Atenção: use o caso a seguir para responder à questão
Uma paciente jovem, 29 anos, apresenta episódios de
sangramento nas fezes em 2 ocasiões. Realiza uma colonoscopia
que mostra um pólipo de pedículo largo (1 cm) medindo 3 cm a
15 cm da margem anal.
É realizada a polipectomia cujo histopatológico mostra
adenocarcinoma bem diferenciado de aproximadamente 1cm,
sem invasão angiolinfática e perineural, com margens radiais e
profundas livres, tumor budding baixo e classificação Haggit 3.
Atenção: use o caso a seguir para responder à questão.
Após o cuidado inicial, o paciente apresentava saturação
frequente do curativo e necrose parcial de pele, necessitando
múltiplas trocas. Nesse momento, apresentava, ainda, sinais de
maceração da pele e dificuldade de manutenção do curativo.
Em relação à conduta de escolha para o caso, faz parte do
mecanismo de ação da terapêutica
Atenção: use o caso a seguir para responder à questão.
Após o cuidado inicial, o paciente apresentava saturação
frequente do curativo e necrose parcial de pele, necessitando
múltiplas trocas. Nesse momento, apresentava, ainda, sinais de
maceração da pele e dificuldade de manutenção do curativo.
Hipoteticamente, você é o cirurgião responsável por um paciente
de 58 anos, internado na sua enfermaria, com diagnóstico de
neoplasia de cólon sigmoide obstrutiva. Está indicada colectomia
de urgência. Durante a anamnese, o paciente relata que é
testemunha de Jeová e recusa categoricamente receber
transfusão de sangue, mesmo que sua vida esteja em risco. Ele
está lúcido, orientado e assina o termo de recusa com
testemunhas. Durante a cirurgia ocorre sangramento importante. A
hemoglobina pós-operatória é de 5,8 g/dL. O paciente mantém
se consciente, mas com sinais de choque hipovolêmico. Os
familiares, que não compartilham da mesma religião, solicitam
que você realize a transfusão "para salvar a vida dele", mesmo
contra sua vontade expressa.
Diante da situação, a conduta ética e legalmente mais adequada
será
Você examina um homem de 72 anos que procura atendimento
de urgência por exteriorização de tecido pelo ânus durante a
evacuação, há cerca de seis anos. Relata sensação de evacuação
incompleta, que necessita de redução manual do prolapso e,
também, episódios ocasionais de incontinência para gases.
Durante o exame físico, após esforço evacuatório, observa-se
protrusão circunferencial da parede retal, com pregas
concêntricas, exteriorizando aproximadamente 8 cm além da
margem anal. Não há sinais de isquemia ou perfuração.
Com base no quadro clínico, o diagnóstico e a conduta
terapêutica mais adequada para o caso serão:
Você apresenta, na sessão clínica do serviço de cirurgia, o caso
clínico-cirúrgico de um paciente de 66 anos que está internado
com icterícia progressiva há seis semanas, associada a colúria,
hipocolia fecal, prurido intenso, anorexia e perda ponderal de 6
kg. Queixa-se desconforto epigástrico, sem dor biliar típica. Não
há história de febre, calafrios ou episódios prévios compatíveis
com pancreatite.
Ao exame físico, apresenta icterícia (+++/4+), escoriações
cutâneas e abdome flácido. O sinal de Courvoisier é positivo, mas
não apresenta sinais de peritonite.
Os exames laboratoriais mostram padrão colestático, com
bilirrubina direta elevada, fosfatase alcalina e gama-GT
aumentadas. Uma ultrassonografia monstra dilatação das vias
biliares intra-hepáticas e extra-hepáticas, sem cálculos. A
tomografia mostra dilatação do colédoco e do ducto pancreático
principal, sem metástases hepáticas ou invasão vascular
evidente. Realizou-se uma endoscopia digestiva alta, que
identifica uma tumoração vegetante na papila duodenal maior,
com biopsias. O estudo anatomopatológico confirma
adenocarcinoma. Realizou-se o estadiamento com TC e
ecoendoscopia, indica doença ressecável.
Nesse caso, a melhor conduta será
Você atende um paciente de 38 anos, admitido na emergência
após colisão automobilística de alta velocidade ocorrida há
aproximadamente 2 horas. O paciente utilizava cinto de
segurança e apresenta dor, edema e eritema no franco esquerdo
do abdome. Na admissão, encontrava-se hemodinamicamente
estável após reposição volêmica inicial.
Relata dor intensa em hemitórax esquerdo, dispneia progressiva
e desconforto abdominal inespecífico. Tem
Ao exame físico tem: Frequência cardíaca: 112 bpm; Pressão
arterial: 118/72 mmHg; Frequência respiratória: 26 irpm;
Saturação de oxigênio: 91% em ar ambiente e tem 15 pontos na
escala de Glasgow.
Observa-se redução importante do murmúrio vesicular na base
pulmonar esquerda com ruídos hidroaéreos no hemitórax
esquerdo. O abdome apresenta discreta dor difusa à palpação,
sem sinais de irritação peritoneal.
Quando da entrada, realizou-se um FAST, cujo resultado foi: sem
evidência de líquido livre intraperitoneal ou pericárdico em
quantidade detectável. Uma telerradiografia de tórax monstra
elevação irregular do hemidiafragma esquerdo e presença de
imagem hidroaérea em víscera oca intratorácica. Com o paciente
estável hemodinamicamente, realizou-se uma tomografia
computadorizada de tórax e abdome, que evidencia
descontinuidade do hemidiafragma esquerdo, com herniação do
fundo gástrico, cólon transverso e epíplon para o interior da
cavidade torácica.
Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse
paciente será
Em seu plantão de emergência, dá entrada um homem de 76
anos, levado por familiares devido a febre alta, icterícia e
confusão mental iniciadas nas últimas 48 horas. Tem história de
colecistolitíase, diagnosticada há vários anos, porém sem
tratamento cirúrgico. Refere dor intensa em hipocôndrio direito
associada a náuseas e vômitos há três dias.
Quando do exame físico, encontra-se em mau estado geral e
obnubilado. Apresenta temperatura de 39,2°C, frequência
cardíaca de 128 bpm, pressão arterial de 86/50 mmHg apesar de
reposição volêmica inicial, frequência respiratória de 30 irpm e
saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente.
Observa-se icterícia intensa (+++/4+). O abdome apresenta dor
importante à palpação do hipocôndrio direito, sem sinais de
peritonite. O sinal de Murphy é difícil de avaliar devido ao
rebaixamento do nível de consciência.
Exames laboratoriais de urgência mostram: Leucócitos:
24.800/mm³; Bilirrubina total: 14,2 mg/dL; Bilirrubina direta: 11,6
mg/dL; Fosfatase alcalina: 760 U/L; Gama-GT: 980 U/L;
Creatinina: 2,8 mg/dL; Lactato: 5,4 mmol/L; Plaquetas:
82.000/mm³. Hemoculturas foram coletadas.
Realizou-se uma ultrassonografia abdominal, que monstra:
colelitíase; colédoco medindo 15 mm e importante dilatação das
vias biliares intra-hepáticas. A tomografia computadorizada exclui
perfuração e abscesso hepático.
Após admissão na unidade de terapia intensiva, o paciente
recebe antibioticoterapia de amplo espectro, reposição volêmica
e suporte vasopressor.
Segundo as diretrizes atuais, a conduta mais apropriada, nesse
momento, será
Durante o round de seu serviço de cirurgia, discute-se o caso de
um paciente de 49 anos que foi encaminhado ao ambulatório de
cirurgia bariátrica para avaliação cirúrgica. Relata obesidade
desde a adolescência, com múltiplas tentativas fracassadas de
perda ponderal por meio de dieta orientada, atividade física e
tratamentos medicamentosos.
História patológica pregressa com: diabetes mellitus tipo 2 há 12
anos; hipertensão arterial sistêmica; dislipidemia grave e
diagnóstico de Síndrome metabólica.
Está medicado com: Metformina 2.500 mg/dia; Insulina glargina
60 UI/dia; Empagliflozina; Rosuvastatina e Losartana.
Refere cansaço aos esforços moderados, roncos intensos e
sonolência diurna excessiva.
Quando do exame físico observa-se: Peso de 152 quilos; altura:
1,75 m; IMC: 49,6 kg/m²; circunferência abdominal com 148 cm;
e pressão arterial de150/90 mmHg.
Os exames laboratoriais: HbA1c: 9,1%; glicemia de jejum de 198
mg/dL; triglicerídeos com 420 mg/dL;
HDL: 32 mg/dL; LDL: 162 mg/dL; a função renal está preservada.
Durante a investigação, realizou-se uma polissonografia que
confirmou uma síndrome da apneia obstrutiva do sono
moderada. A endoscopia digestiva alta demonstra discreta
gastrite crônica, sem hérnia hiatal significativa e sem doença do
refluxo gastroesofágico importante.
Após avaliação multidisciplinar, conclui-se que o paciente possui
indicação formal para cirurgia metabólica/bariátrica.
Considerando-se as diretrizes atuais, a melhor opção de
terapêutica cirúrgica para esse paciente é