Com base na história da ciência, Maria Margareth Lopes identifica no século 19 a difusão do “colonialismo científico”, por meio do qual alguns museus da Europa Ocidental são utilizados como referência, sendo onde o método científico positivista foi desenvolvido, juntamente com os ares modernos da civilização, do progresso e da ideia de nação. A partir dessa pesquisa, é correto afirmar que
Os jardins botânicos reais são os precursores de grandes museus no Ocidente. Em 1640 foi criado o “Jardim
Real das Ervas Medicinais”, de acesso restrito a poucas
pessoas. A organização de suas coleções, seus métodos
de pesquisa, sua forma “instrutiva” de expor os exemplares e suas edificações – prédio associado ao jardim
botânico – tornaram-no um modelo de museu de história
natural copiado por inúmeros países, inclusive por alguns
museus fundados no Brasil no século 19. Em 1793, esse
mesmo Jardim foi reorganizado; formou-se então a biblioteca, e a 7 de setembro de 1794 ele foi aberto ao
público. Essa descrição se refere ao Museu de História
Natural de
O Professor universitário estadunidense James Clifford,
em seu artigo, afirma que o Museu, como uma estrutura organizacional, pode se transformar em uma relação
atual, política e moral concreta quando
No artigo “Museus como Zonas de Contato”, escrito por James Clifford, o autor narra a sua experiência como “consultor” no Museu de Arte de Portland, Oregon. Assinale a alternativa correta no que diz respeito às características da Coleção Rasmussen analisada pelo escritor.
No que diz respeito ao processo de comunicação em uma
instituição museal, a partir das novas correntes museológicas,
a partir da década de 1970, a abordagem institucional deve
ter um olhar voltado, principalmente, para:
No Plano museológico, entre os programas, tem-se a previsão da
criação dos projetos de execução arquitetônicos/expositivos.
Esses projetos não são voltados para:
“No século XIX, o desenvolvimento dos museus históricos
esteve associado ao surgimento das nacionalidades[...], ao
mesmo tempo em que, sem contradição, à História universal,
na qual a História Nacional representaria a culminação no
desenvolvimento da civilização. Daí a importância dos museus
de arqueologia das civilizações clássicas da Grécia e de
Roma, bem como do Egito e da mesopotâmia[...] No Brasil, o
modelo oitocentista é, também, o do Museu de história
Natural, no qual se insere organicamente a Antropologia,
como um enclave evocativo, a História.”
FIGUEIREDO, Betânia; VIDAL, Diana Gonçalves. Museus: dos gabinetes
de curiosidades ao museu moderno. Belo Horizonte: Argumentum, 2005,
p.22-23. Texto adaptado.
Considerando o museu histórico como uma tipologia de museu
e sabendo-se da existência de museus de antropologia, de
arqueologia e de História Natural, é correto afirmar:
Muitos acervos universitários se formam [...] a partir de
operações próprias da metodologia de produção do
conhecimento. Espécie de artifício de aproximação, as
coleções reúnem e conferem universalidade ao que está
disperso, ao que é singular no mundo, funcionando como
dispositivos que reduzem ou amplificam realidades,
permitindo, dessa maneira, procedimentos próprios da
pesquisa como a observação, a comparação, a mensuração,
classificação e interpretação. Algumas coleções são
constituídas com propósito exclusivo de ensino, e se prestam
para ilustrar conteúdos; outras transitam dos laboratórios de
pesquisa para as salas de aulas. Como apoio didático, são
portadoras de informações que nutrem o conhecimento
científico e emprestam materialidade a ideias abstratas ou a
processos experimentais no exercício da docência.
JULIÃO, Letícia. O desafio da comunicação nos museus
universitários. Museologia &
Interdisciplinaridade, v. 9, p. 13-23, 2020.
Há muitos exemplos de museus universitários no Brasil,
enquanto tipo de museu que direciona as dinâmicas
institucionais às pesquisas realizadas pelos diferentes cursos
e estudos desenvolvidos por instituições de ensino superior,
aspecto que impacta na forma como as exposições são
pensadas nessas instituições. Assim sendo, é correto afirmar
que não seria um exemplo de museu universitário:
O Público dos museus, conforme a definição do dicionário
(Holanda, 1975, p.1165), é um “conjunto de pessoas que
leem, veem, escutam as obras”. Desse modo, o público dos
museus não é constituído por: