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Homem de 45 anos de idade, submetido há 1 ano à ressecção
transesfenoidal de macroadenoma hipofisário não funcionante,
comparece ao ambulatório de Endocrinologia/Clínica Médica
para seguimento. Relata fadiga progressiva, redução da
capacidade para realizar exercícios, aumento da adiposidade
abdominal, diminuição de massa muscular e piora significativa da
qualidade de vida.
A ressonância magnética de sela túrcica realizada recentemente
não demonstra evidências de tumor residual ou recidiva.
Após a cirurgia, foi diagnosticado hipotireoidismo central,
atualmente sendo tratado de forma adequada com levotiroxina.
A avaliação dos eixos corticotrófico e gonadotrófico não
demonstra deficiência estabelecida. O paciente apresenta IMC de
28,4 kg/m².
A dosagem sérica de IGF-1 (Insulin-like Growth Factor 1)
encontra-se dentro da faixa de referência ajustada para idade e
sexo, porém próxima ao limite inferior da normalidade.
O paciente não apresenta diabetes Mellitus, antecedente de
epilepsia, doença cerebrovascular ou cardiopatia isquêmica.
Considerando a elevada probabilidade pré-teste decorrente da doença estrutural hipofisária e os princípios atuais para investigação da deficiência do hormônio do crescimento no adulto, assinale a conduta diagnóstica mais adequada.
Considerando a elevada probabilidade pré-teste decorrente da doença estrutural hipofisária e os princípios atuais para investigação da deficiência do hormônio do crescimento no adulto, assinale a conduta diagnóstica mais adequada.
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Homem de 66 anos é admitido na Emergência após período
prolongado de importante restrição alimentar. Apresenta perda
ponderal acentuada, IMC de 15 kg/m2
, redução importante de
massa muscular e história de ingestão alimentar mínima nas
últimas duas semanas. Na admissão, encontra-se consciente,
orientado e hemodinamicamente estável. Exames laboratoriais
mostram: Sódio 137 mEq/L, Potássio 4,5 mEq/L, Creatinina
0,83 mg/dL e Glicemia 110 mg/dL. Após o início de hidratação
venosa e suporte nutricional oral, evolui, em 48 horas, com
fraqueza muscular progressiva, tremores, rebaixamento do nível
de consciência e hipotensão arterial. A reavaliação laboratorial
revela Sódio sérico de 138 mEq/L e Potássio de 3,1 mEq/L.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a opção que apresenta corretamente o mecanismo fisiopatológico e a abordagem inicial mais adequada.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a opção que apresenta corretamente o mecanismo fisiopatológico e a abordagem inicial mais adequada.
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Homem de 53 anos de idade, hipertenso, diabético e tabagista,
com carga tabágica de 30 maços/ano, dá entrada no setor de
Emergência devido a dor retroesternal em aperto iniciada
durante episódio de intenso estresse emocional. Na admissão,
apresenta pressão arterial de 200 × 90 mmHg e glicemia capilar
de 460 mg/dL.
Após o controle pressórico e metabólico, ocorre resolução da
dor, sem recorrência durante o período de observação em
unidade monitorizada. O paciente permanece
hemodinamicamente estável.
Os eletrocardiogramas seriados não demonstram alterações
isquêmicas dinâmicas do segmento ST ou da onda T. A dosagem
seriada de troponina I ultrassensível revela valores de 37,0 > 45,5
> 55,4 ng/L, para um limite superior de referência
correspondente ao percentil 99 de 19 ng/L. O ecocardiograma
transtorácico demonstra fração de ejeção do ventrículo esquerdo
preservada e ausência de nova alteração segmentar da
contratilidade.
Considerando a Quarta Definição Universal do Infarto do
Miocárdio e a necessidade de integrar a cinética da troponina ao
contexto clínico e ao provável mecanismo fisiopatológico,
assinale a opção correta.
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Mulher de 50 anos de idade, sem diagnósticos prévios
conhecidos, comparece à Unidade Básica de Saúde para avaliação
de exames laboratoriais solicitados em consulta de rotina.
Encontra-se assintomática e nega poliúria, polidipsia, perda
ponderal não intencional, náuseas, vômitos ou outros sinais de
descompensação hiperglicêmica.
Ao exame físico, apresenta IMC de 31,4 kg/m² e pressão arterial
de 128/82 mmHg, sem outras alterações relevantes.
Os exames laboratoriais revelam: Glicemia de jejum: 292 mg/dL;
Hemoglobina glicada (HbA1c): 10,2%.
A função renal encontra-se preservada. Não há história de uso de
glicocorticoides ou outros medicamentos hiperglicemiantes, nem
evidências clínicas de cetose, síndrome catabólica, doença
pancreática ou crise hiperglicêmica.
Considerando os critérios diagnósticos vigentes e as
recomendações contemporâneas da Sociedade Brasileira de
Diabetes (SBD) e da American Diabetes Association (ADA) para o
tratamento inicial do diabetes Mellitus tipo 2, assinale a
estratégia terapêutica mais adequada.
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Homem de 52 anos, motorista de aplicativo, comparece à
Unidade Básica de Saúde acompanhado da esposa. Relata
sonolência excessiva diurna, episódios de redução da atenção
durante a condução do veículo, sono não reparador e cefaleia
matinal. A esposa refere ronco intenso, pausas respiratórias
recorrentes durante o sono e despertares associados a engasgos.
Antecedentes Pessoais: Hipertensão arterial sistêmica de difícil
controle, em uso de enalapril 20 mg 12/12h e anlodipino
10 mg/dia; diabetes Mellitus tipo 2, em uso de metformina 850
mg 12/12h.
Exame Físico: PA 148/94 mmHg | FC 84 bpm | SpO2 96% em ar
ambiente | Peso 98 kg | Altura 1,72 m | IMC 33,1 kg/m² |
Circunferência cervical 44 cm | Mallampati IV.
Considerando a elevada probabilidade pré-teste de apneia
obstrutiva do sono e os princípios técnicos da investigação dos
distúrbios respiratórios do sono, assinale a afirmativa correta.
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Homem de 38 anos, com antecedente de epilepsia em
tratamento prévio com ácido valproico e clonazepam, é atendido
na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após apresentar crise
convulsiva tônico-clônica generalizada presenciada por
familiares, com relato de baixa adesão medicamentosa nos
últimos meses. Após o atendimento inicial e estabilização pósictal, evoluiu com recuperação completa da consciência e exame
neurológico sem déficits focais.
A tomografia computadorizada (TC) de crânio realizada na
emergência revelou calcificações bilaterais e simétricas, de
aspecto denso, acometendo predominantemente os núcleos da
base (globos pálidos e putâmens), sem efeito de massa ou sinais
de edema perilesional.
O paciente recebe alta da emergência com ajuste do esquema
anticonvulsivante (associação de Levetiracetam ao Ácido
Valproico) e é encaminhado à Unidade Básica de Saúde / Clínica
da Família para coordenação do cuidado, solicitação de exames
laboratoriais complementares e encaminhamento à Neurologia.
Considerando o achado tomográfico e a suspeita de Calcificação Cerebral Primária (Primary Brain Calcification, antiga Doença de Fahr), assinale a conduta inicial prioritária e o perfil de exames laboratoriais a serem solicitados na Atenção Primária para o correto direcionamento do caso.
Considerando o achado tomográfico e a suspeita de Calcificação Cerebral Primária (Primary Brain Calcification, antiga Doença de Fahr), assinale a conduta inicial prioritária e o perfil de exames laboratoriais a serem solicitados na Atenção Primária para o correto direcionamento do caso.
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Um homem de 66 anos de idade, portador de cardiomiopatia
dilatada chagásica, insuficiência cardíaca com fração de ejeção
reduzida (fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25% em
ecocardiograma realizado há três meses) e hipertensão arterial
sistêmica, é admitido no setor de emergência com queixa de
palpitações de início súbito há aproximadamente 6 horas,
associadas a dispneia progressiva e redução expressiva da
tolerância aos esforços.
Ao exame físico, encontra-se consciente, orientado, porém
nitidamente dispneico, com frequência respiratória de 24 irpm,
saturação periférica de oxigênio de 94% em ar ambiente e
pressão arterial de 108 X 68 mmHg.
À propedêutica clínica, observam-se turgência jugular patológica
a 45°, edema de membros inferiores mensurado em 2+/4+ e
estertores crepitantes bibasais em terços inferiores.
O eletrocardiograma de 12 derivações evidencia ritmo de
fibrilação atrial com alta resposta ventricular, com frequência
cardíaca oscilando entre 145 e 155 bpm, sem sinais de isquemia
miocárdica aguda.
Considerando o perfil clínico-hemodinâmico do paciente e as
recomendações atuais para o manejo de arritmias
supraventriculares agudas associadas à insuficiência cardíaca
descompensada, a conduta farmacológica inicial mais apropriada
é
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Uma paciente de 79 anos de idade, portadora de hipertensão
arterial sistêmica e diabetes Mellitus tipo 2, é admitida na
unidade de terapia intensiva (UTI) com quadro de febre aferida
em 39,2 ºC, dispneia intensa e tosse seca, evoluindo rapidamente
para insuficiência respiratória hipoxêmica aguda, com
necessidade de ventilação mecânica invasiva.
Durante o manejo assistencial, observa-se a eliminação
espontânea de um espécime adulto de Ascaris lumbricoides pelas
cavidades oral e nasal. A tomografia computadorizada de tórax
evidencia infiltrados alveolares e consolidações bilaterais, de
caráter migratório e distribuição predominantemente periférica.
O hemograma de urgência revela leucocitose moderada
acompanhada de eosinofilia absoluta de 2.450 células/mm³.
Considerando a fisiopatologia molecular da resposta imune, responsável pela manifestação pulmonar inicial descrita no cenário clínico (síndrome de Loeffler), a lesão tecidual e o recrutamento celular no parênquima pulmonar decorrem predominantemente de
Considerando a fisiopatologia molecular da resposta imune, responsável pela manifestação pulmonar inicial descrita no cenário clínico (síndrome de Loeffler), a lesão tecidual e o recrutamento celular no parênquima pulmonar decorrem predominantemente de
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Um paciente masculino de 68 anos de idade, portador de doença
renal crônica estágio 3 e diabetes Mellitus tipo 2, encontra-se
internado na unidade de terapia intensiva (UTI) devido a um
quadro de sepse de foco pulmonar.
Em uso de meropenem e polimixina B há 10 dias, o paciente
evolui com diarreia aquosa volumosa, dor abdominal progressiva
e distensão de alças.
Nas últimas 12 horas, apresenta franca piora clínica, registrando
pressão arterial de 85/50 mmHg (em uso de noradrenalina em
doses crescentes), frequência cardíaca de 120 bpm, temperatura
axilar de 38,2 °C e abdome gravemente distendido, doloroso
difusamente à palpação, com ruídos hidroaéreos abolidos.
Os exames laboratoriais de urgência revelam: leucócitos totais de
28.000/mm³, creatinina plasmática de 3,0 mg/dL (valor basal de
1,5 mg/dL), lactato sérico de 4,5 mmol/L e gasometria arterial
evidenciando acidose metabólica com base excess de -7,0 mEq/L.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome aponta
espessamento pancolônico difuso, borramento da gordura
perivisceral e dilatação do cólon transverso com diâmetro de até
7 cm, sem sinais de pneumoperitônio. O teste de pesquisa de
toxinas para Clostridioides difficile encontra-se pendente.
Considerando o cenário clínico, laboratorial e de imagem
apresentado, a conduta imediata mais adequada para o manejo
desse paciente é
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Uma paciente de 67 anos de idade, portadora de hipertensão
arterial sistêmica, ex-tabagista, com história de declínio cognitivo
progressivo, foi admitida em 14/04/2026 após queda da própria
altura, evoluindo com fratura de colo de fêmur direito.
Durante a internação, foi tratada para infecção do trato urinário
com ceftriaxona por 7 dias, esquema encerrado em 22/04/2026.
Ao longo do período de internação, observou-se aceitação
alimentar significativamente reduzida.
Na avaliação pré-operatória inicial em 14/04, os exames
laboratoriais revelavam tempo de atividade da protrombina (TAP)
de 14,3 segundos, Relação Internacional Normalizada (INR) de
1,05 e tempo de tromboplastina parcial ativada (aPTT) de 30,3
segundos, tendo sido prescrita enoxaparina 40 mg, por via
subcutânea, uma vez ao dia, para profilaxia de tromboembolismo
venoso.
A cirurgia foi suspensa em 24/04 devido a pico hipertensivo,
mantendo-se a paciente em compensação clínica para
reagendamento eletivo do procedimento.
Na reavaliação em 28/04, novos exames evidenciaram TAP de
43,0 segundos (atividade de 22%), INR de 3,45, aPTT de 31,8
segundos e plaquetas de 180.000/mm³.
A paciente nega uso de anticoagulantes orais, encontra-se lúcida,
hemodinamicamente estável e sem sinais de sangramento ativo.
Considerando a evolução clínica e o perfil laboratorial apresentado, a conduta mais adequada para o manejo da alteração hemostática antes da intervenção cirúrgica é
Considerando a evolução clínica e o perfil laboratorial apresentado, a conduta mais adequada para o manejo da alteração hemostática antes da intervenção cirúrgica é
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