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https://diplomatique.org.br/novas-tirinhas-de-andre-dahmer-transformamalgoritmo-em-personagem-intrometido
No último quadrinho, o verbo "tem" é empregado com sentido de existência.
Considerando sua adequação ao contexto de uso da frase, assinale
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AOS 99 ANOS E COM CINCO TRINETOS, SUPERIDOSA EXPÕE
ROTINA NAS REDES SOCIAIS E CONQUISTA INTERNET: 'SOU
DIGITAL INFLUENCER'
Recifense, Zuleide Lima começou a gravar vídeos na pandemia, com ajuda da neta, e hoje acumula 332 mil seguidores. 'As pessoas com muita idade não devem parar', afirma.
Aniversários, consultas médicas, partidas de bingo, exercícios físicos e passeios. Com uma rotina que poderia ser o dia a dia de qualquer produtor de conteúdo, a influenciadora Zuleide Lima conquistou milhares de seguidores nas redes sociais, aos 99 anos.
https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/07/04/
No título da notícia, o vocábulo “superidosa” é um exemplo de criação lexical que se justifica, no contexto, por um processo de formação de palavras caracterizado pela
Recifense, Zuleide Lima começou a gravar vídeos na pandemia, com ajuda da neta, e hoje acumula 332 mil seguidores. 'As pessoas com muita idade não devem parar', afirma.
Aniversários, consultas médicas, partidas de bingo, exercícios físicos e passeios. Com uma rotina que poderia ser o dia a dia de qualquer produtor de conteúdo, a influenciadora Zuleide Lima conquistou milhares de seguidores nas redes sociais, aos 99 anos.
https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/07/04/
No título da notícia, o vocábulo “superidosa” é um exemplo de criação lexical que se justifica, no contexto, por um processo de formação de palavras caracterizado pela
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “que”
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Porém, senhor conde, o que fiz de mais importante para ressuscitar
o meu porto não foi nenhuma reforma ou construção, mas inventar
uns presentes e umas prendas para atiçar o apetite dos
mercadores, porque se há um segredo no comércio é saber fazer
com que o comprador pense que está tendo vantagens e
recebendo mais do que aquilo pelo que pagou.
TORRERO, J. R. e PIMENTA, M. A. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. p. 141.
As conjunções são importantes elementos de coesão textual. Considerando a função sintático-semântica dos conectivos destacados no excerto, assinale a opção correta.
TORRERO, J. R. e PIMENTA, M. A. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. p. 141.
As conjunções são importantes elementos de coesão textual. Considerando a função sintático-semântica dos conectivos destacados no excerto, assinale a opção correta.
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A transformação começou ainda na infância, quando o que era pra
ser dom se tornou pesar. Do pai, ela herdou o gosto pela notícia;
da mãe, a vida restrita ao lar. Do mundo, ganhou desgostos; do
destino, a falta de escolhas. Formou-se assim a essência da
fofoqueira.
BATALHA, Martha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. São Paulo: Cia das Letras, 2016. p. 12.
Na construção das características da personagem, que conduz à conclusão sobre sua essência, a autora emprega paralelismo sintático associado à elipse verbal, recurso que contribui, predominantemente, para
BATALHA, Martha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. São Paulo: Cia das Letras, 2016. p. 12.
Na construção das características da personagem, que conduz à conclusão sobre sua essência, a autora emprega paralelismo sintático associado à elipse verbal, recurso que contribui, predominantemente, para
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Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:
Os balanços
Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de
prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres
cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre
positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente
pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos
as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma
comissão criada para um programa que desconseguiu de
resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na
hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam
só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas
e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe.
Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos
chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em
que vivemos, sem champanhe.
Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas
ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de
qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só
o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória,
no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas
visitas positivas.
Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos
que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que
é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses
jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses
do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas
servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos,
enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década
desse milênio é para esquecer.
Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de
ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até
cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...
(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)
Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
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Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:
Os balanços
Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de
prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres
cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre
positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente
pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos
as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma
comissão criada para um programa que desconseguiu de
resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na
hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam
só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas
e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe.
Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos
chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em
que vivemos, sem champanhe.
Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas
ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de
qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só
o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória,
no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas
visitas positivas.
Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos
que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que
é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses
jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses
do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas
servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos,
enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década
desse milênio é para esquecer.
Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de
ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até
cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...
(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)
Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:
Os balanços
Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de
prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres
cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre
positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente
pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos
as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma
comissão criada para um programa que desconseguiu de
resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na
hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam
só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas
e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe.
Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos
chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em
que vivemos, sem champanhe.
Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas
ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de
qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só
o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória,
no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas
visitas positivas.
Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos
que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que
é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses
jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses
do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas
servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos,
enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década
desse milênio é para esquecer.
Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de
ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até
cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...
(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)
Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
• Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. (1º parágrafo)
• … por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? (2º parágrafo)
• Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. (4º parágrafo)
O par de preposições “desde ... a” e as preposições “com” e “em” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:
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Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:
Os balanços
Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de
prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres
cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre
positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente
pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos
as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma
comissão criada para um programa que desconseguiu de
resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na
hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam
só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas
e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe.
Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos
chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em
que vivemos, sem champanhe.
Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas
ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de
qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só
o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória,
no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas
visitas positivas.
Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos
que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que
é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses
jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses
do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas
servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos,
enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década
desse milênio é para esquecer.
Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de
ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até
cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...
(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)
Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
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Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:
Os balanços
Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de
prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres
cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre
positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente
pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos
as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma
comissão criada para um programa que desconseguiu de
resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na
hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam
só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas
e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe.
Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos
chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em
que vivemos, sem champanhe.
Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas
ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de
qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só
o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória,
no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas
visitas positivas.
Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos
que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que
é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses
jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses
do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas
servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos,
enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década
desse milênio é para esquecer.
Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de
ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até
cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...
(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)
Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
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Os balanços
Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de
prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres
cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre
positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente
pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos
as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma
comissão criada para um programa que desconseguiu de
resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na
hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam
só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas
e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe.
Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos
chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em
que vivemos, sem champanhe.
Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas
ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de
qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só
o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória,
no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas
visitas positivas.
Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos
que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que
é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses
jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses
do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas
servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos,
enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década
desse milênio é para esquecer.
Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de
ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até
cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...
(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)
Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
• Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos... (1º parágrafo)
• Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? (2º parágrafo)
• … alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. (3º parágrafo)
• Nesta década gozamos finalmente de paz. (5º parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
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