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A amiloidose compreende um grupo heterogêneo de doenças
caracterizadas pelo depósito extracelular de proteínas com
conformação fibrilar anormal.
A respeito da classificação e da fisiopatologia das principais formas de amiloidose sistêmica, assinale a afirmativa correta.
A respeito da classificação e da fisiopatologia das principais formas de amiloidose sistêmica, assinale a afirmativa correta.
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Homem, 82 anos, previamente independente para atividades
básicas de vida diária (Katz 6/6), com hipertensão arterial e
doença renal crônica estágio G3bA2, creatinina basal de
1,7 mg/dL, é internado por pielonefrite aguda por Escherichia
coli. Facultativo iniciou empiricamente cefepima 2 g IV a cada 8
horas. No quarto dia de tratamento, encontra-se afebril e com
melhora da leucocitose, porém evolui com alteração aguda e
flutuante do estado mental, desatenção, desorientação,
alucinações visuais, mioclonias multifocais em membros
superiores, asterixis e intensa agitação psicomotora. O Confusion
Assessment Method (CAM) é positivo.
O paciente tenta repetidamente retirar o cateter venoso central e
a sonda vesical, procura levantar-se do leito sem auxílio e
apresenta agressividade física contra a equipe. Medidas de
reorientação, adequação ambiental, redução de estímulos,
correção de desconfortos e presença de familiar não controlaram
o comportamento de risco.
Exames laboratoriais demonstram creatinina de 3,6 mg/dL, ureia
de 118 mg/dL, sódio de 139 mEq/L e potássio de 4,5 mEq/L.
Gasometria arterial sem alterações relevantes. ECG demonstra
QTc de 412 ms.
Considerando a principal hipótese diagnóstica e a necessidade
imediata de prevenção de danos, assinale a conduta mais
adequada.
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Homem de 65 anos, hipertenso, procura serviço de emergência
por dor retroesternal em pressão, irradiada para ambos os
membros superiores e para o dorso. Relata que episódios de
menor intensidade haviam começado há aproximadamente cinco
dias, com acentuação da dor nas últimas 24 horas. Nega infarto
prévio. O eletrocardiograma realizado durante a avaliação inicial
não apresenta supradesnivelamento persistente do segmento ST.
A troponina I, inicialmente de 15.596 ng/L, apresenta elevação
para valor superior a 40.000 ng/L em nova dosagem. Apresenta
hemoglobina de 13,7 g/dL, creatinina de 0,84 mg/dL e não há
evidência clínica de sangramento ativo.
É instituído tratamento com ácido acetilsalicílico, inibidor do
receptor P2Y12 e anticoagulação em dose terapêutica. Para
controle dos sintomas isquêmicos, são administrados
betabloqueador por via oral e nitroglicerina intravenosa em
infusão contínua, progressivamente titulada conforme a
intensidade da dor e a tolerância hemodinâmica.
O paciente permanece sob monitorização cardíaca contínua.
Apresenta pressão arterial de 120/80 mmHg, frequência cardíaca
de 72 bpm, frequência respiratória de 21 irpm e saturação
periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. Ao exame físico,
está lúcido e orientado, com extremidades aquecidas, sem sinais
de hipoperfusão, congestão pulmonar ou insuficiência cardíaca
aguda.
Nas horas subsequentes, apesar das medidas instituídas e sem
ocorrência de hipotensão ou outro efeito adverso que impeça a
titulação do nitrato, o paciente continua apresentando episódios
recorrentes de dor retroesternal em pressão, com as mesmas
características isquêmicas da apresentação inicial.
Considerando a estratificação de risco e a definição do momento da abordagem invasiva na síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento persistente do segmento ST, assinale a opção que apresenta a conduta mais apropriada.
Considerando a estratificação de risco e a definição do momento da abordagem invasiva na síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento persistente do segmento ST, assinale a opção que apresenta a conduta mais apropriada.
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Homem de 68 anos, hipertenso, diabético e portador de doença
renal crônica estágio 3b, com taxa de filtração glomerular
estimada de 42 mL/min/1,73 m², é internado por pneumonia
adquirida na comunidade. Após 72 horas de antibioticoterapia
parenteral, encontra-se afebril, hemodinamicamente estável e
em desmame da oxigenoterapia.
Durante a avaliação clínica, relata astenia e adinamia progressivas
há aproximadamente 5 meses. Nega hematêmese, melena,
hematoquezia ou outros sangramentos exteriorizados.
Os exames laboratoriais demonstram: Hemoglobina: 7,8 g/dL;
Hematócrito: 25,2%; VCM: 71 fL; HCM: 22 pg; RDW: 28,5%;
Leucócitos: 8.900/mm³; Plaquetas: 1.080.000/mm³; Proteína C
reativa: 48 mg/L / VR < 5 mg/L; Ferro sérico: 22 mcg/dL;
Capacidade total de ligação do ferro: 390 mcg/dL; Ferritina sérica:
145 ng/mL; Saturação de transferrina: 5,6%; Receptor solúvel da
transferrina: elevado
Não há evidência de sangramento ativo, instabilidade
hemodinâmica, síndrome coronariana aguda ou outros sinais de
hipoperfusão tecidual.
Considerando a integração dos achados clínicos e laboratoriais, assinale a opção que apresenta a interpretação diagnóstica e a conduta mais adequadas.
Considerando a integração dos achados clínicos e laboratoriais, assinale a opção que apresenta a interpretação diagnóstica e a conduta mais adequadas.
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Homem de 74 anos de idade, com diabetes Mellitus tipo 2 e
doença arterial coronariana, é internado com febre, prostração e
dor em flanco esquerdo. Encontra-se em uso de sonda vesical de
demora, apresentando hematúria macroscópica com presença de
coágulos.
Os exames laboratoriais realizados na admissão demonstram
leucócitos de 20.900/mm³, proteína C reativa de 12,6 mg/dL,
creatinina de 1,1 mg/dL e ureia de 39 mg/dL. A tomografia
computadorizada do abdome evidencia dilatação pielocalicinal
esquerda associada à lesão expansiva da parede vesical,
envolvendo a região do óstio ureteral esquerdo e determinando
obstrução do trato urinário ipsilateral.
No segundo dia de internação, durante antibioticoterapia
parenteral com ceftriaxona e hidratação intravenosa, o paciente
apresenta pressão arterial de 116 × 68 mmHg, frequência
cardíaca de 108 bpm, frequência respiratória de 30 irpm,
saturação periférica de oxigênio de 97% em ar ambiente e
temperatura de 38,2°C. Mantém-se lúcido, com perfusão
periférica preservada, diurese presente e sem necessidade de
vasopressores.
A gasometria arterial, coletada em ar ambiente, demonstra:
pH: 7,393; PaCO₂: 18 mmHg; PaO₂: 103 mmHg; HCO₃⁻: 10,6
mmol/L; Excesso de bases: −12,4 mmol/L; Lactato: 5,4 mmol/L;
Na⁺: 139,1 mEq/L; Cl⁻: 103,5 mEq/L; K⁺: 4,8 mEq/L.
Considerando os dados apresentados, assinale a opção que indica corretamente o distúrbio acidobásico e a conduta mais adequada nesse momento.
Considerando os dados apresentados, assinale a opção que indica corretamente o distúrbio acidobásico e a conduta mais adequada nesse momento.
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Homem de 36 anos de idade, vivendo com HIV desde 2021,
apresenta histórico de abandono prolongado da terapia
antirretroviral. Na avaliação atual, apresenta carga viral do HIV de
47.700 cópias/mL e contagem de linfócitos T CD4+ de 165
células/mm³.
Durante investigação de quadro respiratório, o teste rápido
molecular para tuberculose realizado em escarro detecta DNA do
complexo Mycobacterium tuberculosis, sem resistência à
rifampicina, e a baciloscopia é positiva para BAAR. É iniciado
tratamento com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e
etambutol.
No sexto dia de tratamento, o paciente evolui com anorexia, dor
abdominal e icterícia progressiva. Os exames laboratoriais
demonstram: Bilirrubina total: 9,67 mg/dL; AST: 564 U/L; ALT:
410 U/L; INR: 2,78.
Antes do início do tratamento, não apresentava disfunção
hepática dessa magnitude. Refere consumo excessivo de álcool.
Considerando o quadro apresentado e as recomendações do Ministério da Saúde para o manejo dos eventos adversos ao tratamento da tuberculose, assinale a opção que indica a conduta mais adequada neste momento.
Considerando o quadro apresentado e as recomendações do Ministério da Saúde para o manejo dos eventos adversos ao tratamento da tuberculose, assinale a opção que indica a conduta mais adequada neste momento.
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Homem de 68 anos de idade, com hipertensão arterial sistêmica,
diabetes Mellitus tipo 2 e doença arterial coronariana, é
internado por síndrome coronariana aguda e submetido a
cineangiocoronariografia por via femoral, seguida de intervenção
coronariana percutânea. Durante o procedimento, é descrita
aterosclerose extensa e calcificada da aorta abdominal e das
artérias ilíacas.
Quatro dias após o procedimento, apresenta redução progressiva
do volume urinário e dor nos membros inferiores. Encontra-se
afebril, com pressão arterial de 148/88 mmHg e frequência
cardíaca de 78 bpm. Ao exame dos membros inferiores,
observam-se áreas de livedo reticular e coloração violácea
dolorosa em pododáctilos bilateralmente. Os pulsos pediosos e
tibiais posteriores são palpáveis e simétricos.
Os exames laboratoriais revelam: Creatinina sérica: 3,1 mg/dL,
com valor prévio de 1,1 mg/dL; Ureia sérica: 112 mg/dL;
Leucócitos: 9.400/mm³, com 11% de eosinófilos; Exame de urina
(EAS): proteinúria discreta e hematúria microscópica, sem
cilindros hemáticos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica para a disfunção renal apresentada, assinale a opção que indica corretamente a conduta inicial e o achado histopatológico renal característico.
Considerando a principal hipótese diagnóstica para a disfunção renal apresentada, assinale a opção que indica corretamente a conduta inicial e o achado histopatológico renal característico.
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Mulher, 46 anos, com hipertensão arterial sistêmica e diabetes
Mellitus em uso de insulina, é internada por descompensação
hiperglicêmica grave, em contexto de suspeita de infecção
urinária. Na admissão, apresenta alteração do nível de
consciência. Os exames laboratoriais mostram glicemia de
622 mg/dL, pH de 7,42, bicarbonato de 20,2 mEq/L, sódio de
139 mEq/L, potássio de 4,5 mEq/L, ureia de 62 mg/dL, creatinina
de 0,92 mg/dL e lactato de 1,72 mmol/L. Não estão disponíveis
dosagem de beta hidroxibutirato, documentação de cetonemia
significativa ou medida da osmolaridade sérica.
Após hidratação, antibiótico empírico e insulinoterapia,
apresenta melhora importante da hiperglicemia, porém mantém
alteração flutuante do nível de consciência.
No terceiro dia de internação, um familiar relata episódio de
movimentos anormais interpretado como “crise convulsiva”, não
presenciado pela equipe assistencial. Na avaliação médica
imediatamente posterior, a paciente encontra-se
hemodinamicamente estável, eupneica em ar ambiente e
responsiva aos chamados verbais, porém apresenta movimentos
mioclônicos predominantemente faciais, sem período pós-ictal
típico.
A tomografia computadorizada de crânio realizada na admissão
não demonstra alterações intracranianas agudas. Após o novo
evento, uma segunda tomografia computadorizada de crânio,
sem contraste, também não evidencia hemorragia, efeito de
massa, hidrocefalia ou outra alteração estrutural aguda capaz de
explicar o quadro. Não há hipoglicemia documentada durante o
evento.
Considerando a persistência da alteração do estado mental
associada aos fenômenos motores paroxísticos, o exame
complementar mais apropriado para investigar se há atividade
ictal cerebral contribuindo para o quadro neurológico é
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Mulher, 74 anos, com hipertensão arterial, diabetes Mellitus
tipo 2, fibrilação atrial crônica e comprometimento cognitivo
moderado, é internada por dispneia progressiva aos mínimos
esforços e dor vaga em hemitórax direito. Ao exame físico,
encontra-se afebril e hemodinamicamente estável, com PA de
125 × 75 mmHg e FC de 78 bpm. À ausculta pulmonar, observa-se
redução acentuada do murmúrio vesicular nos terços médio e
inferior do hemitórax direito, associada à macicez à percussão. A tomografia computadorizada de tórax evidencia derrame pleural
volumoso à direita, com atelectasia compressiva do parênquima
adjacente, cardiomegalia e discreto derrame pericárdico, sem
linfonodomegalias mediastinais. É realizada toracocentese de alívio
e diagnóstica, com retirada de aproximadamente 800 mL de líquido
de aspecto serossanguinolento.
Durante a internação, a paciente recebe ceftriaxona e
azitromicina por hipótese de infecção respiratória comunitária,
além de diurético. A análise inicial do líquido pleural apresenta
celularidade prejudicada pela presença acentuada de fibrina. Não
foram determinadas as concentrações pleurais de proteínas, LDH
ou glicose. O pH pleural informado pelo laboratório foi de 9,0,
sem documentação das condições de coleta e processamento da
amostra.
Exames séricos mostram leucócitos de 12.100/mm³, proteína C
reativa de 2,0 mg/dL, albumina de 3,7 g/dL e LDH de 402 U/L.
Caso a avaliação radiológica de controle demonstre persistência ou reacúmulo significativo do derrame pleural, a conduta mais apropriada para estabelecer sua etiologia é
Caso a avaliação radiológica de controle demonstre persistência ou reacúmulo significativo do derrame pleural, a conduta mais apropriada para estabelecer sua etiologia é
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Homem de 58 anos de idade é atendido em Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) com dor contínua, de forte intensidade, em
flanco e região lombar à direita, iniciada há cerca de 12 horas. Na admissão, apresenta-se consciente e orientado, com
pontuação 15 na Escala de Coma de Glasgow. Ao exame físico,
apresenta sinal de Giordano positivo à direita. Os sinais vitais
iniciais são: pressão arterial de 183 × 100 mmHg, frequência
cardíaca de 83 bpm e saturação periférica de oxigênio de 95% em
ar ambiente.
Foi submetido à tomografia computadorizada de abdome e pelve
sem contraste, que evidenciou cálculo piélico à direita medindo
9,5 × 7 mm, associado à hidronefrose moderada, densificação da
gordura perirrenal e peripiélica à direita e múltiplos cálculos
calicinais não obstrutivos no mesmo rim.
Durante o período de observação na UPA, após alívio parcial da
dor com analgesia endovenosa, foram liberados os exames
laboratoriais colhidos na admissão, que demonstraram
leucograma de 17.800/mm³, com 12% de bastões; creatinina de
1,8 mg/dL, com valor basal desconhecido; e EAS (Urina I) com
leucocitúria maciça, nitrito positivo e bacteriúria abundante.
Ao reavaliar o paciente no leito da emergência, o médico observa
temperatura de 38,4°C, pressão arterial de 105 × 65 mmHg,
frequência cardíaca de 108 bpm e frequência respiratória de
22 irpm.
Diante do quadro clínico, laboratorial e dos achados tomográficos, assinale a conduta médica imediata mais adequada.
Diante do quadro clínico, laboratorial e dos achados tomográficos, assinale a conduta médica imediata mais adequada.
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