meio, fatigado de mentiras.
O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,
relógio de lilases, concretismo,
neoconcretismo, ficções da juventude, adeus,
que a vida eu compro à vista aos donos do mundo.
Ao peso dos impostos, o verso sufoca,
a poesia agora responde a inquérito policial-militar.
Digo adeus à ilusão
mas não ao mundo. Mas não à vida,
meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,
da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do horror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
um poema
uma bandeira

(GULLAR, FERREIRA. Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001. p.170.)

Assinale a alternativa correta sobre a reflexão do eu lírico sobre sua condição e destino de seu poema.
 

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Leia o poema de Manuel Bandeira.

Cantar de amor
Mha senhor, com’oje dia son,
Atan cuitad’e sen cor assi!
E par Deus non sei que farei i,
Ca non dormho á mui gran sazon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu ben,
Meu coraçon non sei o que ten.

Noit’e dia no meu coraçon
Nulha ren se non a morte vi,
E pois tal coita non mereci,
Moir’eu logo, se Deus mi perdon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu bem,
Meu coraçon non sei o que ten.

Des oimais o viver m’é prison:
Grave di’aquel em que naci!
Mha senhor, ai rezade por mi,
Ca perç’o sen e perç’a razon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu ben,
Meu coraçon non sei o que ten.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro, José Olympio, 1986. p.144-45.

Sobre do poeta modernista Manuel Bandeira e sua relação com as cantigas de amor medievais, é INCORRETO afirmar que
 

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Analise o texto e a imagem a seguir

Enunciado 4243835-1

“A estudante Bella Swan conhece Edward Cullen, um belo, mas misterioso adolescente. Edward é um vampiro, cuja família não bebe sangue, e Bella, longe de ficar assustada, se envolve em um romance perigoso com sua alma gêmea imortal.”

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O filme “Crepúsculo” (2008) possui referências de qual escola literária?

 

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Leia o poema de Cláudio Manoel da Costa.

Que inflexível se mostra, que constante
Se vê este penhasco! já ferido
Do proceloso vento, e já batido
Do mar, que nele quebra a cada instante!

Não vi; nem hei de ver mais semelhante
Retrato dessa ingrata, a que o gemido
Jamais pode fazer, que enternecido
Seu peito atenda às queixas de um amante.

Tal és, ingrata Nise: a rebeldia,
Que vês nesse penhasco, essa dureza
Há de ceder aos golpes algum dia:

Mas que diversa é tua natureza!
Dos contínuos excessos da porfia,
Recobras novo estímulo à fereza.

Publicado no livro Obras (1768). In: COSTA, Cláudio Manuel da. Obras. Introd. cronol. e bibliogr. Antônio Soares Amora. Lisboa: Bertrand, 1959. (Obras primas da Língua Portuguesa)

Marque a alternativa que analisa corretamente o poema.
 

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3602904 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Marau-RS
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Analise o excerto do poema a seguir:

“Vozes veladas, veludosas vozes,

Volúpias dos violões, vozes veladas,

Vagam nos velhos vórtices velozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

Tudo nas cordas dos violões ecoa

E vibra e se contorce no ar, convulso...

Tudo na noite, tudo clama e voa

Sob a febril agitação de um pulso”.

Considerando suas características formais e temáticas, o trecho do poema pertence a qual movimento literário?

 

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3602903 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Marau-RS
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Assinale a alternativa que NÃO indica um autor que tenha produzido romances, na década de 1930, de cunho regionalista, focados na realidade social e política do Nordeste brasileiro.
 

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3597485 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. Jacinto Machado-SC
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Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
O Deus-Verme
Fator universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme – é o seu nome obscuro de batismo.
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.
Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão…
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
Augusto dos Anjos
O poema Deus-verme de Augusto dos Anjos é um ícone do movimento de transição que ficou conhecido entre o final do século XIX e o começo do século XX como Pré-modernismo. Este apontava certos caminhos da nova arte enquanto guardava preceitos dos valores estéticos ainda em vigor. Essa realidade é perceptível no poema em questão por:
 

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3596113 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Passos Maia-SC
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No Brasil, o movimento Realista surge como uma oposição ao Romantismo, apresentando uma literatura crítica e objetiva. Qual das características abaixo é característica do Realismo?
 

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3596030 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Fênix
Orgão: Pref. Passos Maia-SC
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A literatura inglesa possui um rico histórico de obras e autores que influenciaram a cultura ocidental. Sobre a literatura inglesa, assinale a alternativa correta.
 

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3593881 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PS Concursos
Orgão: Pref. São João do Sul-SC
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Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Meu Desejo

Meu desejo? era ser a luva branca
Que essa tua gentil mãozinha aperta:
A camélia que murcha no teu seio,
O anjo que por te ver do céu deserta....


Meu desejo? era ser o sapatinho
Que teu mimoso pé no baile encerra....
A esperança que sonhas no futuro,
As saudades que tens aqui na terra....


Meu desejo? era ser o cortinado
Que não conta os mistérios do teu leito;
Era de teu colar de negra seda
Ser a cruz com que dormes sobre o peito.


Meu desejo? era ser o teu espelho
Que mais bela te vê quando deslaças
Do baile as roupas de escomilha e flores
E mira-te amoroso as nuas graças!
Meu desejo? era ser desse teu leito
De cambraia o lençol, o travesseiro
Com que velas o seio, onde repousas,
Solto o cabelo, o rosto feiticeiro....


Meu desejo? era ser a voz da terra
Que da estrela do céu ouvisse amor!
Ser o amante que sonhas, que desejas
Nas cismas encantadas de languor!

Álvares de Azevedo
É típico do Romantismo o abandono à linguagem excessivamente rebuscada e preza pela tentativa de uma abordagem mais próxima das massas. Apesar desse aspecto, um texto que tem a sua produção datada na primeira metade do século XIX, invariavelmente apresentará vocabulário distante do cotidiano no qual a sociedade contemporânea se insere. Dito isso, dê o sinônimo que melhor se adeque ao contexto para o vocábulo que encerra o poema:
 

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