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4129805 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Nova Odessa-SP
Tempestade de noite
       É impressionante. É deslumbrante. Chega a dar medo. Mas pouca coisa no mundo é mais bonita do que uma tempestade de noite. O céu carregado e coberto de nuvens mais escuras que o escuro da noite de repente iluminado por um primeiro raio, que estoura num trovão distante, seguido de outro que corta outro pedaço do céu e explode mais próximo, como se uma salva da artilharia dos anjos saudasse Deus passando por trás das nuvens, numa inspeção de rotina pelos jardins do céu.
       E a trovoada segue firme, enquanto o vento começa a aumentar de força balançando cada vez com mais violência os galhos das árvores.
        Instala-se um duelo dramático. De um lado os trovões dando cobertura para os raios que cortam o céu. De outro o vento querendo superar os trovões, ajudado pelas árvores sem outra chance, emprestando seus galhos para caixa de ressonância da tempestade alucinada, assobiando entre as folhas os cantos de guerra de uma raça esquecida no passado distante, ressuscitada pelas forças da natureza medindo força na noite cada vez mais escura.
       De repente cai uma gota. E outra, e outra. Uma mais pesada do que a outra, a seguinte maior que a anterior até que a chuva desaba, densa, oblíqua, arrastada pelo vento, inconformado com soma entre os raios, os trovões e a água que cai feito uma cachoeira das nuvens cada vez mais baixas e mais claras, iluminadas por rápidas sequências de raios, explodindo em trovões cada vez mais perto.
      A tempestade se acerta. Todas a forças se compõem. Deixam de lado os ciúmes e as vaidades menores, para encherem a noite com a força incontrolável de todos os elementos somando forças para arrasarem a terra no reinado da lua, desmantelado pela explosão da natureza.
MENDONÇA, Antonio Penteado. Tempestade de noite. Crônicas da cidade. Disponível em<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2020/12/20/te
mpestade-de-noite/>.  

“(...) a chuva desaba, densa, oblíqua, arrastada pelo vento”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

 

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4129804 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Nova Odessa-SP
Tempestade de noite
       É impressionante. É deslumbrante. Chega a dar medo. Mas pouca coisa no mundo é mais bonita do que uma tempestade de noite. O céu carregado e coberto de nuvens mais escuras que o escuro da noite de repente iluminado por um primeiro raio, que estoura num trovão distante, seguido de outro que corta outro pedaço do céu e explode mais próximo, como se uma salva da artilharia dos anjos saudasse Deus passando por trás das nuvens, numa inspeção de rotina pelos jardins do céu.
       E a trovoada segue firme, enquanto o vento começa a aumentar de força balançando cada vez com mais violência os galhos das árvores.
        Instala-se um duelo dramático. De um lado os trovões dando cobertura para os raios que cortam o céu. De outro o vento querendo superar os trovões, ajudado pelas árvores sem outra chance, emprestando seus galhos para caixa de ressonância da tempestade alucinada, assobiando entre as folhas os cantos de guerra de uma raça esquecida no passado distante, ressuscitada pelas forças da natureza medindo força na noite cada vez mais escura.
       De repente cai uma gota. E outra, e outra. Uma mais pesada do que a outra, a seguinte maior que a anterior até que a chuva desaba, densa, oblíqua, arrastada pelo vento, inconformado com soma entre os raios, os trovões e a água que cai feito uma cachoeira das nuvens cada vez mais baixas e mais claras, iluminadas por rápidas sequências de raios, explodindo em trovões cada vez mais perto.
      A tempestade se acerta. Todas a forças se compõem. Deixam de lado os ciúmes e as vaidades menores, para encherem a noite com a força incontrolável de todos os elementos somando forças para arrasarem a terra no reinado da lua, desmantelado pela explosão da natureza.
MENDONÇA, Antonio Penteado. Tempestade de noite. Crônicas da cidade. Disponível em<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2020/12/20/te
mpestade-de-noite/>.  

“É impressionante. É deslumbrante. Chega a dar medo.”

O trecho acima, da introdução do texto “Tempestade de noite”, é essencialmente do tipo:

 

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Assinale a alternativa cujo enunciado se apresenta totalmente correto em relação ao emprego de pronome de tratamento, de acordo com a redação oficial.
 

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Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas abaixo, na mesma ordem:
- ___ depender do que você precisa, estou sempre ___ disposição.
- De leste ___ oeste, pretendemos passar por toda ___ Europa.
- Daqui ___ algumas horas pode me esperar para nos dedicarmos ___ árdua tarefa.
 

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Enunciado 4637199-1



QUINO. Mafalda. Disponível em <https://agendadasbugigangas.wordpress.com/wpcontent/uploads/2011/05/mafalda-quino.pdf>. 


“(...) tem milhões de pessoas (...)”
O verbo destacado no enunciado acima, utilizado no primeiro quadrinho, pode ser substituído corretamente por:
 

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“Diz-se que a literatura existe para purificar – sublimar – o inferno real.” (José Castello)

A palavra destacada no pensamento acima possui o sentido de

 

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Assinale a alternativa cujo elemento destacado se refere a algo mencionado posteriormente no mesmo enunciado.
 

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Assinale a alternativa cujo enunciado se apresenta sob a figura de linguagem conhecida como prosopopeia ou personificação.
 

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Dias de chuva
    Literalmente adoro dias de chuva. Aquela preguiça boa, que nos remete ao recolhimento. A chuva me traz recordações da infância, de tomar banho na rua, pulando na enxurrada. E dos bolinhos de chuva, e o chocolate que mamãe preparava. Mas tinha que obedecer, tomar outro banho, quente desta vez. Não esquecendo de tirar o grude de trás das orelhas, e de secar o chão ao sair do banho. A tarde corria solta, a chuva mostrando a que veio, trovoadas e relâmpagos cortando o céu. Sem preocupações, o melhor era a disputa com meus irmãos, quem iria pegar o maior bolinho.
    Sempre brincávamos com isso, nossa mãe fazia os bolinhos maiores ou menores, conforme colhesse a massa com a colher. Proposital ou não, sempre eram diferentes no tamanho. Isso causava um rebuliço em volta da mesa.
    Muitos anos se passaram, não tive o mesmo costume de fazer para meus filhos os bolinhos de chuva. Talvez porque aqueles momentos eram nossos e da nossa mãe. Mas a chuva continua trazendo imagens daqueles momentos, tão pequenos e simples.
    Felicidade é um ato tão doce e pequeno, em uma tarde de chuva, o recolhimento, a abstração de tudo. Só ficar “de boa”, como dizia meu filho na infância. Lendo, brincando, contando anedotas. Lembro dos primeiros dias de casamento, ficávamos na cama, conversando, rindo, vendo TV. Depois, com os filhos a cama ficava apertada, mas ainda assim era gostoso, ficar ali fazendo nada, como diria meu esposo.
     Tardes e noites abençoadas, com a chuva cantarolando no telhado. Esses dias se foram, o tempo leva os momentos, a chuva traz novos momentos. Ainda amo a chuva, mesmo que, às vezes, a natureza em fúria cause tragédias. Mas a chuva em si não é culpada, a culpa com certeza é da humanidade. A chuva é benção, é magia. 
    Confidente dos amantes, alegria da meninada, que ainda hoje canta e dança na chuva. Que traz encantamento. 
SOUZA, Ivete Rosa de. Dias de chuva. Jornal Cultural
ROL. Disponível em <https://jornalrol.com.br/?p=57942>. 

“Isso causava um rebuliço em volta da mesa.”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

 

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Dias de chuva
    Literalmente adoro dias de chuva. Aquela preguiça boa, que nos remete ao recolhimento. A chuva me traz recordações da infância, de tomar banho na rua, pulando na enxurrada. E dos bolinhos de chuva, e o chocolate que mamãe preparava. Mas tinha que obedecer, tomar outro banho, quente desta vez. Não esquecendo de tirar o grude de trás das orelhas, e de secar o chão ao sair do banho. A tarde corria solta, a chuva mostrando a que veio, trovoadas e relâmpagos cortando o céu. Sem preocupações, o melhor era a disputa com meus irmãos, quem iria pegar o maior bolinho.
    Sempre brincávamos com isso, nossa mãe fazia os bolinhos maiores ou menores, conforme colhesse a massa com a colher. Proposital ou não, sempre eram diferentes no tamanho. Isso causava um rebuliço em volta da mesa.
    Muitos anos se passaram, não tive o mesmo costume de fazer para meus filhos os bolinhos de chuva. Talvez porque aqueles momentos eram nossos e da nossa mãe. Mas a chuva continua trazendo imagens daqueles momentos, tão pequenos e simples.
    Felicidade é um ato tão doce e pequeno, em uma tarde de chuva, o recolhimento, a abstração de tudo. Só ficar “de boa”, como dizia meu filho na infância. Lendo, brincando, contando anedotas. Lembro dos primeiros dias de casamento, ficávamos na cama, conversando, rindo, vendo TV. Depois, com os filhos a cama ficava apertada, mas ainda assim era gostoso, ficar ali fazendo nada, como diria meu esposo.
     Tardes e noites abençoadas, com a chuva cantarolando no telhado. Esses dias se foram, o tempo leva os momentos, a chuva traz novos momentos. Ainda amo a chuva, mesmo que, às vezes, a natureza em fúria cause tragédias. Mas a chuva em si não é culpada, a culpa com certeza é da humanidade. A chuva é benção, é magia. 
    Confidente dos amantes, alegria da meninada, que ainda hoje canta e dança na chuva. Que traz encantamento. 
SOUZA, Ivete Rosa de. Dias de chuva. Jornal Cultural
ROL. Disponível em <https://jornalrol.com.br/?p=57942>. 

“Ainda amo a chuva, mesmo que, às vezes, a natureza em fúria cause tragédias.”

A locução destacada no período acima possui o sentido de:

 

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