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Mulher de 43 anos procura serviço de emergência por dificuldade
progressiva para caminhar, visão borrada e comportamento
desorganizado há cerca de 24 horas. Há três meses foi submetida
à derivação gástrica em Y de Roux e, nas últimas quatro semanas,
apresentou vômitos recorrentes, redução importante da ingestão
alimentar e perda ponderal de 14 kg. Nos dois dias anteriores,
recebeu em outro serviço hidratação intravenosa contendo
solução glicosada, sem suplementação vitamínica.
Ao exame, encontra-se sonolenta, porém despertável,
desorientada no tempo, com dificuldade para fixar novas
informações. Apresenta nistagmo horizontal, discreta limitação
bilateral da abdução ocular e marcha de base alargada. Não há
febre, rigidez de nuca ou déficit motor focal.
Exames laboratoriais mostram: Glicemia: 106 mg/dL; Sódio:
138 mEq/L; Potássio: 3,7 mEq/L; Creatinina: 0,8 mg/dL; AST:
29 U/L; ALT: 25 U/L; Lactato: 5,6 mmol/L; pH arterial: 7,31;
Bicarbonato: 18 mEq/L; Cetonemia: negativa.
A tomografia computadorizada de crânio não evidencia
alterações agudas. Foi coletada amostra sanguínea para
investigação de deficiências vitamínicas, cujos resultados estarão
disponíveis em alguns dias.
Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a opção que apresenta a conduta imediata e o mecanismo bioquímico que melhor explica a indicação do tratamento.
Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a opção que apresenta a conduta imediata e o mecanismo bioquímico que melhor explica a indicação do tratamento.
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Homem de 46 anos procura ambulatório de Clínica Médica por
pirose retroesternal e regurgitação ácida há aproximadamente
8 meses, atualmente presentes em quatro a cinco dias por
semana. Os sintomas predominam 30 a 60 minutos após as
refeições, pioram quando se deita e após refeições volumosas.
Nega disfagia, odinofagia, hematêmese, melena, vômitos
persistentes ou perda ponderal.
Há 6 semanas, recebeu prescrição de omeprazol 20 mg uma vez
ao dia. Refere adesão diária, porém relata que costuma ingerir o
medicamento imediatamente após o café da manhã, junto às
demais medicações. Houve melhora parcial, mas permanece com
pirose aproximadamente três vezes por semana.
Ao exame físico, encontra se em bom estado geral, IMC 28 kg/m²,
sem alterações relevantes. Exames laboratoriais mostram:
hemoglobina 14,7 g/dL; VCM 89 fL; ferritina 118 ng/mL; creatinina
0,9 mg/dL; magnésio 2,0 mg/dL; AST 24 U/L e ALT 27 U/L.
Considerando o diagnóstico mais provável, a ausência de sinais de alarme e o mecanismo farmacológico do tratamento empregado, a conduta mais apropriada, neste momento, é(são)
Considerando o diagnóstico mais provável, a ausência de sinais de alarme e o mecanismo farmacológico do tratamento empregado, a conduta mais apropriada, neste momento, é(são)
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Mulher de 24 anos é encaminhada para avaliação hematológica
antes de extração de terceiro molar. Desde a adolescência
apresenta epistaxes recorrentes, equimoses após pequenos
traumas e menstruações com duração de 8 a 9 dias,
frequentemente acompanhadas de coágulos. Aos 16 anos,
apresentou sangramento prolongado após exodontia, sem
necessidade de transfusão. A mãe refere história semelhante de
menorragia. Não há episódios de hemartrose ou hematomas
musculares espontâneos.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, sem
sangramento ativo.
Os exames mostram: Hemoglobina: 11,2 g/dL; Plaquetas:
248.000/mm³; TP/INR: normal; TTPa: 39 s / controle 31 s;
Antígeno do fator de von Willebrand, VWF:Ag: 32%; Atividade
plaquetária dependente de VWF: 29%; Atividade do fator VIII:
44%; Relação atividade VWF/VWF:Ag: 0,91; Análise de
multímeros do VWF: distribuição normal.
Como parte do planejamento terapêutico, é realizado teste com
desmopressina. Uma hora após sua administração, o VWF:Ag
aumenta para 96%, a atividade do VWF para 91% e a atividade do
fator VIII para 108%.
Considerando o diagnóstico mais provável, a resposta observada ao teste terapêutico e as propriedades farmacológicas do medicamento utilizado, assinale a afirmativa correta.
Considerando o diagnóstico mais provável, a resposta observada ao teste terapêutico e as propriedades farmacológicas do medicamento utilizado, assinale a afirmativa correta.
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Homem de 48 anos, com hipertensão arterial, diabetes Mellitus
tipo 2, doença arterial coronariana estável e dislipidemia, procura
serviço de emergência por mialgia intensa em membros
inferiores, fraqueza muscular progressiva e redução do volume
urinário, iniciadas há 48 horas. Refere que a urina adquiriu
coloração castanho escura. Nega trauma, exercício físico
extenuante, convulsões, consumo recente de álcool ou drogas
ilícitas.
Faz uso regular de AAS, losartana, metformina e sinvastatina
40 mg à noite, esta última há aproximadamente 3 anos. Há cinco
dias, recebeu diagnóstico de pneumonia adquirida na
comunidade em outro serviço e iniciou claritromicina 500 mg a
cada 12 horas.
Ao exame, encontra-se consciente, PA 128/76 mmHg, FC 88 bpm,
FR 18 irpm, SpO₂ 96% em ar ambiente, sem sinais de congestão
pulmonar. Apresenta dor à palpação da musculatura proximal
dos membros inferiores, sem sinais de síndrome compartimental.
Exames laboratoriais: Creatinina: 2,4 mg/dL; Creatinina basal:
1,0 mg/dL; Potássio: 6,4 mEq/L; Fósforo: 6,7 mg/dL; Cálcio total:
7,3 mg/dL; CK total: 34.800 U/L; AST: 412 U/L; ALT: 136 U/L;
Ácido úrico: 10,8 mg/dL
O exame de urina demonstra reação 3+ para sangue na fita
reagente, com 0 a 2 hemácias por campo na microscopia.
O eletrocardiograma mostra ondas T apiculadas difusamente.
Considerando o diagnóstico mais provável, o mecanismo farmacológico envolvido e as prioridades terapêuticas, assinale a afirmativa correta.
Considerando o diagnóstico mais provável, o mecanismo farmacológico envolvido e as prioridades terapêuticas, assinale a afirmativa correta.
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Mulher de 61 anos, com artrite reumatoide soropositiva
diagnosticada há 18 meses, apresenta bom controle da atividade
articular com metotrexato 20 mg por via oral uma vez por
semana e ácido fólico 1 mg ao dia. Hemograma e função renal
realizados dois meses antes eram normais, com hemoglobina de
12,7 g/dL, leucócitos de 6.400/mm³, plaquetas de 238.000/mm³ e
creatinina de 0,8 mg/dL.
Há dez dias, procurou atendimento por disúria e polaciúria,
sendo prescritos trimetoprim e sulfametoxazol. Evoluiu
progressivamente com astenia, odinofagia, úlceras orais
dolorosas e equimoses espontâneas. Nas últimas 24 horas,
apresentou febre de 38,4 ºC. Ao exame, encontra-se
hemodinamicamente estável, com mucosite oral extensa e
petéquias em membros inferiores. Não há linfonodomegalias,
esplenomegalia palpável ou sinais de atividade inflamatória
articular significativa.
Os exames laboratoriais mostram: Hemoglobina: 8,8 g/dL; VCM:
104 fL; Leucócitos: 900/mm³; Neutrófilos absolutos: 180/mm³;
Plaquetas: 28.000/mm³; Reticulócitos: 0,4%; Creatinina: 2,3
mg/dL; TFGe: 23 mL/min/1,73 m²; AST: 42 U/L; ALT: 47 U/L;
Bilirrubina total: 0,8 mg/dL; Vitamina B12: normal.
O esfregaço de sangue periférico não evidencia blastos nem
população aumentada de linfócitos granulares.
Considerando a integração entre a apresentação clínica, os exames laboratoriais, a farmacologia dos medicamentos utilizados e o mecanismo de ação do tratamento da artrite reumatoide, assinale a afirmativa correta.
Considerando a integração entre a apresentação clínica, os exames laboratoriais, a farmacologia dos medicamentos utilizados e o mecanismo de ação do tratamento da artrite reumatoide, assinale a afirmativa correta.
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Mulher de 76 anos, com hipertensão arterial sistêmica,
obesidade grau I e doença renal crônica estágio G3a, sem
diagnóstico de diabetes Mellitus, é internada pela segunda vez
em 8 meses por dispneia progressiva, ortopneia e edema de
membros inferiores. Na admissão, apresentava estertores
bibasais, turgência jugular e congestão pulmonar à radiografia de
tórax.
Após tratamento com furosemida intravenosa, evolui com
resolução da congestão e encontra-se clinicamente estável, em
programação de alta hospitalar. Antes da internação,
apresentava dispneia aos esforços habituais, compatível com
classe funcional III da NYHA.
Ecocardiograma demonstra fração de ejeção do ventrículo
esquerdo de 60%, hipertrofia ventricular esquerda concêntrica,
volume atrial esquerdo indexado de 45 mL/m², relação E/e'
média de 17 e ausência de valvopatia significativa.
Na alta, apresenta: PA: 126/72 mmHg; FC: 68 bpm, ritmo sinusal;
Hemoglobina: 12,4 g/dL; Sódio: 138 mEq/L; Potássio: 5,2 mEq/L;
Creatinina: 1,3 mg/dL; TFGe: 44 mL/min/1,73 m²; Glicemia de
jejum: 96 mg/dL; HbA1c: 5,8%; NT proBNP: 1.480 pg/mL.
Encontra-se euvolêmica e recebe valsartana para controle da
hipertensão arterial, além de furosemida oral em dose ajustada
para manutenção da euvolemia.
Considerando o diagnóstico, os exames laboratoriais e o objetivo de reduzir o risco de novos eventos de insuficiência cardíaca, assinale a conduta farmacológica, associada ao respectivo mecanismo de ação, mais apropriada nesse momento.
Considerando o diagnóstico, os exames laboratoriais e o objetivo de reduzir o risco de novos eventos de insuficiência cardíaca, assinale a conduta farmacológica, associada ao respectivo mecanismo de ação, mais apropriada nesse momento.
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Homem de 68 anos, com hipertensão e diabetes, é internado por
pneumonia comunitária grave. Após receber 30 mL/kg de
cristaloide balanceado, permanece com pressão arterial de 78
por 46 mmHg, frequência cardíaca de 118 bpm, lactato de 5,2
mmol/L e débito urinário de 0,2 mL/kg/h. Noradrenalina em dose
crescente, atualmente a 0,28 micrograma/kg/min, mantém
pressão arterial média de 67 mmHg. A ultrassonografia à beira
leito mostra ventrículo esquerdo hiperdinâmico, ventrículo
direito sem dilatação, ausência de derrame pericárdico e linhas B
esparsas. A elevação passiva das pernas aumenta o VTI da via de
saída do ventrículo esquerdo em apenas 4%, afastando
responsividade a volume. Não há evidência de disfunção
miocárdica ou de baixo débito cardíaco.
Considerando o choque séptico vasoplégico persistente, a próxima conduta mais apropriada é
Considerando o choque séptico vasoplégico persistente, a próxima conduta mais apropriada é
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Mulher de 45 anos apresenta crise tônico-clônica generalizada
com duração superior a cinco minutos. Recebe lorazepam
intravenoso em dose adequada, mas mantém atividade
convulsiva. Glicemia e eletrólitos não explicam o quadro.
A próxima etapa mais apropriada é
A próxima etapa mais apropriada é
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Homem de 69 anos com insuficiência cardíaca recebe duas
unidades de concentrado de hemácias por anemia. Durante a
segunda unidade, desenvolve dispneia, hipertensão, turgência
jugular e estertores difusos. Radiografia mostra edema pulmonar
bilateral. BNP aumentou significativamente em relação ao basal e
houve resposta rápida a diurético.
O diagnóstico mais provável é
O diagnóstico mais provável é
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Mulher de 64 anos, com câncer de ovário, apresenta síncope,
dispneia súbita e dor torácica. Ao exame, encontra-se com
pressão arterial de 76 × 44 mmHg, frequência cardíaca de
128 bpm, extremidades frias, tempo de enchimento capilar
prolongado e lactato 4,3 mmol/L e saturação periférica de
oxigênio de 86%. A angiotomografia de tórax evidencia
tromboembolismo pulmonar bilateral central, e o
ecocardiograma demonstra dilatação e hipocinesia do ventrículo
direito. A paciente não apresenta sangramento ativo,
antecedente de hemorragia intracraniana, cirurgia de grande
porte recente e sem metástases intracranianas conhecidas.
A conduta mais apropriada é
A conduta mais apropriada é
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