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4132099 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Venda Nova Imigrante-ES
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O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância

Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.

(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

Com base na análise do mecanismo das plataformas de vídeos curtos descrita no 5º§ parágrafo, infere-se que a “[...] reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.” (3º§) decorre de um processo de:
 

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4131843 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

           A primeira força 

O tempo voa

descabelado

olhando para chuvas

e paredes esverdeadas.


O tempo é porto

de cidades que

nunca mais se erguerão

depois de janeiros

e fomes de amanhã. 


O tempo é uma tampa

de ferro lançada

violentamente

contra a dor

e a esperança.


O tempo é um livro

anfíbio de saudades

e silabas tonificadas

por dissabor

e quintais incendiados.


O tempo se perde

no tato e olfato

de uma tela arquitetada

para barcos

e beijos de amantes.


O tempo é um canhoto

entardecer iluminado

por solidões

reencharcadas

de frutos, futuros e fins

(Adaptado de: MIRAGAIA Júlio. Disponível

em: https://www.blogderocha.com.br)

O uso reiterado do presente do indicativo em “é”, “voa” e “se perde” confere ao poema:
 

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4131842 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

           A primeira força 

O tempo voa

descabelado

olhando para chuvas

e paredes esverdeadas.


O tempo é porto

de cidades que

nunca mais se erguerão

depois de janeiros

e fomes de amanhã. 


O tempo é uma tampa

de ferro lançada

violentamente

contra a dor

e a esperança.


O tempo é um livro

anfíbio de saudades

e silabas tonificadas

por dissabor

e quintais incendiados.


O tempo se perde

no tato e olfato

de uma tela arquitetada

para barcos

e beijos de amantes.


O tempo é um canhoto

entardecer iluminado

por solidões

reencharcadas

de frutos, futuros e fins

(Adaptado de: MIRAGAIA Júlio. Disponível

em: https://www.blogderocha.com.br)

O titulo “A primeira força” relaciona-se com o poema por expressar:
 

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4131841 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.

(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020)

No trecho “Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação”, o verbo “vier está empregado no modo subjuntivo para:
 

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4131840 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.

(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020)

Na frase “Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata”, a linguagem assume um tom de:
 

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4131839 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.

(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020)

Na expressão “gente mais real-fantasiosa que há”, o autor
 

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4131838 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.

(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020)

A caracterização do caboclo no texto revela uma construção identitária que:
 

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4131837 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: MPE-AP

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação.

(Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca. 61 cronistas do Amapá, 2020)

A inversão sintática em “Cruel é o coração que não lhe acredita" tem como efeito principal:
 

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4130382 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRT-RS
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As cerejeiras podem “respirar”? A ciência explica como isso é possível

Por Nalini M. Nadkarni

A beleza das cerejeiras impressiona. Mas, além de observar sua floração e visitar os festivais

que ocorrem em vários lugares do mundo, especialmente no Japão e na China, é possível

conhecer melhor essas árvores e entender sua fisiologia. ___ séculos, elas despertam o interesse

de estudiosos e admiradores.

Ao entrar em um carro que ficou o dia todo sob o sol, a primeira reação costuma ser abrir

as janelas para permitir a circulação de ar. Da mesma forma, as árvores também precisam de

“janelas” em seus troncos e galhos para permitir a circulação de ar.

As folhas têm pequenos orifícios em suas superfícies — chamados estômatos, ou “pequenas

bocas” — que se abrem e fecham para permitir que as folhas absorvam dióxido de carbono e

liberem oxigênio para a fotossíntese.

Porém, não só as folhas fazem esse processo... As árvores também respiram, assim como

nós, absorvendo oxigênio e liberando dióxido de carbono. E a respiração ocorre nas células de

todos os tecidos vivos das árvores, não apenas nas folhas. Como essa troca pode ocorrer

em partes das árvores que não são folhas, como troncos e galhos, tecidos que não possuem

estômatos? É um enigma, pois a casca da árvore é a primeira linha de defesa. Ela age como uma

camada impermeável que impede que insetos e doenças cheguem ___ estruturas internas da

árvore.

Pense no tronco de uma cerejeira, com suas linhas estreitas gravadas na casca. Essas linhas

— chamadas lenticelas, ou ainda “pequenas janelas” — são, na verdade, portais na casca que

permitem que a árvore respire. Essas fendas em forma de lente na casca permitem a passagem

de gases entre as células vivas no interior e o ar externo, fazendo com que as cerejeiras

consigam “respirar” também por seu tronco.

Os botânicos também usam o formato das lenticelas para identificar árvores. Algumas

árvores, como a cerejeira e a bétula, têm lenticelas bem proeminentes, mas a maioria é invisível

a olho nu. Mesmo que você não consiga vê-las, elas estão lá, ajudando as árvores ___

sobreviverem até mesmo nos dias mais quentes.

(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2026/02/as-cerejeiras-podem-respirar-a-ciencia-explica-como-isso-e-possivel – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com as normas ortográficas vigentes sobre o emprego do hífen, qual das palavras a seguir está grafada corretamente?
 

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4130381 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: CRT-RS
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As cerejeiras podem “respirar”? A ciência explica como isso é possível

Por Nalini M. Nadkarni

A beleza das cerejeiras impressiona. Mas, além de observar sua floração e visitar os festivais

que ocorrem em vários lugares do mundo, especialmente no Japão e na China, é possível

conhecer melhor essas árvores e entender sua fisiologia. ___ séculos, elas despertam o interesse

de estudiosos e admiradores.

Ao entrar em um carro que ficou o dia todo sob o sol, a primeira reação costuma ser abrir

as janelas para permitir a circulação de ar. Da mesma forma, as árvores também precisam de

“janelas” em seus troncos e galhos para permitir a circulação de ar.

As folhas têm pequenos orifícios em suas superfícies — chamados estômatos, ou “pequenas

bocas” — que se abrem e fecham para permitir que as folhas absorvam dióxido de carbono e

liberem oxigênio para a fotossíntese.

Porém, não só as folhas fazem esse processo... As árvores também respiram, assim como

nós, absorvendo oxigênio e liberando dióxido de carbono. E a respiração ocorre nas células de

todos os tecidos vivos das árvores, não apenas nas folhas. Como essa troca pode ocorrer

em partes das árvores que não são folhas, como troncos e galhos, tecidos que não possuem

estômatos? É um enigma, pois a casca da árvore é a primeira linha de defesa. Ela age como uma

camada impermeável que impede que insetos e doenças cheguem ___ estruturas internas da

árvore.

Pense no tronco de uma cerejeira, com suas linhas estreitas gravadas na casca. Essas linhas

— chamadas lenticelas, ou ainda “pequenas janelas” — são, na verdade, portais na casca que

permitem que a árvore respire. Essas fendas em forma de lente na casca permitem a passagem

de gases entre as células vivas no interior e o ar externo, fazendo com que as cerejeiras

consigam “respirar” também por seu tronco.

Os botânicos também usam o formato das lenticelas para identificar árvores. Algumas

árvores, como a cerejeira e a bétula, têm lenticelas bem proeminentes, mas a maioria é invisível

a olho nu. Mesmo que você não consiga vê-las, elas estão lá, ajudando as árvores ___

sobreviverem até mesmo nos dias mais quentes.

(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2026/02/as-cerejeiras-podem-respirar-a-ciencia-explica-como-isso-e-possivel – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego da pontuação considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa e seus efeitos de sentido.
 

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